Os 7.

2 Once Upon a dream


Notas iniciais
And I know it's true that visions are seldom all they seem.

Cheguei no meu primeiro dia na escola, olho para as pessoas que já estão lá: um homem, já com seus 20 anos provavelmente, dotado de visores, cabelos negros como a noite sem lua, usando vestes de verão, anotando a data da aula em seu caderno mágico de hologramas. Uma garota que provavelmente tenha a minha idade, com longos cabelos castanhos, provavelmente das terras montanhosas, onde Augustus vivia, pois pessoas desse lugar tem baixa estatura e apresentam olhos castanhos quase negros.

Estava escolhendo meu lugar para sentar quando entra uma figura, uma senhora, seu nome era Ésfige, possuía cabelos brancos, como se tivessem sido coloridos pela própria neve, seus olhos cinzas mostravam o enigma em que seu nome dormia, ela já havia feito parte dos 7, teria sido a primeira mulher, tinha se disfarçado de homem, pois para muitos seu nome pode tanto ser usado em mulheres como em homens, descendente das tribos longínquas boreais, aquela mulher era temida e respeitada, ela chega e com um simples "Bom dia" toda a sala fica quieta e ela é capaz de analisar nossa sala, olhando diretamente para mim, a personificação de meu pai, como muitos dizem, a única coisa que sai da boca dela é:

—Este será um semestre um tanto quanto... Interessante.

No decorrer da aula, a única coisa que pensava era no que eu havia deixado para trás, meus amigos, principalmente meu melhor amigo, Aurelius, das Planícies do Sul, por seus cabelos dourados como o mais puro ouro, seus olhos azuis como o céu mais claro, e sua estatura, era bem maior que a maioria das pessoas, conheço ele desde aquele dia em que éramos completos estranhos e eu ainda não havia mudado de sala preparatória, estava na classe dele, "conversando" com um garoto (ok, estava batendo nele com um bastão protetor de chuvas) quando esse meu amigo me empurrou, e fui parar na frente de seu lugar de estudo, a primeira vez que o vi, mas ele não me ajudou, muito pelo contrário, ele olhou para mim e desviou seu olhar, só voltamos a nos falar quando fui redesignada a sua classe e tivemos que fazer o projeto das aulas de energia e matéria, às vezes eu penso que deveria ter ficado mais por lá, sinto falta de conversar com ele usando seu idioma nativo, na qual sou fluente, ah se ele soubesse o que escondo...

Após a aula de Ésfige, a garota de longos cabelos castanhos veio falar comigo, passando sua mão bronzeada no cabelo ela disse:

—Você também fugiu do preparatório, não?

—Sim, sou Âmbar Creed, e você?

—Natalie Psichê, das terras montanhosas, você seria da onde?

—Aqui, da Cidadela de Vitália mesmo, como conseguiu fugir do Preparatório?

—Provavelmente do mesmo jeito que você — Soltou um sorriso confrontador, como se soubesse o que passei. A conversa foi fluindo até o final da aula de estudo interno das sociedades menos desenvolvidas.

Após a aula, fui para o Preparatório buscar meus dois irmãos, Marcus e Hugo, Marcus está quase terminando o preparatório, e Hugo só começando, mas eu não fui realmente para vê-los, queria ver Aurelius, o que consegui,o vi saindo das barras de mais de dois metros, olhando a luz do sol como se fosse a primeira vez, e ele havia me visto como se tivesse me visto a primeira vez, no dia em que caí na sua frente, com um sorriso, coçando a cabeça, provavelmente pensando no porquê eu estaria indo visitá-lo disse:

—Não sabia que fazia tanta falta para lhe trazer aqui.

—Se continuar falando assim eu nem venho mais- disse eu, enquanto pegava o punhal que ele havia me dado de aniversário, o ameaçando falsamente.

—Eu sei que você não vai usar isso- Disse ele rindo- não usa desde que matou aquele lobo nas caçadas da noite. As caçadas da noite eram um ritual que geralmente homens faziam para provar que estavam preparados até para serem um dos 7, porém quando Ésfige subiu ao poder, alegando ser uma mulher, os jogos sofreram uma mudança, agora todas as pessoas são capazes de participar, com uma certa idade, e ano passado foi a primeira vez que participei, Aurelius havia me dado o punhal para ajudar com a caça.

—Pena que você não foi comigo- Eu disse — Teria dado uma ótima isca.

—eu até iria, se o Senhor "Não Respire, Âmbar, senão você irá matar a todos!" não tivesse ido.

—haha, como você é tão engraçado.

Conversamos até nos darmos conta que já era tarde da noite, nos despedimos com um longo abraço e eu parti em direção a minha casa, onde iria dormir para aguardar outro longo dia.

Notas finais
Quer saber mais sobre a Âmbar e o segredo que ela guarda? Aguarde o próximo capítulo!