Os Cavaleiros do Zodíaco: A Espada da Criação
3 Capítulo III – Pallasite Vs Arcano. Uma nova descoberta.
Notas iniciais
CAPÍTULO III — PALLASITE Vs ARCANO. UMA NOVA DESCOBETA
Casa de Áries
— Olá menina! Como você está se sentindo? – disse o homem de voz grave.
A garota, ainda deitada, no primeiro degrau da casa de áries, acordou assustada nos braços de um homem que estava ajoelhado. Ele trajava uma armadura prateada com um peitoral amarelo; em sua ombreira esquerda tinha três espinhos, logo abaixo havia um escudo hexagonal vermelho com um rosto de uma mulher.
— Não encoste em mim – ela empurrou o homem de armadura prateada e desceu alguns degraus da escadaria. Estava muito assustada. A garota abraçava a si mesma com força e tremia como um guizo de uma cascavel. – Você é um deles e veio me matar assim como fez com todos na minha vila, não é?!
— Perdão por não me apresentar garota. – disse o homem que veio a se levantar. — Meu nome é Mirfak. Sou o cavaleiro de prata da constelação de Perseu, e sirvo à deusa Athena.
A garota ficou aliviada por saber que estava em um local seguro. Logo em seguida Divah veio a abraçar, fortemente, o cavaleiro. Ela chorava torrentes de lágrimas. Mirfak ficou surpreso, ele achou uma atitude estranha. Talvez nunca tivesse uma experiência assim.
— Divah, você está se sentindo bem? – perguntou o prateado.
— Estou. – ela enxugou suas lágrimas e perguntou: — Como está o...
— ... Guerreiro branco está bem – completou um outro homem, de armadura dourada, que estava saindo de dentro da casa de áries.
— Senhor Kiki, que bom que apareceu. Ela acabou de acordar e está bem. – Mirfak deu a informação, reverenciando, ao cavaleiro de ouro áries.
Kiki caminhou até ao lado de Mirfak, tocou em seu ombro e disse olhando em seus olhos de forma gentil: — Não precisa fazer cerimônias. Eu não ligo para isso. O que importa é a informação. – ele sorriu levemente com os olhos fechados.
A garota veio a perguntar novamente:
— Senhores cavaleiros onde é que está...
— Titan. O nome do homem que salvou sua vida é Titan. – completou novamente Kiki. — Não se preocupe com ele. Eu não faço ideia de quem seja o oponente, mas eu tenho certeza que esse infeliz não faz ideia do monstro que está enfrentando.
O cavaleiro de ouro tocou seu dedo indicador na testa de Divah fazendo com que ela adormecesse. Ele a levou para os aposentos da casa de áries e a colocou em uma cama, bem simples, para descansar. Em seguida voltou para entrada de sua casa e falou a Mirfak:
— Não perca sua concentração. Lembre-se que temos uma missão a fazer.
— Sim, senhor Kiki!
***
Vila Minerva
Todas as simples casas daquela pequena vila foram destruídas como se fossem um castelo de baralho. A única coisa que restara era uma pequena fonte de água, toda quebrada, no centro do vilarejo. Fonte essa que dividia os lados dos dois grandes oponentes.
O arcano apoiou sua mão esquerda na cintura e sua outra mão ele apontou para si mesmo com seu polegar e disse debochando com um sorriso sínico:
— “Quais serão minhas últimas palavras? ” – ele gargalhou. – Você só pode estar brincan... – Alexandre parou de falar quando percebeu que em sua frente só havia um círculo de poeira. O pallasite não estava mais lá.
Titan já estava atrás do arcano e “levitando” sobre o solo. Suas asas estavam completamente abertas e obstruindo o Sol, assim fazendo uma sombra sobre o arcano. Seus punhos estavam forte e firmemente fechados pronto para dar um soco direto com a direita.
Alexandre percebeu, tardiamente, tal movimento, mas mesmo assim conseguiu usar sua Habilidade. O punho direito de Titan se dividiu em dois fazendo com que os socos passassem ao lado de suas orelhas. O arcano suou frio e engoliu a seco.
Os cabelos de Titan taparam seus olhos assim fazendo uma sombra. A única expressão que o pallasite fez foi levantar um leve sorriso. Seu punho esquerdo estava preparando outro golpe. Uma cosmo energia esférica e flamejante se concentrou em seu punho e ele a lançou exclamando:
— Satellite Crusher!— Várias esferas flamejantes saíram de seu punho e acertou em cheio, de forma crítica, o arcano.
Alexandre foi metralhado intensamente pela habilidade do pallasite. Seus olhos reviraram, seu traje se rachou e ele foi arremessado insanamente para além da Vila. Antes de sair do vilarejo o arcano bateu um uma barreira amarela cristalina que o arremessou para o chão com o dobro da força. A queda fez com que uma nuvem espessa de poeira dominasse o local.
— “Obrigado por fazer o que eu pedi Kiki.” – agradeceu Titan telepaticamente ao cavaleiro de áries.
— “A cúpula de cristal me deixou extremamente exausto. Mas fico feliz que deu tudo certo. ” – respondeu Kiki.
A poeira começou a se dissipar. O arcano se levantou com um pouco de dificuldade. Ele sangrava muito. Partes de sua armadura estavam completamente destruídas. Ele cuspiu o sangue de sua boca no chão e logo limpou com sua mão seus lábios feridos. Alexandre tossia muito.
Sons de passos começaram a se aproximar de Alexandre. Uma sombra de um anjo se formou nos resquícios da poeira. Uma leve brisa dispersou essa pequena nuvem de poeira assim revelando-se o pallasite Titan.
Ali não existia mais vila ou pessoas. Tudo estava a quilômetros de distância longe dali. Eles estavam em pleno terreno montanhoso e desértico.
— Então sua habilidade não é dividir as partes corporais, mais duplica-las. – disse Titan segurando seu antebraço esquerdo. — A velocidade é tanta que causa uma ilusão. Alguns achariam que estaria louco ao ver seu braço “dividido” em dois, e logo em seguida ver que ele voltou normal.
— Humpf! – resmungou Alexandre. – E como você chegou à essa conclusão?
— No momento em que lhe acertei, por um ínfimo momento, eu vi metade de seu tronco se duplicando. Os danos foram reduzidos porque meus ataques só foram efetivos em 50%, afinal só acertou na metade de seu corpo. Desde a 2º vez que você demostrou tal habilidade eu imaginei que era algo relacionado à copias. Mas por via das dúvidas já havia comunicado ao Kiki para que ele preparasse uma muralha de cristal em formato de cúpula, afinal se você fosse arremessando até ela, a barreira lhe empurraria com o dobro da força. Ou seja, eu estava certo e, você ainda recebeu 100% de minha força.
— Até que você é bom. – Alexandre estava sorridente. – Na verdade você errou em um ponto. Eu não duplico as coisas, mas sim as multiplico. — O arcano começou a abrir seus braços e logo em seguida os fechou como um aplauso. O ambiente ficou silencioso e tenso, mas Titan não estava abalado. – Agora entenderás o desespero! – informou Alexandre.
Ele continuou.
— Eu sou um dos 22 arcanos do meu senhor e deus, Moros. Represento a sétima carta do Tarot, “Le Chariot. ” – Uma forte cosmo energia vermelha se intensificou. Ventanias começaram a circundar aquele local, e o símbolo de seu arcano guardião apareceu por detrás dele.
O corpo de Titan começou a ficar trêmulo e a sua imagem começou a se destorcer. Em seguida Alexandre abriu seus braços novamente e sussurrou:
— Maximum Doppelganger.
Um som metálico grave soou rapidamente e depois, instantaneamente, Titan se multiplicou em sete cópias de si mesmo.
— “Mas que porcaria é essa?!” – pensou Titan que olhara espantado para suas cópias.
O arcano se agachou como se fosse dar uma investida e usou sua segunda habilidade. – Infinity Flash. – Seus membros direitos ficaram completamente azuis e os esquerdos ficaram vermelhos. Seus olhos ficaram amarelos. A atmosfera ficou rarefeita. E o Sol do deserto foi envolvido por nuvens negras.
Titan por instinto tocou em sua cintura à procura da espada da criação. Mas se lembrou que a mesma foi levada pelo deus Saturno. Ele percebeu que o oponente é mais forte do que ele esperava. E ficou na defensiva.
Alexandre olhou diretamente nos olhos de Titan, sorriu e disse:
— Pronto, aqui vou eu.
CONTINUA -->
Fale com o autor