CAPÍTULO DOIS – PROPOSTA


Domingo, dez da noite. Hora de Ikki ir para a Stonehenge, certo? Errado. Ao invés de ir para a boate, ele permanece deitado de pijamas em seu sofá, bebendo vinho e ouvindo músicas deprimentes. Vergonhoso, é verdade, mas não pôde evitar.

Ikki ainda não conseguiu digerir o tal namorado que Hyoga arrumou recentemente. Sim, o namoro era recente, tinha absoluta certeza. A fortuna paga ao melhor detetive da cidade dava-lhe garantias disso. A seu pedido, o caro profissional fez um minucioso dossiê do barman loiro.

Depois de reler pela enésima vez o detalhado documento, Ikki constatou que o namoro de Hyoga não deveria ter mais do que dois meses, já que essa era a data da última atualização do dossiê.

Sim, é ainda mais vergonhoso ele precisar de tal artifício para conhecer o loiro um pouco mais, mas foi a única alternativa que encontrou. Não se arrependia, claro que não. Através do dossiê, Ikki descobriu que Hyoga era órfão de pai e mãe, tendo seu tio como única família; soube de cada namoro furado em que o loiro havia se enfiado, o que provavelmente foi uma das causas de tanta desconfiança para com os outros.

Foi também o dossiê que informou a Ikki que Hyoga tinha o hábito de correr todos os dias, sempre num parque perto da quitinete em que vivia. O loiro gostava de ler, também. Fazia visitas constantes à biblioteca pública central e sempre saía de lá com um ou dois livros emprestados.

Através do dossiê, Ikki descobriu que Hyoga precisaria trancar a faculdade de Comunicação, por falta de dinheiro. Sem pensar duas vezes, o dono do Grupo Fênix fez uma parceria com o centro universitário e criou um programa de bolsas de estudo, com uma condição: Hyoga deveria ser o primeiro beneficiário de uma bolsa estudantil integral e nunca deveria saber o nome de seu patrocinador.

Não foi a primeira, nem seria a última vez que Ikki ajudaria o barman. Porém, sempre fazia questão de permanecer no anonimato, pois sabia que Hyoga em hipótese alguma aceitaria sua ajuda.

Ikki ouviu a campainha tocar e caminhou para a entrada, entoando o refrão choroso que a intérprete francesa cantava. Não foi uma surpresa ver Shun escorado no batente da porta, com cara de poucos amigos.

– Oi, irmãozinho. – tentou sorrir, mas não conseguiu. Shun apenas fez uma negativa com a cabeça e, afastando-o do caminho com uma das mãos, seu irmão mais novo adentrou o apartamento.

– Quando recebi sua ligação para que o cobrisse na Stonehenge hoje, eu imaginei que havia algo errado, Ikki, mas não a esse ponto. Penumbra, vinho, pijama, músicas de fossa? Acho que vou recolher as facas antes que você corte os pulsos e escreva uma declaração de amor com sangue nas paredes…

– Por que não foi direto para a Stonehenge?

– Porque eu sabia que você não estava bem. Mandei outra pessoa no meu lugar e vim pra cá, ficar com você. – apesar do tom levemente divertido, Shun não conseguiu disfarçar o olhar preocupado com que analisava Ikki. – Então, eu aceito me embebedar contigo, mas terá que trocar a música e acender a luz.

– Quem foi cuidar da minha boate? – Ikki demonstrou irritação e até certo ciúme, já que a Stonehenge era seu xodó.

– Meu namorado.

– O Jabu não entende nada disso, Shun!

– Ele vai se sair bem, relaxa. – Shun tomou a garrafa de vinho da mão de Ikki e bebeu um gole. – Vem, senta aqui e me conta qual é o problema.

Ikki jamais negava algo ao Shun. Ele poderia dizer não para todos, menos para seu irmão mais novo. Sendo assim, desligou o som, acendeu a luz, caminhou até o outro e deitou-se no sofá, com a cabeça no colo dele.

– Então, qual é a razão da fossa? Hyoga? – Shun acariciou os cabelos negros do irmão.

– Ele viajou para encontrar o namorado.

– Hyoga tem namorado?! Nossa! Sinto muito, mano. Mas talvez seja até melhor assim, não é? Você desencana de uma vez e parte para outra…

– Eu não vou desencanar fácil assim, Shun. Eu sei que você acha que o que eu sinto é apenas uma paixonite, mas não sou homem de paixonites. – Ikki pegou novamente a garrafa de vinho e bebeu todo o restante dela.

– Claro que não. Você é homem de relacionamentos fugazes, rasos e sem qualquer compromisso afetivo. E isso nos leva a pergunta: o que está acontecendo com você? Está realmente apaixonado ou isso é pelo desafio de ter alguém que não pode ter?

Ikki bufou, sentindo-se um pouco ofendido com a pergunta.

– Olha o meu estado, Shun. Você realmente acha que eu ficaria nessa fossa toda por causa de um desafio? Eu sei que já estive encanado com outras pessoas antes, mas já me viu assim por causa de alguma delas? Não, porque eu nunca me senti dessa forma por ninguém. Eu o quero pra mim, mano, claro que quero. Mas, mais do que isso, eu quero estar com ele. Quero ser a razão do sorriso lindo que ele tem, quero que ele pense em mim, se preocupe comigo, quero que Hyoga me ame… Do mesmo jeito que eu o amo.

Ikki nunca foi homem de palavras vãs, muito menos de abrir seu coração tão facilmente e Shun sabia muito bem disso. Para seu irmão mais velho falar tais coisas, só mesmo com excesso de vinho e sofrimento. Aquelas palavras deviam estar oprimindo o peito de Ikki, sufocando-o há muito tempo.

– Quando fiquei sabendo do seu interesse no Hyoga, eu realmente fiquei feliz por pensar que finalmente se aquietou, mas não quero que sofra dessa forma. – Shun respondeu com sinceridade.

– Eu vou ficar bem… – retrucou o mais velho, de forma vaga.

– O que é isso?

Shun apontou para o dossiê sobre a mesa de centro.

Antes de responder, Ikki suspirou. Sabia bem que levaria bronca por causa do documento.

– Eu contratei um detetive para investigar a vida do Hyoga. – Ikki se levantou, pegou o dossiê e entregou para seu irmão. – O resultado da pesquisa está todo aqui.

– Como você acha que vai conquistá-lo assim, Ikki? Está fazendo tudo errado, irmão! Há informações aqui que deveriam ser ditas pelo próprio Hyoga, não por um detetive qualquer. Ao invés de conversar com ele e descobrir tudo isso, você usa um desconhecido para fazer o trabalho. Consegue compreender que deve haver coisas aqui que Hyoga jamais disse ou diria a alguém? E, ignorando completamente a privacidade dele, você manda um detetive se camuflar e vasculhar sua vida? Seus segredos, planos, erros… – apesar do sermão, o tom de Shun era calmo, como quem explica a uma criança algo muito complexo. – Não me admira que ele tenha uma impressão errada e não goste de você.

– Ele gostaria de mim se me conhecesse. – a amargura não impediu que a voz de Ikki embargasse.

– Então faça com que ele te conheça. Eu não vejo como vocês podem ter tanta dificuldade de comunicação, se trabalham juntos quase todos os dias. Aproxime-se dele, Ikki. Puxe conversa, bata papo… Deixe que ele veja que você não é nenhum bicho papão.

– O Hyoga já chegou até mim com uma opinião formada, eu não soube reverter a situação e acabei piorando tudo. Ele simplesmente se fechou para mim, entende? Não quer me dar qualquer oportunidade para me aproximar.

– É tudo uma questão de jeito. Mude a sua abordagem, mostre-se para ele de outra forma. Force-o a baixar a guarda e faça com que Hyoga não possa negar o homem maravilhoso que você é.

As palavras de Shun faziam sentido. O problema era descobrir como fazer Hyoga baixar a guarda, tarefa que não seria fácil.

– Alguma sugestão? – ele apelou para o irmão.

– Bom, deixe-me ver... – Shun abriu o dossiê e o folheou por alguns instantes. – Olha só! Ele participou de várias promoções para ganhar ingressos para o show do U2. Provavelmente ele está louco para ir, mas não tem dinheiro para comprar... O show é daqui a duas semanas, por que não o convida?

– Os ingressos já estão esgotados.

– Tenho a certeza de que o Jabu pode arrumar alguns, já que ele é assessor de imprensa de um dos patrocinadores do show. O que acha?

– O Hyoga não vai aceitar. – respondeu Ikki.

– Não tenha essa postura derrotista, mano. Vamos ao menos tentar, certo?

– Certo.

oOoOoOo

No sábado seguinte, dia em que Hyoga voltaria ao trabalho, Ikki demorou um pouco mais para deixar seu escritório no segundo andar da Stonehenge. Com os ingressos para a área vip do show em mãos e o discurso ensaiado com Shun na ponta da língua, ele tomou fôlego e desceu as escadas.

Enquanto rumava para o bar, ele focou seu olhar em Hyoga. O loiro estava lindo, como sempre, mas havia algo estranho no ar. Quando o barman sorriu para um cliente, em agradecimento por uma gorjeta, Ikki teve certeza de que havia algo errado. O sorriso foi completamente falso, estava claro que Hyoga não tinha a menor vontade de estar ali.

Mesmo sendo obrigado a parar para cumprimentar alguns clientes, Ikki ainda mantinha seus olhos no bar. Enrolou-se um pouco para se livrar de uma socialite assanhada, mas continuou seu caminho até o loiro.

Chegando ao bar, Ikki sabia muito bem o que tinha que dizer. Shun o forçou a decorar um texto bastante simpático que, segundo seu irmão mais novo, seria infalível. No entanto, ao ver Hyoga visivelmente nervoso e chateado, a ideia de que a semana com o namorado não foi perfeita fez com que se desviasse de seu verdadeiro foco; ele quis descobrir o que tinha acontecido e, com o texto de Shun, não conseguiria. Então, ao invés do ensaiado “Oi, Hyoga! Como foi sua viagem? Você não sabe como fez falta...”, saiu:

– Problemas no paraíso? – dito da forma mais cínica possível.

O barman, que estava de costas e ainda não havia reparado na presença de seu chefe, virou-se e fuzilou Ikki com um olhar gélido.

– Eu não estou para provocações hoje, senhor. – Hyoga forçou-se a dizer, voltando imediatamente a fazer seu trabalho.

– Calma! – o moreno ergueu as mãos, como quem se rendia. – Só estava curioso em saber por que alguém voltaria tão nervoso de uma viagem romântica. O que foi? Seu namoradinho pisou na bola?

Hyoga se aproximou, estava claro que usava todo o seu autocontrole para não gritar com seu chefe diante da boate lotada. O loiro debruçou-se no balcão e Ikki sentiu suas pernas estremecerem.

– Senhor Ikki, não creio que isso seja realmente de sua conta. – sussurrou, sem sequer manter o sorriso zombeteiro que o moreno tanto conhecia.

Ikki não soube se foi pela proximidade ou por ouvir a linda voz sussurrada de Hyoga tão perto, mas não conseguiu dar uma resposta. Engoliu em seco e ficou ali parado, vendo o loiro se afastar e voltar a seus afazeres, sem que pudesse pensar em nada que pudesse chamar sua atenção novamente. A essa altura, voltar ao discurso preparado por Shun não era uma opção, já que bancaria o louco.

Depois de dois minutos em completo silêncio, ele finalmente disse:

– Eu quero um drink. O de sempre.

Hyoga voltou a olhá-lo, com visível irritação. Parecia estar transferindo toda a sua raiva para a figura de Ikki, o que desarmou o moreno por completo, deixando-o completamente constrangido.

– Hey, Layla! Pode preparar um Scotch Manhattan para o nosso chefe?

Antes que sua funcionária pudesse responder, Ikki interrompeu.

– Eu quero que você o prepare, Hyoga. Ou, além de se recusar a falar comigo, vai se recusar a me servir também? – Ikki adotou uma postura de chefe, agia por puro orgulho agora.

Em silêncio, Hyoga preparou a bebida e entregou ao moreno.

– Mais alguma coisa, senhor? – a feição carrancuda demonstrou toda a sua irritação com Ikki, que imediatamente arrependeu-se do caminho que a conversa tomou. Se tivesse seguido o script de Shun, será que estaria recebendo um sorriso encantador agora?

– Para falar a verdade, tem sim. – Ikki tomou um gole de seu drink, antes de prosseguir. – Sabe, eu estava pensando se você não estaria interessado nisto aqui. – O moreno pôs as credenciais para a área vip sobre a mesa e esperou pela reação do loiro.

– O que significa isso? – Hyoga não resistiu ao ímpeto de segurar os ingressos em suas mãos.

– Show do U2. Área vip. Eu e você. O que me diz?

– Hmmm... Deixe-me ver... Não! – o barman não titubeou em usar um ar irônico antes de negar com toda a convicção e abandonar os ingressos sobre a mesa.

– Dê-me três razões para recusar o convite. – Ikki se debruçou no balcão e continuou tomando seu uísque, sem desviar o olhar de Hyoga.

– Bom... Primeiro, você é meu chefe; segundo, eu realmente não quero sair com você; e, terceiro, se os outros dois motivos não foram suficientes, eu não consigo pensar em mais nada que possa explicar a razão de não aceitar seu convite, senhor.

– Quer saber?! Você diz que eu sou arrogante, presunçoso, orgulhoso e tudo mais... Mas se esquece que somos iguais! Você consegue ser extremamente rude quando quer, Hyoga! – Ikki explodiu, sem se importar com os olhares surpresos que recebeu.

– Rude, eu? – Hyoga olhou em volta e viu os curiosos observando. – Não acho que você possa falar tal coisa de mim, nem que devamos discutir isso aqui, senhor Amamiya.

– Foda-se o que você acha, senhor Yukida! Principalmente o que acha de mim! – Ikki retirou uma nota alta de sua carteira e depositou sobre o balcão. – Fique com o troco! – resmungou, recolhendo os ingressos e afastando-se do bar com a fúria de um tornado.

Depois de refugiado em seu escritório, o Amamiya mais velho não conseguia se acalmar. Andava de um lado para o outro no recinto, literalmente bufando de raiva. Ninguém nunca havia destratado-o como Hyoga, nunca suas investidas foram refutadas de forma tão humilhante como aquele loiro arrogante fazia. Aquilo o deixava tão louco que não sabia se chorava, destruía tudo em sua frente ou esganava o arrogante barman.

Em meio à crise de nervos, Ikki pegou o telefone e ligou para a única pessoa que sabia lidar com sua ira.

Alô? – a voz de seu irmão estava sonolenta, mas não se importou.

– Não deu certo, Shun! – gritou, como se seu irmão caçula tivesse alguma culpa da falha que ele mesmo cometeu.

Ikki?! Calma, mano. O que não deu certo?

– O Hyoga. Não bastou recusar o convite, ele ainda fez de um jeito horrível! Eu estou cansado dessa merda, Shun!

Calma, Ikki. Respira! Vamos pensar juntos no que deu errado e consertaremos a falha, ok? Você falou exatamente como ensaiamos?

Ikki suspirou e massageou sua têmpora com uma das mãos.

– Não, Shun. Eu... – fez uma pausa, temendo a repreensão que viria. – Eu resolvi improvisar um pouco e fiz merda, mais uma vez.

Imaginei que isso aconteceria. Ikki, nós não tínhamos combinado uma abordagem diferente? O que deu em você?

– Sem sermões, Shun. Eu preciso de um plano B, você tem algum?

Como assim, ‘eu preciso de um plano B’? Ikki, tudo o que você tinha que fazer era ser simpático. Era algo simples e você não conseguiu! Esse era todo o plano que tínhamos, mano.

– Por favor...

Está bem, Ikki. Você precisa pegar um pouco mais pesado, talvez. Invente alguma coisa que force o Hyoga a te conhecer melhor. Talvez um curso de aperfeiçoamento, ou algo do gênero... Você pode planejar tudo e ir com ele, sem que ele possa fugir, o que acha?

Ikki não respondeu de imediato, pois estava aperfeiçoando a ideia de Shun em sua mente.

E então, Ikki? O que você acha? – Shun insistiu.

– Irmãozinho, você acabou de me ajudar com a melhor ideia que eu poderia ter na vida. – respondeu, com um enorme sorriso surgindo em seus lábios. – Ligo pra você depois, ok?

O que você vai fazer?

– Exatamente o que você disse. Vou forçar o Hyoga a conviver comigo. E já sei o que vou oferecer em troca.

Como assim, mano?– Shun demonstrou-se preocupado.

– Você saberá quando for a hora, irmão. Agora, eu tenho algo a fazer, se me permite. Ligo mais tarde, está bem?

– Se cuida, Ikki. E não faça nenhuma besteira, por favor.

Assim que desligou o telefone, Ikki saiu de seu escritório e, com um sorriso vitorioso, voltou ao bar.

– Outro drink, senhor? – Layla, a outra bartender o abordou.

– Não, Layla, obrigado. Eu quero falar com ele. – o moreno apontou Hyoga, que atendia uma mulher do outro lado do balcão.

Quando Hyoga se aproximou, nem mesmo o ar indiferente que mantinha tirou o sorriso do rosto de Ikki.

– O que deseja, senhor? – o loiro fez questão de enfatizar o ‘senhor’.

– Tenho uma proposta para você. – retrucou Ikki.

Hyoga o analisou por um instante e suspirou, antes de perguntar:

– Que tipo de proposta?

– Do tipo irrecusável. – o moreno completou, mantendo seus olhos fixos nos do barman.

– Diga.

– Eu quero sair com você. – quando Hyoga fez menção de interromper, Ikki ergueu um pouco a voz e prosseguiu. – Eu quero sair com você por um mês. Não faço questão de que seja todos os dias, desde que nos vejamos regularmente. Você não recusará qualquer programa que eu tenha em mente, conversará comigo e analisará se eu seria um bom namorado. No final desse mês, se você ainda não estiver interessado em mim, ganha uma indenização.

Hyoga riu, completamente incrédulo.

– O que deu em você, chefe?

– É uma proposta séria, Hyoga, não estou brincando. – Ikki continuou sorrindo.

– Certo, deixe-me ver se entendi. Sairemos juntos por um mês e eu devo analisar todos os aspectos para saber se você corresponde aos meus requisitos de um bom namorado? E, se ao final do prazo você não tiver me conquistado, eu ganho um prêmio pelo tempo desperdiçado?

– Eu não poderia explicar melhor...

– Você está louco? – Hyoga ouviu um cliente chamando por ele, mas prontamente ignorou o chamado. O loiro suspirou e mordeu o lábio inferior. – Ok, suponhamos que eu tope, quem analisaria os meus sentimentos em relação a você depois do prazo?

– Meu irmão. Ele seria totalmente imparcial diante dos fatos. É claro que vamos estabelecer certas regras, pois não queremos que você trapaceie, não é? Tomarei minhas medidas para que você não me ignore...

Hyoga riu novamente.

– Desculpe, chefe. Eu não estou interessado. – Hyoga abandonou Ikki e foi atender o insistente cliente.

Certo de que o barman estava tentado o suficiente, Ikki ainda sorria quando começou a se afastar.

– Chefe, espere! – o loiro o chamou. – O que eu ganho, caso você não passe no teste?

Ikki virou-se para ele, abriu os braços e olhou a sua volta, indicando a boate.

– A Stonehenge?! – Hyoga não escondeu sua surpresa.

O moreno debruçou-se sobre o balcão e sussurrou no ouvido do barman, para que não fosse ouvido pelos demais.

– Exatamente, Hyoga. Passe um mês comigo sem se apaixonar e tudo isto é seu!

Ikki não esperou uma resposta, afastou-se e foi direto para seu escritório. Poucos minutos depois, ouviu batidas na porta e não se deu ao trabalho de perguntar quem era.

– Entre, Hyoga.

O loiro entrou de cabeça erguida e braços cruzados.

– E então? Pensou em minha proposta?

Hyoga fez silêncio por um momento, visivelmente contrariado.

– Passará a boate para o meu nome?

– Sim, mas apenas se eu não deixá-lo de quatro por mim.

Outro silêncio.

– Eu escolho os lugares aonde vamos. – o loiro continuou.

– Disso eu não abro mão, Hyoga.

– Certo, não faço tanta questão assim. Mas quero deixar claro que não haverá contato físico entre nós. Nada de beijos, abraços e qualquer outra coisa, se é que me entende.

– Respeitarei sua vontade. Se você se sentir melhor, podemos fazer um contrato especificando tudo isso. – o moreno sorriu.

– Seria ótimo.

– Mais alguma coisa que queira esclarecer, Hyoga?

– Não.

– Então... – Ikki olhou profundamente nos olhos do loiro, deixando claro que esperava uma resposta explícita.

– Eu aceito a sua proposta, Ikki.

Continua...

Notas finais
N/A: Olá!
Desculpem a demora, estava super atarefada ultimamente (Provas e mais provas... Aff!)
Bom, espero que tenham gostado do capítulo e, para aqueles que estranharem o fato do Hyoga aceitar a proposta muito facilmente, eu devo explicar melhor as razões dele no próximo capítulo, ok?

Beijo a todos, em especial a:
Jullylove, jak_ariana, grazita, Belle_princesse, Ana anA, LaraAmamiya, lucy_black, Ikki Amamiya e AlexeiHyAmamiya. Obrigada pelo carinho de todos vocês!!!!

Beijos mil,

Mamba