Operation Swan

14 The Night of the Waltz


Notas iniciais
Oie bbs, Estou por aqui outra vez! To sumida, eu sei, mas é que a vida tá foda. Desculpem. O importante é que eu to aqui, firme e forte e continuando essa história. Espero que gostem do capítulo. Agora vamos ao que interessa!

Los Angeles,

April 8, 2017

Os três adolescentes haviam acabado de subir do almoço para o quarto do hotel. Eles esperavam pacientemente que alguém viesse busca-los para que começassem a se aprontar para a festa.

— Essa droga de ponteiro de relógio parece que não se move!

Ok, talvez a Rose não estivesse tão paciente assim.

— Ei, Rose! Você já conferiu se o seu vestido veio mesmo na mala? – Alvo perguntou brincalhão. – Ouvi dizer que algumas pessoas viajam com as bagagens trocadas.

— Ai meu deus! – Rose arregalou os olhos.

— Não seja malvado, Al. – a ruiva mais nova ralhou com o irmão, de cara feia.

Alvo apenas rolou os olhos e voltou a mexer no celular, sorrindo.

— Não se desespere, Rosie. Eu vi a tia Mione levar o seu vestido para os retoques agora a pouco.

— Eu tô tão nervosa, Lil...! – Rose deixou escapar.

— Fique tranquila. – Lily afagou sua mão. – Vai dar tudo certo.

— Eu quero que seja perfeito. Planejei essa festa há mais de um ano.

— Sabemos disso. Agora relaxe.

— Não consigo!

— Então acho que posso dar um jeito nisso. – alguém disse, próximo a porta.

As duas meninas se viraram na direção de onde a voz viera. James Potter sorria abertamente. Rose se levantou da cadeira rapidamente e pulou nos braços do primo.

— Jay!

— Ei, Rosita! – ele a segurou de volta. – Você parece meio vermelha hoje.

Ela sorriu genuinamente. Eles se aproximaram do resto do grupo.

— Eu tava quase achando que você não viria.

— E deixar o Al ser o seu príncipe? – ele ergueu uma sobrancelha. – Nunca!

— Eu merecia muito mais que você. – Alvo fez uma cara feia.

— Relaxa, Al. A Rose escolheu o Jay só para poder aparecer no youtube. – Lily brincou.

— Ei! Não foi por isso! – a ruiva mais velha se defendeu.

— Claro que não. – James concordou, cínico. – Foi somente pelo meu charme de primo preferido.

— Vai achando. – Alvo provocou.

— Achei que você já tivesse superado isso, irmãozinho.

Al semicerrou os olhos verdes. O irmão mais velho o chamava assim só para irrita-lo e ele sabia disso. James, no entanto, abriu outro largo sorriso e se sentou ao lado de Alvo e Lily, puxando os dois ao mesmo tempo para um abraço. Os três riram. Rose os observou, com uma pontada de inveja.

— Ah, eu quero apresentar vocês a alguém! – James comunicou. – Não saiam daqui.

— Não é como se a gente tivesse muitos lugares para fugir... – Rose alfinetou, sarcástica e o primo rolou os olhos.

Ele se afastou e saiu do quarto. Os outros se encararam esperando. Passaram-se alguns minutos até que James retornasse com uma garota muito bonita. Seus longos cabelos castanhos estavam presos em um rabo de cavalo alto e firme. Os dois estavam de mãos dadas.

— Família, essa é a Amy. – ele apresentou. – Minha namorada.

Alvo apenas acenou com a mão e Rose, educada, trocou dois beijinhos com Amy. A ruiva, inclusive, achou a aparência da garota bem familiar, como se já a tivesse visto em algum lugar antes.

Lily foi a última a cumprimenta-la. Ela se aproximou, claramente analisando a namorada do irmão sem nenhum disfarce. A ruiva mais nova estendeu a mão.

— Lily.

— Prazer em conhecê-la. – Amy falou, simpática.

— É, eu sei. – Lily sorriu convencida.

Alvo, James e Rose riram.

— Mas, e então...? – Lily prosseguiu. – Me diga, como as fãs do meu irmão estão lidando com você?

Amy olhou de canto para James, sem saber o que responder. Ele apenas sacodiu os ombros.

— Na verdade elas não sabem ainda do namoro. – James disse, ao lado de Amy.

Lily soltou um suspiro teatral.

— Tadinha... elas vão te massacrar quando descobrirem.

— Bom, então eu acho que vou ter que acabar com elas primeiro.

— Uh, garota! – Lily abriu um imenso sorriso. – Gostei dela, Jay. Tá aprovada.

Os garotos riram. Rose apenas rolou os olhos, sorrindo de canto. Lily voltou a se jogar na poltrona e Amy pareceu mais descontraída. James se sentou no braço do sofá puxou a namorada para perto de si.

— Rose... – ele chamou. – Eu fiquei sabendo da existência de uma tal aposta...

— O Al é muito fofoqueiro... – o semblante da ruiva se fechou.

— Ei, foi o Scorpius que deixou escapar! – Alvo se defendeu.

— Ah, claro. Só poderia ser o idiota do Malfoy mesmo...

James franziu a testa, sem entender o tom agressivo da prima. Lily e Alvo trocaram olhares.

— Mas sim... – a ruiva mais velha continuou. – Tínhamos uma aposta.

— Tinham...? – Lily indagou, confusa.

— É, tínhamos. Do verbo não temos mais.

— O que houve?

— Nada de especial.

Rose sabia que a afirmação era mentirosa. Havia acontecido algo de especial. Ou pelo menos quase acontecido. E ela se odiava por ter deixado Scorpius chegar tão longe. Ou tão perto. A ruiva não queria demonstrar, mas estava magoada por Scorpius ter recusado o convite de aniversário dela.

— “Eu prometi esquiar com a minha mãe em Ushuaia. Eu não sabia que esse ano a gente iria passar a se falar, Rose...”. – ela repetiu, num sussurro bem baixinho e amargurado, a justificativa que o loiro dera a ela.

— Como? – James inquiriu, curioso.

— Nada, Jay. Nada. Pensei alto demais. – a garota sorriu teatralmente. – Mas isso me lembrou duma coisa.

— O quê?

— Por falar em planos e apostas, eu tenho uma missão para vocês nesse aniversário.

— Todos? – Alvo indagou.

— Sim, todos. – a ruiva apontou para a novata do grupo. – Inclusive você, Amy.

Amy sorriu e assentiu com a cabeça. Ela percebeu que existia uma explicação genética para a loucura do namorado.

—-- Ω ---

— Estou aqui, mamãe!

Rose Weasley se adiantou no meio da multidão que ocupava o salão. Seu vestido rosè, numa uma leve ironia ao seu nome, parecia flutuar ao redor do seu corpo. Ele emanava tanta leveza quanto à dona. Pequenas pedras adornavam toda a extensão do corselet, a evidenciar ainda mais o busto marcado pelo tomara que caia.

Os cabelos avermelhados da garota estavam soltos, livres como de costume, porém moldados em longos cachos um pouco mais arrumados do que os do dia a dia. Mesmo sendo a aniversariante, Rose usava uma maquiagem leve, o que dava mais naturalidade a todo o conjunto. Naquela noite, Rose era uma perfeita visão romântica de William Blake*

— Mãe...?

A ruiva estalou os dedos na frente de Hermione, tirando-a do transe encantador.

— Você está tão linda...

A garota sorriu com o elogio genuíno.

— Você já me disse isso, mamãe.

— É, eu sei... mas não é isso que as mães fazem?

— É, acho que sim...

Mione afagou a bochecha da filha.

— Ok, vamos ao que interessa. Onde James está? – a mulher indagou.

— Não sei. – a menina respondeu. – Não o vejo desde o inicio da festa. Aconteceu algo?

Mione não respondeu. Ela olhou por cima do ombro da filha, preocupada. A morena caçou o afilhado com os olhos, procurando-o pelo salão. Nenhum sinal de James Potter. Nesse meio tempo, um dos seus antigos vizinhos a cumprimentou com um aceno animado. Ela respondeu rapidamente, sem muita empolgação, antes de se voltar novamente para filha.

— Melhor eu ir procurar a Ginny...

— Mamãe... – Rose a chamou, estranhamente calma. – Tá tudo bem?

— Tá sim, você só precisa encontrar o seu primo. A valsa começa em 30 minutos.

Sem dizer mais nada, Hermione desapareceu das vistas da filha. Rose franziu a testa, confusa. Após um longo suspiro, a ruiva resolveu fazer o mais obvio que poderia ser feito quando alguém queria encontrar James Potter: mandar uma mensagem no whatsapp.

Cadê você?

A valsa começa daqui a pouco, Jay!

Quase que automaticamente, na parte de cima da tela apareceu Jay está digitando...

Tava resolvendo uns assuntos...

Onde você está?

Rose rolou os olhos.

Nos fundos do salão.

Perto do bar, para ser mais específica.

Ok...

Estou indo.

A ruiva leu a mensagem e voltou a guardar o celular. Ela se apoiou no balcão e ficou a observar o movimento. O local estava cheio. No fundo, Rose estava surpresa. Ela não imaginara que tantas pessoas fossem realmente a sua festa.

Algum tempo depois o garçom empurrou uma soda na direção da aniversariante. Ela agradeceu com um sorriso e levou o copo de vidro até a boca. Neste momento, uma mão grande tocou o seu ombro. A menina se sobressaltou.

— Calma, sou eu. – Ron comunicou.

— Achei que era outro convidado louco prestes a me amassar e dizer o quanto eu estou crescida. – a menina comentou, um pouco emburrada. – Aquela mulher quase quebrou as minhas costelas.

O ruivo sorriu com vontade.

— Ela não fez por mal.

— É, eu sei.

— Hmm... Rosie, você sabe onde está a sua mãe?

— Foi procurar a tia Ginny. Por quê?

— Preciso falar com ela.

— Vocês não estavam brigados...? – a garota inquiriu, como quem não queria nada.

— Não... – ele apertou os olhos e agitou a cabeça – Quer dizer, sim...

Rose prendeu o riso. Agora dava para entender o real motivo do nervosismo da sua mãe agora a pouco.

— Enfim... – Ronald continuou. – Eu preciso falar com a Hermione.

— Bom, ela foi por ali.

— Certo, vou até lá.

O homem deu um beijo na testa da filha e se afastou, indo na direção que a menina apontara. Rose sorriu, feliz por ver que mais uma vez a parte do seu plano dera certo.

James despontou perto do bar assim que Ron se afastara. Ele sorriu para prima e bateu palmas generosas, antes de pegá-la pela mão e a fazer girar ao redor de si mesma.

— Uau, Rosita. – ele exclamou. – Uau!

A ruiva riu com vontade, um pouco envergonhada.

— Você está linda.

— Obrigada, Jay. – ela agradeceu. – Mas você é primo. Seu elogio não conta.

— Tenho certeza que eu não serei o único a elogia-la essa noite.

James piscou um olho. Rose franziu o cenho, ainda sorridente. El Amante começou a tocar no salão. Empolgado, James começou a se balançar. A ruiva sabia que ele adorava aquela música.

— Você parece uma diva pop. – Rose provocou o primo.

— Ei! – ele ergueu o dedo indicador, sério. – Correção, eu sou uma diva latina.

Após alguns segundos de gargalhada da ruiva, a música mudou para algo mais calmo. Jay se curvou na direção da prima, galante.

— Me concede a honra desta dança, senhorita?

— Ainda faltam alguns minutos para a valsa começar...

— Então temos alguns minutos para dançar de verdade.

A ruiva fez uma careta e James a puxou pela mão. Os dois adentraram o salão juntos.

— Então, me diga... – James iniciou o assunto, colocando as mãos ao redor da cintura da prima. – Como vão as coisas na Inglaterra?

— Chatas e frias, como sempre.

James sorriu.

— Você sente falta daqui, né?

— Todos os dias, praticamente... – a garota suspirou. – Só não é tão ruim agora porque eu tenho...

Ela parou de falar, de súbito. Um pigarro saiu da sua garganta.

— Por que você tem...? – Jay a encorajou.

— Tenho coisas legais pra fazer lá, às vezes.

— Ah... sei...

— Mas é só às vezes mesmo...

O moreno concordou com a cabeça.

— Hm, e você... – Rose mudou de assunto. – Você nem me contou sobre a Amy!

Ela o cutucou com o dedo, em revolta. James fez uma careta divertida.

— Não fique chateada. Quase ninguém sabia.

— Posso estar louca, mas é como se o rosto dela me fosse conhecido.

— Você se lembra daquela garota que morava na rua dos mexicanos?

— Aquela que te deu uma bolada na cara uma vez, quando você disse que ela não sabia jogar voleibol? – Jay soltou uma gargalhada. – Nãao, não acredito! É ela?!

Ele assentiu com a cabeça. A ruiva abriu a boca, surpresa.

— Ela não tinha se mudado pra Ohio? – ela indagou. – Eu me lembro do caminhão de mudanças e tudo. Como vocês se reencontraram?

— New York.

Uma interrogação se formou na testa de Rose Weasley.

— Columbia. – Jay explicou.

— Columbia...? – Rose arregalou os olhos. – Como assim, Jay?! Meu Deus, Você foi aceito!

— Shhh, fale baixo! – James ralhou. – Papai ainda não sabe.

— Por quê?

— Não sei. Acho que eu tô com medo da reação dele.

Rose entendia a reação do primo. Apesar de muito novo, James tinha uma carreira e inúmeras responsabilidades. Cursar uma universidade do outro lado do país poderia atrapalhar bastante.

— Eu tenho certeza que tio Harry vai entender. – ela disse, por fim.

— É o que eu espero.

— Vai ficar tudo bem.

A ruiva sorriu amável.

— Sim, continue a falar sobre você e a Amy.

— Bom, Amy foi voluntária de um dos eventos de recepção aos novos alunos. Eu a reconheci assim que eu a vi. – James explicou. – Ela ficou no stand de jogos, parecia bem empolgada. A gente acabou conversando sobre algumas coisas, foi quando ela se deu conta que eu era o garoto da bolada na cara, de anos atrás.

— Você babava por ela todos os dias, quando a gente voltava da escola.

— Acho que ainda babo até hoje.

Rose riu com gosto e James a acompanhou.

— Nossa... – ela suspirou. – As coisas são mesmo engraçadas. Quem diria que vocês iriam se encontrar assim, depois de tanto tempo?

— As coisas acontecem quando tem que acontecer, Rose. – Jay a encarou, incisivo. – A gente só tem que aprender a reconhecer quando as pessoas certas aparecem na nossa vida.

A ruiva não respondeu. Ela estava a absorver, lentamente, as palavras do primo. Quando a música terminou, as luzes do salão mudaram de tom lentamente. Corpos se articularam pelo ambiente, deixando um espaço excessivo livre.

— A valsa. – James falou.

Rose assentiu. A garota respirou fundo e soltou o ar do pulmão lentamente. Jay segurou suas mãos e a trouxe até o meio vazio do salão. Ao redor dos dois, os outros pares de formaram rapidamente. Todos à espera de um comando.

Ao fundo, Hermione fez um sinal com mão. James assentiu com a cabeça e soltou as mãos da prima. Os olhos azuis da menina se abriram urgentes.

— Aonde você vai?!

— Buscar o meu par.

— O seu par é a aniversariante.

— Eu prometi uma dança a aniversariante. E digamos que eu já dancei a minha música com ela hoje.

O desespero tomou conta da ruiva. Não era possível que, depois de mais de 365 dias de planejamento, James fosse voltar atrás bem ali, no dia da festa e na frente de todos.

— Jay... – Rose chamou baixinho, em súplica.

O filho mais velho dos Potters somente piscou um dos olhos, maroto como sempre, e se afastou em direção à namorada. Rose fechou os olhos, nervosa.

— Eu não acredito nisso. – ela deixou escapar.

— Eu também não.

Ao escutar o tom grave da voz, Rose Weasley se virou apressada. Scorpius a observava, com as mãos nos bolsos. O loiro estava em um traje de linho perfeito, branco, que assentia muito bem com o vestido de Rose. Ele deu alguns passos lentos e, sem nenhuma cerimonia, travou os dedos compridos à cintura da garota.

— Me disseram que você estava bonita, Weasley. Eu só não imaginava que fosse tanto assim...

Um arrepio subiu pela base da coluna da ruiva quando Malfoy colou a sua testa na dela.

— Scorpius... – ela sussurrou. – O que você está fazendo aqui...?

— Sendo o seu príncipe.

No salão, o tom suave da valsa começou a tocar.

Notas finais
(*) Poeta e Escritor romântico do século XVIII E aí? O que acharam?! Me contem aqui nos comentários! Eles são muito importantes para a evolução da história! (e podem ajudar a postagens mais rápidas ;] ) Para quem não conhece ainda, eu tenho uma página onde posto os links das histórias, alguns spoilers de vez em quando, umas novidades também... Dá uma chegadinha lá! ==> https://www.facebook.com/Mrs-Ridgeway-1018726461593381/ Beijos, Não sei quando eu volto, mas acho que nao irei demorar (torçam por isso!).