Operação babá
11 Chapther eleven
Notas iniciais
Natsuko entrou em choque com a sobrinha, Merry sempre foi bem vista pela família toda, mas a imagem de boa moça foi quebrada pela imagem que demorava a sair de sua mente, sua sobrinha com uma lingerie provocante e com um vibrador na intimidade chamando pelo seu filho.
— Tia… E… Eu posso.
— Merry como pode, dá pra se recompor? Pergunta Natsuko recolhendo as roupas.
— Tia, eu e o Takeru....
— Como isso… Tudo está virado de pernas pro ar, o que é agora, o que falta? Dramatiza a jornalista.
— Tia Nat, please, minha mãe não pode…
— Depois de tudo ainda me faz exigências. Olha Merry vista-se, eu tenho que voltar ao apartamento logo pra cui…
— Apartamento de quem tia? Esse é o seu apartamento! Afirma a jovem desconfiada.
— Depois que toda essa confusão acabar precisamos conversar, me deixe sozinha. Exige a loira.
Merry só vestiu a jaqueta e sai apressada sem amarrar seus sapatos, o que acabou causando uma queda ao sair magoada do elevador, por mais que a jovem Takaishi tentasse levantar a cabeça e seguir sem preocupações a última coisa que ela queria era que sua família soubesse de seu caso com Takeru, Merry ainda buscou entender “voltar pro apartamento”, toda a confusão junto com os cadarços do all star soltos acabou em uma queda bem em cima do lutador de Kendo, Iori ficou muito corado e observava o rosto ruborizado da jovem em cima dele, com as orelinhas de coelha, usando apenas uma jaqueta jeans cobrindo a lingerie.
— Parece que estamos sempre nos esbarrando! Merry se levanta.
— Perdão, eu não queria te… Ah… Eu…
— Isso é seu? Questiona Merry com o D-3 amarelo em mãos estendendo ao castanho.
— É sim. Iori tenta pegar, mas Merry o puxa de volta para si e analisa o pequeno aparelho.
— O que é, algum game boy, video game portátil?
— Merry-San… Bom, é apenas um… Ah Kami…
— Tá bem, mas Iori-San, você pode dar um recado pro meu primo quando o ver? Eu… A tia Nat…
— Pelo modo escorraçado em que descia a Takaishi-San descobriu sobre o namoro escondido? Eu não posso chegar no apartamento do senhor Ishida e dizer isso, espalharia pro Yamato -San…
— Como eu fui burra. Merry pensa alto com um sorriso e a mãozinha na boca.
— Pela parte de se envolver nesse incesto com seu primo, foi mais loucura que burrice. Afirma Iori.
— Não você não entendeu, minha tia não pode nos delatar ela tá no apartamento do ex… Ah tia, tão recatada e ta pulando a cerca.
— Merry-San, você tá…
— Precisa ficar assim não, não pretendo usar isso agora, mas se necessário. Merry beija o cantinho da boca do lutador Kendo o deixando com o rosto ruborizado. — Bye!
Natsuko revirou o apartamento, mas não encontrou os documentos e ainda encontrou camisinhas, calcinhas e tiarinhas na gaveta de Takeru, a loira trancou o apartamento e voltou pro de Hiroaki.
Nesse mesmo momento o jornalista já estava atrasado, Yamato chegou em casa e já foi posto de babá do irmão, mas antes.
— Ishida Yamato, você não sabe nada sobre os documentos do seu irmão, sabe? Questiona sério o pai do jovem
— Por que eu saberia? Vai ver ela esqueceu…
— Era o que tinha naquele… Gabumon é interrompido por uma travesseirada.
— Yamato-San eu só não vou conversar a sério aqui porque vou trabalhar, mas isso que fez foi errado. Repreende o senhor Ishida saindo.
— Não sei do que está falando, eu só fui na casa da Tachikawa, somos amig…
— Amigos Yamato? Pergunta o castanho desconfiado.
— Estamos nos entendendo. Yamato apressa o pai.
Quando o senhor Ishida desce encontra na porta do elevador sua ex subindo.
— Nancy, eu não sei como os documentos sumiram…
— Hiroaki-San, eu… Desculpa, eu sei que não teria motivos pra esconder os documentos, mas na hora não pensei, meu kami tudo está em ruínas, como chegou a esse ponto e eu não vi?
— Do que está falando Nacy? Pergunta Hiroaki.
— Depois conversamos, não quero te atrasar. Natsuko toca a mão do ex, e se repreende pelo que sentiu, o perfume do jornalista logo atrás dela trazia lembranças que Natsuko queria reprimir
O castanho suava tentando se conter, mas sentir novamente seu perfume e ver o vento balançando os fios loiros junto com a saia, já não era de hoje que o jornalista desejava ter sua ex de volta nunca tinha tido a devida coragem para retomar e piorou ao saber que ela iria se casar, a raiva foi tanta que jogou a ira pra cima de quem não tinha nada haver com o ciúmes.
Cuidar de Takeru daquele tamanho tê-la ali cozinhando, limpando a casa, deixando tudo arrumadinho com capricho de sempre tudo isso trouxe de volta os sentimentos que ele sufocava. Num sopro de coragem ele decidiu ouvir o que seu coração e seu filho o aconselhavam, ele desce suas mãos pelos cabelos da ex e segura sua cintura com a outra e a puxa próximo a seu rosto, mesmo sabendo que as câmeras dentro do elevador podia revelar demais, que era errado, desde a noite que passou na cama de Hiroaki por conta da febre do filho, sentir seu cheiro a noite toda deixou a loira confusa o bastante pra pedir pra Ray adiar data por conta da “doença do filho”, a verdade era bem outra, Natsuko virou a cabeça buscando um melhor encaixe e encaixa seus lábios aos do ex, correspondendo as carícias e devolvendo, chegando a passear com as mãos por cima do terno.
O beijo demorado a levou á uma época mais simples, ela não queria que acabasse, mas pelo andar dos amassos no elevador aquilo ainda ia longe, se não fosse o casal de idosos que pra infelicidade do casal o elevador parou no andar deles, a loira já tinha despenteado Hiroaki e o castanho também quando entrelaça seus dedos pelos fios da ex.
O casal tradicionalmente japonês reclama ao ver amassos em público e manda o casal ir pro quarto e não se agarrar no elevador onde todos podem ver.
Por alguns momento o casal parecia um casal de adolescente pegos no flagra, estavam corados e recuperando o ar.
A loira volta ao apartamento e entra correndo batendo a porta e se encostando, joga a cabeça contra a mesma e toca seus lábios.
“Eu não posso, isso não pode acontecer… Kami eu estou com o casamento marcado, como depois desse tempo ele ainda tem a ousadia de fazer isso? Eu não posso me permitir uma fantasia dessas tendo praticamente assinado compromisso com…” De repente não somente os beijos de Hiroaki vinham a mente da loira, os de Ray também invadiam suas memórias a fazendo passar por uma confusão com seus sentimentos, amava sim Ray, mas uma velha chama por assim dizer, acendeu novamente com força e vinha queimando, agora a loira por um lado queria fazer tudo como manda o figurino, mas desde sua chegada ao Japão muita coisa impedia isso, e por outro ela queria poder sentir novamente o que sentiu no elevador que foi brutalmente interrompido.
— Não tem mesmo jeito não é? O noivinho veio atrás! Acusa Yamato dando a mamadeira pra Takeru.
—Filho, não sei realmente do que está falando, como está o Takeru? Pergunta a loira tentando fugir do assunto.
—Vou entrar nesse jogo não, quer se encontrar escondido com o francesinho bosta fica a vontade são maridinho e esposa, mas aqui ele não é bem vindo. Adverte Yamato. —Takeru não parece ter mudado nada, o Koushiro, Iori e a Miyako estavam errados na teoria deles, vai do modo antigo. Yamato entrega Takeru pra mãe.
—Modo antigo? O quer dizer Yamato-Kun? Pergunta Natsuko.
— Vai virar dados, parece que não há outra maneira é isso ou na pior das hipóteses essa louca reduz os digiescolhidos a simples bebês, estamos uns de olho nos outros qualquer mudança, mas falando em mudança, eu nunca fui de dar importância a isso só que eu posso ficar com ele mais um pouco, acho que tem que arrumar a bagunça que o romeu francês fez. Adverte Yamato pegando seu irmão.
— Yamato, você tá me dizendo que tem risco de você também regredir? Pergunta Natsuko.
— Vou tomar cuidado, não tem outra maneira se não ir, bom mas sobre o romeu mantém ele longe daqui, não quero ter o desprazer de reeve-lo, vai lá eu fico com ele.
De verdade a loira queria contar o porque estava descabelada e com o batom borrado, mas a confusão que sentia naquele momento a fez ficar em silêncio.
“Esse perfume na mamãe me pareceu familiar, lembra muito o perfume do papai”. Takeru reconhece o perfume enquanto esteve no colo da mãe.
—O que está tentando falar agora, oh mamãe já vem ela só vai se arrumar. Yamato brinca com o caçula. —Pode ir, desse jeito ai vai assustar o Takeru, a boca ta parecendo o coringa, a bichinha até que tem pegada. Pentelha Yamato com um sorriso de canto.
“Oniisan esse não é o perfume do Ray-San não”. Takeru esfrega as duas mãozinhas no rosto.
—Vamos passear daqui a pouco, não inventa de dormir. Yamato coloca Takeru no sofá.
“Não to com sono, mas pelo que eu me lembre o Ray só usa perfume francês”. Takeru apontava pro corredor que dava acesso ao banheiro.
—Mamãe já vem. Yamato o colocou no carrinho. “Muita cara de pau vir ao país, tá procurando problema e se ousar vir vai achar”.
Em Tamashi...
Ken tentava se acostumar, mas essa nova, por assim dizer fase de sua vida lhe trazia de volta muita coisa que um ser humano normalmente esquece, como o gosto da papinha, a sensação da fralda, do colo, e o conforto de dormir no berço.
A senhora Ichijouji estava feliz em estar tendo essa segunda chance, mas Ken estava temendo pela mãe, ele não queria ver ela se decepcionar, sabia que seus amigos não os largariam naquele estado, Miyako e ele estavam ansiosos pro efeito do feitiço acabar ou pra resolver logo esse problema.
A senhora Ichijouji estava exagerando um pouco, seu quarto já estava praticamente um berçário, pro jovem era demais o bercinho, agora seu quarto estava todo enfeitado cheio de brinquedinhos, ursinhos, e na porta uma placa com seu nome.
Miyako e Poromon subiam pra mais uma visita e a vizinha estava no elevador olhou pra violacea a medindo, Miyako apenas segurou firme sua sacola, mas antes que a porta do elevador se fechasse a herdeira do amor e sinceridade deu a língua até o elevador fechar, os filhos dela não conseguiram se conter e deram risada, um tentou segurar, mas a vontade foi muito maior.
— Miya-Chan, você não tem mesmo jeito não é? Poromon gargalhava na bolsa da parceira.
—Essa coroa mereceu, ninguém merece toda vez que eu subo ela desdenha, ela me olha como se o julgamento dela fosse o soberano. Miyako revira os olhos. — Ela deu sorte que não estou nos piores dias se não ela ia ter visto outra coisa não minha língua.
A violacea chega ao apartamento e toca a campainha, sendo atendida pela senhora Ichijouji.
—Miyako, oh querida entre, veio ver o Ken não é? Pergunta a mãe do bondoso, Miyako acente e entra tirando seus sapatos.
Ao entrar na sala, vê alguns brinquedinhos pelo chão, tinha algumas roupinhas pra lavar que pareciam gorfadas ou eram papinha esparramada, parecia que Ken tinha acabado de ser alimentado.
— Ele está no quarto, Miya os digimons são afetados por esse feitiço? Questiona a senhora Ichijouji.
— Pelo pouco que sabemos não, Patamon não foi afetado e nem o veemon. Explica Miyako.
— Por que? O Wormmon foi? Pergunta Poromon
— Ele está menor, parece que usa uma chupeta na boca, tem uma folha sob a cabeça e seu formato é de uma bolhinha. Descreve a mãe de Ken gesticulando.
— Leafmon, só faltava esse feitiço começar a dar nos digi também… Miyako para diante da porta do quarto do amado, pois se deparou com um estranho urso segurando uma plaquinha com o nome de Ken escrito, apesar da vontade de contar que em breve iam montar o grupo para confrontar a digimon ela via alegria, mas o sorriso foi substituído por uma cara surpresa, o quarto de Ken não parecia mais seu quarto, parecia que a família Ichijouji recebeu outro membro na família, o quarto do bondoso estava parecendo um berçário, tocava uma musiquinha de ninar ao fundo, ela até pisou num brinquedinho barulhento.
— Meu kami o que é isso? Eu disse pro Ken dar um ar mais leve pro quarto, tirar daquela escuridão toda, mas isso foi um pouco demais, Ken. Chama Miyako admirando o quarto.
— Ele tá aqui no cercadinho Miya-Chan. Uma voz infantil a chama.
— Leafmon, o feitiço te pegou também? Pergunta Poromon.
— Não, é que eu regredi pra ver se ficando no mesmo nível do Ken-Chan eu conseguiria entender ele. Leafmon afirma inocentemente fazendo Miyako cair pra trás com uma gota, confusa com a explicação, por um lado tinha sentido já que ambos eram bebês, por outro, as espécies eram diferentes.
— Leafmon bebês digimons já nascem falando, bebês humanos não seu lindo, mas foi com boa intenção, pelo menos conseguiu entender alguma coisa? Pergunta Miyako o tirando do cercadinho, Ken estava babando não apenas o mordedor como também sua mão.
— Vim te avisar que logo vamos para o digimundo, bom não sei se está me entendendo seu lindo.
“Miya-Chan vocês vão dar viagem perdida a bruxa está no mundo real”. Conta Ken
— É só eu chegar que te dá vontade de ir pra rua? Ah certo eu te tirei da gaiolinha né… Miyako beija a barriga de Ken ouvindo uma gostosa risadinha. —Coisinha mais Kawaii… Mas tem que voltar ao normal, será que você vai se lembrar que teve uma segunda infância? Será que não passa o efeito, pelo jeito estávamos errados, você continua com o mesmo tamanho. Analisa Miyako.
“Preciso achar um jeito, mas qual se nem cordenação pra digitar eu tenho”. Ken olhava seu quarto e não via nada que pudesse ajudar, até ver os bloquinhos com letras, só que não seria assim tão simples como imaginado, sempre que o bondoso ia escrever algo ele levava os brinquedos a boca. Miyako também não resistia em brincar com o pequeno.
Enquanto Miyako se divertia com Ken
Hikari também ajudava Jun a cuidar de Daisuke, estava tendo problemas com o celular do ruivo tocando sem parar, os colegas do time de futebol, o técnico ligavam sem parar, chamavam o ruivo por mensagem pra treinar, que explicação genial a castanha tinha pra dar? Praticamente nenhuma.
—Hikari-Chan, poderia liberar o namorado pra jogar futebol? Pentelha o meio campo— você e a Miyako-Chan não precisam prender os namorados em casa.
— Eu nunca impedi o Dai-Kun de nada, ele não pode ir, apenas isso, eu preciso ir. Hikari sacudia a mamadeira e o ruivo chorava sendo acalmado pela irmã.
— Na hora que terminarem de brincar de casinha avisa que ele tem treino, a gente já sabe do seu bebê e da Miyako, mas ainda acho bobeira o cara deixar de jogar pra trocar fralda. Pentelhou o garoto, Jun pegou o telefone da mão da castanha e temendo um barraco ela trocou o telefone por Daisuke e o levou pra sala.
— Mais essa agora Dai, como eu explico pro time que você agora usa fraldas? Suspira Hikari.
Naquela mesma tarde Yamato saiu com Takeru, tinha marcado com Joe, Koushiro e Taichi de se encontrarem na praça, queriam conversar sobre o retorno deles ao mundo digital, afinal tinham que ter cuidado pra não acabarem na mesma situação dos amigos, ia ficar complicado se mais algum digiescolhido se transformasse em bebê, mas tinha que dar fim na digimon? Afinal essa digimon queria destruir o mundo real e digimundo como todos os outros vilões ansiavam e fracassaram, por isso essa os transformou em bebês, pra tira-los do caminho?
Todos esses questionamentos os quatro digiescolhidos buscavam a resposta, estavam em torno de Koushiro no computador, vendo uma lista enorme de digimons.
—Tem filtro nisso não? Pergunta impaciente, Taichi.
—Taichi-San, estou tentando encontrar a que melhor se encaixa na descrição, mas com você e Yamato estalando os ossos, me apressando, bufando, como vou me concentrar? Reclama Koushiro.
—Você parece nervoso Yamato-San! O que houve? Pergunta Joe.
—É a praga de novo, ele ta aqui no Japão! Afirmou o guardião da amizade dando água pra Takeru.
—QUEEEEEEEEEEEEEEEE? Perguntam todos.
—Mas… Mas… Nossa, como Yamato, ainda ontem ele não falava com sua mãe por chat, com a torre eiffel ao fundo, como em pouco tempo está no Japão e…
—Não sei Joe, mas está aqui, minha mãe chegou em casa descabelada, com o batom manchado. Yamato descrevia enquanto foram interrompidos pelos digivices dando sinal claro que havia algo errado, e Patamon estava sob a parte cima do carrinho do parceiro com as asa bem abertas e Agumon, Gabumon, Tentomon e Gomamon também estavam em posição de alerta fazendo os parceiros se levantarem.
— Nós te vimos, para de se esconder. Grita Gabumon.
—Nossa quanta energia carregada seres de luz podem trazer em si, se acalmem eu vim pra uma vizitinha ao berçário. Provoca a digimon.
—Bruxa… Anda logo o que quer com isso? Transformou nossos amigos em bebês, com que intenção, afinal o que veio fazer no mundo real, não devia estar aqui. Esbravejou Koushiro.
— Ficaram uns amores não foi? Pergunta debochando.
— Vai desfazer isso agora mesmo. Ameaça Yamato.
— Se não? O que vai jogar seu lobinho em mim? O que eu quero é muito simples e indolor, prometo.
— Quer o domínio os dois mundos? Vai destruir a terra e o digimundo? Questiona Koushiro.
— Não o que isso? Eu gostei do mundo de vocês, tudo tão alegre, cheio de gente interessante. A digimon passa perto de Joe o deixando nervoso.
— Se não é a destruição e nem dominação o que você quer no nosso mundo, já veio fazer suas bruxarias aqui também? Pergunta Taichi serrando os punhos.
— É bom desfazer isso que fez, acabe com isso ou… Ameaça Yamato.
—Ou os quatro vão se unir e destruir toda essa bela paisagem sem ao menos saber se comigo morta seus amigos voltam ao tamanho normal? Questiona a digimon.
— Sabemos que volta, sempre foi assim, ta pensando que foi a primeira vez que acabamos sob algum feitiço de digimon, eu não vou…
—Não querem nem ao menos ouvir o que tenho a dizer, eu posso trazer os três de volta ao normal, se me satisfizerem um desejo.
“Outra vez esse papo de desejo”? Takeru temia pelo que o guardião da bondade havia relatado.
— O que acha que vai fazer se não toparmos? Taichi pergunta
— Na verdade eu só quero um de vocês, mas se não for de bom grado além de seus amiguinho passarem o resto da vida tendo que crescer de maneira natural e passar por tudo novamente eu ainda transformo mais alguns digiescolhidos pra fazerem companhia, como a menininha da luz, assim pode ficar com o namorado, o herdeiro da confiança e sabedoria, o que se julga mais maduro do que os demais de sua idade, como ele se sentiria voltando a ser essa coisinha tão inocente.
“Hikari-Chan, Iori-Kun, não temos saída, afinal pra que ela quer um de vocês”? Takeru se questionava.
—Nem se atreva a encostar nos nossos amigos! Ameaça Joe.
—Outra que ficaria fofa é a herdeira do amor e sinceridade… Continua provocando.
— Anda logo diz logo pra que você quer um de nós, pra algum exército de digimon, quer…
— Um namorado!
Os meninos caem pra tás com uma gota e se levantam se olhando.
—Na-mo- Eu escutei certo você disse namorado? Fez tudo isso pra ter um namorado? Pergunta Joe todo confuso.
— Na verdade a princípio era apenas um pegadinha com vocês escolhidos, eu ia fazê-los voltar ao normal, mas o modo como se uniram pra cuidar deles, me fez ter uma curiosidade muito grande de como seria namorar um humano. E o escolhido será o guardião da confiança. As palavras da digimon quebraram as expectativa do grupo, já que até Yamato e Taichi pensaram que iam ser os tais escolhidos pra tarefa de namorar a bruxa.
—JOE-SENPPAI? Perguntam os três, os digimons também ficaram chocados com tal pedido.
—Se ele for um bom namorado durante todo o resto do verão que pelo que entendi temos mais dois meses e alguns dias, eu liberto seus amigos do feitiço e retorno ao meu mundo.
— Perdão pela pergunta… Ah eu não sei o seu nome. Joe tenta se acalmar, estava corado com tal pedido.
— Witchmon, não precisa se envergonhar podemos nos conhecer a partir de agora o que acha? Pergunta a bruxa.
— Só por curiosidade, o que exatamente acontece se o Joe não cumprir a parte dele no trato? Pergunta Koushiro.
— Ele só não estará condenando seus três amigos ao feitiço mais duradouro como condenara os seguintes digiescolhidos que citei os nomes ao mesmo fofo destino, se for muito ruim a si próprio. Witchimon invoca sua vassoura. —Deixarei vocês pensando…
—Eu… Eu topo. Joe é encarado pelos amigos com esse surto de coragem em tomar uma decisão sem pesar os prós e contras como ele mesmo sempre exigia que eles fizessem.
—Senppai, ah kami! Koushiro engole seco e os outros dois se entrolhavam.
—Ótimo gosto de garotos decididos, nos vemos amanhã. Witchimon se despede com um beijinho na testa.
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