Os Contos de Brilhante.
6 Brilhante, o instrumento de magia.
Notas iniciais
Deitada na minha cama, fui incomodada pela minha irmã que me enchia o saco, dizendo que estava grávida devido aos meus vômitos matinais...
Uma vez é brincadeira, na segunda já é encheção de saco. Levantei furiosa para revidar as piadinhas no tapa, mas ela correu, e devido aos meus 122 kg que me impossibilitaram de correr atras da insuportante...
Foi uma sensação estranha, mas por um momento, eu levantei a palma da mão em direção ao sofá, e com um simples movimento de dedos, joguei o sofá de três lugares nela, com tanta força, que explodiu o seu crânio.
– É só um sonho...
– É SÓ UM SONHO!!!!
– TEM QUE SER UM SONHO ESSE CARALHO!
– RIANAAAA!!! — Brilhante gritava para a irmã.
Entrei em desespero e fui tentar ajudar, mas não tinha como. Ela já se encontrava em óbito. Mortinha da silva.
Eu gritava e tentava ajudar, mas não tinha o que fazer, foi então que minha mãe chegou e viu toda aquela cena!
Foi um caus danado. Minha mãe gritava e me batia, me chamando de assassina! Não tive tempo de explicar o que aconteceu, até por quê nem eu mesmo entendi o que havia acontecido...
Os bombeiros, o IML, e a polícia haviam chegado... Fiquei nervosa, pois minha mãe não parava de me chamar de assassina. Havia feito 18, então já respondia pelos meus atos... Os policiais me algemaram e me jogaram no camburão. Isso, eu havia sido presa por que matei minha irmã...
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Cheguei na cadeia, e tive uma grande surpresa. Fiquei na mesma cela que a Ferreirão, minha amiga de escola, e que agora também era amiga de prisão...
(Ferreirão, a cafetona do ferro do prazer, que havia matado uma de suas funcionárias por ter olhado para seu homem)
Tentei explicar para ela o que estava acontecendo, mas me senti uma tola, e fiquei com medo que ela me julga-se louca e assassina, assim como minha mãe...
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– Eu levantei a mão, e esmaguei minha irmã com o sofá somente com a força do pensamento — eu havia dito.
Fiquei com medo da resposta de Ferreirão, mas a cara dela aparentava calma e tranquilidade.
– Você é como eu — disse Ferreirão — Nos somos BRUXAS...
– O seu nome Brilhante, vem de uma linhagem antiga das antigas bruxas de Salém, vocês são consideradas amuletos (Amuleto de Brilhante) e atraem sorte, ou azar.
Fiquei perplexa, mas aquilo explicava muita coisa, como por exemplo, as coisas de ruim que aconteciam comigo todos dias.
– Os poderes da sua linhagem se manifestam apenas com a maior idade, e em momentos de raiva... — Ferreirão completou.
Não tinha ideia do que dizer, pois das coisas que pensei que poderia ser, um amuleto de Bruxa do azar seria a última delas....
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Fiquei com medo, pois minha atual situação era muito complicada...
– Não tenha medo da cadeia, Brilhante, até por quê quem manda aqui sou eu — disse Ferreirão.
– Eu não tenho medo da cadeia — disse Brilhante — Eu tenho medo do FILHO que irei ter aqui dentro....
– Como assim Brilhante? — Indagou Ferreirão.
– Estou grávida — disse com desdém — Mas o maior problema é que... eu não sei quem é o pai...
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