Notas iniciais
Avisos:

*Como a história se passa num universo alternativo, alguns personagens da fic PODEM estar descaracterizados. Caso isso ocorra, peço desculpas antecipadamente.

*Contém yaoi e lemon, ou seja, relacionamento amoroso e sexual entre homens. Se você não gosta, não leia.

CAPÍTULO UM – INVISÍVEL

A Stonehenge não era a boate mais badalada da cidade, mas estava prestes a ser. Com as boas críticas que surgiam na mídia, adicionadas a ótima propaganda boca a boca, o clube enchia mais a cada dia; para a felicidade de seu proprietário, Ikki Amamiya.

Sócio de seu irmão Shun no Grupo Fênix, Ikki ganhou fama por seu talento nos negócios, pois todos os empreendimentos com que se envolvia davam um lucro absurdo, invariavelmente. Para os céticos que atribuíam seu sucesso a uma breve maré de sorte, o próprio tempo provava o contrário, tendo em vista que o Grupo Fênix vinha crescendo vertiginosamente há alguns anos, e ainda estava longe de chegar ao topo.

Investimento mais recente de Ikki, a Stonehenge comprovou a competência do Amamiya mais velho, já que a boate estava em profunda decadência quando adquirida. As drásticas mudanças feitas na decoração, na equipe de funcionários e até mesmo no público a ser atraído foram duramente criticadas, embora o empresário jamais tenha se deixado abalar por nenhuma das críticas recebidas. Agora que vinha colhendo os frutos de seu trabalho duro, com a Stonehenge na lista de boates mais badaladas da cidade, Ikki se sentia maravilhosamente bem.

Não escondia a empolgação com seu mais novo brinquedo, como costumava chamar a boate. De todos os empreendimentos do Grupo Fênix, era o único do qual fazia questão de cuidar pessoalmente de cada detalhe; não havia sequer um gerente para tratar assuntos com empregados, fornecedores ou clientes.

Embora muitos duvidassem que seu entusiasmo durasse mais do que dois meses, já haviam se passado quase oito, desde a reinauguração da Stonehenge e, contrariando as expectativas, Ikki mantinha-se firme na rotina de passar em claro as noites de quarta a sexta, cuidando de sua propriedade.

Hoje não fora diferente. Apesar dos diversos convites para eventos, baladas e viagens de fim de semana, Ikki preferiu passar a noite de sábado na boate. Sem descansar, manteve a postura durante toda a noite, não permitindo que seu cansaço se tornasse perceptível para os frequentadores e funcionários da Stonehenge. Já eram quase seis da manhã, quando o último cliente saiu do clube e, embora tenha obtido sucesso ao disfarçar sua exaustão, a essa altura as olheiras de Ikki denunciavam o quão corrida fora sua noite.

– Tchau, Ikki!

Bill, um dos últimos garçons a sair, despediu-se de seu chefe.

– Até mais, Bill. Fez um Bom trabalho! – respondeu Ikki.

Despediu-se de mais alguns funcionários e caminhou até o bar, carregando consigo um exemplar da última edição da revista Fama. Sentou num dos bancos, posicionou a publicação sobre o balcão e esperou que Hyoga, seu melhor barman, se aproximasse.

Assim que avistou Ikki na outra ponta do balcão, Hyoga retirou um copo da prateleira e colocou-o na frente de seu chefe, como costumava fazer todas as manhãs ao final do expediente. Antes de pegar a garrafa de Johnnie Walker, viu a revista virada para si. O moreno estava na capa, de braços cruzados e fazendo uma pose poderosa e sensual, junto à manchete: “O verdadeiro Midas”.

– ‘O verdadeiro Midas’? Isso é demais, até pra você. – o barman loiro comentou com sarcasmo, enquanto despejava o uísque na coqueteleira, acrescentava uma dose de Vermute e duas gotas de Angostura.

– Qual o problema?! A Esmeralda escolheu essa manchete com muito carinho, um ato de extrema gentileza dela. Modéstia à parte, a comparação não é tão absurda assim. – retrucou o moreno, com um sorriso cansado nos lábios.

Hyoga misturou os ingredientes e despejou a bebida no copo de seu chefe, ignorando o sorriso no rosto bonito.

– Vai retribuir a gentileza, demonstrando à repórter da revista Fama o que o toque do verdadeiro Midas pode fazer? – o loiro provocou novamente, enquanto depositava a cereja no copo do moreno.

– Eu já fiz isso. – Ikki tomou o Scotch Manhattan, olhando para Hyoga através do seu copo. Apesar de ser um expert na arte da impassibilidade, o barman deixou escapar um leve desconforto ao remexer-se e estralar alguns dedos.

– Então, podemos esperar mais matérias entusiastas e tendenciosas nesta revista duvidosa?

– É impressão minha ou o bichinho verde do ciúme está lhe corroendo? – Ikki não escondeu o sorriso zombeteiro, já que adorava fazer aquele loiro perder a compostura.

– É impressão sua. Do que eu deveria ter ciúmes?

– Ela conhece o meu toque de Midas e você não…

– Honestamente, eu dispenso o seu toque, senhor Amamiya. – Hyoga enfatizou o ‘senhor Amamiya’, delimitando o nível da conversa.

– Eu sei, mas um homem pode sonhar, não pode?

Ikki riu quando Hyoga, um tanto desconcertado, afastou-se e voltou a organizar o bar da boate, dando as costas para o moreno.

– Hey! – o moreno chamou, enquanto abria a revista numa página específica. – Escuta só o que a Esmeralda escreveu nas dicas de lazer:

“(…) Dentre as poucas opções de lazer alternativo existentes em nossa cidade, a Stonehenge se destaca por seu arrojo. Não é a única boate voltada para o público LGBT, mas é definitivamente a melhor no quesito. Idealizado pelo genial Ikki Amamiya (vide página 34), o clube oferece o máximo de entretenimento não apenas para o público gay, como também para aqueles que, sem preconceito, querem curtir sua noite num ambiente agradável. Quer sair para se divertir com os amigos? A Stonehenge é uma ótima pedida! Ainda em dúvida? Faça a comparação…

Pontos positivos: A bela decoração e o bom atendimento. Tome nota: não se esqueça de passar no bar e pedir uma bebida para o belo loiro Hyoga, o mais lindo e sexy dentre todos os funcionários.

Pontos negativos: A enorme fila de espera na porta, que assusta qualquer um. (…)”.

Hyoga se virou e o olhou, sem muito entusiasmo.

– Publicidade grátis, loirinho sexy… – o moreno tomou mais um gole de sua bebida, ainda se sentindo o máximo por arrancar alguma reação de seu barman favorito, mesmo que quase imperceptível.

– Sabe, agora eu entendo porque o meu tio não conseguiu manter a Stonehenge. Ele jamais comeria uma repórter apenas pela publicidade grátis, senhor ‘genial’ Ikki Amamiya.

– Convenhamos, Hyoga. Seu tio jamais comeria uma mulher! – o moreno gargalhou, mas não contagiou o loiro. Não havia precisamente a necessidade de se explicar para o jovem barman, mesmo assim controlou os risos e se defendeu: – Esmeralda não foi um mero peão numa jogada de marketing. Não sou o tipo de cara que faz isso. – limitou-se a dizer, embora soubesse que não convenceria Hyoga.

– Quer outro? – o jovem loiro ofereceu, ao ver que Ikki já acabara sua bebida.

– Só mais um.

– Você parece exausto, senhor Amamiya.

– Eu estou. Pode parar de me chamar assim? – o moreno esfregou os olhos, visivelmente cansado.

– É uma questão de respeito.

– Que eu dispenso. Todos os outros funcionários me chamam de Ikki, porque você não pode fazer o mesmo?

– Ao contrário deles, eu não dormi com o chefe.

A frase foi dita com uma certeza que impressionou Ikki. Não soube o que dizer por alguns minutos, então observou Hyoga preparar outro Scotch Manhattan. Ao ter novamente seu copo preenchido, aproveitou a proximidade do loiro para olhar diretamente em seus olhos e ver se realmente era aquela a imagem que o barman fazia dele.

– Há quanto tempo nos conhecemos? Quase um ano? – o loiro assentiu com um movimento de cabeça. – Já deveria saber que nem tudo o que dizem e escrevem a meu respeito é verídico.

– Ah, é mesmo? Então não era o Bill quem estava te chupando nos fundos da boate, algumas horas atrás? Foi esse o bom trabalho pelo qual você o elogiou agora a pouco?

Diante do silêncio de Ikki, Hyoga continuou:

– Eu não li isso em uma revista de fofocas qualquer, muito menos ouvi da boca de algum garçom enxerido. Eu vi. Você tem razão quando diz que nem tudo o que dizem e escrevem é verdade; A matéria da Esmeralda, por exemplo, não passa de mais uma baboseira de outra das suas eternas apaixonadas. Não há nada de genial em misturar negócios e prazer, ou tratar seus funcionários como carne, meros serviçais que têm obrigação de estar a seu dispor para favores sexuais. Os seus entusiastas não te conhecem, senhor Amamiya.

– Pelo visto, você também não. – Ikki terminou seu drink calmamente, sem dizer qualquer outra coisa. Seus olhos não cruzaram com os de Hyoga tampouco, pois não queria transparecer o quanto as palavras ferinas fizeram efeito. Quando se levantou, retirou algumas notas da carteira e depositou sobre o balcão, já que sempre fez questão de pagar pelo que consumia na boate, além de oferecer uma boa gorjeta ao loiro. Virou as costas e, antes que pudesse se afastar, ouviu o barman chamá-lo baixinho.

– Chefe, eu não pretendia soar tão duro, eu…

– Vá pra casa, Hyoga. Você já fez um ótimo trabalho por hoje. Pode deixar que eu termino de limpar o bar mais tarde; Vá descansar, sim?

Ikki partiu para seu escritório no andar de cima, sentindo-se como se tivesse acabado de levar um soco no estômago. Não era a primeira vez que Hyoga demonstrava a visão deturpada que tinha de seu chefe, mas, até então, suas palavras nunca foram tão agressivas e humilhantes.

Sim, o Amamiya mais velho se sentia humilhado. Desde que comprara a boate do tio de Hyoga, Ikki vinha tentando se aproximar do jovem loiro, em vão. Enquanto entrava no banheiro de seu escritório e tomava uma ducha morna, ele lamentou o fato de que jamais teve uma chance. A barreira entre ele e Hyoga foi erguida no momento em que fechou a negociação da compra da Stonehenge, já que o tio do loiro só aceitou vender o estabelecimento depois de muita pressão por parte do Grupo Fênix e nenhuma outra opção.

Hyoga obviamente tomou as dores do tio, que viu o trabalho de uma vida inteira escapar de suas mãos em pouquíssimo tempo. Nem mesmo o convite para que ambos continuassem trabalhando no lugar foi visto com bons olhos. O tio recusou, e Ikki estava certo de que o barman teria feito o mesmo se não precisasse do emprego.

Ikki saiu do chuveiro, enrolou-se numa toalha e se deitou no sofá do escritório. Não tinha qualquer ânimo para dirigir até sua cobertura, portanto se ajeitaria por ali mesmo. Fechou os olhos e pensou no episódio com Bill, um tremendo mal entendido que não contradisse. Mesmo que contasse sua versão da história, Hyoga não teria acreditado. A péssima ideia que o loiro fazia de sua índole já estava enraizada, de nada adiantaria esclarecer o que realmente ocorrera algumas horas atrás, nos fundos da boate.

A verdade é que Bill se ofereceu para ele da forma mais descarada possível, aproveitando um momento em que Ikki fugiu da badalação e foi tomar um ar. Sem dizer muita coisa, o atrevido garçom apenas se ajoelhou na frente do chefe, levou as mãos ao zíper de sua calça de linho e chegou a abri-la, mas foi imediatamente impedido. Toda a ação durou uma fração de segundos, mas, para o azar do Amamiya, Hyoga viu o suficiente para tirar conclusões precipitadas e completamente inverídicas.

Ikki viu Hyoga pela primeira vez durante uma das reuniões com o antigo dono da Stonehenge e tio do barman. Ali mesmo, em pleno restaurante, sentiu as pernas estremecerem, as mãos suarem e sua autoconfiança se evaporar. No alto de seus trinta e um anos, jamais tinha visto alguém tão belo.

A inteligência do loiro logo se fez notar, com perguntas e comentários sagazes e provocativos, sempre direcionados ao Ikki. Determinado a impressionar Hyoga, o moreno tentou fazer jus à sua famigerada competência, demonstrando todo o seu talento e perspicácia. Infelizmente, o tiro saiu pela culatra. Dedicou-se um pouco mais do que deveria ao desafio e, ao invés de parecer um homem instigante e extremamente interessante, Ikki transpareceu arrogância e rudeza.

Desde então, o moreno procura mudar a primeira e péssima impressão que deixou, sendo mal sucedido em todas as tentativas. Principalmente por sua falta de jeito para se aproximar, sempre tentando disfarçar seu real interesse com piadinhas e provocações. Nem mesmo as cantadas e indiretas que lançava ao loiro eram claras o suficiente para revelar como se sentia. Sem querer, Ikki contribuía cada vez mais para que Hyoga pensasse que, tal qual um cafajeste, ele flertava e fodia com qualquer coisa que surgisse em sua frente.

Em contrapartida, o loiro a cada dia se tornava mais importante em sua vida. Sentia uma necessidade ímpar de estar perto de Hyoga, conversar com ele, mesmo que isso significasse ouvir coisas desagradáveis em algum momento. Estava apaixonado, não negava. Porém também não demonstrava. Todas as vezes que considerou a possibilidade de verbalizar o que sentia, a certeza da rejeição o impediu. Enquanto a coragem não vinha, continuava colhendo migalhas; observava Hyoga de longe por toda a noite, aproveitava algumas oportunidades para puxar um assunto, sonhava quando se via sozinho…

A situação já poderia ser considerada desesperadora, tendo em vista que Ikki não estava acostumado a se sentir assim. Prático, sempre teve o costume de não se prender a problemas. Resolvia-os rapidamente, quando podia fazê-lo; quando não podia, simplesmente deixava pra lá, não ficava remoendo. Agora era diferente, ele não via um caminho para chegar ao coração de Hyoga e não conseguia deixar de sonhar em ter o loiro nos seus braços. E o pior: não conhecia ninguém que pudesse ter a cura para amor platônico.

Sonolento, o dono da Stonehenge ouviu umas batidas na porta, mas seu corpo não se moveu.

– Quem é? – murmurou, sem fazer qualquer menção de se vestir.

– Hyoga. Posso falar com o senhor?

De todas as coisas que ouvia da boca do barman, a palavra ‘senhor’ era a mais irritante, por duas razões: Primeiro, porque Hyoga tinha vinte e três anos, ou seja, apenas oito a menos do que Ikki, o que não justificava o uso de uma palavra tão respeitosa; e segundo, porque a palavra insistia em lembrar-lhe da distância que havia entre eles e que não era capaz de vencer.

– Entra! – Ikki continuou deitado, com apenas a toalha cobrindo seu baixo ventre. O sono estava forte demais, mal conseguia abrir os olhos e tinha certeza de que sua voz estava embolada.

O loiro entrou receoso, quase embaraçado. Viu seu chefe seminu deitado no sofá e se assustou por um momento, mas logo disfarçou. Deixou a porta aberta e se adiantou para o meio da sala. Ikki permanecia de olhos fechados, com os braços jogados acima da cabeça. Hyoga esperou por um sinal, qualquer um, para começar a falar.

– Pensei que você já tivesse ido, Hyoga. – o moreno não abriu os olhos, apenas suspirou.

– Eu precisava falar com você.

– Diga. – milhões de coisas passaram pela cabeça de Ikki nesse momento. Noventa por cento delas envolviam coisas impossíveis de serem ditas pelo loiro, como declarações de afeto, por exemplo.

– Bom, primeiro eu quero pedir desculpas pelas coisas que disse lá embaixo. Não tinha o direito de falar daquela forma contigo.

Ikki sabia que Hyoga estava se desculpando apenas pelas palavras utilizadas. Seus pensamentos negativos a respeito do moreno continuavam os mesmos. Sendo assim, preferiu ignorar o lamento feito da boca para fora.

– E segundo?

– Amanhã eu não trabalho, é o meu descanso. Eu queria saber se você pode me adiantar mais três dias de folga, que eu pagarei nas próximas semanas. – o tom levemente impaciente do loiro denotou sua decepção por ter o pedido de desculpas ignorado. – Eu… Quero fazer uma viagem. – completou.

– Você não quer trabalhar na quarta, quinta e sexta? – Ikki abriu imediatamente os olhos.

– Exatamente.

– Você é meu melhor barman, Hyoga. Eu não posso abrir mão dos seus serviços, principalmente depois daquela matéria na revista. As pessoas virão aqui procurar por você. Sinto muito, não posso permitir.

– É uma viagem importante. Por favor, senhor Amamiya.

Ikki bufou ao ouvir novamente a formalidade do outro.

– Aconteceu alguma coisa? – perguntou.

Hyoga pareceu um pouco desconfortável.

– Meu namorado estuda em outra cidade e eu quero fazer uma surpresa para o aniversário dele…

Ikki não escondeu sua irritação. Como se não bastasse todo o problema que estava enfrentando, tinha que aparecer um namorado na história? Sentou-se no sofá, bufando de raiva.

– Não é um motivo plausível. Sinto muito, mas o seu namorado vai ter que passar o aniversário sozinho.

– Eu vou de qualquer forma, senhor. Se for o caso, pode descontar tudo do meu salário.

– Você não vai, Hyoga! Eu sou o seu chefe, você me deve satisfações! – gritou o moreno, sem nem perceber.

– É exatamente o que estou fazendo aqui, senhor. Estou lhe comunicando que só virei trabalhar a partir de sábado, e estou também informando o motivo. – o loiro cruzou os braços.

Enraivecido, Ikki não soube o que dizer. Nem mesmo na condição de chefe ele poderia obrigar Hyoga a ficar. Embora quisesse impedir a viagem, o moreno sabia que não havia nada que pudesse fazer. Devastado por dentro, louco de ciúmes e lutando para se manter controlado, ele só conseguia pensar no quanto gostaria de estar no lugar do tal namorado.

– Eu vou descontar as faltas do seu salário. – disse, parecendo muito mais um menino birrento.

– Não tem problema, senhor Amamiya.

– Descontarei também do auxílio alimentação e do transporte. – Ikki continuou, certo de que estava parecendo ridículo.

– Está bem.

– E, para pagar as faltas, você trabalhará quatro semanas sem folgar, ouviu?

– É injusto, não acha? – Hyoga protestou pela primeira vez.

– Eu mando aqui, Hyoga. Eu decido o que é justo ou não. Pra mim, injusto é você me deixar na mão por três dias, numa época em que a boate não pode ficar desfalcada.

– Que seja. Posso ir agora? – o barman retrucou com frieza.

– Por favor. – Ikki imita o tom de Hyoga e, ironicamente, faz um movimento cortês com a mão, indicando a porta do escritório.

Depois que o loiro saiu, Ikki se deitou novamente no sofá, completamente acabado. Fizera tudo errado de novo. Agora, além de arrogante e galinha, Hyoga o consideraria um homem mesquinho e insensível. Mas o que poderia ter feito? Saber que o homem por quem estava apaixonado logo estaria em outros braços doía demais.

Sentia-se invisível aos olhos de Hyoga. O loiro olhava para ele, mas não o via; enxergava apenas um protótipo de homem, alguém que, apesar de parecer, ele não era. Mas como baixar as barreiras erguidas pelo barman e fazê-lo enxergar quem realmente era Ikki Amamiya? Como ser notado por alguém que não se importava?

– O que eu tenho que fazer pra você gostar de mim, Hyoga? – sussurrou, enquanto uma lágrima solitária escorria de seu olho e morria no sofá.

Notas finais
N/A: Oi, pessoal!

Essa fic surgiu de forma meio inesperada e, ao contrário de todas as outras, resolvi postar o capítulo antes que sinta vontade de mudar tudo... Espero que vocês tenham curtido esse início da história, vamos ver no que vai dar isso.

Bem, agradeço aos que chegarem até aqui, e acrescento que adoraria saber o que vocês acharam. Já tenho o enredo todo pronto na minha cabeça, mas é sempre bom saber o que está funcionando ou não na história.

Aviso aos navegantes: Não me esqueci das outras fics, só precisava escrever essa aqui pra aliviar o congestionamento na minha cabeça! Hahahaha Próximo capítulo de Bring me back é o próximo da fila, fiquem tranquilos!

Grande beijo,

Mamba