Os Cavaleiros do Zodíaco - A Saga da Safira

6 Capítulo 6 – Os cavaleiros de Prata entram em ação!


Notas iniciais
- Afer vem de Afer Ventus, o equivalente romano do vento menor Lips, representado pela proa de um navio. Seu nome também deu origem ao nome "África".

O Santuário na Grécia. A muito tempo protegido por Atena e seus cavaleiros. Em uma época onde a reencarnação da deusa da Justiça já não está mais entre nós guerreiros chamados Safiras, ou brisas, invadem as 12 casas. Diversas batalhas foram travadas até aqui, e após a interferência de Atla, o cavaleiro de ouro de Touro, os cavaleiros de prata seguem rumo ao salão do grande mestre onde o perigo se aproxima.

– Tornado de Tempestade!!!– Altair gira em seu próprio eixo acumulando seu cosmo e o transformando num grande tornado que lança os safiras à sua frente para fora da casa – esses tais Safiras não param de surgir! Onde quer que a gente vá parecem haver cada vez mais e mais.

– Não se deixe afetar por isso, Altair. — dizia Yan – Nós ainda temos um caminho longo até o salão do Grande Mestre.

– Ei, vocês dois aí... — dizia Maya meio ríspido – Vão ficar de conversa ou nos ajudar aqui?

Maya dá um soco em um dos soldados safira e desvia de outro que era lançado por Kraisto. Os quatro então continuam a correr.

– Muito bem... — diz Kraisto – já conseguimos esvaziar a casa de virgem e as outras. Mestra Acubens já deve estar finalizando com o invasor da casa de câncer, os cosmos por lá parecem ter se acalmado.

Naquele instante, um enorme feixe de luz sai da casa de câncer surpreendendo os 4 que páram.

– Mas que poder foi esse?! — dizia Altair surpreso.

– Não chega aos pés do cosmo de Mestra Acubens... — complementa Ian.

– Esse cosmo é completamente novo... Quente, e forte... Não parece ser do inimigo também. — diz Kraisto.

– Será um inimigo novo? — indaga Maya – Bom, de qualquer forma, a casa de libra nos espera, é melhor irmos logo, ela está desprotegida desde que o senhor Dohko foi embora do santuário.

Os quatro concordam e voltam a correr rumo à próxima casa zodiacal, deixando para que se preocupassem com aquilo em outro momento. Os cavaleiros de prata adentram a casa de Libra que possuía apenas um cavaleiro lá, com a armadura num tom de azul um pouco mais claro que a dos outros. Sua safira lembrava a proa de um navio com algumas cabeças. Parecia ser de etnia africana. Ao invéz de um cinturão, havia uma manta de pêlo amarelo com pintas pretas, como se fosse a pele de uma cheetah. Ele tocava dois pequenos tambores.

– Sejam bem vindos, cavaleiros de Atena! — dizia o inimigo – Parabéns por passarem pelos outros safiras, devem ser bem poderosos. Sinto um belo cosmo vindo de vocês.

– Pena que não podemos dizer o mesmo de você, não é? — diz Kraisto.

– Ora, assim fico magoado. — diz o safira fechando os olhos – Isso são modos de me receber em sua casa? Hahahahaha.

– Insolente! — diz Maya – Como ousa ficar de gracinha após invadir a casa de libra?! Vai pagar por isso... Flechas luminosas!!!

Maya lança várias flechas luminosas em direção ao rapaz que volta a atacar os tambores. As flechas são tomadas por uma luz negra e voltam em direção a Maya que é atingida por elas. No entanto, o cavaleiro de prata consegue se manter de pé sendo pouco ferido.

– Maya! — diz Altair – Você...

– Estou bem! — diz o cavaleiro sem olhar para o companheiro – O dia que me deixar cair pela minha própria técnica, não serei mais digno de ser um cavaleiro de prata. Apenas tenham cuidado, todos vocês. Esses tambores não são normais.

– Você é esperto, cavaleiro de prata. — diz o inimigo – Esses tambores místicos podem criar um bloqueio e tomar controle das técnicas dos meus adversários. E isso é apenas uma das habilidades de Afer, a brisa melodiosa dos náufragos.

– Isso é por que você nunca sentiu o grande poder da minha Tempestade Congelante!!! – Kraisto avança contra o inimigo concentrando seu cosmo e os misturando ao ar em volta soltando uma poderosa bola de energia congelante contra o inimigo.

Afer volta a tocar seu tambor fazendo com que o golpe de Kraisto volte para o rapaz. Porém, nesse mesmo instante, Ian se joga na frente com sua técnica Escudo Perfeito.

– Ian... Obrigado. — agradece Kraisto que recebe apenas um sorriso como resposta.

– Atacar Afer de frente não vai adiantar de nada, precisamos ser mais espertos que isso.

– É? E o que você sugere?

– Ainda não sei, mas algo que o obrigue a sair do modo de defesa, da sua zona de conforto.

– Hahahaha... Acham mesmo que isso fará alguma diferença? Não sejam tolos! Até agora vocês vem enfrentando meros soldados e precisaram da ajuda dos cavaleiros de ouro. Se não puderam com guerreiros tão fracos, o que acham que conseguem comigo? Olhem bem para a minha Safira... Não notaram a diferença?

– Diferença? — diz Altair – ela é azul como as outras, um pouco mais clara apenas.

– Idiotas! Como pretendem enfrentar adversários e ganhar se não sabem nada a nosso respeito? Muito bem... Darei uma colher de chá pra vocês, afinal de contas, morrerão aqui mesmo.

– Como é?! — diz Kraisto indignado com o tom de superioridade de Afer. Ele tenta avançar contra o Safira com um simples soco, mas Maya o segura.

– Ele tem razão. Acabamos esquecendo do principio básico de luta. Nós temos que conhecer nosso adversário, deixe-o falar, quem sabe não descobrimos um meio de acabar com isso?

– Hunf... — Kraisto recolhe o punho e cruza os braços – Que seja.

A atenção deles se volta pro vilão quando o mesmo começa a tocar seu tambor. Em seguida, ele começa a explicar.

– Ooook!!! Hora da explicação! — diz ele pigarreando em seguida – Nós Safiras, as brisas que combatem em nome de Eolos, o deus dos ventos, assim como vocês cavaleiros de Atena possuimos nossas patentes. Elas se devem à cor de nossas safiras. Quanto mais claras, mais poderosos nós somos. As safiras de tons azuis mais escuros são os soldados rasos de nosso exército. Porém, diferentemente do exército de Atena, os nossos soldados possuem um poder equivalente aos cavaleiros de bronze de vocês. Quando eles superam seus limites, a Safira se torna um azul um pouco mais claro, quase se equivalendo ao poder de um cavaleiro de prata. À medida que a brisa vai ficando mais forte, a safira pode mudar de cor se tornando uma Padparadja, uma safira rara. Ou seja, tem o poder equivalente a um cavaleiro de ouro ou até de um deus. E é por isso que vocês jamais conseguirão me vencer, jamais! Hahahhahaa

– Então é tudo uma questão de poder, não é? — diz Altair.

– Sim, eu tenho um poder mais evoluído que o dos outros safiras que enfrentaram até agora, meu poder é quase de um cavaleiro de ouro, vocês jamais conseguirão me derrotar! Hahahahhaa.

– Será mesmo? — Diz Altair – Vamos ver... Tornado de Tempestade!!!

– Idiota! Me atacar não vai adiantar de nada!!!

Afer volta a tocar o tambor que começa a querer repelir Altair. Porém, uma aura envolve o rapaz, era seu cosmo, fazendo com que Kraisto percebesse o que ele planejava.

– Muito bem pensado Altair!!! Vamos, eleve cosmo! Eleve ao máximo! — uma aura de energia envolve o corpo de Kraisto também que se prepara para desferir seu golpe mais uma vez — Tempestade Congelante!!!

O golpe atinge o campo de contenção criado pelos tambores fazendo uma pequena oscilação.

– Hm? Mas, o quê...? — estranha o vilão.

– Contem comigo também! Flechas luminosas!!!

As flechas de Maya fazem com que o campo se rompa ainda mais. Logo que em seguida, Ian dá um salto elevando seu cosmo também.

– Escudo Mortal!!! – Ian gira seu corpo projetando seu pé sobre o campo, como se fosse um tornado.

O campo se quebra completamente e os 4 atingem o golpe em cheio no adversário, o fazendo perder sua pose e se desequilibrar.

– Malditos! Vocês me assustaram! — diz o safira – Mas devo parabenizá-los, juntos vocês possuem um poder incrível! Mas isso não quer dizer que me derrotaram, apenas superaram uma das minhas habilidades. Só que isso não foi nem mesmo uma técnica minha.

– O quê?! — dizem os quatro impressionados.

– Escutem a verdadeira melodia dos meus tambores... Melodia dos Náufragos!

Afer começa a tocar rapidamente os tambores até que os mesmo estouram. De repente uma onda sonora se alastra pela casa de libra fazendo as pilastras tremerem um pouco, os rostos na armadura do inimigo começam a mexer suas bocas e a cantar. Os ouvidos dos cavaleiros de prata começam a doer de uma forma que eles começam a gritar e a vazar sangue deles.

– Que dor! Que dor terrível! — gritava Kraisto.

– Pare! Pare com isso! — dizia Altair não aguentando mais.

– Se continuarmos assim, vamos ficar surdos e desmaiar de tanta dor! — gritava Maya.

Os quatro começam então a ouvir gritos de animais como se estivessem em uma selva. Eles começam a se sentir um tanto que atordoados. Todos se sentem fracos e com vontade de desmaiar. Num ataque de desespero, Ian perfura seus tímpanos com os dedos os ensurdecendo. Ele então parte com tudo pra cima de Afer que assustado se desconcentra e recebe um soco em cheio no rosto e é lançado contra uma parede a fazendo rachar. Ian se aproxima de Maya e o ajuda a levantar.

– Vocês estão todos bem? — diz ele olhando pros seus amigos.

– Ian, você... O que você fez? — diz Altair.

– Fiz a única coisa que podia nesse momento.

– QUÊ?!!! COMO PODE ME OUVIR?! — Altair dá um salto pra trás de susto.

– Ele não te ouve. — interrompe Kraisto – Ian sabe leitura labial desde pequeno. Quando éramos pequenos, costumávamos andar com um garoto surdo. Eu nunca consegui aprender, mas Ian sim.

– Ian é mesmo cheio de surpresas. — diz Altair impressionado.

– Wow! — diz Afer saindo do buraco feito na parede – Isso sim que foi um belo soco, não é mesmo?

– V-Você ainda está vivo?! — diz Maya indignado e surpreso.

– Mas é claro, eu fui apenas pego de surpreso, só isso. Não esperava que seu companheiro fosse estourar os próprios tímpanos. Devo confessar que a persistência dos cavaleiros de Atena é mesmo admirável, mas agora já chega, espero que tenham se divertido por que vocês vão morrer agora.

– Amigos, vamos para a próxima casa. — dizia Ian.

– Pensei que era isso que estávamos tentando fazer. — diz Kraisto – Acho que esse cara aí te afetou mais do que eu pensava, Ian.

– Olhem bem para o chão da casa de libra. — Os três olham para o chão e vêm que estava diferente.

– Gelo?! — diz Kraisto – Mas isso só pode ser obra de uma pessoa.

– Sim... — responde Maya — SADAL DE AQUÁRIO!

Continua...

Notas finais
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