Ordem dos Cavaleiros - Parte 2
9 Arco Arcádias - A queda da barricada
Notas iniciais
O embate entre Gabriel e Lucci estava ocorrendo dentro da cidade, devido a isso, Anne e Connor tomaram o controle de seus respectivos exércitos, levando-os a continuar a batalha, no entanto, devido às táticas da oficial fizeram com que, mesmo em desvantagem moral, o lado esquerdo de Ember conseguisse resistir à investida republicana.
O lado direito republicano decidiu cessar os ataques e focou-se em defender sua posição, deixando a capital sob os cuidados do exercito do lado direito e do central. A decisão de permanecer na defensiva veio de Connor, no entanto, ele percebeu que, mesmo não atacando, precisava encontrar Gabriel, que havia desaparecido junto com grande parte da moral do exercito.
Devido às circunstâncias, Connor decidiu informar o exercito central do desaparecimento do tenente, deixando a missão de encontrá-lo nas mãos do general Fisk.
— Gabriel Constantini... Admito que nunca o vi antes, provavelmente porque não tivemos mais missões com o batalhão do Gui-gon depois de Frug. Poderia descrevê-lo pra mim? – perguntou Fisk para Catapk, que estava conversando com o general via holograma.
— Possui 1,64 de altura, temperamento difícil, reclama de tudo o que é possível, mora de favor na casa do Tiago entre outros defeitos – disse Catapk.
— Entendo... Poderia descrevê-lo fisicamente? – questionou Fisk novamente.
— Cabelos escuros, porte físico mediano, cavaleiro de classe prata, armadura Megalodon e possui guelras no pescoço devido ao fato de ser Atlantis – respondeu Catapk.
— Dessa vez foi melhor, obrigado, soldado, reporte ao Connor que enviarei minha tenente, que possui uma habilidade excepcional de rastreamento, no entanto, ela precisa estar próximo à capital para isso – explicou Fisk.
— Sem problemas! Recebi informações de que o exercito do lado esquerdo massacrou seu inimigo e está a caminho da capital – disse Catapk.
— Eles já passaram? Isso realmente é inesperado, porque usando a lógica o exercito do lado esquerdo deveria ficar na defensiva devido à falta de soldados, parece que o exercito daquele cego também segue essa filosofia de fazer o “inesperado”. Vou contatá-lo e encaminhar minha subordinada a seu grupo, obrigado pelas informações, soldado, descansar! – disse Fisk.
— Sim, senhor! – disse Catapk, desligando a chamada.
Enquanto Fisk enviava sua tenente para encontrar o exercito do lado esquerdo, Jin Castle seguia liderando as tropas de Nagato, conseguindo manter consistência e eficiência em seus ataques, principalmente pelo fato da atenção do inimigo estar focada no exercito central. Nesse atual cenário, usando os subordinados de Fisk como isca, o batalhão liderado pela tenente Castle conseguiu chegar ao primeiro muro, protegido pela barricada da catedral, no entanto, devido a falta de soldados e suprimentos, eles decidiram adentrar em mais montagens próximas aos muros.
— O que o general está fazendo? Ele solicitou alguns homens e desde então não deu nenhuma resposta – reclamou Kyoukai, afiando sua espada.
— Creio que isso se deve a falta de sinal dessas montanhas, ele provavelmente já tentou contato – disse Jin.
— Se você diz – brincou a sacerdotisa.
— Enfim, o tempo está passando, a primavera finalmente começou e temos pouco menos de três horas para invadir a capital, se conseguíssemos destruir esse escudo... – disse Jin, demonstrando um pouco de raiva pela imponência do escudo da capital.
— Essa questão foi deixada com Tiago Dragone, ele irá quebrar esse escudo, e os rebeldes destruíram o Shaald para que nunca mais precisemos ver essa barricada novamente – disse a sacerdotisa, tentando consolar a tenente.
— Você realmente é mais empática do que parece – disse Jin.
— Mas o quê? Cale-se! Só não quero que fiquemos desesperados devido ao escudo, nada demais! – retrucou a sacerdotisa.
— Se você diz – brincou a tenente.
— Você... Enfim, recebemos um pombo relâmpago há pouco informando que teremos uma “ajudante” nova, ela é tenente do exercito central – disse Kyoukai.
— Mary Rockbell, ela entrou recentemente no exercito do Fisk, tentando suprir o lugar deixado pela antiga tenente, pelo que ouvi, ela prefere ser chamada de White, mas nunca a vi pessoalmente – explicou Jin.
— Entendo... O que será que eles querem? – questionou Kyoukai.
— Parece que vamos saber logo – disse Jin, que devido ao seu excelente olfato, percebeu a presença de alguém chegando ao local.
O exercito do lado esquerdo estava recebendo uma visita, no entanto, mesmo com o possível auxilio de White, a barricada inquebrável de Ember continuava a demonstrar sua soberania, dando moral aos soldados de Arcádias e temor para os republicanos. As horas continuavam a passar, mesmo a primavera tendo acabado de começar, a possiblidade de lutar em um verão desértico já estava causando dores de cabeça no general Yoda, no entanto, nesses mesmos segundos, o plano dos cavaleiros de prata finalmente teve inicio.
— Finalmente poderei ver a queda desse escudo, pelo menos por algumas horas, espero que esses rebeldes inúteis consigam destruir o Shaald antes que ele consiga criar barricadas de novo... Bom, vamos logo com isso, ainda tenho que tirar aquele cara da cela – disse Levi Fosster, apertando o botão para ativar o DB-55.
Nesse exato momento, Riruzen adentrou na cidade junto aos rebeldes pela entrada secreta, derrotando os soldados de Ember que estavam próximos ao local.
— Eles eram muitos, creio que devo agradecer a você, cavaleiro picolé – disse Hilda.
— Não quero seus agradecimentos, mas preciso que vista isso – disse Riruzen.
— Roupas do exercito de Arcádias? Parece um bom plano de infiltração – disse Adrian.
— Vistam logo, não podemos correr o risco de sermos pegos aqui – disse Riruzen.
— Até você vai vestir isso? Acho que preto não combina com você, principalmente com essa mascara que você nunca tira – retrucou Hilda, arremessando sua mascara nas mãos de Riruzen para colocar um boné de oficial.
— Não preciso responder – disse Riruzen, entregando a mascara da rebelde para Adrian.
— Você realmente não é muito simpático, não vai mesmo vestir isso? Como vai entrar? – questionou Adrian, que havia terminado de vestir o uniforme inimigo, guardando a mascara de Hilda em seu moletom.
— Posso esconder minha presença, pensei que você também conseguisse – disse Riruzen.
— Melhor prevenir do que remediar – respondeu Adrian.
— Enfim, estamos prontos, pega aí – disse Hilda, ajeitando o boné.
— Faça com que seus rebeldes escondam bem esse buraco por onde entramos e sigam para o segundo muro. Preciso que plantem esses explosivos dentro do muro, vou cuidar do Shaald– disse Riruzen,
— Creio que o principal problema é a rede de comunicação inimiga, não podemos ser pegos em momento algum, eles provavelmente vão chamar os Jaegers no menor descuido da nossa parte – deduziu Hilda, guardando sua mascara no uniforme.
— Provavelmente já tem algum Jaeger protegendo o muro, mas não se preocupe com a rede de comunicação, vou desabilitá-la no momento em que eu destruir o Shaald– explicou Riruzen.
— Sério? Por que não fez isso antes? – questionou Adrian.
— Eu já fiz, bloqueie todas as transmissões externas da capital, por isso nenhum exercito veio ajudá-los, mas alguém me pediu para aguardar a queda do escudo para derrubar o sistema interno também – respondeu Riruzen.
— Alguém te disse isso? Quem foi o cego que te disse uma coisa dessas? – questionou Adrian.
— Acho que você já respondeu sua pergunta – disse o caçador de recompensas.
— O que quer dizer? – perguntou Adrian.
— Nada demais! Concentre-se naquilo! – disse Riruzen, referindo-se à barricada que estava sendo desmanchada junto da moral do exercito central inimigo.
— JÁ?! – questionou Hilda.
— Vão logo, teremos apenas três horas de primavera, não resistiremos ao clima desértico do verão! – disse Riruzen, ativando seu bloqueador de comunicações ordenando os rebeldes, que começaram a seguir para o segundo muro.
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