Os 7.

3 Here Comes a thought


Notas iniciais
Here comes a thought That might alarm you What someone said And how it harmed you Something you did That failed to be charming Things that you said are Suddenly swarming, and oh!

Meus sonhos geralmente são como se fossem em outro mundo, onde eu posso realmente tocar, sentir realmente algo que não seja através de um pedaço de pano, porém, o sonho de hoje foi um tanto quanto... diferente. Estava no pátio do palácio Âmbar, o qual obviamente minha mãe se inspirou para me dar o nome, que fica no meio da Cidadela, onde os 7 dão bailes anualmente, estava lá eu descendo as escadas, com meu vestido vermelho feito de rosas das Planícies do Sul, quando me deparo com Augustus e Aurelius, eles estava vindo em minha direção, enquanto eu ficava cada vez maior e o espaço se apertando cada vez mais, os dois começam a gritar entre si, e em um esforço desesperado eu tiro minhas luvas e toco nos dois e então... o sonho acaba.

Meu pai fala que minha maldição veio de um homem que não habita mais Vitália, porém está solto, sempre a espreita, quando meu pai tomou posse entre os 7 ele começou a estabelecer certas políticas sobre o uso das maldições, ele salvou Vitália, mas isso veio com um preço, Calígula, o Homem mais influente entre os 7 só havia subido ao poder graças as maldições lançadas aos seus inimigos, e até família, quando ele soube sobre essa política de banimento já era tarde, o povo havia tomado conhecimento, e uma vez que o povo toma conhecimento de tal política, ele reage, desta vez o povo entrou em comoção geral, fazendo com que meu pai fosse o homem mais importante da Cidadela, provavelmente de Vitália inteira, Calígula foi consumido pelo ódio e inveja, não conhecia cura nas palavras a não ser machucando os outros, usou a maldição tabu, que até os usuários mais ferozes de maldições têm medo de invocar, a maldição tabu foi usada no primogênito da família, a maldição de morte, mas algo deu errado, e a primogênita não morreu como Calígula havia planejado, a primogênita nasceu como uma linda criança, saudável.

Porém, aos 4 anos de idade a criança estava brincando na praça diamante, quando viu um bando de pássaros para serem vendidos nas praças, pediu a mãe para ver, a criança, que exalava inocência, tocou os pássaros, um por um, de início a mãe não percebeu, mas os pássaros foram morrendo um por um, não uma morte normal, mas eles viravam cinzas lentamente, o homem que estava vendendo ficou horrorizado. Desde então, tenho que esconder meu próprio fardo.

Uma das aulas que tive foi com um homem, vindo quase do mesmo lugar de Ésfige, Alienas era um homem Com uma barba de um loiro como o ouro desgastado, não aparentava ter mais de 35, ele nos ensinaria a usar as palavras. Entrando com um sorriso, ele se apresentou, e nos levou a um lugar a céu aberto:

—Aqui será onde vocês se defenderão, não economizem nos palavrões, nas palavras que curam, ou nas que ferem, o palco é de vocês! Você, garoto com as coisas nos olhos! Qual seu nome?

—Primeiro, meu nome é Cramnium, segundo, são viseiras, não consigo enxergar bem de um olho.

—Tanto faz, ok... o próximo...- Falou indecisamente coçando sua barba como se fosse uma mania- Você, garota ruiva!

Todos olharam para mim, senti minha espinha gelar, sabia que isso seria um massacre para mim, mesmo sabendo de todos os meus poderes, dei cinco passos na minha frente, olhei nos olhos dele, como eu imaginava: pena, pena por eu ser uma garota, pena pelas garotas usarem as palavras de forma subjetiva na maioria das vezes, ele só não sabia de uma coisa: eu não sou qualquer garota. o duelo começou, não conseguia ouvir nada além de gritos, todos ficaram estarrecidos com o poder dele, criando um redemoinho olhando para mim como se tivesse descontando todos os problemas do mundo em mim, não aguentei, lutei para ao menos dar dois passos a frente, coloquei meu pé direito na frente, como se fosse para conseguir algum equilíbrio, fechei meus olhos, e gritei, gritei tudo o que me fazia falta, gritei tudo o que precisava e o que não precisava, gritei pelas vezes que escondi minha maldição, pelas pessoas pensarem que era algo simples, que se eu quisesse poderia sumir, quando abri meus olhos, olhei em volta, todos olhando para mim, olhando para quem eu realmente era, o professor, ajeitando sua barba como sempre, olhou para a turma e disse:

—Bem, com o tempo nós vamos aperfeiçoar esse grito animal que vocês, e provavelmente a maioria, deve estar dando, pois como todos sabem, os 7 sussurram, sussurros que só podem ser ouvidos por eles mesmos, Âmbar, você deveria saber. — Neste exato momento, uma raiva tomou conta de mim, algo que eu mantenho em segredo, além da maldição, é o fato do meu pai ser quem ele é, pois não quero viver em sua sombra, não quero ser ele, eu sou eu mesma, mas também pensei quem poderia ter comentado, só poderia ser uma pessoa, a pessoa que me notou no momento em que entrou na sala, Ésfige.

Notas finais
Quer saber mais sobre Cramnium? Continue ligado nos próximos capítulos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.