Naquela tarde as meninas contavam com a incomum presença de um rapaz em sua reunião, na verdade dois, estavam aproveitando para paparicar o loirinho que estava estranhamente quietinho, Yamato estava perdido em seus pensamentos, e Takeru mesmo que seu tamanho dissesse ao contrário o caçula entendeu cada ofensa, cada palavra, cada acusação, passando das mais leves a pior de todas, essa martelava na cabeça de Takeru.

— “ Minha mãe não faria isso comigo, ela não teria um filho com cada homem e manteria essa mentira, por outro lado eu nem me lembrava mais que o Ray aparecia em todas as festas, aniversário, ação de graças, aniversário da minha mãe e até me levava para passeios, eu não quero ter vivido doze anos chamando o homem errado de pai, não isso é completamente sem lógica, minha mãe e Ray não se viam na época que eu nasci. Quero acreditar nisso, mas como ninguém nunca nos contou o motivo do divórcio minha mente agora ta um caos, será que ele já suspeitava antes e por isso fez essa divisão entre mim e o onissan".

A dúvida atormentava o guardião da esperança que estava quieto no colo de Hikari.

Yamato contava para as meninas sobre a confusão.

— Será que ele entendeu a briga? O Takeru ta estranho, quietinho. Miyako observa.

— Aqui o mama dele chegou. Hikari colocou a fralda de pano como um babador, mas o loiro forçava a boca pra ficar fechada, Miyako passa o bico repetidas vezes na boca do amigo e ele recusava.

— Tá sem fome, mamou faz pouco tempo? Pergunta Miyako.

— Faz umas horas! Conta Yamato.

— Já que nossa reunião foi remarcada, podemos levar o Takeru-Kun pra casa do Daisuke, tenho certeza que será uma boa distração. Sugere Hikari.

— Miyako eu só falei de mim e do meu irmão.. Eu vi os boatos que saíram.

— Nossa isso me lembra que preciso de uma ajudinha de vocês meninas! Convidou a violacea.

— Ajudinha? Pra que Miyako-Chan? Pergunta Hikari.

— A bruxa lá do prédio do Ken, acredita que ela me olha torto? Além disso ela conta até o que não sabe para os outros, foi lá na casa do Ken pra colher fuxico, levou presentinho para ficar lá na sala querendo ver o Ken. Relata a violacea.

— E o que você fez? Pergunta Mimi.

— Dei um chá de cadeira nela, não saí do quarto com o Ken. Essa maluca invejosa merece tomar um pouco do próprio veneno e eu preciso de vocês. Pede Miyako, Hikari e Mimi se entreolham e sorriem.

— Bom, então vamos a Hikari tem que estar lá as quatro, porque não leva o more, assim reunimos os três? Pergunta Mimi.

— O Ken tá passeando com a família. Conta Miyako mostrando a foto de Ken no carro.

— Que fofura! Mimi gritou.

Enquanto isso no shopping de odaiba

A família Ichijouji passeava no shopping de odaiba e Ken olhava para as pessoas ao redor de dentro do carrinho, parecia que o shopping tinha expandido, mas era questão de ponto de vista, as pessoas pareciam grandes, até crianças pareciam grandes na frente de Ken.

Na loja de roupinhas estava virando uma tortura, tudo com animais enormes e kawaii estampado, o cheirinho de bebê por toda a parte e já não bastasse os amigos fazerem voz infantil as vendedoras também queriam paparicar o cliente, usavam orelhinhas de neko.

Um minuto de distração em uma infinidade de roupinhas foi o necessário, Ken juntou o tédio que estava na loja com a curiosidade, Ken viu uma estranha figura com o rosto que parecia de uma criança, mas seu corpo era bem desenvolvido, curvas que eram ressaltadas pelo longo vestido vermelho, um chapéu pontudo e vermelho com um enorme broche de gato nele.

Ken olhou mais uma vez seus pais estavam distraídos e ele livre do cinto.

— “Aquilo é uma digimon, em situação normal eu chamaria os outros”. Ken não pensa duas vezes e sai do tapete de letrinha engatinhando pela loja, seguindo o rastro da “mulher”. Chegando perto a Digimon se aproxima o pegando no colo.

— Seus desejos foram atendidos digiescolhido, queria recomeçar do jeito certo. A Digimon o soltou no chão.

— “Não foi bem isso que eu tinha em mente, desejo… Então foi essa feiticeira, como nunca a vi no digimundo? Ei você tem que desfazer esse”... Ken piscava várias vezes buscando a Digimon que saltitava em meio às pessoas.

O pequeno tentou segui-la e foi pego no colo por alguém. Uma japonesa que estava com um crachá na camiseta colorida de Maria Chiquinha.

— Então temos um fujão, não pode ficar por ai passeando sozinho… _ Não, meu Kami, sim…

— “ Estou tão confuso quanto você”. Ken é levado para o andar de baixo e colocado no trocador em seguida foi cercado pelas funcionárias.

A funcionária do shopping fez um alarde na creche.

— O filho do menino pródigo.

— “ De novo isso, mas o povo compra fofoca facilmente, eu tenho que voltar pra loja antes de assustar meus pais e o Wormmon com meu sumiço, ei o que isso”? A funcionária tirava o macacão e olhava a fralda.

— Tem alguma surpresa desagradável aqui? Ag e como, vamos nos livrar disso…

— “ Que nojo, não vejo a hora de voltar a usar o banheiro, olha eu preciso sair”. Ken tentava se levantar e acabou sujando os pés na fralda e o passa na camiseta da moça, apontava pra trás ao ser pego no colo.

— Calminha pequeno você já vai se juntar a eles. Que nojo, vou no lavável trocar isso, ao menos não está mais sujo. Prontinho se comporta! Adverte ela o colocando chão coberto por um acolchoado de letrinha e bichinhos, onde um monte de bebês aguardavam seus pais fazerem as compras. Ainda colocaram um monte de brinquedos pelo chão, todos os bebês o encarava.

Os pais de Ken já estavam procurando o filho só encontraram o chapéuzinho, Wormmon não saiu do carrinho pra não ser descoberto pelas pessoas, mas estava preocupado com o parceiro e sentiu a estranha presença de outro Digimon, essa tomava sorvete não muito longe dali.

A turma nesse momento teve a mesma ideia, um tempo depois de buscarem Daisuke em casa pra dar folga pra ruiva que já estava esgotada, quando eles chegaram na porta ouviram um sonoro “ Chega Daisuke”. O ruivo jogava o brinquedo no chão e ameaçava chorar se ela não pegasse, chibimon não ajudava pois achava que era assim que bebê brincava, não se tocava que tudo era armação do ruivo pra irritar Jun.

Já no Shopping

— Pessoal aquele bebê parece o Ken. Observa Chibimon.

As meninas e Yamato olham pra creche e correm até lá.

— Olha só a mamãe chegou, aqui. A moça pega Ken e entrega pra Miyako sendo encarada.

— Mamãe? Af que ódio… Será que não tem nada melhor pra fazer? Pergunta a violacea.

— Nossa os adolescentes mudaram, estão se tornando pais cada vez mais cedo, o namorado já voltou? Pergunta deixando Miyako constrangida e se segurando para não xingá-la, mas o alto controle não durou muito pra sincera.

— Por que ao invés de se preocupar se o meu namorado voltou, não procura o seu. Miyako soltou de uma vez sendo fuziladoa pela mulher.

— E a bocuda sou eu né? Resmunga Mimi Hikari tentava não encarar os amigos e sacudia a bolsa pra manter Tailmon quieta, pois a gata ria.

— Vamos Miya, temos que encontrar os pais dele. Cochicha Yamato.

— Como se meteu aqui eih? Kami seus pais não podiam ter levado você.

Ken tentou se explicar, mas somente Takeru e Daisuke ouviram a explicação.

— “Como é? Um digimon a solto no mundo real”? Perguntou Daisuke.

— “ Sim, creio que seja a digimon misteriosa, responsável por isso”! Ken conta se lembrando das palavras da digimon.

— “ Mas como tem certeza”? Pergunta Takeru.

— “ Ela disse que meus desejos foram atendidos, mas não era nada disso que eu quis dizer com recomeçar”.

— “ Pera desejos, eu nunca pedi isso… Takeru refletia essas palavras, mas lembrou que não parava de pensar em voltar atrás e ter sua pureza de volta.

— “ Takeru, você ta tá bem cara”? Pergunta Daisuke.

— “ Motomiya o que te passava na cabeça quando comeu os bolinhos”? Pergunta Takeru.

— “ Que cheiro bom… Ah que fome, qual é estão mesmo acreditando em um Digimon que realiza desejos”?

—“ Foi o que ela deu a entender, mas vocês dois estavam pensando em que”? Pergunta Ken.

O loiro demorou, mas confessou o incesto para os amigos.

— “ E eu achando que gostasse de outra coisa”. Pentelha Daisuke.

— “ Que outra… Pera você pensou que…

— “ Você gostasse de queimar a rosca, mas você já… Sua prima e quando seu irmão souber”? Daisuke questionou.

— “ Não quero nem pensar nisso, mas se eu pensava em pureza, o Ken em recomeço no que é que você pensava”? Pergunta o loiro.

— “ Sei lá se foi isso, eu só queria poder pirraça a Jun e não apanhar depois, ah não vocês não estão pensando que foi por isso que eu fiquei assim”. Daisuke indaga.

— Você tá conversando é seu lindo? Qual o assunto em alta? Hikari abraça Daisuke.

— Esse povo ta todo em cima de mim e do Ken, agora até uma babá de bebês, eu não me segurei e não to arrependida. Miyako fecha a cara.

Após um tempo sentados os pais de Ken os vem lá de cima e a medida que se aproximam, vem o filho com a turma e eles explicam onde o encontraram.

— Vê se não sai mais por ai Ken, do mesmo jeito que essa maluca botou as patas em você podia ter sido qualquer um, aqui. Miyako o entrega pra mãe.

— Tem que ficar aqui no carrinho, não vou mais te tirar daí nas lojas isso foi muito perigoso. A senhora Ichijouji entrega Wormmon para o marido segurar e coloca Ken no carrinho e coloca o cinto e põe Wormmon no colo dele.

— Não foge mais assim Kenzinho, fiquei com medo. Wormmon se alinha ao parceiro.

— “ Sinto falta de conversar com você Wormmon, mas não adianta você não é capaz de entender o que eu digo”.

Já no carro os pais do bondoso se despediam da turma e seguiram pra casa, a senhora Ichijouji foi no banco de trás com o filho e Wormmon dando uma mamadeira, aos poucos isso acalmou Ken, que segurava o dedo da mãe até pegar no sono no carro, ele até tentou brigar com o sono, mas o balanço o deixou relaxado e foi dormindo até sua casa onde a mãe de Ken o acordou pra dar banho.

Em casa devida a confusão, o senhor Ishida avisou que se desse pegava o turno da noite, estava cheio de problemas pra resolver, quando saiu do telefone encontrou Natsuko conversando com Ray no notebook pela webcan, Hiroaki ouvia ele dizer que já tinha comprado as roupas de cama, que só faltava os documentos do loiro para finalizar a matrícula na escola, nessa hora a senhora Takaishi se deu conta que os documentos que colocou no envelope sumiram ela já grita o nome do ex em tom de acusação.

— Nancy eu não sai da sua frente, como acha que eu peguei os documentos, e olha eu não to gostando disso mesmo, esse Ray…

— Olá Hiroaki, olha só o tempo passou eih, você vem ao casamento? Questiona Ray, Hiroaki fecha o notebook e encara a a ex.

— Eu não acho uma boa ideia Ray. Bronqueia a loira.

— Nancy esse cara está tratando meu filho…

— Como um pai, papel esse que você renegou. Talvez eu tenha guardado os documentos lá em casa e esquecido, mas anda vai eu preciso ficar as sós eu e Ray ainda temos que decidir muitos detalhes e você precisa ir trabalhar. Natsuko nem mais encarava o rosto do ex, apenas abaixou a cabeça.

— Nancy… Eu… Me desculpa, eu não devia, eu senti ódio por…

— A vida segue Hiroaki, eu e Ray não temos compromisso e Takeru já provou estar bem mais esclarecido com o divórcio, não vejo por que não, será bom pra ele respirar novos ares, o colégio novo pode trazer novas amizades e Ray já está com quase tudo pronto…

— E você perguntou ao Yamato se ele está pronto para dizer adeus ao irmão? Pergunta o jornalista aproximando seu corpo da ex.

— Hiroaki, durante as férias o Takeru e o Patamon vem pra ver os amigos e vocês, não posso me prender aqui, já é passado… Já decidimos boa parte da festa, por que você complica tudo, é tão difícil assim entender?

— É difícil, você está me separando por definitivo do nosso filho e abandonando o outro, acha que Yamato não sentiu saudades de você, de casa, do irmão, agora ta querendo separar um do outro assim sem nem perguntar, sempre no melhor estilo, “eu faço porque sim”.

— Af, chega! Eu não estou abandonando ninguém, a guarda dele é sua se o Takeru não estivesse nessa situação inusitada, a essa hora…

— Já o tinha jogado no avião. Completa Hiroaki

— Chega Hiroaki, o Ray era apenas um amigo, mas acabei me a…

— Apaixonando? Hiroaki segura a mão de Natsuko a vontade de aproximar seus lábios do da ex estava grande, e são interrompidos pela porta sendo batida, os dois vão para a sala e encontram Patamon voando na cabeça de Yamato.

— Pelo menos não se mataram, aqui. Eu tenho um show agora a noite vou me arrumar. Yamato entrega o irmão para a mãe. — Gabumon e Patamon os ficam ai fazendo companhia e segurando as pontas, volto depois das onze, a e o Takeru não quis mamar, talvez seja hora.

A medida que a noite foi caindo o ex casal se deu conta das consequências que brigar daquela forma na frente do filho trouxe, Takeru não aceitava mamadeira, papinha, dificilmente leite e água, Hiroaki o pegou no colo embrulhado nas cobertas e nem se deu conta do estado do filho, foi apenas ao tirar o cobertor que viu que ele queimava em febre.

Aquela distração no shopping com os amigos, toda a confusão com Ken o distraiu, pelo curto período, foi voltando para o prédio que as palavras do pai o renegando e colocando em dúvida a paternidade invadiram sua mente de novo.

— Nancy o Takeru está queimando em febre. Grita o castanho desesperado na sala.

— Nat parece que o garotão ainda não recuperou a saúde, vai lá My petit, tem certeza que não quer que eu vá ai ver vocês dois? Pergunta o francês.

— Não precisa querido, ah eu acho que deu uma recaída, ele ficará bem, só precisa do remédio e ficar um tempo em repouso, logo estaremos ai.

A loira desliga o notebook ao ouvir o constante choro do filho, não queria que Ray soubesse o que de verdade estava acontecendo.

— Como ele está? Pergunta Natsuko o pegando no colo.

— Febril, tentei dar a mamadeira e ele não quis saber, Nancy acho que você deve ter o telefone do pediatra…

— Pediatra? Ah ótimo quer explicar pro médico a notável diferença de idade pro tamanho dele? Natsuko perguntou o encarando.

— Eu esqueço, então como faremos? Pergunta todo perdido.

Os dois acabam tendo um momento nostálgico, banhando o filho pra aliviar a alta temperatura, insistiam na alimentação, mas tomavam um verdadeiro baile do caçula que além de jogar nos pais, fechava a boca.

— Nancy será que ele escutou o que eu disse, será que é possível desse tamanho ele ter entendido o teor da discussão? Pergunta Hiroaki arrependido.

— Não sei, mas creio que não dormiremos hoje, a loira embalava Takeru no colo, ambos dormem no quarto de Hiroaki com Takeru no meio, o loiro estava bastante enjoado devido a febre e ao mal estar o qual não conseguia dizer o que sentia, mas chorava muito, virando assunto entre os vizinho, será que o casal voltou? Já tem outro filho? Muitas vizinhas sabiam que Hiroaki era pai solteiro de um rapaz de quinze anos, por vezes muitas dessas vizinhas já foram ao apartamento reclamar de som alto, e acabaram pegando o loiro ou sem camisa ou por vezes só de cueca. Então o solteirão voltou com a ex e já tem um novo bebê, nos últimos dias pareceu, pois os viam saindo com algo enrolado em cobertores bem fofos ou no carrinho de bebê.

O dia já amanhecia quando Natsuko adormeceu e Takeru bocejava e se espreguiçava batendo o pézinho na barriga de Hiroaki, o loiro se vira de bruços e solta a chupeta encarando o pai.

— Vem cá, Takeru me perdoa mesmo se é que está entendendo, creio que todos esse sufoco de ontem foi devida a tanta confusão, me desculpa eu nunca devia ter dito que você não era meu filho, Yamato não tá errado, eu sou mesmo um covarde eu vou fazer o possível pra manter você por perto, mas saiba que ainda que sua mãe insista nessa loucura essa casa estará sempre aberta, esse Ray nunca será seu pai. Hiroaki segura o bebê nos braços e chora sob a cabeça do mesmo.

— Hiroaki-San, tá chorando? Pergunta Patamon todo curioso.

— Não, eu tenho que levantar, acho que alguém precisa tomar um leite e de uma fralda limpa. Hiroaki limpa as lagrimas com as mangas da camisa.

— Hihihi, não precisa ter vergonha de chorar não, se quiser eu te ajudo, também não quero ir e sinto que o Takeru-Kun também não, mas uma coisa que não entendi foi por que gritou que ele não era seu filho. Patamon fala confuso

— Ele é meu filho, ah… Nós humanos dizemos coisas que nos arrependemos amargamente, não destruímos as outras pessoas só com armas, mas as palavras também, palavras que muitas vezes podiam ser evitadas, eu sinto muito pelo que ouviu Patamon, orgulho e raiva na hora foram o gatilho e…

— Ciúmes? Pergunta Patamon fazendo Hiroaki corar.

— Você lá sabe o que é isso? Hiroaki levanta com o filho e vai ao quarto de Yamato, quando ele entra encontra o quarto do filho vazio.

— Ciumes não é quando a gente não quer a pessoa que amamos perto de outra pessoa, também tem quem sinta isso de objetos, o Iori me disse. Conta Patamon.

Hiroaki trocou o filho, com muita dificuldade e depois esquentou o leite, enquanto a mamadeira esfriava na caneca de água fria ele procurava Yamato e ligou pra ele.

— Hello, olha eu sei que japa levanta cedo, mas eu não nasci pra isso, podia ligar mais tarde, estamos de férias. Mimi reclama.

— Quem é Mimi-Chan? Pergunta Yamato.

— Ah sei lá, atendi sem ver, mas depois da noite de ontem merecemos umas horas a mais. Mimi retruca.

— Mimi, Yamato? Hiroaki perguntou chocado e continua ouvindo a conversa.

— Mimi-Chan me dá esse telefone pode ser algo…

— Só se você pegar. Mimi provoca escondendo o aparelho e colocando o som pra tocar.

Hiroaki estava violentamente corado, olhou pra baixo e viu os olhinhos azuis curiosos do filho.

— “ Xi o que foi que o Oniisan tava fazendo com a Mimi-Chan”?

Nesse momento Natsuko se levanta com o semblante cansado.

— Aconteceu algo Hiroaki?

— Não, eu to, não houve nada. Nega o castanho ainda processando a provocativa voz de Mimi no telefone.

— Acho que agora que você está melhor, eu posso ir ao apartamento procurar seus documentos, Hiroaki-San poderia ficar com ele eu não demoro, acho que está na sala de computador. Você tá bem meu anjinho? pergunta Natsuko.

— Amanheceu sem febre, vamos esperar que não volte a ter. Hiroaki pega a mamadeira e prova a temperatura dando pra Takeru que não quis nem reclamar de ter que mamar.

A loira beija a cabeça do filho e olha corada pro ex e sai apressada, dizendo a si própria que não podia.

Ao chegar ao apartamento e escuta uma estranha música lá dentro Break Free- Ariana Grande, ela observa a porta meio aberta e decide entrar pra ver do que se tratava, e na sala encontra a sobrinha Merry vestida com Langerrie pequena e de coelhinha, com as orelhinhas e tudo.

— Você demorou, menino anjo eu comecei sem você, mas está molhadinha como você gosta…Merry retirava um vibrador da intimidade e lambe o objeto de baixo pra cima, quando ela abre os olhos as bochechas coram e as palavra se perdem. — Tia?