Os Elos do Nosso Amor
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Boa leitura!!
O dia raiava belo e imponente. O sol forte na Grécia agraciava com o clima seco. Vários aprendizes e cavaleiros treinavam nas arenas distribuídas pelo santuário, os guarda e cavaleiros em turno vigiavam toda região, mesmo em tempo de paz, era necessário cuidado.
Alguns dos dourados encontravam em reunião com Athenas, outros ensinando, e alguns dormindo.
Enquanto isso, no centro da Athenas, exatamente na escola secundária, pelo horário anunciava o fim das aulas do dia., e três crianças especiais saiam.
Elas estavam todas de braços dados, como em uma corrente, e conversam sobre os acontecimentos.
Tinha sido o primeiro dia de Mia, a mesma havia sido matriculada na mesma escola que as duas irmãs, e Milo conversou com a diretora, proporcionando que ficasse na mesma sala. Justificou que elas tinham sido separadas por muito tempo, e era uma forma de se aproximarem.
As trigêmeas eram o maior sucesso na escola, mas apesar de ter outros amigos, elas optaram por ficarem bem próximas.
— Temos que fazer algo mais efetivo. — Disse Fahir. A ruivinha estava no lado direito, Mia no meio, e Danita do esquerdo.
— Mais... Eles estão próximos, não!? — Replicou Mia em sua ingenuidade.
— Estão apenas se tolerando, ao menos da parte de papai Milo. Ele ainda está muito ferido por todos esses anos, e pai Kamus, não fez nada para reconquistá-lo. — Danita a mais madura das três disse.
Elas saíram dos portões, e pararam na entrada. Alguém sempre ia buscar elas. Um dos cavaleiros sempre se dispunha.
— Uhh... Temos que fazer algo que os force a conversarem de verdade, a vencer suas diferenças. — Falou Mia. — E eu tenho uma idéia perfeita.
— Mas terá que nos falar depois. — Disse Fahir quando avistou o pai ruivo delas.
— Olá princesas. Como foi a aula? — Era estranho ver tanto carinho na voz de Kamus. Quem o conheceu por anos, ver ele com aquela expressão gentil, e amor em sua voz realmente consideraria que ele tinha batido com a cabeça.
— Foi legal. A professora é muito divertida... Tinha um menino que me deu chocolate. — Disse Mia.
No mesmo instante a expressão de Kamus endureceu.
— Menino? E quem seria esse?
— Pai, não seja possessivo. Não aconteceu nada demais. — Disse Danita prevendo que o ruivo ia ter um treco por pensar quem alguém queria roubar a pureza de suas pequenas filhas.
— Mas é melhor ele tomar cuidado. Vamos? Que tal soverte no caminho de casa? — Indagou.
— Papai Mio não vai gostar. — Danita disse.
— Mas ele não precisa saber. — Fahir sempre arteira disse.
— Depois contamos para ele, uma vez não fará mal, apenas um pouco não vai tirar o apetite de vocês. — Falou o Aquariano ao que encaminhou as filhas para o carro.
Não tinha sido fácil convencer Milo deixar que ele fosse buscar as meninas. O escorpião apesar de apoia a idéia que as meninas deviam ter contanto com o outro pai, ainda achava bem irredutível.
— Sim! — As meninas gritaram ao que encontraram no carro, passando a contar como tinha sido o dia delas.
O momento entre os quatros foram divertidos, Kamus realmente surpreendeu as outras duas filhas, visto que elas sabiam sobre o pai ruivo daquilo que ouviam no santuário, e era bem diferente.
Não demoraram muito, e retornaram para casa. Quando chegaram, Kamus fez questão de acompanhar as meninas até escorpião, afinal, o combinado era que ele iria buscá-las, e entregaria para Milo.
Aparentemente o escorpião não ansiava por nenhum contando com Kamus, mas aceitou fato que as três tivessem no convívio o cavaleiro de Aquário, e que ele fizesse parte dos momentos da vida delas, mas deixou claro, que não queria nada com Kamus. Se possível, evitar se verem.
— Foi legal! Vai nos buscar amanhã novamente? — Fahir indagou esperançosa.
— Amanhã será Aioria, como sempre, ou eu. Combinamos que ele buscaria um dia sim, e outro não. — A voz de Milo se fez presente. O mesmo tinha indo buscar as filhas na porta.
— Milo, creio que...
— Foi o que combinamos. Meninas, vão tomar seus banhos, e logo iremos almoçar. — Disse autoritário.
— Sim!
— Ei, que é isso? — Indagou Milo quando viu o canto da boca de Fahir suja. — Querida, andou comendo besteira antes do almoço? Saber que não é correto. — Disse com carinho, mesmo que impôs uma regra.
— Ah! Pére nos levou para tomar sorvete. Estava uma delícia. — Disse Mia em sua inocência.
A expressão de Milo fechou na hora, e se olhar matasse na cera Kamus estaria pulverizado.
— Entrem.
— Mas pai.
— Agora! — Não aumentou o tom de sua voz, mas nela estava claro que não queria se desobedecido.
As três entraram depois dar um beijo no ruivo.
— Milo, foi duro demais com elas... — Kamus contestou.
— Não és digno para dizer como devo ou não criar minhas filhas. — Deu ênfase a última palavra. — Agora, cumpra as minhas regras, e poderá continua participando da vida delas.
— Ei! Não tem esse direito. Combinamos que não entraria com processo da guarda, pois iamos dividi-la. Tenho tanto direito, como você de decidi como criá-las. — O Aquariano disse áspero. Não estava gostando em nada desse novo Milo, não havia lasca do loiro brincalhão, descontraído e que sabia equaliza as coisas.
— Não venha me ensinar como cuidar das minhas filhas, agora se me der licença, tenho que termina o almoço delas. — Não deu espaço para Kamus dizer mais nada, virou as costas e entrou em sai casa, batendo a porta na cara do ruivo.
Naquele dia Milo ficou com as meninas, mas notou uma certa tristeza em Mia. Ficou quieto por um tempo e quando elas terminaram de estudar, ele a chamou para conversar.
— Mia, meu amor... Meu tesouro, o que houve? Por que está assim tristinha? — Ele perguntou apreensivo, mas de certa forma sabia a resposta, provavelmente ela pediria para ficar com Kamus, afinal, fora ele que a criou.
— Ah papai... Por minha causa o senhor brigou com meu pére... — Ela disse suspirando. — Ele não é um monstro! Sempre foi carinhoso e deixava-me tomar sorvete, mas sempre foi exigente, então sempre almoçava depois. Papai Kamus não fez uma coisa ruim... Eu entendo que o senhor sofre, porém não briga com ele não... Posso ficar com ele? Estou saudade, e essa hora nós sempre sentamos pra lanchar juntos! — Ela disse baixando o rostinho, não olhava pra Milo.
O loiro sentiu uma dor imensa no peito, seu problema era com ruivo e não queria fazer à pequena sentir-se culpada. A trouxe para seu colo e a fez sentar.
— Não fique assim meu anjo! Não foi sua culpa... O papai Kamus me fez uma promessa e não cumpriu, por isso fiquei aborrecido! — Por mais que falasse sentia que a menina estava bem sentida e lembrou-lhe a ele mesmo.
Mia sentiu os olhos arderem, sonhava com uma família completa, mas não daquele jeito. Era bom ter as irmãs e Milo ali, mas o fato de ver ele e Kamus brigando a machucava. Ela se afastou dele e mais uma vez perguntou:
— Por favor, papai, posso ir ver meu outro pai? — Ela perguntou de cabeça baixa e Milo pode ver uma lágrima pingar e molha seu braço.
— Claro Mia... Pode ir! — Falou embargado e a viu correr para fora de seu templo. O loiro deixou as lágrimas rolarem por seu rosto e foi até o banheiro, trancou-se e chorou novamente. — Por que estão fazendo isso comigo? Ser era para fazer ela sofrer, por que não a deixaram na França?! Não posso perdoá-lo assim, não posso simplesmente aceitar! Ele me deixou, ele me magoou, ele me fez sofrer... E ele ainda me ofende! — O loiro dizia ao vento!
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No templo de Aquário, o santo protetor daquela casa estava sentado com uma xícara de chá e uns biscoitos. O ruivo olhou para o prato com biscoitos e um copo de leite com achocolatado que esperavam certa loirinha hiperativa. Surpreendeu-se ao ouvir a vozinha dela logo atrás de si.
— Pére... Desculpe se demorei... Vamos lanchar?! — Mia falou carinhosa e o ruivo olhou para trás e levantou-se tomando-as nos braços. Ele distribuiu beijos por aquele rostinho infantil. A menina ria divertida.
— Papai... — Ela falou insegura. — Me desculpe, não devia ter falado do sorvete... Fez ele brigar com você... — Disse tristonha, o que fez Kamus novamente a abraçou e falou em seu ouvido:
— Non Mon Petit... Não foi sua culpa... É que o papai Kamus errou muito e isso fez o papai Milo mudar! — Ele explicou reconhecendo seus erros, mas não vendo como mudar aquela situação, o francês não era otimista.
Ela o apertou em seus bracinhos e disse baixinho.
— Mas o senhor disse que as pessoas devem aprender a perdoar, se não fosse o perdão da deusa, o senhor não estaria aqui!
Kamus sentiu-se sem palavras mais disseram calmo.
— Eu sei minha boneca, mas o papai Milo está muito magoado ainda... E eu também! Não é tão simples perdoar... Mas quem sabe um dia? Eu prometo que vou tentar... Tentar fazer ele me perdoar! — O defensor da décima primeira casa disse carinhoso, mas também sentia-se sem forças e sem saber o que fazer.
Sentou-a na cadeira e falou carinhoso.
— Não vamos falar de coisas tristes... Agora tome o seu leite com biscoitos e me conte como são suas irmãs? O que gostam de fazer quando estão juntas? — O ruivo indagou mudando de assunto e fazendo a pequena rir ao falar das irmãs e aproveitando para conhecer um pouco das outras duas.
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Mais um dia se iniciava, e pelo visto um dia nublado com previsão de chuva mais tarde.
Logo cedo o cavaleiro de escorpião levantou, preparou café da manhã das filhas, as acordou – o mais difícil na certa era Fahir – depois delas estarem tomado banho, com o uniforme, e tomando café, ele mesmo as levou para a escola. Como não era longe, optou por uma caminhada, assim teria bastante tempo para aproveitar suas filhas.
Falavam de tudo, realmente o entrosamento era incrível entre eles, Milo arriscava dizer que tinha nas três filhas melhores amigas.
Quando faltava pouco para chegarem na escola, e eles pareciam ter esgotados todos os assuntos possíveis, se isso era alcançável, Mia resolveu arriscar. Ela junto com as irmãs tinham traçado um plano, agora, tinha que agir com cautela para que tudo desse certo.
— Papai, eu queria pedir um favor. — A menina tinha cautela em sua voz, enquanto pulava de uma perna para outra, sinal de seu nervosismo ou empolgação.
— O que quiser querida.
— Na verdade, o pére Kamus que me pediu para falar, e que... Nos dois queriams convida-los para jantar lá em casa hoje. Voces vão?? — Os olhinhos da menina brilhava em expectativa, como se recebesse um não seu coração iria despedaçam.
— Ah claro, creio que Danita e Fahir vão adorar ir. Eu tinha mesmo que fazer uma missão que Athenas me pediu, assim pode aproveitar e ainda dormi com Kamus. — Disse Milo. Obviamente ele disfarçava bem seu desconforto.
— Não! E para os três, o senhor também. — Mia se alterou um pouco.
— Princesa, sinto muito, mas realmente tenho assuntos a trata que não pode esperar.
— Mentiroso. — Danita disse entre os dentes, com clara raiva, conhecia bem o pai loiro, e sabia que ele tentava escapar de ficar perto do ruivo. — Eis um cavaleiro ou um rato.
— Dan, não fale assim com papa... — Fahir arranhou com a irmã.
— E bom corrigi o que disse menina, pois sou seu pai, e deve-me respeito. Não me tratar como sua irmã ou amiguinha qualquer. — A voz de Milo era autoritária, diria até sombria. Uma coisa que ele jamais ia tolerar, era o desrespeito de suas filhas.
— Se quer meu respeito, pare de agir como covarde. Vamos meninas. — DAnita disse dando as costas para Milo, e as outras duas com pesares fez o mesmo, seguindo a irmã, deixando um atordoado Milo para trás.
— Dan! Não exageramos? — Fahir indagou quando elas estavam uma distância segura do pai loiro.
— É necessário, queremos que o plano de certo, não!?
— Achar mesmo que ele caíra?
— Claro, em tudo que refere a nos, pai atendera. — Disse com sorrisinho de que aprontava. Milo e Kamus que tomassem cuidado com as filhas, elas realmente poderiam ser três diabinhas quando queriam.
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— Tudo bem? — Uma voz se fez presente, o que assustou o loiro que estava distraído.
— Ah sim, bem, mais ou menos.
— É Kamus não, a volta dele realmente abalou contigo. — Disse o santo de leão, quando se sentou ao lado de Milo. Os dois agora encontravam sentados na escadaria da casa de Escorpião. O sol estava alto, em todo seu resplendor.
— Não quero falar sobre isso. — Milo resmungou fechando mais ainda a expressão.
— Milo, não pode fica guardando isso tudo para você, precisa conversa com alguém. Suas filhas vão perceber, se não aliviar os pesos em seus ombros. Não precisa ser tão forte, ter amigos e desabafa não o torna fraco. — Desde crianças eles eram muito amigos, sempre aprontava muitas artimanhas juntos, mas Aioria era ciente que nos últimos anos Milo mudou, bem, eles mesmos mudaram, afinal depois que tudo que viveram, a segunda chance e a formação de suas famílias, era inevitável certo afastamento, mas a consideração não diminuirá.
— Eu agradeço a sinceridade Oria, mas realmente não posso. E minha responsabilidade lidar dom tudo, por minhas filhas, não posso se fraco. — Disse levantado e apertando a mão no ombro do amigo. — Como pai, sei que me entender. — Assim, saiu de volta para sua casa, precisava prepara o almoço, pois logo as filhas estariam de voltar.
O cavaleiro de leão olhou par ao céu, este encontrava nublado anunciando que logo cairia uma tempestade. Levantou descendo a escadaria, ia buscar as crianças na escola.
— E meu amigo, desse jeito acabara ruindo. — Sussurrou consigo mesmo. Gostava muito de Milo, e sentia pesar por vê-lo nessa situação. Realmente, se ele não encontrasse paz, acabaria desmoronando.
Já na casa de escorpião, Milo fez o almoço com calma, arrumando a mesa, deixando-a do jeito que as filhas gostavam. Queria fazer as pazes com elas, afinal qualquer menor desentendimento com seus tesouros, acabava com ele.
Mas quando a hora se aproximou e nada delas, ligou para Aioria, para saber por que ele demorava tanto. O que ouviu fez lágrimas brotarem de seus olhos. Segundo leão, as meninas disseram que ficariam o dia em Aquário. O que feriu, era que para ir para o décimo primeiro tempo tinha que passar pelo seu, e nem isso elas fizeram. Não foram dar seu beijo de retorno como sempre. Milo deixou cair no chão da cozinha, encostado na parede, e derramou-se em prantos.
Deixou que toda sua dor transformasse em choro. Estava perdendo suas filhas, e isso era inaceitável. Kamus não poderia tirá-las, se fizesse isso, era como crava o punhal e seu peito. Não ia sobreviver sem elas.
Em meio ao choro e cansaço mental acabou dormindo ali mesmo no chão da cozinha. Somente acordou no susto quando um trovão rasgou o céu da Grécia, anunciando em alguns minutos na certa choveria.
Olhou para o relógio em cima do balcão grande da cozinha, vendo que passava das cinco da tarde. Estava tão debilitado que dormiu por tanto tempo, e nem percebeu.
Ergueu do chão. Seu corpo reclamou de dor, e os ossos estalaram. Realmente não devia ter dormido daquela forma. Acabou seguindo pela casa acedendo todas as luzes, mas era um disfarce para ver se as filhas tinham voltado, mas pelo visto não.
Acabou indo tomar um demorado e quente banho, seu corpo realmente agradeceu por este. Vestiu uma leve calça de tecido folgado em seu corpo, mas que permitia que o tecido moldasse perfeitamente suas nádegas e coxas. Pegou uma regata preta, da mesma cor da calça, e voltou para a cozinha. Guardou o almoço, ajeitando tudo.
Não tinha comida nada, e nem sentia vontade, apenas bebeu água, mas acabou deixando o copo cair com tudo quando um grito cortou a oitava casa.
— Pai... Pai...
— O que foi Fahir o que foi querida? — Pelo semblante aflito da filha Milo entrou em desespero. O medo que algo tivesse acontecido. — O que aconteceu princesa? — Indagou abaixando no rumo da filha que já tinha gotas de lágrimas no canto dos olhos.
— E Danita... Nós estávamos brincando no galpão abandonado perto do lago, explorando saber ai...
— Já não disse para você não brincar lá, e perigoso.
— Não papai... Ai uma vigar caiu... Saímos apresadas, mas quando formos ver, somente eu e Mia saímos, a Dan... Precisa ajudá-la papai... Ela ficou presa... Tentamos... — A pequena dizia tudo em desespero.
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No templo do grande mestre, Kamus encontrava-se organizando alguns papéis quando ouviu a voz de Mia:
— Pére... S'il vous plaît... — Ela dizia chorosa, o que fez com que Kamus a olhasse preocupado para ela.
— O que houve mon petit? O que aconteceu? Está machucada?! — Kamus perguntou preocupado e abaixou-se perto dela enxugando as lágrimas. — Mia, pare de chorar e me diga o que aconteceu!
A menina o olhou e mordendo os lábios, voltou a chorar e entre soluções explicou:
— Nós... Eu, a Dan e a Fahir... A gente foi brincar num galpão... Ai ouvimos um estalo e corremos, mas quando eu e Fahir olhamos, a Dan... Papai... Ela ficou lá... Tira ela papai! — Ela dizia e Kamus sentiu como se seu coração tivesse descido para o estômago.
Kamus olhou pra filha e disse tentando manter-se racional.
— Onde é esse... Galpão Mia?! Me leve lá agora mesmo! — Viu a menina assentir e assim saíram em busca da pequena Danita. Ao chegar ao local, não se surpreendeu ao ver Milo chegar também, sentiu uma vontade imensa de perguntar onde ele estava que não olhou as filhas, mas não disse nada! O loiro havia implicado por que ele deu sorvete a elas, mas ele as deixou só, por que as pequenas ainda estavam com o uniforme da escola.
Milo sentiu ódio de Kamus, onde ele estava que não olhou as meninas? Como pode deixá-las sair assim e mais, nem se quer o pegou uma muda de roupas para elas, permaneciam com o uniforme escolar.
Os cavaleiros de Aquário e Escorpião se olharam, seus olhares eram inquisidores, interrogativos e tinham um misto de mágoa e raiva.
Ambos estavam desesperados e foi ai que a briga começou, Milo explodiu quando não a achava.
— Seu irresponsável a culpa disse é sua! Devia ter cuidado delas direito! Não teve nem coragem de colocá-las para tomar um banho!
Kamus olhou para o loiro sem entender.
— Como é? Não seja ridículo, você não quis que eu fosse buscá-las, se acha o único responsável e olha no que deu!
Estavam a ponto de se enfrentar quando ouviram o choro da filha!
— Socorro! — Danita chorava pedindo por ajuda.
Ambos esqueceram suas diferenças, Kamus olhou para o loiro e falou.
— Eu seguro as vigas, e você a pega!
Milo assentiu e assim entraram. Danita estava realmente lá dentro, mas nada havia desabado, os cavaleiros viam uma ilusão criada por Kiki, aprendiz de Mu cavaleiro de Áries. O rapaz agora mais velho, tele-transportou a pequena para fora e selaram a entrada com um manto sagrado que pegaram no templo de Athena, com a ajuda de Percy. O artefato não permitia aos dois santos usarem seu cosmo, assim sendo eram apenas dois homens comuns presos em uma velha mina.
Quando se viram presos os dois homens se olharam, mas ficaram perturbados quando não conseguiriam usar os cosmos para remover a pedra da entrada. Tornaram a se olhar e agora Milo julgava que aquilo tudo tinha sido ideia de Kamus para tentar convencê-lo a perdoá-lo.
Continua...
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