Os Doze

3 Encontre-o e liberte-a


Mayara estava acorrentada entre duas árvores, seus braços estavam esticados, presos com correntes. Sua roupa estava suja de terra. Ellen se aproxima dela para soltá-la, mas havia um problema, as correntes estavam presas com cadeados.

– Droga! – sussurra Ellen.

– Olha isso! – chama Mariana.

Ela havia achado um papel no chão e tinha algo escrito nele: “Encontre-o e liberte-a”. Encontrar quem ou o que? As duas se perguntavam.

– Elli, eu vou encontrar os outros, talvez eles podem nos ajudar e você fica aqui com ela, tudo bem? Eu voltarei, eu prometo.

Ellen pensa um pouco, respira fundo e reponde:

– Ok.

Enquanto isso Lucas e Barbara estavam na mira de uma arma.

– Quem sou eu? Onde estou? – pergunta o homem assustado.

– Não sabemos, não sabemos nem quem nós somos. – responde Barbara.

– Abaixe a arma. – diz Lucas se aproximando aos poucos.

– Pare. – grita o homem.

Lucas percebera que o homem estava com mais medo do que ele e Barbara, então se aproximou um pouco mais. Agora ele estava perto o suficiente para tentar desarmá-lo. Sem querer Lucas pisa em um galho no chão e o som do estalo assusta o homem, que com o susto puxa o gatilho. Mas nada aconteceu, estava sem munição, o homem larga a arma no chão e sai correndo.

– Lucas! – grita Barbara, ele fora atrás do homem.

Barbara pega a arma no chão e os segue, mas não andou muito, Lucas o pegou rápido, ele segurava o homem por trás.

– Onde conseguiu a arma? – gritou Lucas.

– Eu acordei neste lugar e ela estava do meu lado. Eu não lembro de nada, nem mesmo meu nome. Me ajudem, por favor.

– O que mais tinha lá, além da arma?

– Um chaveiro, com seis chaves. Eu não tenho ideia do que elas podem abrir.

– Me dê o chaveiro!

Lucas pega o chaveiro e solta o homem.

– Não há só nós três aqui, nós temos um acampamento. Mas você não irá conosco, você ia atirar, não irei correr o risco novamente.

– Eu estava assustado! – o homem tenta se defender.

– Não importa, e tenho que garantir que não nos seguirá...

– Lucas, não! – se intromete Barbara.

Ele segura o homem novamente e o obriga a tirar a camisa, ele a usa como uma corda para amarrá-lo em uma árvore.

– Isso vai segurá-lo por um tempo. – diz Lucas.

Os dois então o deixam lá e seguem viajem em busca da mulher.

– Ninguém deve saber que temos essa arma. – diz Lucas.

– Por quê? – pergunta Barbara sem entender.

– Precaução.

– E as chaves.

– As chaves... Encontramos caída por aí.

– Gostei de você.

– Barbara, você não achou que eu iria mata-lo, achou?

– Achei, mas se for preciso, teremos que matar. Mas aquele cara não era um problema.

– Espero não ter que encontrar um problema. – diz Lucas.

Mariana estava quase chegando ao acampamento, mas um barulho chama a sua atenção, ela se vira e não ver nada, mas quando se vira de novo ela ver alguém passando em sua frente à alguns metros de distância. Ela sabia que não podia ser alguém que acordara ali sem saber do seu passado, ele ou ela usava um sobretudo preto e uma touca de esquimó também preto. A pessoa para e se vira em direção dela e encara-a, logo pega impulso para correr, e vinha atrás dela. Ela corre, não prestava atenção por onde corria, passava por galhos e em pouco tempo já estava toda arranhada. A coisa ainda corria atrás dela. Mariana não viu que tinha um toco de árvore logo ao seu encontro, ela tropeça e cai. Olha para trás e agora já não havia ninguém a perseguindo. Mas agora havia um outro problema, ela estava perdida.

Enquanto isso...

– Precisamos voltar para comer algo e estou morrendo de sede, até aqui não encontramos nenhuma fonte de água. – sugere Americo.

– Mas já? – reclama Alexandre.

– Ele tem razão. – apoia Gabriel.

– Mas vamos perder tempo, depois teremos que andar tudo isso de novo. Devíamos ter trago algo. – diz Alexandre, que de repente fica pensativo. – Estão ouvindo esse som?

– Que som? – pergunta Gabriel.

– Água!

Alexandre segue o som que ouvira, os outros dois então vão atrás. Para sorte deles, era realmente água. Era um córrego, era uma água cristalina, que dava para ver a terra no fundo. Americo foi o primeiro a se abaixar para beber, mas o berro de Gabriel pedindo-o para parar o interrompe.

– O que foi? – Americo pergunta assustado.

– Olha! – fala apontando para uma direção do córrego onde há vários peixes mortos boiando na água, que não foram levados pela correnteza pois ficaram agarrados em pedras. – A água está contaminada!

– Droga! Além de estarmos sem memória. Agora estamos sem água. – diz Americo.