Opostos

1 Candice


Notas iniciais
Olá pessoal, sejam bem vindos a história de Candice Mikaelson e Henry Salvatore. Vou dar uma prévia para vocês ficarem inteirados da história desses dois. Candice é uma jovem que enfrenta problemas a auto estima baixa, mas apesar disso tem uma personalidade forte, filha de Elijah Mikaelson e Hayley, puxou o jeito calmo do pai e a impaciência da mãe, vive sua vida monótona até se envolver com o irreverente Henry, que vive de balada em balada e de cama em cama, ama fazer o que dá na telha escondendo uma alma sensível atrás da pose de bad boy, até cair na armadilha do amor. A história será divida em capítulos onde é narrada vezes pela Candice, vezes por Henry. Agora aproveitem, comentem e curtam essa história de amor e ódio.

Estou em meu quarto acompanhada da encantadora voz de Jared Leto cantando Kill me em acústico e da leitura de Por Lugares Incríveis de Jennifer Niven, amo como a história nos mostra a realidade de que nem tudo é um conto de fadas, que as vezes nós temos sim finais não felizes, não sei porque o trágico me agrada um tanto. Minha vibe reflexiva é interrompida pelo celular tocando, pego e vejo que é Hope, minha meia irmã que hoje está voltando de New Orleans, onde passou as férias na casa do seu pai e meu tio, sim a história dessa família e meio confusa, por isso nem vou perder meu tempo tentando explicar para vocês essa confusão que é minha família.

—Oi Hope.-Digo depois de uns três toques.

—Oi amor da minha vida todinha. Onde você esta? acabei de chegar em Mystic Falls.

—Estou em casa. Você já esta vindo para cá ou quer que eu peça para meu pai te buscar?

—Então gatinha. É por isso que estou te ligando.

—Como assim? O que você está aprontando?

—Me ligaram dizendo que está tendo uma festa.

—E você esta indo para ela.-Completo, pois conheço minha irmã.-Você não esta cansada da viagem?

—Nunca estou cansada para uma festa.-Fala rindo.

—Ok, te cubro. Mas vê se não demora, logo eles vão começar a perguntar de você.

—Ah não amore mio.-Diz e tenho até medo do que esta planejando agora.-Quero você aqui comigo.

—Eu? Numa festa? Cheia de adolescentes inconsequentes se embebedando e se esfregando como cães no cio? Não, obrigada, estou bem aqui na minha cama.

—Ah para de ser chata. Vem para cá ficar comigo, senti tanto a sua falta durante esse ultimo mês.-Suplica fazendo chantagem emocional.

—Você sabe que eu não curto essas coisas Hope.

—Mas essa festa vai ser legal, você vai ver.

—Vai ter bebida?

—Vai.

—Vai ter gente da escola?

—Vai.

—Tenho certeza que não vai ser legal.

—Candy, vem. Me faz companhia, só hoje. Se não gostar prometo que nunca mais te chamo.

—Você disse isso da ultima vez.-Refiro-me a ultima festa em que fomos e tive que trazer ela arrastada porque tinha bebido além da conta, então não aproveitei nada da festa.

—Prometo que não vou fazer a mesma coisa.

—Você não deveria prometer o que não pode cumprir.

—Está bom. Agora levanta a bunda dessa cama e fica bem gata. Se não aparecer em meia hora aqui vou ai te buscar pelos cabelos.-Tenta falar sério, mas consigo sentir o entusiasmo em sua voz.

E esse é um do vários motivos que sempre cedo as maluquices de Hope, amo como ela é sempre feliz e para cima, gostaria de ver a vida como ela vê, mas não sou capaz, uma vez que eu sei que a vida não é sempre bela e feliz, mas na maioria das vezes é um pé no saco.

—Ok, ok. Já estou indo.

—YUP!-Comemora do outro lado e eu me pego rindo com sua festa.-Vem logo que a festa já começou.

—Está bem, mas onde é essa festa que você não disse até agora?

—Então...-Percebo a hesitação em sua voz.

—Hum... Qual o problema?

—Vai ser na casa do Henry Salvatore.

—O que? Está maluca? Sabe que nossa família inteira odeia os Salvatore e você quer ir na festa deles? Ainda mais dele.-Refiro-me ao lixo ambulante de Henry Salvatore, famosinho da escola que a missão de vida é ser o mais babaca possível.-Eu não vou para essa festa.

—Para com isso Candy, o Henry é até legalzinho.

—Legalzinho? Aquele cafajeste?

—Sabia que muito ódio vira amor?

—Ah pelo amor, né?-Para mim até o pensamento é impossível. Amar aquele cara? não, não tem como mesmo.

Entre mim e ele sempre houve essa certa rixa, acredito que desde a escolinha, quando naquela época já era um metido de topete empinado.

—Uma vez li em algum lugar que entre o amor e ódio existe uma linha tênue que divide esses dois grandes sentimentos, é por isso que alguém pode amar e odiar tão intensamente, que um pode passar a ser outro de uma hora para outra.

—Está bem, está bem. Estou indo.-Pronuncio exasperada para que ela pare com essa baboseira.

—Ótimo, até daqui a pouco.

Sendo assim finaliza a ligação. Eu por sua vez me arrasto da cama para o closet a procura de uma roupa mais bonitinha. Em cerca de vinte minutos estou pronta e doida para voltar para minha cama.

Desço as escadas e acredito que meus pais estão no quarto porque não os encontrei em parte nenhuma, então vou para a porta e encontro meu irmão Charlie no sofá se esfregando com uma loira que eu lembro de ter visto alguma vez nos corredores da escola.

—Onde você vai?-Pergunta no momento que toco na maçaneta.

—Não que seja da sua conta, mas encontrar com a Hope.

—Arrumada desse jeito?-Levanta uma sobrancelha e cruza os braços se amostrando para a loira ao seu lado. Reviro os olhos.

—Meu filho, agora tenho que andar desarrumada só porque você quer ou eu tenho a livre escolha de sair até nua se eu quiser?

—A total liberdade irmãzinha. Vivemos num país livre

—Então tchau.-Saio antes que ele diga qualquer coisa.

Em poucos minutos estou em frente a mansão Salvatore com a música alta e a gritaria de jovens se "divertindo". Ao entrar quase caio por causa de dois idiotas que correm pela casa, rodo um pouco pela casa e nada de Hope, apenas adolescentes se esfregando com se dependessem disso para viver. Resolvo ligar para minha irmã que atende na segunda tentativa.

—Onde você está?-Grito porque o som é muito alto.

—Você já chegou?-Diz meio ofegante. O que anda fazendo? Penso comigo mesma.

—Sim, faz um tempo já.

—Aí desculpa, estou indo.-Fala e desliga.

Enquanto espero pego um pouco da bebida que está num garrafão, deve ser guaraná, no momento em que bebo vai tudo para fora.

—Eca! Cerveja.

—Vai com calma gatinha.-Um cara até que bonito diz ao passar por mim. Reviro os olhos e vou atrás de outra coisa para beber. Algum tempo depois ela volta arrumando seu cabelo e meio esbaforida.

—Desculpa a demora, estava meio ocupada.-Sorri cheia de si e beija minha bochecha.

—Deu para perceber. Limpa o batom que está todo borrado.-Falo de propósito fazendo ela ficar sem jeito e pegar o celular para limpar.

De repente sai da mesma direção que ela veio Henry, passando o dedo no canto da boca tirando o resto de batom vermelho, o mesmo que por acaso esta na boca da Hope.

—Você está zoando, né? Ele Hope? Que nojo.

—Ele é gatinho.-Tenta se defender, mas isso me deixa irritada.

—Entendi porque queria tanto vir nessa merda de festa. Vou embora.

—Não Candy, fica.-Suplica e nesse instante Henry se aproxima de nós duas.

—Visitando a toca do inimigo Mikaelson?-Debocha pegando um bebida ficando próximo demais.-Não tem medo de te envenenar?-Sorri de lado, me provocando.

—Vá para o inferno Salvatore e não se preocupe já estou indo embora. O ar daqui está me sufocando, deve ser pelo cheiro de enxofre que sai de você.

—Não precisa pisar desse jeito não gatinha. Sei que você me ama e também ama como sou cheiroso.-Sou obrigada a rir do quanto é egocêntrico.-Não ria, sua irmã pode dizer o quanto sou bom.-Pisca para mim e vai para onde uns amigos estão.

—Idiota.-Cuspo irritada.-Como pode ser podre desse jeito?

—Porque não se assumem logo?

—Rá! Não ficaria com esse cara nem que fosse o ultimo homem da terra.

Nesse momento vejo Henry passar por nós duas como um foguete e sobe as escadas. Devo ter ferido o orgulho da princesa.

—Melhor a gente ir embora.-Hope diz e eu a encaro sem entender.

—Você não queria ficar?

—Mas é melhor a gente ir.-Fala apontando para nossa frente e vejo Aaron entrando na casa. Ele é o ex/atual da Hope, vivem nesse vai e volta sem fim, nunca sei se estão juntos ou não.

—Entendi. Está fugindo dele.

—Não estou fugindo de ninguém, só preciso de um tempo para respirar. Ele é muito grudento.

—Isso não quer dizer que ele te ama?-Aaron é o único dos namorados de Hope que me parece ser legal, não fica brincando com ela, como a maioria fez.-Ele é melhor que o Henry pelo menos. Acho que deveria parar de brincar com ele e decidir o que quer da vida.

—Eu vou, só não quero hoje.

—Para quê adiar? Aaron!-Chamo e sorrio para Hope que me fuzila com os olhos.-Aproveita que vou no banheiro.-Digo quando ele vem vindo, vejo seus olhos brilharem quando encontra Hope.

—Você não pode me deixar sozinha com ele.-Choraminga.

—Até daqui a pouco.-Saio de perto dos dois antes que ela possa me parar e subo as escadas a procura de um banheiro.

Depois de entrar numas cinco portas estou impaciente por não achar nenhum banheiro. Quantos quartos mais tem nesse lugar?

—Não é possível que não tenha um banheiro nesse lugar.-Resmungo, estou ficando apertada.

—A festa é lá embaixo.-Tomo um susto ao ouvir uma voz grave atrás de mim, me viro e vejo que é Henry.

—Eu sei, só estou atrás de um banheiro.-Retruco.

—Pode usar o meu.-Fala depois de alguns segundos me encarando.

Então abre umas das varias porta do corredor e eu entro em seu quarto, até que é legal aqui, tem vários posteres numa das paredes e as paredes são brancas contrastando com a cama e móveis pretos, num canto do quarto existe um violão e guitarra, não sabia que essa coisa tocava, vejo então na cama um livro jogado, é O Morro dos Ventos Uivantes de Emily Brontë, isso me surpreende porque nem sabia que ele tinha bom gosto para livros, muito menos que sabia ler.

—É naquela porta.-Aponta e eu assinto seguindo o caminho que me instrui, faço o que tenho que fazer e enquanto isso percebo uma cueca preta jogada no chão, logo minha mente me leva a imaginar a cueca com Henry dentro, mas eu mando esse pensamento para longe.-Achei que não fosse mais sair daí.-Diz quando saio do banheiro, estava parado em frente a porta e quase me matou de susto quando saí.

—Mas saí e já estou indo. Obrigada.-Uso um pouco da educação que meus pais me deram.

—Não há de quê.-Sorri de lado, odeio quando sorri assim e como seus olhos azuis ficam cheio de graça.-Pode usar meu banheiro sempre que quiser.

—Não, obrigada, aqui eu não volto nunca mais.

—Para quê essa agressividade toda gatinha? Sei que queria conhecer meu quarto assim como muitas querem.

—Realmente muitas devem querer mesmo, mas eu não sou uma delas.-Reviro os olhos e tomo o rumo da porta sem querer ouvir mais asneiras desse cara.-Idiota.

Notas finais
E ai? Estão gostando da história? Espero mesmo que sim. No próximo capítulo terão a continuação dessa história, dessa vez pelo olhar do nosso querido Henry.