Notas iniciais
Oi, eu sei que eu demorei séculos para atualizar essa fanfic, vcs tem toda a razão de estarem com raiva. Mas, eu tentarei explicar. Bem, eu estava passando por um terrível bloqueio de criatividade para essa fanfic, eu tentava escrever, tinha ideias, mas elas n conseguiam sair do papel. Pensei em desistir, mas n seria justo com vcs, meus leitores maravilhosos, então aqui estou, espero que me perdoem. Bem este capitulo no total teria mais de seis mil palavras de acordo com meu resumo, mas como ficaria muito cansativo para mim escrever, e possível para vcs lerem, o dividi então as cenas que n forem mostradas neste, serão no próximo. Enfim, boa leitura.. PS: Deem as boas vindas para 3 novos personagens neste capitulo!

Percebendo o que estava acontecendo, Safira empurrou Moisés, olhando-o nos olhos. Os olhos da ex-princesa egipcia estavam cheios de lágrimas e reflexos de dor. Ela amava demais o homem que estava na sua frente, mas sabia muito bem que erra errado sucumbir aos seus sentimentos e desejos naquele momento. E então, ela juntou forças para dizer:

—Eu vou voltar para o Egito. Lá é o meu lugar, apesar de tudo. Devo ficar ao lado de meu filho e auxilia-lo no que for preciso. — Sussurrou, virando o rosto pro lado em seguida.

Moisés suspirou. Até quando Safira iria continuar fugindo do que sentiam?

—Safira… — insistiu Moisés. — Eu, você…

—Não. Você tem que ficar aqui, com Zípora e os outros, tem o seu dever com Deus e com seu filho. — Safira falou, em um tom frio.

E sem dar a Moisés tempo de falar de novo, Safira o deixou, secando as lágrimas dos olhos com as mãos. Estava doendo muito, mas ela sabia que aquilo era o certo a se fazer.

.............

Enquanto isso, ainda no acampamento hebreu, uma jovem pegava água em um jarro para levar para sua tenda quando viu um rapaz tentando se arrastar pelo chão.

—Precisa de ajuda? — Ana perguntou, sorrindo simpática e agachando-se para ficar na altura do rapaz.

Jonay sorriu fraco ao notar a hebreia. O coração do jovem batia forte ao estar tão próximo do amor de sua vida. Sim, Jonay sempre fora apaixonado por Ana desde o primeiro dia que a viu naquele deserto, mas nunca havia se revelado, ou sequer se aproximado dela pelo simples fato de que ele era aleijado e não conseguia andar. Qual mulher olharia para um rapaz como ele?

— Não precisa se incomodar. — Sussurrou ele, envergonhado.

Ana continuou a sorrir, e estendeu sua mão para que Jonay a apertasse.

— Vamos, pegue minha mão. Eu lhe ajudarei. — Ana insistiu.

Sorrindo de lado, Jonay apertou a mão da filha de Apuki, e nesse momento uma corrente elétrica passou pelo corpo de ambos. Sem muito equilibrio nas costas e pernas, o jovem ameaçava querer cair, mas Ana o segurava a tempo.

— Porque se importa comigo? — Jonay quis saber, surpreso com toda a atenção que recebia da jovem mulher.

Se encararam fixamente por alguns instantes antes que a loira respondesse.

— Porque é igual a todo mundo. — Simplesmente respondeu a moça.

Sorriram um para o outro.

.....

Do outro lado do acampamento, numa das milhares de tendas que ali haviam, um homem e uma mulher discutiam acaloradamente.

— Eu lhe disse milhões de vezes que as Tabuas da Aliança agora ficarão comigo, Nefertari, pare de insistir. — Corá exclamava, ficando enfurecido pela insistencia da filha de Yunet para com aquele assunto.

Nefertari torceu o nariz.

— Mas como é burro! — Ela falou, em um tom de voz um pouco mais alto do que deveria ser apropiado. — Se quer roubar a liderança de Moisés, saiba que roubar essas tabuas não lhe ajudam em nada. O que temos de fazer é simples. Temos de arranjar uma maneira do povo se revoltar contra ele, e querer um novo líder. — Sorriu maldosamente.

O primo de Moisés e Arão aproximou-se dela.

— Tem toda a razão, querida. Mas como iremos colocar o povo contra Moisés?

— Deixe isso comigo. Afinal, minha mãe conspirou contra a Princesa Henutmire por anos. Isso deve estar no sangue. — Nefertari riu, ironicamente. — Mas, agora a nossa prioridade é devolver essas tabuas pro lugar delas, sem que ninguém perceba.

Corá estava completamente fascinado com a crueldade que Nefertari poderia ter. Na visão dele, ela seria muito melhor para ele que Bina, sua mulher, e por esse motivo o hebreu beijou-a, sem mais delongas.

.......

FLASHBACK ON

Paser estava atônito. Era praticamente impossível de ser verdade, mas havia examinado Henutmire minuciosamente e aquela era a única explicação plausível. Era um milagre dos Deuses!

— O que eu tenho, Paser? Fale logo, estou ficando aflita. — Falou Henutmire, nervosa.

Paser respirou fundo e engoliu a seco.

— Bom, princesa. Respire fundo, por que o que tenho para lhe dizer é algo inacreditável. A senhora espera um filho, carrega uma criança em seu ventre! — O sacerdote anunciou, maravilhado.

— Como? — Henutmire indagou, perplexa. — Eu grávida?

Não podia ser verdade! Como isso era possível? Nunca mais gerara nenhum filho após Sara. Paser havia até a examinado e dito com toda a certeza que seu ventre havia se tornado seco. E agora, essa noticia assim de repente? Meio assustada e incrédula, Henutmire pousou a mão na barriga e sentiu lembranças a invadirem.

FLASHBACK OFF

Henutmire estava postrada no chão, chorando tudo o que ela não tinha para chorar. Ainda doía imenso nela ter perdido o filho que esperava de Hur, o homem de sua vida. Henutmire estava muito feliz, se sentindo realizada de saber que ela ou ao menos sua descendencia teriam chances de entrar em Canaã, a terra prometida por Deus aos hebreus. Mas essa felicidade toda acabou quando ela sentira o sangue escorrer por suas vestes, levando com ele a vida de seu amado filho. Ainda lembrava das palavras que havia dito a Hur quando saíra daquela tenda. Sabia muito bem que iria sofrer tanto quanto, ou mesmo mais do que seu marido com essa separação, mas era um bem necessário. Hur merecia ser feliz e construir uma familia, e ela nunca o privaria disso.

— Porque, Meu Deus. — A mulher clamava, de joelhos na areia do deserto e as mãos levantadas em direção ao céu. — Porque tenho que sofrer tanto nessa vida? — A princesa berrava, aos prantos. Estava completamente devastada. Então, ela sentiu uma tontura acometer seu corpo, e deixou-se cair de costas, fechando suas pálpebras logo em seguida.

Sara, que passava por ali justamente naquela hora, desesperou-se ao ver a mãe naquele estado, correndo ate onde ela se encontrava e a chacoalhando com força.

— Acorda, mãe. Por favor, fale comigo. — A jovem suplicava sem obter sucesso. Sara então tocou no rosto de Henutmire, fazendo um leve carinho ali. ela tinha que estar viva. Sara nem sequer queria cogitar o pior. A jovem não havia tido o tempo suficiente para conviver com sua mãe de sangue. Deus não podia leva-la logo agora.

Chorando de angustia, Sara gritou por ajuda, que prontamente veio. Depois de alguns hebreus levarem-na para a tenda onde ficavam os enfermos, Joquebede a examinou, e deu um meio-sorriso.

— O que ela tem? — Hur, que tinha ficado a par da situação, quis saber. — Eu preciso saber que ela vai ficar bem! — Exclamava, sendo abraçada de lado por Sara, que também sofria.

Joquebede mantinha uma expressão serena no rosto.

— Calma, meus amigos. Henutmire esta muito fraca. Ela quase teve um aborto espontaneo e perdeu muito sangue. Mas, logo ela e a criança irão se recuperar, eu tenho fé nisso.

Hur sorriu largamente ao constatar que ele e Henutmire afinal não haviam perdido seu filho. Aquilo era um verdadeiro milagre.

— Obrigado, meu Deus! Obrigado por salvar minha mulher e meu filho. — O ex-joalheiro exclamou, em êxtase.

.......

Tocando em seu colar em forma de estrela que usava ao redor do seu pescoço, Joana suspirou. Ela e sua irmã, Sophia, tinham dois colares idênticos. A mãe de ambas havia os confeccionado, e lhes entregado de presente. Dizia que era um símbolo do quanto eram unidos, e, que desde que usassem isso, mesmo estando separadas nunca iriam deixar de ser unidas. Mas, agora esse colar não servia mais. Porque toda sua familia, incluindo Sophia havia sido morta por cruéis feitores egipcios. No entanto, Joana por algum motivo não conseguia se livrar do objeto, mesmo ele a fazendo sofrer todos os dias com as lembranças doloridas de sua infancia.

Arão chegou e abraçou-a por trás. Ela sorriu levemente.

— Sua irmã e seus pais podem não estar aqui, querida. Mas eu estou, e prometo não te deixar nunca. — O homem sussurrou, beijando o topo da cabeça da morena.

....

No harém moabita, uma jovem prisioneira morena estava tocando num colar de estrela, idêntico ao de Joana. Ela também estava sofrendo sem noticias de sua familia desde aquele fatídico dia em que fora raptada pelos moabitas, que se aproveitaram que os feitores estavam castigando os escravos para leva-la forçada e cruelmente para longe de sua familia. A menininha doce que Sophia fora naquela época ainda teve tempo de ver seus queridos pais morrerem, no entanto não tinha noticias de sua irmã Joana desde então, e ficar sem saber como ela estava, e se sequer estava viva depois de todos esses anos a afligia, e muito. Aquele colar era a única coisa que ligava a hebreia com sua irmã.

Ao ver que a amiga chorava copiosamente, Eliseba foi até ela e prontamente a abraçou, transmitindo naquele contato todo o carinho que sentia pela mulher. As duas haviam sido reféns juntas naquele local por bastante tempo, e com isso haviam construido uma bela relação de irmandade e companheirismo.

— Fique calma, minha amiga. Um dia conseguiremos sair daqui com vida e rever nossas familias, tenha fé. — Eliseba sorriu, afagando a mão da outra.

Sophia suspirou, secando os olhos molhados pelo choro e sorriu fraco para a irmã de coração. A verdade era que depois de tudo que havia passado ali a hebreia não conseguia mais cultivar essa crença no Deus dos hebreus tao fortemente como antes. Para ela, ou Deus sequer existia, ou as havia abandonado.

— Sim, eu oro a Deus todos os dias, minha amiga. — Sophia mentiu, e a mãe de Eleazar abriu um sorriso largo no rosto, acreditando na mentira proferida pela outra.

Então, ambas ouviram passos vindo na direção onde se encontravam e por um momento se apavoraram, mas respiraram aliviadas ao constatar que era Abner, que sorriu para as duas, o coração dele palpitando mais forte ao ver Eliseba.

— Abner, que susto deu na gente! — Sophia exclamou, pondo a mão no coração. — Pensamos que era alguém perigoso.

O general, sobrinho da Rainha Elda, apenas riu.

— Acalmem-se, sou apenas eu. — Disse. — Ouçam, eu estive com Balaque agora pouco, e ele me mandou ir ao acampamento dos hebreus juntamente com Zur para agirmos como espiões. Mais do que ninguém as duas sabem que quero tira-las daqui o quanto antes, no entanto se quisermos derrubar o Rei e queremos que meu plano funcione, não poderei levar as duas comigo agora, apenas uma. A outra vai ter de ficar aqui por enquanto e tratar de seduzir Balaque. — O homem olhou para as amigas com pesar. — Quem vai ir?

Eliseba e Sophia se entreolharam, nervosas. Uma sabia o quanto a outra queria sair deste lugar, e tinham prometido que o fariam juntas. E não queriam em hipótese alguma se separar. Mas, a saudade que sentiam de seus entes queridos e a vontade de fuga se tornavam maiores do que tudo. Ambas suspiraram.

— Eu vou. — Afirmou Sophia, mas ao ver que Eliseba abriria a boca para provavelmente dizer que desejava ir calou-se. — Leve-a Abner, não se incomode comigo. — Decretou, sentindo uma lagrima escorrer por seu rosto.

Abner sorriu fraco. Doía muito para ele ter de deixar Sophia para trás, mas saber que teria chances de ficar perto de Eliseba, por quem era apaixonado o deixava extremamente feliz.

— Então vamos, Eliseba. Precisamos ir nesse momento. — Falou.

Eliseba e Sophia então se abraçaram em meio a choros de ambas e lamurios da mais velha por ter de deixar a confidente.

— Encontre sua familia, minha amiga. Volte a ser feliz. E se possível, procure por noticias de Joana. — Pediu, retirando o colar de seu pescoço e o entregando a Eliseba. — Tome, talvez isso te ajude a encontra-la, e assim vai ter um pedaço de mim contigo. — Voltaram a abraçar-se.

— Tome cuidado com Balaque, Sophia. E principalmente, confie em Deus, ele vai te proteger.

Sophia fungou ao ver seus amigos saírem daquele aposento. A mulher não se conteve e decidiu puxar Abner pelo braço, lhe beijando em seguida. Vendo a cara de surpresa estampada no rosto do general, ela riu.

— Cuide de Eliseba, Abner. E volte para mim. — Sussurrou, lhe dando um ultimo selinho antes de o deixar ir.

Suspirando, Sophia sentou-se num dos bancos que ali haviam, e assustou-se com a chegada repentina do feiticeiro Balaão no recinto.

— Com que então estão tramando contra o Rei? Interessante. — Ele riu amargamente. — Se me deixar ajudar a derruba-lo, talvez eu consiga descobrir mais sobre sua familia. — Mentiu, perverso.

.........

Sorrateiramente, Nefertari adentrou na tenda de Moisés, com as tabuas em mãos. Olhando para os lados, para certificar-se de que o local estava vazio. Avistou o baú onde certamente Moisés as guardava, e tentou o abir. No entanto, ouviu passos vindo em sua direção, o que a fez recuar e tremer de medo. Onde se esconderia? Que desculpa daria se fosse pega?

Notas finais
O que acharam? Falando sobre os novos personagens, quem olhou pro elenco da fanfic viu que Abner e Sophia foram mencionados como Rei e Rainha. Eles se tornam isso mais para a frente, mas n quero dar muito spoiler. O Jonay, bem ele tem meu nome e baseia-se em mim. Eu na vida real uso cadeira de rodas, mas como naquele tempo isso ainda n existia decidi adaptar. O que acharam dele? Espero que tenham gostado, tentarei n demorar tanto para postar novamente, mas n garanto nada, pois minhas aulas recomeçaram nesta semana. Espero ve-los nos comentarios!