Oreland: O Coração do Mundo
12 Capítulo 12: O Dragão Vermelho
Havia se passado dez meses desde que foram deixados em Oreland, era ano novo. As suspeitas que tinham sobre a Ordem do Dragão ter comprado o carrasco da ilha tinham sido confirmadas e agora cada uma das alianças já tinham, praticamente, um exército. Haviam cerca de 3.000 mercenários na Fênix Militar, entre eles trezentos ferreiros, 2.500 guerreiros, cem mineradores e cem construtores.
Mikel havia se tornado general e os mercenários foram divididos entre os "camaradas" que ainda tinham territórios. Edward e seus companheiros também tinham um exército poderoso. Kazilia, que tinha conquistado o terra de Jaak Vu, continha a parte mais forte do exército depois de Edward. Diziam que era a membro mais poderosa da Ordem.
Por motivos estratégicos, foi decidido que atacariam Jonh, que havia capturado o território de Rezil. Na manhã de ano novo foi declarada a guerra e os integrantes da Fênix Militar deixaram bem claro onde atacariam. Todos se preparavam para a batalha, menos Algustin. Além de ser um ponto estratégico forte, havia também um arsenal bem grande no forte que Jonh tinha construído. O objetivo principal era destruir-lo.
Os soldados estavam um pouco amedrontados, afinal nunca tinham batalhado em guerras, serviam mais para guarda-costas e assassinos de aluguel. Por esse motivo, Pacjorn disse a Mikel dar um discurso de incentivo aos soldados. Mikel concordou, mesmo porque já tinha sido um oficial antes:
– Camaradas! — Começou — Vejo em seus olhos que temem o inimigo! Mas lembrem-se que eles nos temem também! São homens, como vocês, como eu e nossos líderes! O ser humano tem medo da batalha! Mas eu peço a vocês que se levantem! Peguem suas armas e lutem, não por mim, mas por vocês e por nossa liberdade! Gritos de guerra não cessarão enquanto um homem estiver no campo de batalha! Nenhum homem vai parar de lutar enquanto estiver no campo de batalha! Somos a fênix, a Fênix Militar! Quando a poeira baixar, quando o sol nascer, quando os homens estiverem mortos e quando as cinzas esfriarem, renasceremos das cinzas como vitoriosos! Porque somos a fênix!
Ao ouvir o discurso de Mikel, os soldados se levantaram, bateram em seus escudos, gritaram e urravam o nome da ave do fogo. Pacjorn e Rezil guiaram seus homens para um posto avançado perto da base inimiga. Lá, encontrariam a morte ou a vitória. Esperaram amanhecer, enquanto a bandeira do dragão vermelho da Ordem balançava ao vento. Pacjorn a olhava enquanto pensava na melhor forma de adentrar o forte. Os muros eram muito altos para as escadas, mas havia falhas nas paredes que poderiam ser quebradas facilmente por picaretas. Naquela tarde, ninguém pensou em outra coisa a não ser no ataque que fariam a noite.
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