Me sentei em minha cama e suspirei cansada.

Estava com muito sono, mas nem dormir eu podia, porque meu querido pai, entrou no meu quarto.

O que ele queria?

– Violetta, eu só vim avisar que viajaremos para Buenos Aires amanhã e é melhor começar arrumar as suas malas.

Eu respirei fundo e perguntei:

– É por tempo indeterminado?

Ele olhou para mim suspirou e abaixou a cabeça.

– É filha, é por tempo indeterminado.

Volta a fita.

Filha?

Como assim meu pai foi carinhoso comigo?

– Mas... Por quê?...Por que Buenos Aires? — Perguntei um pouco hesitante.

– Por que eu tenho uma proposta de trabalho por lá. — Ele disse e afagou meu cabelo — Me perdoa? — ele disse essa última parte em um sussurro.

– O que? — eu perguntei, só para ter certeza de que eu tinha ouvido direito.

Ele respirou bem fundo, abaixou a cabeça e saiu do quarto.

Não havia entendido nada!

Levantei-me da cama e comecei a fazer minhas malas.

***

Acordei as 04h00min da manhã, olhei em volta e estava uma bagunça tinha roupa até no teto.

Aí Meu Deus! Eu ainda não terminei de arrumar minhas malas, eu devo ter dormido noite passada arrumando as malas, tá explicado o porquê de eu ter acordado no chão.

Levantei-me em um pulo e fui terminar de arrumar minhas malas, logo depois que terminei me dirigi ao banheiro para fazer minha higiene matinal.

Sai do banheiro enrolada na toalha e fui até a beira da minha cama

Onde eu havia deixado algumas de roupa. A primeira era um vestido preto e um All Star cano médio preto, o segundo era meu look do dia-a-dia, camiseta de uma banda de rock, uma calça rasgada e um All Star cano médio preto.

Decidi usar o primeiro look, ou seja, o vestido e meu All Star, resolvi deixar meu cabelo solto.

Estava me olhando no espelho, eu estava bem.

Fui desperta de meus pensamentos por alguém batendo na porta.

– Pode entrar. — Disse autorizando a entrada de quem quer que fosse.

Logo depois vejo um Juan sorridente entrando no meu quarto com algo em mãos. Ele vestia uma camiseta xadrez, uma calça jeans escura e um tênis.

– Oi maninha. — ele disse pulando em cima de mim.

– Oi, a que devo a honra de sua humilde presença? — digo passando os braços em volta dele, que deu uma pequena risada.

– Nada, só queria ver minha irmã. — ele disse se soltando do abraço, pegando minha mão e me girando — Uau, tá gata hein. — ele disse sorrindo.

– Obrigada, você também não está nada mal. — disse e ele me olhou indignado.

– Como assim? Eu estou um gato. — Ele disse sério.

– Eu sei só estava brincando — disse bagunçando seu cabelo.

– Hey — ele disse tirando minhas mãos de seu cabelo.

– O que é isso? — pergunto apontando para um porta-retratos que ele estava segurando em uma das mãos.

– Um porta-retratos. — ele disse como se não fosse óbvio.

Bufei e revirei os olhos.

– Vilu, Juan desçam com as malas, já estamos nos preparando para partir. — gritou Esmeralda.

– É, acho que hoje começamos uma nova vida. — disse para mim mesma, tinha até esquecido que Juan estava no quarto.

– Só espero que essa nova vida seja boa. — ouvi Juan dizer antes de se retirar do quarto.

É agora é definitivo, uma nova vida vem por aí. Estou sentindo que essa nova vida terá grandes surpresas. Novos ares, novos lugares, novas pessoas, novas amizades e novos amores.

Respirei fundo e sai do quarto com todas as malas de uma vez, não me pergunte como consegui.

É talvez partir para Buenos Aires não seja tão ruim assim