Os Contos de Brilhante.
7 Brilhante decide virar Emo.
Estavam na cela (Brilhante e Ferreirão) quando quatro camburões da polícia local chegaram. As duas jovens foram juntas olhar quem eram os novos moradores do presídio, e foi quando a surpresa acertou em cheio as duas.
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(ALGUMAS HORAS ATRÁS)
[...] – Vocês vão pagar a formatura sim! Estamos organizando esse evento desde o início do ano, e vocês decidem desistir agora?
O clima na sala de aula estava tenso, pois a formatura do terceiro ano havia sido cancelada, e muitos dos participantes ficaram sem seu dinheiro.
– Eu quero meu dinheiro, sua vagabunda!
Começou um bate-cabelo, mas esse foi o mais violento que já havia acontecido. Não eram agressões verbais, e sim físicas. De um lado, um grupo que se posicionava de uma forma em relação à devolução do dinheiro dos que não iriam mais se formar, e do outro, um grupo que de nenhuma forma, queria a devolução do dinheiro.
Cadeiras voaram, e o professor presente fora atingido. A gritaria podia ser ouvida de qualquer lugar do colégio, e foi então que a diretoria Lorde subiu enfurecida até o ponto da confusão para resolver aquele problema de uma vez.
A confusão estava tanta, que alguém havia denunciado para a polícia de forma anônima aquela discussão que havia virado rebelião. A polícia chegou, e deu voz de prisão para todos os presentes.
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(ALGUMAS HORAS DEPOIS)
Desceram do camburão cerca de 10 pessoas: Tereza, Nathanael, Luiza, Sr. Almeida, Tiphane, Srt. Travassos entre muitos outros, incluindo Harry, Adriano, Cabral e Augusto. O clima era de tensão, e o motivo de serem presos eram não ter (e ter) pagado a mensalidade da formatura...
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(Durante o bate-cabelo da pracinha)
[...] Estava uma loucura, e eu não conseguia entender nada… Via apenas o rosto de Augusto chegando perto do meu, uma forma delicada de tentar me beijar. O tempo parecia que estava parando, e eu só queria pensar naquele meu beijo, que estava prestes a acontecer.
Por um momento, tudo estava ficando muito mágico... Se a tentativa de beijo não tivesse sido interrompida por uma voadeira de Tereza.
Um novo bate cabelo começou, Tereza agredia Augusto por não aceitar que nenhum homem a defende-se, enquanto Brilhante ficava bolada e triste por mais uma vez não ter perdido seu BVL....
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A prisão agora se tornou uma vizinhança, todos os amigos de Brilhante estavam ali, junto com ela e Ferreirão. Mas mesmo com aquele momento feliz, Brilhante não parava de pensar em quem seria o pai do seu filho...
Brilhante e Ferreirão deram as mãos e começaram uma oração numa língua Iemanjá de nível 8 na macumba. Os móveis na cela começaram a se movimentar, o vento a rugir e as luzes a piscar... Foi então que em uma nuvem de energia que se formou e o rosto do pai da criança apareceu...
– Não pode ser!
O rosto que havia se formado na nuvem era o de Augusto, e isso deixou Brilhante furiosa.
Mas o que ela não esperava é que segundos depois da sua excitação, se formaria mais um rosto ao lado do de Augusto: O de Adriano.
– Que palhaçada é essa aqui? – Exclamou Ferreirão.
Alguns segundos se passaram e o rosto de Harry e Cabral também haviam se formado...
Brilhante estava em choque, ao saber que havia quatro crianças dentro dela, cada uma de um respectivo pai... Que agora estavam presos junto com ela e seus amigos na mesma prisão, onde apenas algumas celas a separavam deles...
Brilhante correu para o banheiro da cela, fechou a porta e pegou a Gilete.
– Devo virar emo? – se perguntou...
Começou a se cortar para aliviar toda a dor que sentia naquele momento. Uma forma de tentar se livrar do sofrimento...
Brilhante estava caída no chão do banheiro, toda ensaguentada quando Ferreirão chegou gritando e pedindo por ajuda.
– A biscatinha tentou se matar. Alguém ajuda aqui!
Brilhante via apenas a movimentação de pessoas para carregá-la. Um homem forte tentou e não conseguiu, devido ao peso excessivo de 122 kg. Um segundo também tentou, um terceiro, um quarto. Quando se juntaram um total de 12 pessoas, finalmente, conseguiram arrastá-la dali...
Brilhante via tudo embaçado, e de repente, tudo se escureceu e ela adormeceu...
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