Notas iniciais
Desculpem a demora, mas não desisti da fic. Vamos a mais um capitulo. Espero que gostem

Hiei contemplava o pequeno livro vermelho em suas mãos sem se dar conta que aquele era o diário de Miyuki.

Enquanto, ainda decidia o que fazer com aquilo, um estranho impulso de abri-lo tomou conta dele.

Chegou a abri-lo mas antes de ler tornou a fechar o livro com impaciência.

“Mais que droga. Desde quando passei a ser curioso?” – o moreno se perguntava perante sua atitude.

Vencido pela curiosidade e como não tinha nada a perder Hiei abriu novamente o livro e começou a ler.

Sexta- feira, 25 de abril

“Mais um dia chato se passou na escola hoje. Fui ignorada novamente pelas garotas que vivem me chamando de esquisita. É estranho mas, por mais que me esforce não consigo me aproximar muito das pessoas. Sinto que a qualquer momento alguém vai me faz mal.”

Intrigado com os pensamentos da garota o moreno continuava a leitura.

Domingo, 11 de maio

“Hoje voltei a sonhar com um laboratório de pesquisas. É muito assustador pois por mais que esteja cercada de pessoas elas nunca me dirigem palavra alguma. É como se me analisassem.”

Outra página virada. E os pensamentos ficavam cada vez mais aterrorizantes.

Terça-Feira, 20 de maio

“Sonhei que estava trancada em uma cela em um local completamente hostil. Por mais que eu chore e implore ninguém dá a mínima para os meus sentimentos. Experimentos continuam sendo feitos, mas é como se eu tivesse fora do meu corpo e não fosse eu mesma”.

Quinta-feira, 01 de junho

“Novamente vejo uma casa em chamas em uma noite escura. Grito, choro e berro e continuo vendo três pessoas sendo mortas, cruelmente. Parece que conheço essas pessoas, mas por mais que me esforce não consigo lembrar quem sejam. Porém, sinto que as sempre conheci.”

Hiei fechou o livro, perdido em pensamentos. Sua intuição o intrigava. Alguma coisa estava para acontecer e o que quer fosse, ele sentia que Miyuki estaria no centro de tudo. Era melhor ficar por perto e tirar suas dúvidas.

*

Anoitecia quando finalmente Kuwabara e Yusuke encontram Botan.

- Yusuke! Kuwabara-kun! Como vocês estão? – a atrapalhada guia os cumprimentou

- E ai, Botan! O tampinha do Koenma foi rápido dessa vez. – Yusuke a cumprimentou

A alegria e descontração sempre presentes em Botan dessa vez foram substituídas pela seriedade e preocupação.

- Só você mesmo, Yusuke! Consegue brincar em horas como essa. – bronqueou a menina

- E quem está brincando aqui, menina? Eu heim.

- Vamos começar as investigações ou não? – perguntou Kuwabara interrompendo a discussão ao ver Botan abrir a boca para revidar.

- É pra já, rapaz. – respondeu Yusuke animado e os três voltaram a andar.

- Muito bem, Botan. Fala ae, o que o mundo espiritual já descobriu? – perguntou Kuwabara

- Não muita coisa, além do que já foi passado no vídeo, mas o senhor Koenma pediu para nós darmos uma olhada nos cadáveres, a procura de pistas ou evidencias – informou Botan consultando um pequeno livro.

- Podemos dar uma olhada no local onde as vítimas foram encontradas. Já é um ponto de partida. – sugeriu o detetive.

Os outros dois concordam e saem em direção onde a última vítima fora encontrada.

*

Longe dali Kurama voltava para casa quando nota uma energia vindo em sua direção. Ele para imediatamente, em sinal de alerta, mas, relaxa ao reconhecer o dono da energia.

- Queria falar comigo, Hiei? – perguntou o ruivo olhando em direção a uma árvore.

O moreno não diz nada, esperando o amigo chegar mais perto. Kurama se senta em um banco da praça, esperando Hiei começar a falar o que o levara a procurá-lo.

- Quando cuidou da Miyuki, você também percebeu algo diferente nela, não foi, Kurama?

- Se está se referindo a sua energia espiritual? — sondou o ruivo

- Sim! É exatamente isso. Você também notou?

O ruivo suspirou.

- Sim também notei, mas porque está preocupado com esse assunto?

Hiei não responde de imediato. Após analisar a situação por um minuto, colocou a mão no bolso, tirando de lá o livro vermelho e entregando ao kitsune.

- Isso aqui não é o diário da Miyuki? Onde você encontrou? Você pegou na casa da Miyuki? Isso não é típico de você.

- Para de torrar o saco, Kurama. Vou devolver pra humana depois, mas leia isso logo. – pediu Hiei, irritado com a moralidade do amigo.

Kurama atende o pedido. Quando finalmente termina de ler está tão intrigado com a situação quanto o amigo.

- O que você quer fazer, Hiei?

- Não sei...

O silêncio volta a cair entre os dois.

- Me avise então quando decidir alguma coisa. Vou encontrar Yusuke e os outros. Você vem? — perguntou Kurama devolvendo-lhe o livro.

- Vou devolver o livro da humana primeiro.

Kurama concorda e sai em direção a casa do detetive enquanto Hiei toma o caminho da casa de Miyuki.