Notas iniciais
Oie gente! Cheguei! Quero agradecer todo mundo que está comentando e favoritando *-*vcs são uns amores. Boa leitura.

Charlotte Walsh
Acampamento na Pedreira

— Na verdade seremos cinco. Eu vou também. — Falei decidida, me aproximando alguns passos...

Um silêncio mortal se espalhou pelo acampamento, eu podia sentir todos os olhos grudados em mim, como se minhas palavras antecedessem uma guerra nuclear.

Mantive a postura firme, eles tinham que saber que eu estava falando sério.

— Não, você não vai. — A risada seca de Shane cortou o ar.

— Eu tenho uma arma, eu sei atirar. E acima de tudo eu consigo manter uma conversa civilizada com o Merle por mais tempo que o próprio irmão dele. — Deixei a presunção transparecer na minha voz.

— Não pense que aquele cara hesitaria em te matar caso necessário. Você pensa que ele é o seu amiguinho, mas ele não é! — Meu irmão foi categórico, eu podia sentir toda a atenção acampamento sobre nós.

— Eu realmente posso fazer isso, Rick. — Tentei, ignorando Shane totalmente.

Rick trocou o peso de perna, olhou para o chão, parecia constrangido de estar no meio daquela situação.

— Eu não duvido de você, Char, mas não sou eu quem decide isso. — Ele negou com um movimento de cabeça.

— Exato. Eu decido isso. Você é uma adolescente sob a minha tutela e ficará nesse acampamento em segurança, nem que eu tenha que te algemar aqui. — Shane declarou autoritário.

— Ah então esse é o seu argumento? Minha idade? Eu não sou mais uma adolescente, por mais que você queira pensar assim. E mesmo que eu fosse, sou um ser humano, tenho meu livre-arbítrio. Eu posso fazer a merda que eu quiser e você não pode impedir! — Me exaltei, ignorando que estava bem ali na frente de todo mundo.

— Você não vai marchar direto para a morte só porque acha que sabe lidar com essas coisas. — Shane foi duro e eu o encarei em enfrentamento. — O que? Acha que só porque teve a sorte de atirar na cabeça do seu namorado antes que ele te devorasse, isso te faz perita em mortos-vivos? Você quebrou a maldita perna enfrentando um deles, o que te faz achar que vai sair viva contra vários?

As palavras dele me atingiram como um soco, a verdade fazendo as minhas bochechas corarem sob o olhar atento de todo o acampamento.

Exposta. Era assim que eu me sentia, nua na frente de todos.

— Talvez a intenção não fosse voltar viva. Até a morte é melhor que você. — Falei reunindo todo o meu controle. Não tinha um pingo de verdade naquilo, afinal morrer não estava nos meus planos. Mas eu não podia deixar que vissem o quanto fiquei abalada.

Me afastei de todos, encontrando um lugar qualquer entre as árvores onde eu pudesse ficar sozinha e deixando-os com os preparativos para a busca.

Eu me sentia furiosa com Shane, ele não tinha esse direito. Ele não tinha direito algum. Eu queria ter dito alguma coisa, retrucado, falado umas verdades na cara dele. Eu devia...

Por mais que eu quisesse remoer minha briga com o meu irmão, minha mente teimava em me levar de volta para aquela maldita festa de aniversário. Eu podia me lembrar de cada detalhe, talvez até melhor do que no próprio dia.

Era como se o cheiro de sangue ainda estivesse ali impregnado no meu nariz, como se os olhos opacos fossem ainda mais assustadores e como se os grunhidos estivessem ainda mais altos.

Talvez as coisas houvessem se resolvido se eu apenas tivesse deixado Johnny me pegar... Mas a morte não parecia a saída certa, era covardia, desistir sem lutar. Eu nunca teria tudo que eu almejei se sucumbisse a solução mais fácil.

O pior é que eu sabia que sair escondida nem era uma opção, Rick não passaria por cima da vontade do meu irmão... O que era bem irônico já que Shane estava rolando com a mulher dele na grana há alguns dias.

Meus olhos ardiam, eu sabia que toda aquela raiva queria escorrer por eles, mas eu havia prometido a mim mesma, quando acordei naquele hospital depois de cair da escada, que seria forte, que não derramaria uma só lagrima.

— Oi. — Carol apareceu por entre as folhagens e eu ergui os olhos até ela.

Ela parecia um pouco constrangida por estar ali, mas ainda assim decidida.

— Posso me sentar? — Perguntou, apontando o lugar ao meu lado.

— É um país livre. — Dei de ombros. — Embora meu irmão não tenha percebido isso.

— Sinto muito. — Ela falou, se ajeitando no chão ao meu lado.

Ficamos olhando o nada por algum tempo.

— Veio pra dizer que meu irmão só quer me proteger? — Perguntei, um tanto entediada.

— Não. — Carol respondeu de pronto. — Talvez isso até seja verdade, mas isso não faz dele menos idiota. Com todo o respeito.

— É, não faz. — Ri um pouco.

— Eu vim só pra... Não sei... — Ela deu de ombros.

— Obrigada. — Agradeci. Eu entendia que aquilo era apoio, ela não precisava denominar.

Ficamos sentadas em silêncio por mais um tempo, até que Sophia se aproximou e se sentou conosco dizendo que eles partiriam em breve.

— Eu preciso fazer uma coisa. — Me levantei de súbito. — Já volto.

O quarteto — não tão fantástico — partiria no caminhão, eu vi Daryl parado preparando aquela arma dele junto com as flechas. Rick parecia pegar algumas ferramentas com Dale junto com T-Dog e Glenn já assumira o volante.

Me aproximei ignorando todos os olhos em mim. Daryl parou o que estava fazendo pra me encarar também.

— Isso não é um espetáculo, vocês não têm mais o que fazer? — Perguntei, olhando as pessoas ao redor. Isso dissipou os curiosos, mas eu ainda podia sentir alguns olhares.

Fiquei há apenas alguns passos de Daryl ele continuava com os olhos fixos em mim. Respirei fundo um instante e desviei os olhos, tirando a arma da cintura e estendendo pra ele.

— Você vai precisar.

Ele não respondeu, nem pegou a automática da minha mão no mesmo instante, o que me fez erguer os olhos e encará-lo.

Daryl mantinha as orbes azuis fixas em mim, olhos de mar em fúria. Era como se eles pudessem me manter cativa, me puxar para o fundo e me afogar. Um segundo pareceu uma eternidade até que ele pegou a outra ponta da arma e fez um movimento de agradecimento com a cabeça.

No segundo seguinte ele já estava dentro do caminhão gritando para que Rick andasse logo.

— Boa sorte lá. — Falei assim que o xerife passou por mim.

Ele assentiu parando por um momento.

— Desculpe por não...

— Deixa pra lá, dezoito anos disso, eu já acostumei. — O interrompi.

— Dezoito, já? — Rick pareceu surpreso.

Lembrei que quando ele tinha sido baleado eu ainda tinha dezessete. Parecia uma eternidade.

— O tempo voa. — Engoli os ombros. — Se bem que tem gente que nunca vai se dar conta disso.

Rick sorriu compassivo, e eu senti que ele se preparava pra me dizer alguma coisa, mas ouvi a voz de Shane se aproximando e resolvi dar a conversa por encerrada.

Nem me dei ao trabalho de olhar para o meu irmão quando segui a direção oposta.

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A manhã seguiu tensa, principalmente depois que o idiota do meu irmão resolveu descontar todas as suas frustrações esmurrando a cara do Ed.

Claro que o cretino merecia mesmo, ninguém tinha direito de tratar outra pessoa do jeito que ele tratava a própria esposa, mas eu tinha minhas dúvidas se aquele era o modo certo de resolver as coisas... Por outro lado, não parecia que havia realmente outro modo, não depois do fim do mundo...

Estava sentada dentro da barraca, lendo um livro ruim que alguém no acampamento havia trazido com a bagagem, se é que podia chamar aquilo de ler, afinal eu não fazia ideia do que havia acontecido nas últimas cinco páginas.

Shane entrou e eu virei para o outro lado, podia sentir os olhos dele em mim, como se estivesse se preparando para me dizer alguma coisa. Decidi seja lá o que fosse, eu não queria ouvir. Me levantei no intuito de sair da barraca, mas ele me deteve.

— Espera. — Segurou meu braço, embora não colocasse força alguma nesse movimento.

— O que? Agora sou obrigada a te ouvir também? — Perguntei em um tom cínico.

— Não, não é. Eu só queria que entendesse que eu só quero te manter em segurança. — Ele tentou se explicar.

— Eu entendo isso. O que eu não entendo é você me expor para o acampamento todo só pra me obrigar a fazer a sua vontade. — Deixei um pouco da frustração sair através das minhas palavras.

— Eu errei, okay? Eu só queria que entendesse que não está pronta. Que esse seu excesso de confiança acabaria te matando. — Ele sentou na cama improvisada. — Vocês não conseguem entender que eu tento agir da melhor forma, que é difícil pra mim também. Então eu tento fazer algo bom e sou um monstro.

Analisei a frase dele por um momento e ela me parece um tanto ambígua.

— "Vocês"? — Perguntei, desconfiada que não tinha a ver exatamente comigo.

— É, você e a Lori. Ela acha que eu sou um crápula porque menti sobre a morte do Rick, disse que eu tenho que manter distância dela e do Carl. E você acha que eu sou um monstro controlador, quando eu só estou tentando te manter viva... — Ele passou a mão pela cabeça, parecia um tanto perturbado.

— Ela disse isso? — Perguntei curiosa, desistindo da ideia de sair da barraca.

— Com todas as letras... — A chateação em sua voz era palpável, ele parou por um momento, respirando profundamente. — Olha, eu sei que era um assunto delicado pra você e eu não devia ter falado dele na frente de todo mundo.

— É... — Concordei com um movimento de cabeça e também respirei fundo. — Era um assunto delicado e acima de tudo particular, você não tinha o direito de espalhar isso pelo vento. Mas... — Me sentei do lado dele. — Embora eu esteja furiosa com você, e acredite eu realmente estou, seus erros não apagam seus acertos.

— Nem todo mundo pensa assim. — Shane constatou.

— Eu disse que se aproximar dela não seria uma boa ideia. — Lembrei, mesmo sabendo que aquilo não seria de ajuda alguma naquele momento.

— E eu disse o mesmo dos Dixons, mas lá estava você cheia de olhares com um hoje e disposta a arriscar a vida pelo outro. Parece que não dá pra negar que somos irmãos. — Ele me encarou acusatório.

— Nenhum deles é casado. — Retruquei, perdendo toda a minha boa vontade.

Shane se levantou e caminhou para a saída.

— Você não entende. — Falou antes de deixar a barraca.

Fiquei lá dentro por um instante, eu estava brava com meu irmão, mas isso não significava que eu queria aquela mulherzinha sendo injusta com ele... Sacudi a cabeça tentando não pensar naquilo, parece que as coisas ainda ficariam bastante complicadas.

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Quando finalmente saí da barraca percebi que meu pensamento sobre coisas complicadas era realmente verdadeiro, Jim estava preso a uma arvore depois de "surtar" — segundo as palavras de Amy — ele estava cavando covas sem parar e isso deixou o acampamento assustado.

Ele passou o resto da tarde preso, enquanto o as pessoas se preocupavam em limpar e preparar as coisas para assar os peixes que Amy e Andrea haviam pescado. Perto de anoitecer Shane o soltou para que ele comesse conosco.

— Ei, Charlie, você pode olhar o Carl um segundo pra mim enquanto eu me limpo um pouco para comer? — Lori perguntou assim que me viu. Ela nem esperou uma resposta antes de começar a se afastar.

— Não, na verdade eu não posso. — Respondi seca e ela deteve os passos. — Eu sirvo para olhar o seu filho, mas o meu irmão não pode se aproximar dele?

— Olha Charlie, não é pessoal, Shane mentiu e...

— É Charlotte. — Subi uma oitava da voz para interrompê-la. — Sim, seu marido está vivo, mesmo depois de termos saído da cidade porque meu irmão disse que ele não estava. Ele cometeu um erro. Mas ele salvou a sua vida e a vida do seu filho. Ele veio para Atlanta contrariando a minha vontade e seguindo a sua. Não seja injusta.

— Você não conhece toda a história. Não pode opinar. — Ela deu um passo na minha direção me encarando de cabeça erguida.

— Na verdade eu conheço sim. — Afirmei sem me intimidar. — E sabe o que eu acho? Você quer culpar meu irmão, pra não ter que assumir a sua própria culpa, quer afastá-lo pra não ter que admitir que se engalfinhou com ele no mato, apenas alguns meses depois de ter perdido seu marido. Ele não obrigou você, e pelo que eu saiba era bastante conveniente que ele cuidasse de você e do seu filho e ainda apagasse o seu fogo. E agora você quer agir como a pobre coitada? Não importa o que essas pessoas pensam de você, não importa o que o Rick e o Shane pensam de você. Eu te vejo exatamente como você é: Fraca. Você é o tipo de mulher que precisa de um homem, mas também é o tipo que não dá valor ao que tem.

Lori abriu e fechou a boca duas vezes, totalmente petrificada de eu saber do caso dela com o meu irmão.

— Eu não faço ideia de como vocês dois vão resolver isso, se vão ou não contar para o Rick. Mas uma coisa eu te digo: — Me aproximei mais dois passos. — Não seja mal agradecida e não tente usar o Carl pra atingir meu irmão. Vocês estão vivos por causa do Shane, e barriga não dói uma vez só. Nunca se sabe quando você precisará dele pra proteger a sua bunda branca de novo.

Eu não esperei que ela falasse algo, apenas me afastei em direção a Amy que servia o peixe.

A noite caiu calma, os grupos comiam em torno das fogueiras, não era sempre que tínhamos comida de verdade e isso alegrou as pessoas. Lori não me dirigiu a palavra novamente, e eu não queria realmente ouvir a voz dela. Ainda assim lá estava ela, sentada com Carl na mesma fogueira que Shane, a pose de quem era dona do mundo.

Eu estava sentada em um dos carros, preferi manter distância, um pouco por causa dela e da minha situação não resolvida com o meu irmão e muito porque eu estava preocupada com os quatro que ainda não tinha voltado da busca por Merle.

Não era pra demorar tanto, ir pegar o Dixon mais velho no telhado, passar para pegar uma bolsa de armas que Rick deixara cair no chão e voltar. Eles deviam estar no acampamento antes do anoitecer e essa demora me deixava inquieta. Não devia, mas deixava...

Desci do carro e caminhei por uma das trilhas me afastado um pouco do acampamento. A mente fervilhando com todas as possibilidades pelas quais eles ainda não estavam de volta, cada teoria mais improvável que a outra, até que cheguei no perigoso ponto de pensar nas ruins. Essas não eram improváveis. E quanto mais eu pensava mais ruins as cenas que a minha imaginação criava se tornavam.

Um ruído entre as folhagens atraiu minha atenção, mas tão logo escutei eu resolvi deixar pra lá, afinal não devia ser nada, nunca era. Percebi que estava um pouco afastada do acampamento e resolvi voltar por precaução. Foi nesse instante que um grito cortou o ar, em seguida tiros e mais gritos.

Corri na direção do barulho e assim que o acampamento surgiu eu entrei em choque. Aquele era o cenário do caos. As pessoas corriam desesperadas, os mortos atacavam sem piedade, o cheiro de sangue fresco se misturando ao de podre. Era como se tudo se passasse em câmera lenta e sem som. Por onde meus olhos corriam havia horror, havia morte.

Meu nome sendo chamado ao longe começou a me tirar do estado de transe em que eu estava. Shane estava tentando chegar ao trailer, eu podia vê-lo, mas ele não podia me ver. Gritava meu nome. O Som da voz dele se misturando a todos os outros sons de desespero ao redor.

Lori e Carl estavam atrás dele, meu irmão os protegia com o próprio corpo. Realmente barriga não doía uma vez só...

Um grunhido atraiu meu olhar para a esquerda e um morto caminhava atraído pela minha presença. Eu podia ter corrido, mas fiquei petrificada, aquela coisa tinha uma mordida no pescoço, exatamente como Johnny, as imagens começaram a se confundir na minha mente e por um segundo eu estava de volta naquela escadaria.

Esse momento de distração foi suficiente para o errante se jogar sobre mim e me levar ao chão, eu podia sentir as mãos agarrando minha jaqueta enquanto os dentes tentavam alcançar qualquer pedaço da minha carne. O cheiro de podre revirando o meu estômago, e o medo fazendo o mesmo com a minha mente. Em um segundo era aquela coisa morta e no outro era Johnny. Eu me debatia tentando afastá-lo inutilmente.

Um estampido me deixou momentaneamente surda enquanto eu sentia algo gosmento cair sobre meu rosto e o peso daquela coisa prensar meu corpo. Ele estava morto, e eu estava, de novo, debaixo de um cadáver.

Alguém tirou o errante de cima de mim e me levantou do chão com um braço só. Daryl Dixon havia salvado a minha vida.

— Você está bem? — Ouvi a voz de Rick há alguns metros e assenti ainda confusa enquanto sentia o mesmo braço me manter de pé.

Rick não esperou mais nem um segundo antes de continuar atirando e tomar a dianteira abrindo espaço pelo acampamento.

Daryl me soltou logo em seguida, olhando pra mim por um momento antes de me puxar com ele para seguir Rick.

Eles atiravam rápido e certeiramente, não hesitavam e logo chegamos ao trailer onde Shane havia agrupado os outros.

Rick teve outro reencontro com a família enquanto meu irmão me puxava para um abraço e tentava se certificar que eu não havia sido mordida.

Deixei que ele me conduzisse para as escadas do trailer, enquanto por cima do ombro via Daryl se afastar sem eu ter a oportunidade de agradecer. Olhando ao redor percebi que Merle não estava em lugar algum...

E então a cena no chão prendeu minha atenção: Andrea estava sobre o corpo de Amy, as mãos tentando conter o sangue que escorria pelo pedaço que faltava no pescoço da mais nova. Amy dava seus últimos suspiros e ninguém podia fazer nada...

Me abracei a Shane, percebendo que eu era a única que não tinha perdido o irmão naquele dia e admitindo internamente que ele estava certo. Eu não estava pronta para aquele mundo...

Notas finais
Muita gente disse que ela iria, mas achei importante mostrar que embora forte ela ainda não tinha se dado conta da gravidade das coisas. Ninguem vira badass da noite pro dia. O proximo cap é inteiramente sob a perspectiva do Daryl, e tem muito de... Charyl (?) Darlotte (?) ainda não decidi kkkkk Logo nos vemos. Bjss