Oreland: O Coração do Mundo
11 Capítulo 11: A Pomba Magra
Como carpinteiro e marinheiro, Algustin havia aprendido o básico da forja e o máximo de geografia. Em poucos dias já havia feito armaduras e espadas relativamente boas para os integrantes da Fênix Militar, conhecidos agora entre si como "camaradas".
O ouro era suficiente para contratar uma equipe de mineiros para conseguirem mais do minério precioso e, assim, contratar um exército. Mas quem iria querer se juntar a eles naquela ilha? Lá era uma prisão, não um reino. Felizmente, o marinheiro tinha um primo que era da Guarda Carrasca (a elite de guardas nas prisões no sul), Haran. Iria pedir para ele transferir os melhores mineiros da masmorra do rei para Oreland.
Tudo estava pronto, Pacjorn só precisava que os outros concordassem com seu plano. Mas todos se achavam capazes de destruir a Ordem do Dragão sozinhos, sem um exército. Sem apoio algum, o príncipe do sul precisou esperar algum confronto direto entre as alianças. Não demorou muito. Em 2 meses, Jaak Vu e Rezil tiveram que se refugiarem na cratera de Pacjorn e Mikel por terem sido atacados. Como haviam perdido dois territórios em poucos meses, foi preciso haver uma reunião na cratera:
– Muito bem senhores. — Disse Rezil — Presumo que não temos mais escolhas. Logo estaremos sendo atacados aqui, e não teremos mais pra onde fugir. Vamos ter que concordar com o Pacjorn e contratar um exército.
– E eles? — Perguntou Felipe — Eles já contrataram algumas pessoas! Eu vi uns homens perto da fronteira do Jaak Vu antes dele ter sido atacado.
– Isso é impossível. — Respondeu Bronfir — Eles teriam que ter pessoas livres para contratar essas pessoas, como o marinheiro.
– A não ser que o carrasco tenha se unido a eles. — Disse Mikel — O ser humano é maleável, e pode ser comprado facilmente. Se eles tivessem ouro o suficiente para fazer-lo entrar pro lado deles, com certeza o carrasco teria aceito. E além do mais, ele parece odiar o trabalho. Uma oferta de conselheiro em um novo reino não seria de se negar.
– O camarada tem razão. — Levantou-se Rezil — Temos que começar a minerar ouro e rápido. Precisamos de mineradores e, logo mais, guerreiros. Todos de acordo?
Todos dentro da sala balançaram a cabeça positivamente. Pacjorn logo viu que, se vencessem a guerra que estava por vir, viraria rei. Motivos não faltam: bolou o plano de contratar guerreiros e era o segundo mais influente do grupo, logo atrás de Rezil.
Naquela tarde, Algustin tinha feito uma pequena armadilha com uma pomba magra para conseguir um falcão. O resultado, um jovem falcão. Alguns meses depois daquele dia, a declaração de guerra foi feita.
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