Os 7 Cristais: Em busca das 7 safiras

22 Capitulo 22: O país do sol. O encontro com Ken


Passado uma semana após recuperarem a safira da terra, Tsuchii finalmente conseguiu se recuperar, e agora estava pronto para seguir viagem com os demais. O que o detetive não sabia, era que Midori já havia comunicado a Akio que não havia conseguido a permissão para ficar no país da terra, e fornecer as informações a distância. Por ordem superior, teria que acompanha-los presencialmente.

Ainda se arrumando no quarto, sem fazer ideia que a ex-namorada viajaria junto com o grupo, Tsuchii ainda que um tanto desanimado, penteava os seus cabelos, ainda pensando na conversa que tivera com a detetive no outro dia.

Para o mesmo era melhor ambos deixarem do jeito que estava, ela ficar no país da terra, e ele seguir com a sua missão de guardião. Por mais que ele gostasse de Midori, não podia expor a mesma a tantos perigos como estava fazendo até então.

Ainda soltando um pesado suspiro, o guardião da terra abriu a porta e se retirou do quarto. Em seguida trancou a porta, retirou a chave da fechadura, e caminhou até a recepção, onde os demais se encontrariam.

Ao descer, ainda meio cabisbaixo, entregou a chave a Akio, mas ao olhar para frente, viu Midori, surpreendendo-se.

— O-O que ela tá fazendo aqui?! – Apontou o dedo para a detetive ainda desesperado

— Não pense que eu gosto disso –Respondeu a mesma emburrada –Eu não consegui autorização para sair desta missão presencialmente –Tentando se mostrar indiferente

— Conta outra!

— Como é que é? –Perguntou perdendo a paciência

— Está me enrolando!

— Você é muito cara de pau… -Disse a mesma prestes a partir para cima do detetive, até que Taiyoo a segurou

— Calma Midori! Não vale a pena! –Riu sem graça –Ele é só um moleque, não tem um pingo de maturidade! –Disse metralhando Tsuchii com os olhos, fazendo-o se calar imediatamente

— Bem, o hotel já está pago –Avisou Akio –Podemos partir para o país do sol –Soltou um leve sorriso

Agora o grupo se retirava do hotel e seguia até o país nativo de Taiyoo.

Após um tempo de caminhada, o grupo notava um clima pesado entre Tsuchii e Midori, mas não sabiam explicar ao certo o que estava acontecendo. Apenas Akio sabia o real motivo para ambos se encontrarem tão emburrados daquela forma.

Midori agora encarava Tsuchii, ainda que discretamente, pensando nas palavras de Sakurai, ainda sentindo uma grande insegurança. Afinal, não havia um detetive que não se apaixonava por àquele jeito doce da mesma.

Comparado a jovem de cabelos rosados, ela não era ninguém, ela se sentia ofuscada. Se ela cumprisse mesmo com a sua palavra, com toda a certeza, Tsuchii não resistiria aos seu encantos, afinal, a mesma era bem mais experiente do que ela, já havia namorado vários garotos. Pelo menos era o que se comentava no vestiário feminino. Sem contar que ela era um ano mais velha, tinha a idade do detetive.

Agora a expressão angustiada de Midori, mudava para desconfiada, afinal, será que ele cederia? Ambos terminarão, segundo ele, para que ela não corresse risco durante a missão, e ficasse no país da terra. No entanto, agora, assim como ela, ele estava livre, e havia descoberto sensações que não havia experimentado antes.

Midori agora começava a encara-lo com raiva, pensando o quão chateada ficaria se ele correspondesse as provocações de Sakurai, como se ela nunca tivesse existido em sua vida, o que a deixava bastante irritada.

Ao notar que a ex-namorada o encarava ainda desconfiada, o detetive estranhou, afinal, porque ela estava olhando ele daquele jeito? Ele não tinha feito nada a Midori, não tinha olhado para nenhuma garota depois que ficou com ela ou algo do gênero.

Taiyoo notou que o Midori fuzilava o guardião da terra com os olhos, como se estivesse enfurecida com o mesmo, ou algo do gênero. A essa altura, todos ali sabiam do relacionamento que os detetives haviam começado, mas se fizeram de desentendidos, assim como também sabiam a respeito do termino.

Os guardiões só não sabiam as razões para ambos estarem tão enfurecidos um com o outro, será que haviam discutido durante o termino? Será que o guardião da terra fez algo para a Midori? Ou vice-versa? O grupo não sabia, com exceção de Akio e Tsuki.

Sayo e Taiyoo agora se colocavam ao lado de Midori, trazendo um pouco de incomodo a mesma, afinal, ambas encaravam a detetive de forma maliciosa, ainda curiosas para saber o que havia acontecido.

— Ei Midori, nos conte, o que aconteceu com vocês dois? –Questionou Sayo

— Pois é, não estavam saindo? –Perguntou Taiyoo curiosa

— Quem contou? –Perguntou impaciente, ainda com uma veia saltando da cabeça

— Ninguém sua boba –Riu Sayo cobrindo os lábios –Nós vimos vocês dois saindo outro dia. Estavam tão fofos juntos, andando abraçados –Comentou

— Sabia? Você é uma ótima companhia para o Tsuchii –Comentou Taiyoo com um sorriso –Ele amadureceu bastante desde que começou a andar com você

— Sério? –Perguntou irônica –Não parece, me parece mais um…egocêntrico… -Encarou conversando com demais os guardiões sobre o quão as suas habilidades haviam evoluído

— Ele só está empolgado com o desempenho dele –Comentou Sayo rindo –Sabe, o Tsuchii sempre foi habilidoso com os poderes de guardião dele; mas nunca teve maturidade o suficiente para usa-los

— Mas isso mudou agora –Comentou Taiyoo –Quero dizer, é verdade que ele quer se tornar mais forte para impedir os planos de Kano, mas acho que agora essa não é a única motivação dele Midori –Piscou para a mesma

Ao ouvir aquelas palavras, Midori corou violentamente, pensando na possibilidade do guardião buscar essa maturidade para conseguir protege-la. Imediatamente a mesma voltou a si, ainda balançando a cabeça negativamente, se recusando a acreditar naquela possibilidade.

Afinal de contas, desde quando a mesma ficava tão animada por ser protegida por um garoto? Ela não precisava daquilo, era forte o suficiente para se defender sem a ajuda de ninguém, tanto que passou nos testes para a Rokutsuchii.

Ainda emburrada, a mesma passava pelas guardiãs e dizia:

— Pouco me importa. Eu posso me virar perfeitamente sem ele

Não demorou para que as guardiãs se encarassem, ainda tentando entender o que Midori queria dizer com “posso me virar perfeitamente sem ele”. Para não aborrece-la, ambas acharam melhor não tocar mais naquele assunto.

Enquanto isso, no país do sol, um homem de aparentemente trinta e quatro anos, de cabelos pretos e as laterais da cabeça raspadas, meditava sobre um campo aberto e florido. O mesmo sentia a brisa do vento soprar seu rosto, enquanto sentia a energia fluir em seu abdômen, como um círculo.

O mesmo agora respirava fundo, formando tentando criar uma esfera de energia com as suas mãos. Mas logo à cancelou ao sentir a energia do seu irmão caçula se aproximar.

Logo o mesmo bloqueou o golpe do irmão de nove anos de idade, que tentou acerta-lo com um chute na cara, lançando-o para o lado, fazendo-o soltar um alto grito.

Ainda emburrado, o garoto se levanta da grama, com uma flor na cabeça, reclamando:

— Droga, Kenso! Assim não tem graça!

— Precisa treinar muito para me acertar –Soltou um risada debochada –Consigo escutar a sua respiração há metrôs de distância, os seus passos então…você não é nem um pouco discreto

— Eu não sei porque você treina –Comentou curioso –A Taiyoo é responsável pela safira, o papai vive de olho naquela tal espada. Nós somos livres para fazermos o que quiser –Abriu os braços, levantando a cabeça para o alto e começando a girar

Logo o irmão mais velho soltou uma leve risada ao ver a inocência do irmão caçula. Na verdade, aquele que estava dialogando com Ken não era exatamente Kenso, mas sim um oráculo que havia tomado o corpo do garoto quando ainda era um bebê.

O velho oráculo estava sobe posse do irmão mais velho de Taiyoo e Ken, mas ainda assim, continuava se passando por este, como havia combinado com Tetsuo e Naoki.

— Sabe, Kenso, acho um tédio esse negócio de escola –Murmurou –Quero dizer, não nos ensinam nada de interessante. É sempre as mesmas besteiras, estou cansado disso. Queria aprender coisas mais divertidas

— Hein? O papai não te deu uma bronca esses dias por conta as suas notas? Se fosse tão fácil, você não tiraria notas tão ruins –Respondeu

— Qual é? Eu só não quero mais fazer as provas! Ai eu acabo matando aula e fico com zero –Respondeu –Eu queria viajar igual a Taiyoo. Agora ela está dando uma volta pelo mundo, enquanto que eu estou aqui…

— Como você é idiota, se usasse a sua inteligência para fazer a sua parte, acabaria logo com isso –Respondeu suspirando –Podia ter ido com a Taiyoo, ver a pequena Harumi, mas preferiu matar as suas aulas,e ficar com zero na prova, como você foi idiota

— Não me chama de idiota!

— Mas você é! Um menino! –Disse suspirando

— Não sou não!

Agora ambos caminhavam até a sua casa. Chegando, ambos se depararam com os seus pais esperando por ambos, ainda que seriamente, sentados no sofá.

O oráculo não sabia o que ambos queria juntos, mas provavelmente era um assunto sério. Desta forma, o mesmo caminhou até o quarto do filho mais velho, enquanto o pai chamava o irmão caçula:

— Ken

— O quê? –Perguntou o menino tentando alcançar o pote de biscoitos no alto da prateleira

— A sua irmã chegará em breve ao país –Avisou -Preciso que apronte tudo para quando ela chegar com os guardiões

— E o que você quer que eu faça? Ensaie uma coreografia para eles? –Perguntou irônico ainda tentando pegar o pote

— Em primeiro lugar, gostaria que desistisse de pegar esses biscoitos, já que está de castigo por suas notas baixas –Respondeu seriamente –Em segundo lugar; quero que pegue a safira que encontrou no campo, e entregue à ela, fui claro?

— O que?! Mas a pedra é minha! Eu a encontrei! –Murmurou

Agora o pai se levantava, fazendo o menino se calar rapidamente, afinal, quando o mesmo se levantava, era sinal de que estava perdendo a sua paciência. Antes que o mesmo se virasse enfurecido para o filho, Naoki interviu:

— Ken, obedeça o seu pai. Ele está muito cansado, por isso não o aborreça

— Tá –Concordou ainda contrariado, enquanto subia as escadas

Agora Tetsuo dava as costas a esposa, tomando uma certa distância da mesma, ainda pensativo. Naoki agora se questionava da razão do marido estar tão pensativo, afinal, será que o filho havia feito mais alguma coisa a ele? É claro, essa seria primeira coisa em que Naoki pensaria, afinal, Ken estava se tornando à cada dia mais rebelde.

— Tetsuo, está tudo bem? –Perguntou seriamente

— Me preocupo –Respondeu seriamente

— Com o Ken? –Perguntou

— Não, com o futuro das joias, de Jewels –Respondeu seriamente –Naoki, eu fui o único quem presenciou o que de fato aconteceu e ainda assim…deixei com que aqueles pobres oráculos…

— Tetsuo, foi necessário certo? Se não fosse por isso, Safira agora estaria no submundo e quem sabe o que seria de nós e do mundo celestial –Respondeu seriamente –Você e os demais guardiões das safiras são heróis. Se estamos aqui, e existimos, é graças à vocês –Virou o seu rosto com carinho

Agora o mesmo tirava a sua mão de seu rosto, ainda suspirando, ainda sem esperanças, afinal, Tetsuo não tinha esperanças naquela geração de guardiões. Um perfeito exemplo de guardiã, era a sua filha do meio, Taiyoo.

Para o mesmo, a filha era incapaz de proteger a safira como ele protegia quando era guardião no mundo celestial.

De qualquer forma, o guardião da espada celestial teria que esperar para ver o resultado dos treinos que ele e Naoki aplicaram em Taiyoo. Até então a guardiã do sol não havia mostrado todo o seu potencial como guardiã, afinal, depois dos poderes dos guardiões da lua e luz, sol era o terceiro mais destrutivo.

Algumas semanas se passaram desde então, e nesse interim todos seguiram as suas vidas normalmente. Naoki lendo cartas, Kenso dando seguimento ao seu treinamento e Ken de castigo.

Agora com o dia ensolarado, com pessoas transitando pela cidade, o grupo de guardiões se encontrava na entrada da cidade dos raios solares, onde vivia a família da guardiã do sol.

— Finalmente chegamos –Comentou Akio limpando o suor de sua testa –Nossa que clima quente, chega a ser pior que o clima do país do fogo

— Me parece agradável –Comentou Sayo se espreguiçando –O que querem fazer?

— Tomar alguma coisa seria uma boa –Comentou Tsuchii morrendo de sede –Se eu soubesse que tinha um deserto no caminho tinha reservado água

— Eu estou totalmente desidratado –Comentou Akio exausto

— Acho melhor procurarmos um hotel –Sugeriu Tsuki seriamente –Assim que nos recuperarmos, partimos em busca da safira do sol

— Perfeito –Concordou Akio

O grupo agora caminhava à procura de um hotel, para que pudessem se hospedar. Midori agora caminhava ao lado de Ayaka, Sayo e Taiyoo, enquanto que atrás delas estava Akio, Tsuchii e Hikari. Atrás dos três estava Tsuki, que por sua vez seguia indiferente.

Por alguma razão, o guardião não conseguia tirar os olhos da detetive, o mesmo não conseguia parar de pensar no primeiro beijo que ambos deram naquela floresta, à caminho do país da terra. Ainda assim, Tsuchii sabia que não podia arriscar de colocar a vida da mesma em jogo.

Logo o mesmo serrava os pulsos, tentando reprimir o que estava sentindo pela amiga, afinal, ele havia terminado com ela, definitivamente, não tinha o direito de se sentir assim.

— Podia tentar disfarçar –Comentou Akio discretamente –Está secando a garota

— É verdade –Comentou Hikari rindo –Está arrependido por um acaso?

— Vocês são um saco, sabiam? –Murmurou –Eu só estou olhando para frente

— Sei –Comentou Akio rindo

Logo o grupo escutou um grupo de garotos gritando, correndo em sua direção. Logo um menino deu um salto na cabeça de Tsuchii derrubando-o no chão, enquanto que os demais garotos pisoteavam a sua coluna, perseguindo a criança.

— Por Cristal! Você está bem? –Perguntou Hikari se abaixando na altura do guardião da terra

— Ei, consegue se levantar? –Perguntou Akio cutucando-o

Ainda com dificuldades, o guardião da terra se erguia, enfurecido. Logo o mesmo se colocou de pé, ainda reclamando:

— Esses pivetes…eu vou ensiná-los uma coisa… –Fechou o punho e saiu em disparada seguindo-os

— Tsuchii, espera! –Mandou Taiyoo seguindo-o

— Espera ai vocês dois! –Mandou Akio seguindo-os

Não demorou para que os demais integrantes do grupo começassem a seguir os guardiões. Agora o grupo se encontrava em um beco sem saída, onde os garotos cercavam um dos meninos.

— Agora sim, Ken, você vai nos pagar pela surra de outro dia –Disse segurando um pedaço de pau

— Está preparado para pagar o que nos deve? –Perguntou o outro socando a própria mão

Ao ouvir aquele nome, todos se surpreenderam, afinal, Ken era o nome do irmão caçula da Taiyoo. Ainda assim, Tsuchii, ainda com a suas roupas amarrotadas, se aproximou dos meninos e os chamou:

— Ei! Vocês!

Ainda assustados com forma autoritária do guardião da terra chamar, os garotos viraram para trás se deparando com os guardiões. Ainda apavorados, os meninos saíram correndo, fugindo destes.

— Bando de covardes –Disse Ken colocando as mãos atrás da cabeça

— Então quer dizer que você é muito valente, não é? –Perguntou Tsuchii puxando a orelha do menino fazendo-o gritar –Que ideia idiota é essa de sair saltando na cabeça dos outros?! Olha o estado que deixou o meu uniforme, garoto! Está imundo!

— Que dramático –Comentou Midori revirando os olhos

— Como é?!

Agora Taiyoo se aproximava do irmão caçula, enquanto dizia ao guardião da terra:

— Tsuchii, deixa que eu resolvo isso –Pediu Taiyoo, ainda caminhando lentamente em direção ao irmão caçula –Ken, o que significa isso?

— M-Mana? –Perguntou apavorado

Ao ver a guardiã do sol, o garoto se estremeceu, como se estivesse correndo um grande risco. Pior do que chegar atrasado, era ser pego por sua irmã mais velha.

— Eu preciso voltar para casa, sabe, o papai quer que eu volte direto para casa –Tentou passar pela irmã

— É mesmo? –Perguntou segurando-o pela gola da camisa –Quer dizer que estava brigando na rua, mesmo depois do nosso pai colocá-lo de castigo? Que interessante

— Qual é Taiyoo?! Me solta!

— Qual é Taiyoo? Pega leve –Pediu Akio soltando uma leve risada –Está evidente que Ken estava tentando fugir daquele garotos para evitar um confronto, não é? –Perguntou Akio ao garoto

— Mas é claro –Respondeu nervoso –Quem teria coragem de confrontar as ordens daquele cara? Nem o Kenso faz isso –Respondeu emburrado

— Minha nossa, o pai de vocês parece ser bastante rígido –Comentou Hikari

— Pois é –Disse Taiyoo soltando o irmão caçula –Ele é guardião de uma espada, que segundo ele, é muito importante –Suspirou

Ao notar que a princesa das águas não estava junto com o grupo, Ken estranhou, afinal, sempre que o imperador viajava até o país do sol, levava a sua família consigo.

— Vossa majestade, Harumi não veio com vocês? –Perguntou ainda procurando-a –Normalmente vossa alteza sempre à traz com você

— Sinto muito, Ken –Se desculpou com um sorriso sem graça –Estamos fazendo uma viagem muito importante, por isso Harumi não pode vir conosco. Quem sabe numa próxima vez? –Perguntou

— Tudo bem –Deu as costas –Queria aproveitar a oportunidade para oficializar o nosso casamento, mas fazer o quê? Vou ter que esperar até o aniversário dela –Suspirou

— Casamento? –Perguntou enfurecido, agora sendo envolvido por uma aura azul – Que história é essa?!

— Ué? Não contaram? Depois do casamento vamos ter um cachorro, um gato e um bebê –Contou nos dedos –Claro que vamos ter uma casa. Eu dei uma sorte grande no pique-esconde! Quase que não encontro o Meguri! –Riu inocente

Ao ver que o imperador estava prestes a avançar no seu irmão caçula, Taiyoo se colocou na frente do guardião das águas, ainda segurando o seu pulso, tentando acalma-lo:

— Calma Akio, é só uma brincadeira de criança

— É melhor acabar com o mal pela raiz!

— Qual é? São crianças inocentes –Riu a mesma sem graça –Logo vão se esquecer disso. Ken volte para a casa, ou quer levar outra bronca do nosso pai?

— É verdade! Eu estou atrasado! –Saiu correndo – Nos vemos depois, mana! Eu aviso ao papai e a mamãe que você está na cidade!

— Caramba –Disse soltando o guardião das águas, e em seguida colocando a mão na cintura –Como esse menino é afoito –Soltou um leve sorriso

Após o encontro com irmão caçula de Taiyoo, o grupo seguiu em direção ao hotel, para que assim pudessem descansar um pouco antes de partir em busca da safira do sol.

Ao se instalarem em um hotel da cidade, tomar um banho e se alimentarem, cada um dava um tempo em seu quarto, para que pudessem dar uma pequena relaxada antes da busca.

Em seu quarto, apenas de calça, Tsuchii observava os seus ferimentos do combate contra Masao. Eles estava demorando para se recuperar totalmente. Se aparecesse algum outro adversário, o mesmo teria mais dificuldades para se defender.

Ainda que seriamente, o mesmo se recordava do confronto contra o serviçal de Kano, e da surra que havia levado. Se Akio não intervisse naquela batalha, com toda a certeza, Masao sairia vitorioso.

Ainda que enfurecido, o mesmo socava a parede, causando estrago ao acabamento. Encarando os seus ferimento no reflexo do espelho, o guardião da terra pensava:

Em uma próxima vez, eu não vou perder para você, Masao!

Logo o mesmo escutou o seu celular tocar, ainda sobre a cômoda ao lado da cama. Sem enrolar, o mesmo atendia:

— Alô?

— Tsuchii? Como vai? É Sakurai, a detetive da agência Rokutsuchii

— Sakurai, claro, uma das finalistas para o teste de admissão, estou certo? –Perguntou se encostando no parapeito da janela, ainda com um leve sorriso –Como tem se saído? Soube que está fazendo um bom trabalho no setor investigativo

— Os detetives exageram –Riu sem graça –Só estou fazendo o meu trabalho. Na verdade, eu soube que você saiu muito ferido da última missão…e com a correria eu não tive tempo de visita-lo no hotel onde estava hospedado

— Ah é isso? –Perguntou com leve sorriso, ainda encarando sua mão enfaixada –Você sabe como são essas missões, não sabe? A gente vive se quebrando –Riu

— Precisa tomar cuidado, Tsuchii –Disse a mesma ainda preocupada –Você pode ser um guardião, mas não é um super-homem. Qualquer dia desse…

Agora o mesmo escutava alguém bater em sua porta e avisava:

— Eu agradeço a sua preocupação, Sakurai. Tomarei mais cuidado. Agora eu preciso ir, ok? –Perguntou soltando um leve sorriso

— Tudo bem –Disse a mesma, soltando um leve sorriso –Podemos nos falar por mensagem? Eu adoraria manter contato com você –Disse docemente

— Claro, quando der eu te respondo –Respondeu ouvindo alguém bater na porta novamente –Obrigado pela preocupação, Sakurai. Até mais!

— Beijos –Disse docemente, ainda soltando um sorriso vitorioso

Logo ambos desligaram, e o detetive guardou o seu celular no bolso da calça. Em seguida, o mesmo caminhou até a porta, abrindo-a, enquanto perguntava:

— Sim?

Não demorou para que o mesmo se deparasse com Midori, que agora o encarava com indiferença, enquanto o mesmo a encarava assustado.

— O-o que está fazendo aqui?! –Perguntou corado, pela mesma vê-lo sem camisa –Quero dizer, não era para estar descansando? A viagem foi longa –Desviou o olhar sem graça

— Quando tiver tempo dê uma olhada nestas análises que eu fiz –Pediu entregando um caderno –São análises daqueles livros que pegamos no país do vento. Por segurança os deixei na sala de pesquisas da agência, mas fiz uma espécie de resumo –Deu as costas

— Mesmo?! –Perguntou surpreso pegando os cadernos –Descobriu algo a mais? –Perguntou curioso

— Algumas coisas –Respondeu ajeitando o óculos, tentando mostrar indiferença –De qualquer forma, depois de ler, e fazer a sua análise, me devolva o caderno –Pediu

— Tudo bem –Respondeu notando-a meio distante