Opostos Perfeitos

37 Capítulo 36


Notas iniciais
Olá gente bonita :D Vim frustrar mais algumas pessoas novamente com mais um capítulo SAHDSUIDHS Mas deixa eu dizer que, apesar da louca vontade que vocês devem sentir de matar o Enzo as vezes, talvez, não sei, tentarei consertar isso no futuro UISAHDIADHSAA então, calma u.u Não matem ele antes da hora. A Bianca podem matar, eu deixo... O Caio vocês decidem, por enquanto... MUAHHAHAHAHAHAHAHA kkkkkk Boa leitura e divirtam-se!

Capítulo 36

Narrado por Enzo:

Antes de ir para a casa da Bianca na quinta-feira a noite, passei na casa do Gui, pedi o carro dele emprestado e fui até o apartamento da Rafa, não queria ir com o meu porque o Caio reconheceria. Parei do outro lado da rua, o carro do Caio já estava lá. Logo vi o Caio e a Rafa saindo do prédio de braços dados, eles estavam rindo. Percebi que a Rafa reparou no carro mas acho que ela não conseguia me ver, arranquei e fui embora. Peguei meu carro no Guilherme e fui para a casa da Bianca.

Cheguei lá e ela veio atender a porta.

— Oi amor!

— Oi, Bianca.

— Vem, vamos subir! — ela me puxou pelo braço e subimos para seu quarto. — Papai não está em casa.

— Bianca eu não...

— Quero te mostrar o que comprei hoje!

Ela parecia muito feliz, eu não entendi porque até chegar ao quarto, em cima de sua cama ela tinha uma sacola.

— Olhe! Comprei para nosso filho!

Fiquei parado na porta sem reação, depois com as mãos nos bolsos fui até ela. Bianca nunca tinha feito um gesto daqueles e eu não sabia o que dizer, ela sentou ao lado da sacola e tirou um macacão de dentro, extremamente pequeno.

— Vem, senta aqui, Enzo!

— Você já está comprando coisas? Mas nem aparece a barriga ainda, Bianca. — falei sorrindo enquanto pegava o macacão, era de cor neutra, serviria tanto para menino como para menina.

— Eu sei, mas achei tão bonito, não resisti! — ela sorriu e me abraçou enquanto eu segurava a roupinha.

— São lindas. — falei sorrindo vendo as outras que ela havia comprado, há muito tempo eu não sorria perto da Bianca.

Ficamos um tempo olhando as roupinhas e imaginando como ele ou ela seria, depois descemos para jantar e mais tarde sentamos no sofá da sala, Bianca deitou a cabeça no meu colo e ficamos assistindo TV.

— Nós vamos ser felizes, você vai ver. — ela disse e pegou minha mão colocando a em cima de sua barriga. — Você me ama e vai amar nosso filho também.

Sim Bianca, eu vou amar nosso filho, mas não, eu não amo você.

Quando já eram dez horas eu resolvi ir embora, gostei de ficar com ela aquela noite, de pensar que teria um filho e ver roupinhas, mas não sentia vontade de ficar com ela, queria estar com a Rafa, mas ela estava com aquele...

— Você já vai? Não quer dormir aqui? Comigo e com seu filho... — ela sorriu.

— Eu tenho que ir, Bianca... A gente se vê outro dia...

— tudo bem então. — ela falou e me abraçou começando um beijo em seguida.

— Tchau. — falei saindo.

— Tchau, papai. — ela falou com uma voz macia acariciando sua barriga.

Peguei o carro e fui para casa, subi para o meu quarto e deitei na cama. Na sexta-feira acordei e fui para a academia, Rafa estaria lá, havíamos combinado. Cheguei e fui para o ringue, Gui não iria naquela manhã, eu havia falado com ele.

Logo Rafa apareceu bocejando.

— Oi. — ela disse subindo no ringue.

— Oi. — levantei e fui até ela, ficamos em pé um na frente do outro.

— Você estava me vigiando ontem? — Rafa perguntou sem estar braba, mas esperando uma resposta verdadeira.

— Eu... queria ver você. — confessei.

— E como foi sua noite ontem? — ela perguntou com um meio sorriso.

— Foi chata. — falei abraçando ela pela cintura. — e a sua?

— Foi legal. — ela falou sorrindo e eu senti uma leve pontada no peito.

— Vocês... — falei sem olhá-la, sem jeito de terminar a pergunta.

— Não, Enzo, nós não fizemos nada de mais. O máximo que Caio fez foi me abraçar, está bem?

— Ele te abraçou? — perguntei levantando uma sobrancelha.

— Sim, que mal há?

— Só eu posso te abraçar. — falei no ouvido dela carinhoso, não brigaria por causa daquilo.

— Era só o que me faltava. — Rafa exclamou com as mãos na cintura, mas ela sabia que eu estava brincando.

— Isso mesmo.

— Vai sonhando, Machiello. — ela mostrou a língua.

— Quem mostra a língua pede beijo, sabia? — falei olhando nos olhos dela.

— E o que você tá esperando?

Ela sorriu e eu a puxei para mais perto juntando nossas bocas em um beijo quente e calmo. Segurei firme o corpo dela e passei uma perna por trás das suas duas derrubando-a devagarinho na lona do ringue, deitei-a no chão e coloquei um joelho em cada lado de sua cintura segurando suas mãos acima da cabeça e começando um beijo mais intenso.

— Eu poderia ficar assim o dia inteiro. — falei encarando ela.

— Jura? Eu preferiria que você ficasse fazendo outra coisa comigo o dia inteiro. — ela falou baixinho me provocando.

— Ah, é? — perguntei mordendo o lábio dela.

— Com certeza. — ela desafiou.

— Então eu vou começar agora. — falei soltando as mãos dela e deslizando as minhas por seu corpo, baixei uma alça de sua blusa e ela arregalou os olhos.

— Enzo! Seu maluco! Aqui não, pode entrar alguém. — falou tentando sair de baixo de mim.

— Você que pediu. — sussurrei no ouvido dela.

Rafa aproveitou que eu estava com a guarda baixa e me empurrou para o lado ficando por cima de mim.

— Só depois que eu te fazer beijar a lona, bonitão. — ela disse e piscou me dando um selinho e se levantando em seguida.

— Tudo bem, só acho que quem vai beijar a lona é você, quero muito umas fotos suas para espalhar pelo meu quarto.

— Eu já ganhei de você uma vez... — ela falou começando a colocar as luvas.

— Oh, Rafa, querida... não seja ingênua. Eu deixei você ganhar. — respondi piscando e me achando.

— Você fala e se acha de mais, Machiello, eu ganhei por mérito meu e você sabe disso. — ela deu de ombros batendo as luvas uma na outra já em suas mãos.

— Eu sei que te deixei ganhar... — dei de ombros também e vi que ela já estava começando a querer me dar uns tapas na cara. — Vem tentar a sorte com o gostoso aqui. — falei piscando sabendo que ela ia odiar aquilo.

— Você realmente se acha demais! — ela falou virando os olhos.

Começamos a dar pequenos pulos trocando as pernas, ela realmente tinha um certo jeito, se fizesse umas aulas poderia mesmo derrubar um homem sozinha.

— Vem. — falei desafiando ela e mostrando meu queixo, gostava de deixar a rafa irritada, ela fazia cada careta, queria ter a máquina em mãos naquele momento já para tirar fotos daquele rosto e tê-lo sempre comigo quando ela não estivesse mais aqui.

— Enzo, eu vou acabar com você e esse seu ego! — ela falou e tentou me dar um soco, eu desviei.

— Se você conseguir. — falei aproveitando para segurar os dois braços dela contra seu próprio corpo e roubar um selinho.

— AH! Seu... seu... — ela tentou protestar mas acabou rindo.

— você tenta bater como uma mulherzinha sabia? — provoquei ela rindo.

— Jura? Não sabia que eu tinha um pinto no meio das pernas. — ela falou irônica tentando me bater outra vez.

— Eu acho que você quer perder para que eu possa tirar fotos de você essa semana toda, do jeito que eu quiser... — falei inclinando um pouco o rosto e sorrindo.

— Não mesmo, você vai me dar alguma coisa sua para eu levar e... vai me pagar uma pizza. — ela afirmou.

— Ei, você está aumentando seu prêmio...

— Claro. — ela riu. — tenho direito por ser mulher.

— Como é? O que isso tem a ver? — perguntei rindo da desculpa idiota que ela havia dado.

— Eu sei que se eu pedir com jeitinho você vai reconsiderar. — ela falou me olhando e mordendo o lábio.

— Isso é jogo baixo... — falei. — fazer essa cara é muito jogo baixo.

— Não é jogo baixo não... eu poderia dizer para você lembrar do que fizemos no meu quarto no final de semana... — ela falou sensual. — Isso seria jogo baixo... — provocou ainda.

E era jogo baixo...

— Rá-rá! Touche! — ela disse apontando a luva para o meu rosto como se tivesse ganho.

Segurei o braço dela e a puxei para mim beijando-a de um jeito quente, prendi seu corpo mais firme contra o meu, eu podia senti-la em mim, meu corpo estava latejando por ela, ali, naquele ringue, naquele momento, mas primeiro eu tinha que ganhá-la.

Com um movimento rápido fiz a Rafa cair no chão.

— Você beijou a lona, Belmontt. — falei no ouvido dela. — Sua alma é minha agora.*

Segurei os braços dela enquanto ela tentava se mexer e comecei a beijar seu pescoço dando leves mordidas, logo Rafa parou de tentar se libertar e se entregou me beijando também.

— Não é justo. — ela fez bico quando paramos de nos beijar.

— Quem jogou sujo foi você! — protestei rindo.

— Bem por isso! Eu deveria ter ganhado. — ela fez cara de inconformada.

— Bom, aposta é aposta e eu vou querer as minhas fotos. — dei de ombros.

Rafa mostrou a língua e depois sorriu.

Deitei ao lado dela na lona como havíamos feito da primeira vez, quando ela tinha ganho.

— Ei, você realizou um dos seus sonhos. — falei lembrando da nossa viagem ao Colorado.

— Não... — ela falou e eu a olhei. — foi muito melhor que nos meus sonhos, Enzo. — ela virou o rosto para mim e sorriu. — Obrigada por Aspen. Foi a melhor coisa que eu já fiz na vida.

— A melhor coisa que eu já fiz na vida foi conhecer você.

Estávamos nos olhando nos olhos, um virado para o outro no centro do ringue.

Notas finais
*Referência ao dito de que fotografias aprisionam a alma das pessoas. Comentem lá gente bonita, fico feliz em responder :D Vou dar um spoilerzinho do que vem por aí para adoçar a semana de vocês #ou não kkk ;p ''[...]Não posso fazer isso, Bianca envenenaria seu filho contra você e contra mim, nossa vida seria uma confusão, e também, quando você senti-lo, ele será a coisa mais importante da sua vida. — Encarei Enzo com uma lágrima escorrendo pelo meu rosto.''