Os Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Eros
4 O Altar do Amor! Começa a luta contra Eros!
— Flechas Luminosas!!! — anunciava Maya atingindo alguns soldados de Eros com flechas feitas de cosmo que paravam de brilhar ao que os corpos caiam no chão, revelando serem reais. — Não é um exército lá muito numeroso e forte, não acham?
— Ainda assim, não abaixem a guarda, ouviram? — dizia Ian.
— Heh, nós sabemos disso. — dizia Kraisto com um sorriso de canto.
Um vento forte e poderoso passa por eles os empurrando. Os 4 cavaleiros de prata se viram ao sentirem um cosmo tão forte quanto o deles. Eles observam alguém emanando seu cosmo vindo na direção deles.
— Quem será?! — indagava Maya.
— Isso importa? — dizia Kraisto. — Pra mim será só mais um saco de pancadas.
— Façam silencio vocês dois. — dizia Ian no que todos olham para Jaga.
O cavaleiro de Orion estava calado e concentrado. A pessoa que se aproximava logo podia ser vista com clareza.
— Você é Bianca de Collumba, não é mesmo? — dizia o cavaleiro de Orion.
— Oh? Então se lembra de mim... — ela dizia com cinismo. — Que fofo.
— Bianca de Collumba?! — dizia Ian. — Você é uma Amazona de Atena, não é mesmo?
— Heh, então é outra sobre o controle de Anteros... — comentava Kraisto. — Bom, não importa, se está aqui pra nos impedir, é minha oponente!
— Tolos! — dizia a Amazona. — Vocês chegaram muito tarde. A essa hora o Grande Anteros já deve estar entregando sua tola amada para o meu Deus Eros. — Bianca olha para Jaga através da máscara e aponta para o cavaleiro. — Você fracassou miseravelmente!
As palavras da amazona atingem Jaga como se fossem um golpe poderoso. Ela não estava errada, de fato, Anteros se aproximava do altar onde um homem de trajes brancos com adornos dourados se encontrava. Ele tinha um olhar sereno e encantador, um olhar que apenas um deus poderia ter. Anteros para diante dele com Aimi desmaiada em seus braços.
— Finalmente retornou... — dizia Eros virando-se para Anteros. — Porque demorou tanto, irmão?
— Peço que me desculpe. Como imaginei, houve certos... Contra-tempos.
— Entendo... — Eros dizia de forma um tanto triste. — Os Cavaleiros de Atena?
— Sim. — respondia Anteros. — E eles nos seguiram. Eros, eu sei que não queria uma batalha, mas...
Eros respirava fundo de tristeza e fecha os olhos. Aimi finalmente acorda, ela estava perdida sem entender nada enquanto recobrava as últimas lembranças.
— Você está bem? — perguntava Eros. — Não se machucou?
— E-Estou. — ela respondia assustada.
— Irmão, como é tolo! — dizia Anteros. — Porque se importar com alguém que estará morta em algumas horas?
— Q-Quê?! — ela dizia apavorada. — M-Morta?!
— Irmão! — Eros o repreendia. — Não há necessidade de atormentá-la com trivialidades.
— Trivialidade?! — Aimi se levantava. — Chama me matar de trivialidade?!
— Acredite, eu não queria fazer isso. — respondia Eros e, por mais estranho que pudesse parecer, Aimi enxergava verdade naquelas palavras.
Aquilo a deixara perplexa. Como um Deus poderia dizer uma coisa daquelas e ainda assim almejar sua morte? O que significava aquilo? Porque mata-la se ele não queria isso? Quanto mais ela tentava entender, menos sentido fazia. Os pensamentos da garota se interrompem quando o deus do amor a pega pelo pulso e a arrasta. Ela tenta lutar contra aquilo, mas o deus a encara com seus olhos brancos.
— Por favor, eu não quero obriga-la. — diz Eros com tristeza em seus olhos e voz.
Aimi não conseguia entender nada, mas ainda assim, se desarma e deixa ser levada. Eros a leva até o altar e ordena que a garota se deitasse. Ela o obedece e então o Deus concentra seu cosmo criando um esquife de vidro. Aimi estava visivelmente assustada.
— O-O que significa isso?! — ela dizia. — Por favor, me responda!
— Esse é um esquife especial. — respondia o deus. — Ele tem a habilidade de sugar toda a energia vital de quem estiver preso nele. Sua vida será sugada aos poucos.
— Quê?! — Aimi se desesperava. — Por favor, não! Você disse que não queria me matar! Você é Eros, o deus do amor!
— Eu... — dizia o deus com pesar na voz. — Sinto muito.
Anteros parecia irritado com aquela conversa toda. Ele aponta seu dedo para o esquife e desfere um raio que atinge o objeto, Aimi adormece em seguida. Eros o olhava com certa repulsava.
— Não me olhe assim. — dizia o deus da desunião. — Essa conversa já estava me irritando. Você é um deus, não precisa dar satisfações a uma mera humana.
— Anteros... — Eros suspirava tentando conter seus sentimentos naquele momento. — Apenas certifique-se que os Cavaleiros de Atena não nos atrapalhe.
— Não se preocupe, irmão. Isto já está sendo resolvido. — o Deus sorri de canto.
O vento continuava a correr forte onde Jaga e os outros estavam. O cavaleiro de Orion fechava os punhos.
— Saia. — dizia ele.
— Como é? — dizia a Amazona. — Eu já lhe disse, é tarde demais.
— E eu estou lhe dizendo para sair. — insistia o cavaleiro de prata.
— Receio que não possa fazer isso. — diz a Amazona. — Veja bem, eu respondo ao Deus Eros agora. As ordens dele são de impedir que qualquer um atrapalhe.
— Afinal de contas, o que ele pretende com uma simples camponesa? — questionava Maya. — Porque tanto trabalhando nos atacando por uma simples garota?
— Por que ela é tida como a mais bela de todo o Santuário. — respondia a Amazona. — Apenas isso.
— O que ele pretende fazer com ela? Nos diga de uma vez! — ordenava Ian.
— Matá-la. — a Amazona dizia com um certo prazer na voz e se desarmando completamente. — Essa garota é tão sortuda! Morrer nas mãos do deus Eros!! Quanta honra!
— M-Matar Aimi?! — Jaga estava perplexo. Ele não podia acreditar que justo o Deus do Amor queria matar sua amada. Aquilo o fizera ferver de ódio. — Desgraçado.... Maldito Eros! Eu não vou deixar!
Jaga corria na direção das escadarias do templo, no entanto, Bianca surge em seu caminho manipulando o vento e o empurrando para trás.
— Se quer salvar sua amada, vai ter de me enfrentar! — dizia ela. — Eu já não sou mais uma simples Amazona de Bronze, você pode ver isso.
— Isso não importa. — diz Jaga. — Amazona de Bronze, Deus, seja quem for, ninguém vai me impedir de salvar Aimi!
— Isso é o que veremos! — diz a Amazona queimando seu cosmo. O vento começava a se intensificar enquanto que ela movia seu braço fazendo um movimento circular.
— Todos vocês, tenham muito cuidado! — gritava Jaga preparando-se para o ataque da Amazona.
O vento se tornara tão forte que de repente começa a dar lugar a uma poderosa nevasca.
— Círculo de Gelo! — diz a amazona com voz serena.
A nevasca começa a se mover em círculos empurrando os cavaleiros de prata que tentavam se manter firme.
— Essa nevasca... — dizia Maya tentando se defender. — Ela é mesmo muito forte!
— Nem parece com algo que uma mera Amazona de Bronze seria capaz de fazer! — diz Kraisto.
— Não se esqueçam! — Ian os lembrava. — Mon também estava mais poderoso que o normal! Anteros deve ter ampliado os poderes dela!
— Estão vendo?! — diz Bianca. — Os cavaleiros de Atena não são nada comparados com aqueles que possuem o poder do amor!
— Heh, essa garota está se achando... — dizia Kraisto. — Vou mostrar pra você o que é poder de verdade!!! Chagas de Gelo!— Kraisto lança pequenas lanças de gelo contra Bianca enquanto queima seu cosmo.
Assustando-se com o ataque, a amazona dá um salto mortal pra trás caindo agachada e tocando o chão que estava coberto de gelo. Rochas de gelo surgem do chão a protegendo das lanças. Em seguida, Maya aparece se aproximando do lado da Amazona desferindo seu golpe também, no entanto ela faz crescer mais uma rocha de gelo a protegendo do ataque.
— Esses caras são espertos.... — ela pensava. — Preciso tomar cuidado.
— E então? — dizia Kraisto. — Vai continuar nos subestimando?
— Hunf... — a Amazona faz com que as rochas se abaixassem e sumissem no chão novamente. — Você tem razão, eu não posso subestimá-los, portanto...
Bianca queima seu cosmo fazendo com que o vento se intensificasse ainda mais. Ele começa a soprar alto e muito forte. O vento era tão forte que os cavaleiros de Atena começavam a sentir dificuldades para se manterem no chão.
— Morram de uma vez, tolos Cavaleiros de Prata!!!! — diz a amazona queimando ainda mais o cosmo. — Sopro Arrepiante!!!
Bianca ataca Kraisto e Maya com o vento poderoso que ela criara. Em seguida, ela ataca Jaga o empurrando e então Ian que usa seu escudo para se defender.
— Esse é um poder incrível! — ele pensava. — Bianca consegue usar seu cosmo para manipular o vento como bem quiser, direcionando o ataque para qualquer lado que desejar... É terrível!
— Esse escudo é realmente resistente, não é? — diz a Amazona encarando Ian. — Se não fosse por isso o meu Sopro Arrepiante já teria destroçado você. Você é realmente sortudo, sabia disso?
— Heh, não me diga... — Ian sorria de canto tentando esconder sua preocupação. — O que eu faço? O que eu faço? — ele pensava sem parar tentando encontrar uma solução. — Já sei!
Ian de repente se desarma e então se deixa levar pelo ataque da Amazona.
— Tolo... Finalmente aceitou sua derrota? — diz a Amazona rindo. — Finalmente um cavaleiro inteligente!
— Minha derrota? — diz Ian sendo levado pelo sopro, quando ele se vira para ela com o movimento, o cavaleiro estava sorrindo. — Não mesmo!
Ele começa a girar sobre si mesmo como um tornado. O vento que antes o carregava começa a ser envolvido pelo seu movimento circular e então ele projeta seu pé sobre a Amazona que é atingida pelo ataque.
— Maldito... Você se deixou levar pelo meu ataque de propósito? — indagava a Amazona que arfava.
— Exatamente. — diz Ian. — Eu percebi que o meu Escudo Mortal segue mais ou menos o mesmo principio que o seu ataque, então resolvi arriscar e usar sua técnica em favor da minha. Foi um movimento arriscado, mas deu certo.
— Ian, isso foi incrível. — dizia Jaga se levantando assim como os outros dois.
— Hehe, esse é o Ian, sempre bolando um jeito de se safar na última hora. — dizia Kraisto.
— Foi realmente muito inteligente. — diz a Amazona se levantando. — Se eu não tivesse sido rápido, teria me pego em cheio. Mas eu não cometerei o mesmo erro... Eu não achei que ia ter de recorrer a isso, mas...
Bianca queima seu cosmo novamente. Agora ainda mais forte, de uma forma nunca vista por eles até então. Estava claro que a Amazona era realmente fora de série, ela estava muito próxima do sétimo sentido. O vento se tornara ainda mais poderoso criando um poderoso tufão à frente dela.
— Preparem-se!!! — dizia a Amazona. — Essa é a minha técnica mais poderosa! Vortex de Gelo!!!!
Ela lança um poderoso vento gélido em movimento espiral que deixava pequenos fragmentos de gelo pelo caminho. O vórtex é lançado contra os cavaleiros, porém, um vulto aparece correndo e saltando caindo entre o ataque e os heróis. Era Altair que chegava no local.
— Heh, eu venho atrás dessa Amazona e olha só o que acaba me acontecendo. — ele dizia tentando conter o ataque.
— Querendo bancar o salvador da pátria, é? — diz Kraisto.
— O que vocês estão fazendo aqui? — perguntava o cavaleiro de Águia com dificuldades.
— É a namorada do Jaga. — diz Ian. — Ela foi sequestrada por Eros.
— Namorada? — diz Altair. — O Jaga?
— Não é mesmo? — dizia Kraisto.
— Deixa isso pra lá... — diz Altair. — Eu não vou conseguir segurar esse ataque por muito tempo mais... Preparem-se!
Como dito por Altair, ele logo não aguenta mais segurar. A amazona queima ainda mais seu cosmo e os outros são atingidos em cheio, os jogando para dentro do templo como queriam, porém, cada um estava separado um do outro agora.
— Droga... — a Amazona arfava. — Não pensei que teria de apelar para essa técnica, os cavaleiros de prata são mesmo muito poderosos. Mas do jeito que estão agora, não devem ser um problema. De qualquer forma, é melhor que eu...
— Já chega, Bianca. — uma voz atrás dela dizia.
A amazona salta virando-se e se vê diante de Phaeton.
— Você?! — ela dizia surpresa. — O que você está fazendo aqui?
— Eu vim te levar pra casa... — Phaeton respondia. — Irmã.
Maya acordava com a mão na cabeça, o impacto do ataque de Bianca o havia feito bater com a cabeça. Ele olha em volta e vê um enorme jardim mais a frente, o cavaleiro se aproxima adentrando o jardim e olhando em volta como se procurasse pelos outros.
— O ataque de Bianca deve ter nos jogado para locais diferentes do templo de Eros... Mas isso não muda as coisas, todos possuem o mesmo objetivo.
— Quem é que ousa adentrar o jardim da Fertilização? — dizia uma voz chamando a atenção de Maya.
— Hm? — Maya diz se pondo em posição de combate. — Quem é?!
Mais ao longe se aproxima uma figura misteriosa que para diante do cavaleiro de prata. Era um homem alto e robusto de cabelos sedosos e macios ruivos. Os olhos rosados. Ele trajava uma armadura cujo peitoral parecia o rosto de um bode. A tiara em sua cabeça lembravam as orelhas de uma cabra. Era uma armadura completa que deixava à mostra apenas um pouco da barriga, dos braços e pernas. Havia também um cinturão que protegia a lateral e a parte de trás com o símbolo de um coração. Havia uma capa branca presa nas costas da armadura também.
— Então é um guerreiro de Eros, huh? — diz Maya.
Um pouco mais ao leste do templo, Altair também acordava. Assim como Maya, ele acordava um tanto que desatordoado e olhando em volta.
— Bom, eu tenho certeza que vou encontrar os outros indo até Eros. — ele pensava em voz alta. — Não é hora de perder tempo...
O cavaleiro de Águia começa a correr mais adiante quando repara em formações de corais ocorrendo no chão, ele salta para trás.
— Corais do mar?! — ele dizia surpreso. — Parece que queriam me prender ao chão...
Altair logo repara que mais a frente todo o chão estava coberto por corais, como se um enorme jardim de corais se formasse.
— Mas o que diabos...?! O que está acontecendo aqui? Porque há corais no templo de Eros?!
— Esse é o jardim do exílio... — uma voz respondia. O cavaleiro de Atena logo nota a presença de uma pessoa que caminha diante dele. Essa pessoa trajava uma armadura alaranjada com partes douradas. Um elmo laranja e dourado também com uma pedra azul no centro. Seus cabelos eram longos e lisos, castanhos assim como os olhos e o olhar triste e vazio. a armadura cobria o corpo todo e havia uma pedra azul no cinturão também. — Aqueles que o adentram, jamais saem com vida.
— Oh, é mesmo? — dizia Altair incomodado com alguma coisa. — Então eu serei o primeiro a conseguir isso.
— Isso é o que vamos ver... — diz o inimigo queimando seu cosmo.
Os dois se encaram, uma terrível batalha estava para começar.
Continua...
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