Os Astros
9 Capítulo 8
Notas iniciais
P.O.V.: León
— Você– dissemos em uníssono
Aquilo só podia ser uma ilusão. Não dava para acreditar que ela estava ali de verdade.
— Você está bem? – Perguntei ajudando-a a fixar-se no chão, mas ainda segurando em sua cintura.
— Estou bem. – ela disse olhando para minhas mãos que estavam em sua cintura, achei que ela ia fazer alguma coisa, tipo me dar uma tapa ou mandar eu a soltar, mas não ela olhou para mim e deu um sorriso tímido como se tivesse com vergonha. —Obrigada Leonard, – o meu nome saiu tão sexy de seus lábios. Meu Deus, o que você estou pensando? Você tem namorada! Com esse pensamento acabei soltando de sua cintura — por, hã, sabe não ter me deixado ir de encontro com o chão. – Ela disse e começou a andar novamente, mas então ela parou e girou seus calcanhares em minha direção. —Violetta Castillo e o prazer é todo meu Leonard. – ela disse e se virou continuando sua lenta e observadora caminhada pelo Studio.
Violetta, um nome lindo, para uma garota linda.
Caminhei em passos apresados na direção, da garota com madeixas castanhas.
— E então Violetta, vai entrar pro Studio? – perguntei assim que a alcancei e comecei a andar lado-a-lado com ela.
— Não. – ela diz e me olha por um breve segundo logo depois olhando para o outro lado.
— Você é nova na cidade? – Perguntei e ela confirmou com a cabeça — Já conhece bastante gente?
— Não, só conheço você. – ela disse dessa vez me olhando.
— Você precisa conhecer os meus amigos! Vem, eles estão por ali. – disse animado e a guiei até os meus amigos
— Leonard...
— Me chame de León, Leonard é muito sério. E você vai gostar dos meus amigos eles são legais. – disse e a ouvi soltar um suspiro pesado.
— O.k. vamos logo.
Guie-a até uma sala onde encontrei os meus colegas discutindo sobre qual base usaríamos para o trabalho.
— Oi pessoal- disse e todos os olhares se voltaram para nós, mas precisamente para a Violetta. — Então Vilu – disse e olhei para Violetta, que estava me olhando um pouco estranho, acho que é pelo fato de eu a ter chamado de Vilu. — Essa é a Francesca, minha irmã – disse apontando para Francesca que disse um “oi”, e assim se seguiu, disse o nome de todos que estavam presentes na sala, ou seja, a Francesca, a Camila, a Naty, o Maxi e o Andrés. — E pessoal essa é a... – Fui interrompido, por alguém.
— Violet?
P.V.O.: Violetta.
— Violet? – Uma voz feminina soou pelo local, fazendo assim todos se calarem. Eu estava com a cabeça baixa por isso só via os sapatos da pessoa, mas mesmo assim eu já sabia quem era. Naquele momento um nó se formou em minha garganta. Depois de seis anos eu ainda reconhecia a sua voz, podia sentir seu olhar penetrando em mim, mesmo eu não estando olhando para ela. Respirei fundo e levantei a cabeça, e lá estava ela, era a única prova de que eu precisava para ter certeza de que era ela mesma. Os cabelos longos e loiros a pele clara, os olhos inconfundíveis. Ela usava uma roupa que ficava ótima nela e o cabelo loiro caia como cascatas por suas costas
— Ludmila? – Perguntei e senti meus olhos arderem, mas eu não ia chorar, não ali, na frente de todos.
— Ora, ora. O que faz aqui Violet? Não estava em Madrid? – Ela perguntou vindo em minha direção enquanto eu recuava, via-se de longe que Ludmila tinha mudado muito durante esses seis anos. — Poxa Violet, achei que você tivesse saído do seu estado depressivo, mas vejo que não. Ainda usando roupas pretas não é? Quanta falta de originalidade. Maria ficaria tão decepcionada em vê-la nesse estado Violet. – Ela disse ainda se aproximando e eu recuando até que não tinha para onde recuar, já que havia batido minhas costas na parede e ela estava em minha frente com as mãos no quadril e cara de deboche. — O que foi Violet? O gato comeu sua língua? – ela perguntou e deu um sorrisinho sarcástico, pude notar todos prestando atenção e nos olhando com cara de quem não estava entendendo nada.
Respirei fundo, e pensei em uma resposta para dar, mas não vinha nada coerente em minha cabeça.
— O que houve com você? – perguntei depois de uns três perturbadores minutos em silêncio.
— O que houve com você? – Ela me imitou em tom de deboche — Comigo não houve nada Violet! Eu simplesmente mudei. Não sou mais a garotinha que ficava horas e horas ao lado do telefone esperando você ligar, mas você nunca ligava. – Ela disse e por um momento eu pude ver um brilho em seus olhos, a velha Ludmila, mas isso não durou muito, pois ela voltou a me olhar com uma cara sarcástica.
— Eu não queria ter perdido o contato com você, mas o Gérman ele não... — eu disse em um tom baixo tentando me explicar.
— Não venha colocar a culpa nas pessoas Viluzinha. Afinal não importa mais. — ela disse no mesmo tom que o meu. — Tchau Laion – ela disse e lhe deu um selinho — Ludmila já vai. – ela disse jogou o cabelo pro lado e saiu,
— Laion? – perguntei para ninguém em particular
[...]— Namoradinho? – papai arregalou os olhos e perguntou.
— É papai o Laion – disse olhando para ele.
— O León? – papai perguntou.
— Não papai bobinho é o Laion – disse dando ênfase na palavra Laion.
— Mas, eles não são a mesma pessoa? – confuso papai perguntou.
Mamãe riu e me pegou do colo do meu pai. [...]
Mas isso era impossível, o Leonard Vargas, não podia ser o León que eu havia conhecido na infância. Ou podia?
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