Ordem dos Cavaleiros - Parte 2
8 Arco Arcádias - Procura-se Gabriel Constantini
Notas iniciais
O cavaleiro de prata continuava andando, calmamente, em direção a base inimiga, no entanto, o ultimo dos andadores continuava a observar seus passos, tendo-o em sua mira, sem qualquer obstáculo para que o tiro fosse realizado.
— Parece que ele é cego, não conseguiu perceber que ele não derrubou o ultimo? Deve ter enlouquecido – disse um oficial.
— Espere, ele está planejando algo – disse Lucci.
— O que está pensando general? Ele não vai conseguir fazer nada nessa distância, ele está no meio do campo de batalha – retrucou outro oficial.
— CALEM-SE! Eu quero ver! – gritou o general.
O Jaeger pressentiu um deslumbre do plano de Gabriel, no entanto, ele não conseguia imaginar o motivo da aproximação do cavaleiro, que continuava andando em direção a ele. A expressão séria demonstrada por Lucci acabou afetando seus subordinados, fazendo com que uma oficial perdesse a calma e ordenasse ao andador que atirasse no cavaleiro.
— ACABE LOGO COM ELE! – gritou a oficial, que mesmo tendo violado as ordens de Lucci, não foi punida, pois ele decidiu observar a reação do seu inimigo.
— Parece que está na hora – disse Gabriel, que parou repentinamente de caminhar sob o campo de batalha e levantou seu braço esquerdo para o céu.
O andador que não havia sido derrubado mudou seu alvo e atirou na base de comando de Arcádias. O tiro causou uma imensa surpresa em todo campo, diminuindo a moral dos soldados arcadianos, mesmo que o tiro não tivesse acertado seu general, foi o bastante para causar um imenso dano no acampamento.
— Wanda, atira de novo, por favor – disse Gabriel, fazendo sua subordinada atirar vários tiros simultâneos.
— Desgraçado! ESSE ERA SEU PLANO! Parece que você mandou alguns soldados pularam junto com você nessa neblina, parece que conseguiu esconder a presença deles graças ao Ampark, um metal que consegue anular CEE por alguns segundos, parece que foi uma boa decisão — disse Lucci, saindo dos escombros causados pelos tiros.
— Você não morre? Parece que terei que acabar com isso pessoalmente – disse Gabriel.
— Vou mostrar ao mestre Kirin que você é apenas mais um imprestável! – pensou o Jaeger, que decidiu adentrar-se no campo de batalha.
A batalha retornou no campo de batalha, mas as ações de Gabriel retomaram a moral de seus soldados, que continuaram a guerrear contra os inimigos, demonstrando bravura e coragem para derrota-los. O exercito republicano possuia ampla vantagem, graças ao andador que mesmo preso, continuava a atirar nos grupos amontoados de soldados de Arcádias. Enquanto isso, Gabriel e Lucci se enfrentavam dentro do campo de batalha.
— Uma foice? Deveria ter trago algo maior – disse Lucci, defendendo os ataques do cavaleiro, enquanto derrubava os soldados que aproximavam-se dele.
— Sua espada também não é lá essas coisas – retrucou Gabriel, tentando provoca-lo e cortando alguns soldados inimigos.
Os cavaleiros continuavam um embate usando suas armas, no entanto, o embate entre eles estava equilibrado. Devido à experiência em combate de Lucci, ele conseguia defender e deduzir os planos elaborados instantaneamente de Gabriel, que demonstrava uma imensa habilidade para elaboração de ataques rápidos, conseguindo bater de frente com o inimigo.
— Você é bom, conseguiu deduzir quase todos os meus passos – disse Lucci.
— Acho melhor trocarmos elogios outra hora! – retrucou Gabriel, enquanto atacava novamente com sua foice.
— Tem razão, mas acho melhor resolvermos isso em outro lugar – disse Lucci, defendendo o ataque de Gabriel e arremessando um pequeno pedaço de vidro contra o aprendiz de Yoda.
— Mas o que? – Gabriel foi teletransportado instantaneamente para dentro do espelho.
— TRANSPORTAR! – gritou o Jaeger.
O cavaleiro havia desaparecido completamente do campo de batalha, sendo levado para dentro de uma das casas da capital através do espelho de um dos quartos.
— Que lugar é esse? Uma casa? – questionou Gabriel.
— Aqui não teremos incômodos – disse o Jaeger, que surgiu passando pelo espelho.
— Que espécie de habilidade é essa? – perguntou Gabriel, recordando-se do tornado convocado pelo Jaeger no campo de batalha.
— Você acha mesmo que eu vou explicar? Acho que a situação não mudará muito... Principalmente para você! – disse o Jaeger, arremessando o cavaleiro para fora da casa com um chute.
— Vai ter que fazer melhor do que isso – Gabriel usou o vento para amortecer sua queda.
— Seu elemento também é o vento? Parece que terei mesmo algum tipo de diversão – disse Lucci, saindo da casa pelo buraco aberto pelo corpo do aprendiz de Yoda.
— Vejo que você é observador – provocou Gabriel, preparando sua foice para o embate.
— Interessante! – disse Lucci.
A luta recomeçou com vários ataques do Jaeger, no entanto, Gabriel continuava defendendo as investidas de Lucci. O confronto continuava equilibrado, porem, Lucci começou a invocar algumas rajadas de vento, arremessando o aprendiz de Yoda para os céus.
— TE PEGUEI! – disse o Jaeger, criando um imenso tornado na palma de sua mão e arremessando contra o cavaleiro.
— Acho que está sendo precipitado – disse Gabriel, enquanto continuava a cair.
O cavaleiro estava caindo em grande velocidade, no entanto, mesmo em meio à queda, Gabriel conseguiu perceber o “olho do furacão” do ataque de Lucci, encontrando o corpo do Jaeger no final do tornado.
— Parece que não tenho mais como esconder – Gabriel criou uma pistola de raios amarelos e atirou uma bala no ombro do inimigo.
— AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! – o Jaeger desabou ao chão, seu ombro havia sido perfurado por uma bala elétrica, que atravessou sua armadura e anulou a continuidade do tornado.
— Parece que deu certo, pelo menos não terei que me preocupar com seu ombro esquerdo – disse Gabriel, usando o vento para aterrissar sob o chão.
— QUEM É VOCÊ? – perguntou o Jaeger, enquanto levantava-se para a batalha.
— Você acha que eu vou explicar? – questionou Gabriel.
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