Notas iniciais
Primeiro capítulo ou melhor o prólogo(XD) espero que gostem pessoal deixem comentários sobre o que acharam

Prólogo

Já fazia três semanas desde que o grupo de Dio se separou do resto da Grand Chase e voltaram para o submundo de Elyos afim de encontrar sua amiga desaparecida Mari Ming Onette que fora sequestrada por DuelPonZec após a feroz batalha contra Ashtaroth ou melhor Bardinard antigo primeiro ministro e destruidor de Calnat.

Eles atravessaram o portal para Elyos há dois dias e aquele lugar causava repulsa em Dio. Ele praticamente já tinha esquecido que o céu da sua terra natal ao contrário de Ernas era púrpuro pela manhã e a noite se tornava roxo, quase não havia nuvens, o solo era ainda pior tanto a coloração quanto a terra predominava a cor rubra como o sangue. Alguns diziam que aquilo era uma maldição que pelo fato da sua raça serem tão violentos e sanguinários. Havia tanto derramamento de sangue que a terra e tudo que havia nela absorveram todo aquele sangue derramado e adquiriu essa coloração. Apenas lendas tolas dos Anciões que contavam para o povo após as Grandes Guerras Demoníacas.

O Fato era que Dio sempre sonhara em algum dia poder ir embora daquele lugar amaldiçoado e nunca mais voltar, ele pessoalmente destruiria todos os portais que o levassem de volta para esse lugar fétido e perigoso. Mesmo assim, não podia se dar ao luxo desse tipo de pensamento. Ele tinha uma missão em Elyos e iria cumpri-la. E ainda havia Rey Von Crimson.

De fato havia algumas semanas que ele e a asmodiana, que outrora era sua amiga de infância, começaram a nutrir uma relação além de puramente amizade. E ao contrário dele, Rey desejava permanecer em Elyos, afinal, ela era uma princesa de lá. Sua família era uma das mais importantes do submundo e seu pai era quase um governante, dificilmente, ela que sempre fora uma menina muito mimada e cabeça dura, iria concordar em fugir para Ernas e não voltar mais.

Além dela, no grupo ainda havia Zero. O garoto fazia uma combinação estranha ao lado de Rey num grupo, afinal, ele era sempre muito calado, enquanto a asmodiana não parava de tagarelar e reclamar que eles deviam voltar para seus clãs e que era muito perigoso esse tipo de jornada pelo submundo sozinho.

– Dio seu idiota! Até quando vai ficar preocupado por aquela palerma desmemoriada!? – Rey protestava revoltada – Se algum clã inimigo dos nossos nos vir seremos um prato cheio!

– Se vocês continuar gritando desse jeito, toda Elyos irá saber aonde nos encontrar! – Dio revidou.

– Eu gritando? Por favor, sou uma lady jamais faria algo escandaloso desse tipo. Estou certa James? – A asmodiana perguntou.

Na mesma hora, um mordomo demoníaco que Dio reconhecia muito bem como sendo um dos servos mais fiéis da família Von Crimson, e servo exclusivo de Rey que a acompanhara por toda a aventura por Ernas.

– De fato senhorita Von Crimson, a senhorita de nenhum modo está gritando. – o mordomo respondeu calmamente. – Mas receio q a sua exaltação com o Senhor Dio pode atrair alguns demônios que certamente possam ter uma audição mais aguçada.

– AHA!! Viu só Dio idiota, acho melhor pedir desculpas por me insular de escandalosa. – Rey vociferou triunfante

Aquele era o tipo de atitude que Dio realmente detestava em Rey, mas ao mesmo tempo achava engraçado o temperamento mimado e doido da asmodiana. Por mais que quisesse permanecer sério acabou cedendo e sorriu dizendo:

– Okay, lamento por isso. – disse com seus olhos se encontrando com os de Rey.

Ele pode perceber o rosto da asmodiana corar um pouco. Certamente ela não esperava por um atitude tão calma de Dio. De fato nem ele entendeu o porquê de estar sendo tão sereno numa situação que outrora ele iria estourar numa discussão fervorosa com a garota.

– Mas Rey, Mari é nossa amiga, e se fosse você a pessoa capturada pelo Duel, com certeza ela iria mover céus e terras para ajudar a te encontrar.

– Dio... Eu... – Rey agora havia corado mais. Era raro que isso acontecesse com ela. Ao olha para ela assim. Dio percebeu que não era o único que estava mudando no seu temperamento. – Você tem razão, melhor continuarmos procurando.

Dio sorriu e voltou-se agora para Zero. O asmodiano que carregava sua espada que era praticamente do tamanho dele chamada Grandark, estava parado perdido em devaneios. Ele não mudara muito, sempre fora muito calado, contudo, pelo menos agora se socializavam mais com o restante do grupo.

– Zero? Você está bem? – perguntou o asmodiano ao amigo.

Zero na hora pareceu ter sido tirado de um transe.

– Ah... OI! Estou sim. – Respondeu após alguns segundo pra se restabelecer no mundo real. – É que estava pedindo para Grandark rastrear a área a procura de algum tipo de inimigo na área. — Argh! Zero seu esquisitão, você sempre me dá arrepios quando fica falando com essa espada estranha. – Rey reclamou com um ar de superioridade.

O cabo de Grandark que tinha um olho começou a se mover freneticamente como seu tivesse percebido o insulto. Zero deu um riso abafado como se tivesse acabado de partilhar uma piada interna com sua espada falante.

– Grandark falou que se sente do mesmo jeito a seu respeito quando você invoca seus bichinhos estranhos. – após isso o garoto não conseguiu segurar e começou a rir.

Nem Dio conseguiu conter uma risada meio que fraca. Mas ao mesmo tempo temeu pela vida do andarilho. Ele imaginava que a qualquer momento um portal se abriria e uma pata gigante de uma das invocações de Rey iria surgir e esmagar Zero sem nenhum pudor.

Contudo para surpresa dele. A asmodiana simplesmente jogou o cabelo pra trás e com um bufo começou a flutuar na frente do restante do grupo seguindo o caminho normalmente.

– Então, Grandark sentiu a presença de algum inimigo? – Dio perguntou tentando retornar a seriedade do grupo novamente.

Zero limitou-se a apenas abanar a cabeça como um sinal negativo. E pôs-se andar novamente seguindo pela trilha.

O grupo continuou a andar por mais de duas horas seguindo o caminho que levava ao Abismo da Escuridão, um dos locais mais perigosos e temido de toda a Elyos. Um dos locais mais prováveis para que um asmodiano, que esteja sendo caçado e que não queria ser encontrado por estar desenvolvendo algum tipo de experimento obscuro, iria se esconder.

Quanto mais se aproximavam do local, mais Dio queria que Rey saísse dali. Ele era uma das poucas pessoas que conhecia o segredo mais tenebroso da Vom Crimson e que aquilo a conectava com de um modo muito perigoso com o asmodiano que eles estavam caçando. Rey partilhava de duas almas, a dela e de outra asmodiana que fora morta em uma guerra havia séculos. O grande problema era que essa asmodiana chamada Edna era amante de Duel. Algo que se ele descobrisse acabaria resultando numa batalha mortal contra o grupo.

Por mais que Dio agora com todo o seu poder despertado se sentisse poderoso, temia que nem ele e nem o restante do grupo fosse capaz de ganhar aquela batalha. E ele não podia se dar ao luxo de perderem aquela batalha.

Ao chegarem à beira do Abismo aonde deveriam começar a sua descida. Dio resolveu tomar uma decisão a respeito disso.

– Zero você poderia ir à frente? – ele pediu ao andarilho. – Preciso conversar uma coisa com Rey em particular.

Zero simplesmente assentiu e foi andando até a beira do abismo deixando os outros dois a sós conforme o pedido.

Dio pegou Rey pelo braço e a arrastou para trás de uma rocha que deveria ter uns 3 metros com uma coloração bem avermelhada que lembrava sangue. Aquilo fez o garoto pensar duas vezes se era o melhor local para conversar sobre isso, mas decidiu não se ater a esses detalhes.

– Dio? O que você quer falar comigo? – Rey falou com uma voz suave e atípica o que surpreendeu o asmodiano.

Seus olhos se encontraram e dessa vez foi Dio que sentiu o seu rosto arder um pouco. Ele não havia notado o quanto ela estava linda nesse dia, com seu cabelo solto e seus longos cabelos rosados que caiam até mais ou menos a cintura dela. Ele queria esquecer as lutas as missões queria pegar na mão da garota e levá-la para longe de tudo aquilo, para Ernas talvez e nunca mais serem encontrados.

–Dio?! – Rey acaba com o devaneio do garoto o sacolejando.

Dio se espantou e quase caiu no chão de susto.

–Desculpa... Eu meio que viajei aqui. – ele falou completamente sem graça.

Rey cruzou os braços como sempre fazia quando eles estavam conversando e ele se desligava do mundo do nada. Sabia que isso a revoltava profundamente.

– Francamente seu idiota. Acho que seu convívio com o esquisitão está fazendo você ficar que nem ele.

O asmodiano decidiu ignorar o comentário e ir logo direto ao ponto.

– Rey, não quero que continue nessa caçada pelo Duel. – Falou com um tom firme.

A asmodiana olhou incrédula para ele.

–O que? Como pode me pedir isso? Por acaso acha que eu sou idiota?! – ela falou furiosa.

– Você não entende? Eu sei da sua outra alma, e sei o que ela significa para Duel, se ele conseguir por as mãos em você, vai ser a chave para a viagem no tempo que ele deseja fazer.

– E dai? É só nos acabarmos com aquele lixo asmodiano que está tudo resolvido. – A garota falou como se aquilo fosse óbvio.

Iria ser difícil convencê-la a aceitar não se envolver naquela batalha.

– Sim, mas e se não conseguirmos? E se você for capturada também?! Duel e muito forte e se ele descobrir sobre a alma de Edna em você estaremos perdidos. – Dio falou com seu tom de voz aumentado. – Ele irá vir com força total.

Rey deu uma risada.

– Que doce você se preocupando comigo, mas se esqueceu? – ela disse se aproximando da orelha do garoto. – Eu é que sempre te protegi, não preciso que você me proteja, sou bastante poderosa – Ela se afastou dele e deu uma risadinha – De fato derrotaria Dual PonZec sem ao menos suar.

Dio se sentiu acuado, então fez a única coisa que ainda lhe restava em mente. Puxou Rey para perto dele e a beijou. Quando seus lábios se encontraram era como se aquela pessoa não fosse mais a menina arrogante e mimada. Eles estavam partilhando de um beijo suave, gentil e apaixonado. O asmodiano nunca sentiu que um dia poderia partilhar algo assim por alguém, especialmente por Rey Von Crimson.

– Di...Dio... – Rey sussurrou para ele após terem acabado o beijo.

O asmodiano segurou a mão que Rey não tinha a Endless, sua arma de invocação.

– Rey, não posso ter perder, por favor, não se envolva. – Ele sentiu seu coração bater mais rápido que nunca. – Rey, eu... eu te amo... – sussurrou para a garota.

Os olhos dela se arregalaram na hora. O rosto da asmodiana estava corado e pela primeira vez Dio pode vê-la sem nenhum tipo do olhar de arrogância ou de superioridade típicos da menina. Era um olhar confuso. Aquilo divertiu o garoto, não conseguiu conter um sorriso.

– Dio, eu...

Mas o que fosse que ela iria dizer se perdeu no meio do caos que explodiu em questões de segundos.

Um borrão verde segurando uma espada aterrissou em cima da pedra e logo em seguida uma serpente infernal que deveria ter 15 metros surgiu indo em direção dele, mas foi bloqueado por um golpe de espada e logo em seguida o guerreiro perfurou o crânio da criatura com apenas um movimento tão potente que causou uma rachadura de leve na ponta da pedra. Logo em seguida ele pulou dali e aterrissou ao lado de Dio. Agora ela conseguia ver quem se trava aquele guerreiro tão habilidoso, era Zero.

– Ah. Hey pessoal! – Zero disse com um tom alegra atípico dele. Logo em seguida ficou meio corado. – Epa, desculpa... Cheguei em má hora.

Dio não percebeu o porquê de ele ter dito isso até perceber que estava com as duas mãos na cintura de Rey e eles dois ainda estavam a menos de um palmo um do outro.

Assim que perceberam isso se largaram rapidamente com um grito de vergonha e ficaram gaguejando tentando explicar que não estavam fazendo nada demais.

– Hey galera, sou cego, lembra? – Zero disse dando um sorriso travesso – Não vi nada, mas pelo que estão fazendo e pelo modo que Grandark descreveu como estão imagino que devo ter estragado um ótimo momento.

Dio mal pode ver o que iria acontecer. Antes mesmo de piscar Rey já havia acertado um murro na cara do andarilho. Que cambaleou para traz.

– Seu esquisitão idiota! – ela vociferou para ele.

Antes mesmo que outro deles pudesse dizer mais alguma coisa, vários guinchos puderam ser ouvidos e mais três criaturas apareceram na frente deles. Seres reptilianos com mais ou menos 15 metros, com uma cabeça que lembrava um pouco não uma serpente, mas dessa vez um dragão, possuíam garras que cada um das unhas parecia ser tanto do mesmo tamanho quanto a Grandark de Zero. Dio já ouvira falar daquelas criaturas através da Grand Chase.

– Basiliscos! – ele gritou para o seus companheiros.

Uma risada sínica foi ouvida por traz dos monstros. Um asmodiano com olhos de cobra, e usava uma roupa que lembrava pele de serpente, preso a calça havia um chicote que lembrava vagamente a língua fina de um réptil peçonhento.

– Ora, ora. Vejam só o que temos aqui! – ele disse lambendo os lábios. – Visitantes, justamente na hora dos meus bebês almoçarem.

O grupo de Dio retrocedeu um pouco para tomar uma distância melhor dos basiliscos. Ele cerrou os punhos e trincou os dentes como sinal de frustração. Por causa de alguns minutos de fraqueza ele acabara pondo seu grupo numa situação perigosa.

– Quem é você? – ele vociferou para o inimigo.

O asmodiano que controlava os monstros deu riu para eles. Uma risada que parecia mais um chiado de cobra.

– Certamente não saberia quem sou. Afinal os dois demônios de família nobres como o “Grande Asmodeus” da casa Desfiladeiro Flamejante ou a “Grande Invocadora” dos Von Crimson fossem se importar em saber alguém como eu... – Fez uma pausa dramática. – Meu nome é Reptor, eu era membro da casa dos Ofícos.

– A casa dos asmodianos que controlavam todos os répteis? – Dio ficou espantado com a revelação. – Achei que tivessem sido devastados nas Guerras Demoníacas.

O olhar de Reptor para ele era de puro desdém. Claramente não gostava de falar sobre o passado da sua família.

– Sou o último da minha família. Mas não graças a vocês já que pelo olhar de vocês sou apenas uma fantasma. – o tom de voz dele era ameaçador.

Dio percebeu Zero se posicionando ao lado dele com a mão já segurando o cabo da sua espada Grandark.

Aquilo pareceu divertir Reptor que deu um sorriso de satisfação ao olhar o amigo de Dio se posicionando para a batalha.

– Olhem só, a aberração criada pelo mago Oz. Soube que foi injetando o DNA de vários guerreiros poderosos para te criar. – começou a rir que nem um maníaco. – Estou curioso para saber se você tem algum parente meu correndo nas suas veias, afinal é apenas um experimento.

Em seguida tudo pareceu acontecer tão rápido que Dio mal pode perceber o que estava acontecendo. Zero praticamente voou em direção de Reptor, mas o inimigo falou alguma frase como se fosse um chiado e de alguma forma as únicas criaturas que puderem entender foram os basiliscos, pois logo em seguida os répteis começaram a se movimentar rapidamente em direção do andarilho.

Dio conseguiu ver Zero desviar com a facilidade de duas das criaturas, mas quase fora engolido pelo terceiro, a única coisa que o separava de ser comida de cobra era Grandark. A espada estava bloqueando os dentes do basilisos de se fecharem e engolirem-no.

–Zero! – Dio falou se preocupando com o amigo.

– Argh, que inútil esse cara. – Rey falou com desdém do amigo. – James! Ajude-o.

O mordomo dela se materializou tão rapidamente que antes mesmo de Reptor perceber. A boca do basilisco que estava tentando comer o Zero já estava aberta. Mas não sei antes o andarilho abrir um talo do tamanho dele a partir da cabeça da criatura até a boca dela.

– Valeu Rey. – Zero disse sorrindo para a garota.

– Não me agradeça seu inútil, só te salvei porque precisaríamos de você mais tarde. – Rey vociferou para ele.

– Senhor Zero, tome mais cuidado na próxima vez. – James falou deixando a frase no ar, pois logo em seguida desapareceu do local.

Reptor os olhava com uma expressão de puro ódio. Após olhar novamente para seu animal morto com sangue jorrando pela cabeça.

– Malditos... Mataram meu bebê. – grunhiu. – Imperdoável! Meu mestre disse pra só captura-los, mas não vou obedecer isso. Vou trucidar todos vocês.

Ao terminar essa frase. Dio materializou rapidamente sua foice para se preparar para o combate.

– Preparem-se! – gritou para Rey e Zero.

– Não mande em mim! – Rey protestou na pior hora possível.

Dio olhou para ela incrédulo.

– Acabem com esses malditos meus bebês! – Reptor falou para seus basiliscos.

As criaturas se moveram mais rápido que antes. Parecia que queriam realmente vingar o seu companheiro caído. E para piorar Reptos saca o chicote da cintura e se prepara para a batalha ao lado de suas bestas.

Dio apenas trocou olhares com Zero e Rey e os três já entenderam o que iria acontecer em seguida. Zero corre para a direção de um dos basiliscos enquanto rey partiu voando para lutar contra o outro. Enquanto o asmodeus observava cada um dos seus amigos começar a batalha com os répteis gigantes, ele se viu frente a frente com o Reptor.

– Prepare-se para a sua morte, Dio Von Desfiladeiro Flamejante! – Reptor disse saboreando aquelas palavras na sua boca e brandindo seu chicote contra o asmodeus.

O chicote prendeu no braço esquerdo de Dio. O chicote serpenteou pelo braço seu braço como uma serpente viva, estava indo em direção ao pescoço dele, mas o asmodeus não se importava muito com isso.

Apenas deu uma risada sarcástica q arrebentou o chicote com sua Deathstar. Ele percebeu que a insolência do seu inimigo havia sumido. O asmodiano percebeu que ele não esperava que aquela arma fosse destruída tão facilmente.

– O que dizia mesmo? – Dio fala dando um sorriso sarcástico.

– MEUS BEBÊS! Salvem-me! – Reptor berrou em desespero para seus animais.

Naquele exato momento, Dio percebeu que o basilisco que enfrentava Zero estava estirado no chão com várias estacas verdes saindo de seu corpo de dentro pra fora, o andarilho estava parado de frente para ele pegando sua espada Grandark dentro da boca da criatura. Enquanto o que enfrentava Rey estava guinchando como louco com chamas rochas queimando sua pele quase por completa, ao lado da invocadora estava sua gárgula de estimação sobrevoando sua cabeça. Por fim a criatura finalmente cedeu as queimaduras e desabou no chão igual a outra.

– Impossível! Meus basiliscos! Seus malditos! – Reptor berrou em desespero e fúria. – Como ousam fazer isso com eles?

Dio acerta com as pernas dele com a sua Deathstar. O fazendo cair no chão de joelho agonizando de dor e com sangue vermelho escuro (sangue de asmodiano) escorrendo das pernas.

Rey e Zero param ao lado do garoto após terminarem seus combates.

– Não é de admirar que estejam praticamente extintos. – Rey falou com um tom de superioridade. – Não passam de lixo que dependem dos seus animais de estimação para sobreviver, não tem nenhum poder de luta.

Dio não a censurou. Aquilo era verdade, Reptor parecia ser muito mais forte do que ele realmente era.

– Cretinos...- Reptor murmurou com lágrimas caindo dos olhos.

Naquele momento o asmodiano sentiu pena do seu inimigo. Perdera tudo, sua família, seus animais, sua honra. Para os asmodianos perder a sua honra e era a mesma coisa que ser decapitado. Eles eram guerreiros e como tal, são movidos por honra, do contrário, iriam se tornar quem nem Duel. Sem escrúpulos, pudor ou dignidade. Mas Dio estava disposto a deixar o garoto viver caso colaborasse.

– Se você nos dizer quem foi que te mandou para nos matar, eu juro que irei poupá-lo e garantirei que você seja aceito nas Terras do meu clã.

Reptor pôs-se a rir após escutar a oferta de Dio.

– Acha realmente que isso me faria falar?! – ele disse com uma voz insana. – Acha que realmente pode derrotar meu mestre? Não Dio Von Desfiladeiro Flamejante. Não passa de lixo comparado a ele. Nunca trairia o meu mestre, o que posso dizer é uma coisa e apenas isso... Seus amigos de Ernas, eles irão morrer um por um e meu mestre irá se divertir matando eles cada um de um modo diferente!

Dio se preparou para rasgar a garganta de Reptor usando as garras que tinha em seu braço direito. Mas para a sua surpresa, quem acertou o asmodiano com um murro que o fez cair para traz foi Rey.

–Maldito! Não iremos permitir isso, ninguém irá ferir nossos amigos! – ela esbravejou.

Reptor começou a cuspir sangue e começou a rir que nem um louco. Sacando uma adaga que estava escondida atrás de sua bota.

– Mas me diga como irá proteger eles... – disse se levantando com dificuldade e olhando de modo doentio para Rey. – SE ESTARÁ MORTA!

Começou a correr em direção da asmodiana. Mas quando estava a um palmo dela uma lâmina brotou do chão o perfurando a partir da virilha e o atravessando na altura do abdômen. Dio percebeu que Reptor agora estava desesperado por não conseguir falar e sangue escorria pela sua boca como um chafariz.

– Desapareça desse mundo verme! – falou com um tom soturno. – “EMPALAR”!

Duas lâminas menores surgiram do chão e o perfuraram na altura do coração. Reptor que ainda conseguia mexer os olhos e as pernas parou e ficou quase levantado pelas lâminas que o perfuravam em áreas diferentes.

Havia tempo que Dio não sentia uma fúria tão avassaladora quanto essa. Mas o modo que Reptor havia falado sobre seu mestre e como ele queria matar a Grand Chase o fez estremecer por dentro. Um medo, algo que ele nunca havia sentido antes havia brotado dentro dele.

Dio voltou-se para seus amigos que o olhavam com a mesma cara de preocupação que ele estava.

– Temos que alertá-los em Ernas...

Dessa vez nem Zero e nem Rey protestaram, apenas assentiram com a cabeça.

Notas finais
E ai curtiram? :)