Open Your Eyes

37 Let Me Go


Notas iniciais
And that place is empty Like the hole that was left in me Like we were nothing at all It's not what you meant to me I thought we were meant to be Oh, there isn't one thing left you could say I'm sorry is too late I'm breaking free from these memories Gotta let it go, just let it go

É hoje, pensei enquanto puxava o cobertor mais para cima, para que eu pudesse abracar como se fosse alguém. Noah agora estaria na sala, ou dormindo ou somente como eu estou agora, pensando, vagando sobre os acontecimentos que ião ocorrer, ele não parecia gostar da ideia, mas eu nunca entenderia o por que disto, parece tanto ser o certo a fazer.

Me virei para o outro lado no intuito de dormir mais, eu conseguia pegar no sono com mais facilidade no lado esquerdo da cama, mas então levei um susto.

–Peach? Você me assustou ! -Disse para a pug que estava com as duas patas apoiadas no meu colchão, tentando subir no mesmo, mas ela ainda era muito pequena para pegar o impulso,sorri e a peguei colocando ao meu lado. Por uns segundos ela ficou olhando para o colchão como se primeiro quisesse reconhecer o local e então se aproximou do travesseiro que eu não estava usando e se deitou, mesmo ainda me olhando com seus grandes olhos. -Vamos dormir. -Disse para ela e fechei os olhos, o que deu certo por umas poucas horas.

☽ ☾● ◯

–Peach??? Cade você garota? Vem cá? -Ouvi uns gritos vindo do corredor, abri os olhos e me sentei na cama e com calma me levantei, abrindo a porta só um pouco para poder colocar a cabeça para fora, não era mais tão cedo como antes, pensei.

–Noah? Ei? O que houve? -Perguntei indo até ele que parecia preocupado.

–Eu , ah Deus eu não acho a Peach. -Comecei a rir instantaneamente. -Por que você tá rindo?

–Vem aqui. -Disse para ele que pegou na minha mão e entrou no meu quarto, o levei até a beira da cama e apontei para a cachorra entre as cobertas. -Ela tava me olhando hoje cedo, não sei como conseguiu abrir a porta, deve ter vindo pelo quarto do lado que é vazio e passado pelo banheiro, mas ela tava me olhando e eu deixei ela dormir aqui... — Noah tampou os olhos e suspirou umas vezes antes de me olhar novamente.

–Ela me assustou, achei que tinha sumido. -Me sentei na cama e ele fez o mesmo.

–Bobo. -Disse passando a mão na colcha bagunçada da cama. -Bebês não fogem. -Após uns minutos de silêncio, Noah disse:

–Ela precisa tomar a mamadeira, já passou até da hora. -Assenti e me virei.

–Se eu tiver que acordar ela sempre, eu não vou conseguir ! -Respondi o fazendo rir ao meu lado.

☽ ☾● ◯

–Le? -Noah me chamou, eu estava tentando me concentrar no jogo de videogame , Brandon disse no outro dia que ia me ensinar a jogar aquilo, mas era tão complicado tantos botões, tantas coisas minimas que eu sempre esquecia de fazer, eu sempre perdia minhas vidas e dava a vitória de bandeja para Brandon, que não ria nem festejava, somente tinha a paciência de me explicar onde eu errei.

–Oi. -Respondi sem tirar os olhos da tela.

–Já é quase dez da manhã, eu posso passar o resto do dia contigo? -Perguntou ele como se Brandon nem estivesse alí.

–Cara, desculpa se isso tá tirando a lexie de você, sério. Lexie que tal a gente treinar mais tarde? -Fiz biquinho ao ver Brandon dizer aquilo e desligar o videogame.

–Mas... Ah ok. -Respondi ficando sozinha no sofá com Noah ao lado. -Aconteceu algo?

–Não, nada mesmo, eu só quero ficar do seu lado um pouco. -Noah me puxou para perto e eu deitei a cabeça em suas pernas, o olhando de baixo, o que até era engraçado. -Está chegando o seu aniversário Le, eu preciso saber o que vou dar dessa vez !

–Querido, você já me levou na Alemanha, me fez ver neve, me deu um bebezinho, me deixa feliz todos os dias por estar aqui comigo, por favor, eu não quero mais nada. -Respondi olhando para ele que desaprovava.

–Você tem que fazer um pedido. -Disse ele ao me olhar.

–Qualquer um? -Perguntei e Noah sorriu, percebendo que eu iria pedir algo.

–Sim, qualquer coisa no mundo ! -Explicou ele se animando, me sentei no sofá e coloquei as mãos no seu rosto o fazendo me olhar diretamente.

–Eu só quero que você fique comigo. -Respondi o que fez ele rir.

–Até o dia do seu aniversário eu descubro algo pra te dar. Ok? -Tive que assentir para encerrar o assunto. -Tive uma ideia Le, a gente não levou a Peach pra conhecer nosso bairro ainda.

–Han? -Perguntei meio sem entender, e Noah riu.

–Vamos levar ela pra passear ora, deve ser bom para ela e para nós, sabe, se distrair um pouco dos problemas. -Sorri para ele e fui em direção ao meu quarto, pegando a sacolinha ainda lacrada onde estava a corrente rosa que compramos no dia anterior.

–Ok, agora como vamos colocar isso nela? Eu acho melhor chamar a minha mãe... -Noah pegou a corrente e começou a rir.

–Para sua bobinha, deve ser fácil... -Noah respondeu e fomos em direção a Peach.



☽ ☾● ◯

–Deve ser fácil? Sério isso? Vocês demoraram meia hora com uma corrente ! -Brandon disse enquanto passava a mão na pug, agora já com a corrente no pescoço e deitada no sofá.

–Ok, mas é que ela se meche muito, ela começou a correr do Noah ! -Respondi fazendo Brandon rir mais.

–E onde o senhor esperto está agora? -Perguntou ele mas quando e iria responder que Noah estava só se trocando, o mesmo apareceu na sala vestido numa simples camisa amarela que o deixava com um ar mais alegre que o normal.

–E então, tudo pronto? -Assenti colocando o resto da corrente que estava solta agora na que pendia no pescoço da cachorra. -Ok vamos, até mais tarde Brandon, ah e se alguém perguntar, diga que eu trago a Lexie antes do horário do médico, ou não. -Ri da insinuação dele e seguimos até a porta, minha mãe já tinha ido trabalhar, hoje tinha um evento no restaurante e precisavam dela mais cedo, John como sempre estava no hospital e mesmo sendo quase onze da manhã, Rosie ainda dormia. Senti um aperto em deixar Brandon sozinho na casa, mas pensei que isso podia até ser favorável, afinal, ele podia fuçar o que nunca viu na mesma agora, sem ninguém atrapalhando, ou até mesmo, usar o notebook de Noah que eu deixei com ele no dia anterior para poder conversar melhor com a tal namorada ainda desconhecida para nós.

Seguimos primeiro pela rua de baixo, eu estava segurando a coleira naquele momento, Peach a cada passo que dava, parava , cheirava o chão, olhava mais uma vez para os lados e seguia em frente, o que me fazia rir muito.

–No que você está pensando, Noah? -Perguntei vendo que ele estava muito calado, seu olhar estava meio baixo.

–Ah, não é nada, o que você quer fazer agora? -Ele disse já mudando de assunto, Noah era ótimo com isso.

–Não sei, por enquanto andar com a Peach está sendo divertido, ela faz cada reação estranha ! -Dessa vez Noah expressou um breve sorriso. Andando sem saber para onde, percebi que Noah estava me guiando para algum lugar, e percebi qual era após vê-lo.

Era o mesmo parque, o de quando eu e ele nos reencontramos após o coma, quando eu estava usando um salto que me deixava mais manca do que eu já era.

–Você lembra.. lembra disso? -Ele perguntou indo se sentar no mesmo banco que eu estava naquele mesmo dia, o que me fez rir, dessa vez eu que estava chegando perto, não ele.

–Claro que eu lembro, meu deus que vergonha você me viu aquele dia indo atrás de batatinhas ! -Disse enquanto me sentava em seu lado e colocava Peach no banco junto a nós.

–O que? Você estava andando no corredor atrás de batatinhas? -Tampei o rosto fazendo Noah rir mais de mim. -Boba, você devia ter pedido para mim.

–Para o que? Um estranho? Não ia dar certo. -Ri com ele e passei a mão em Peach. -Noah, eu quero aprender a ler.

–Ah Le, eu posso te ensinar. -Não me mexi por um momento, sentindo vergonha de mim mesma.

–Você não tem vergonha de ter uma família tão chique e requintada e uma namorada que não sabe nem ler direito, que o máximo que aprendeu foram coisas básicas? -Noah pegou em minha mãe me fazendo o olhar.

–Alexia, eu não escolho pessoas por saberem ler ou não, por saberem usar um talher caro ou não, eu gosto da minha Lexie, gosto de você do seu próprio jeito, com seus erros e vitórias . — Noah passou a mão no meu cabelo me trazendo mais para perto, até ouvir uma coisa estranha e o soltei.

–Peach? -Disse vendo que ela tinha tentado me separar de Noah, então ri. -Ela é ciumenta Noah ! Parece o pai. -Noah começou a rir e se levantou.

–Vamos dar uma olhadinha numas lojas, já que daqui a pouco tenho que te levar para casa. -Assenti e me levantei, pegando em sua mão enquanto com a outra, segurava a corrente de Peach.

☽ ☾● ◯

Já faltava meia hora, meia hora para sair de casa com o carro e ir em direção ao consultório do psicólogo, meia hora para minha vida mudar de vez, meia hora...

Eu estava sentada na cama com a porta trancada há quase dez minutos, eu não queria que ninguém viesse tentar me fazer mudar de ideia, era aquela a minha escolha, eu queria descobrir as coisas, mesmo algumas delas sendo ruins.

Me lembrei então do que o médico havia dito, as vezes eu posso esquecer algo, só que eu não posso esquecer algo e esperar vários dias para voltar ao normal, então tive uma ideia. Me estiquei na cama e peguei meu celular.

Entrei no menu e fui até o link do microfone, eu iria gravar uma mensagem. Que coisa ridícula Alexia, pensei. Mas era minha única saída já que não posso ler nem escrever.

Fui até o aplicativo e teclei o botão que ficou vermelho no mesmo momento, mostrando que estava gravando.

–Oi Alexia, se você ler isso, é que você fez alguma merda com a sua memória, bem, não se esqueça da sua família, principalmente do Brandon que agora mora com a gente aqui, não deixa ele de lado, ah e não se esqueça da Alemanha, aquele lugar perfeito, ah e nem da Peach, é sua neném, e por nada, por nada nesse mundo se esqueça do Noah, ele é tipo, tudo, um amigo, um namorado, um amor, não se esqueça dele tá, e é isso.. -Ouvi minha mãe me chamar e então soltei o botão, coloquei o celular de qualquer jeito dentro da gaveta e saí correndo pela escada o mais rápido que consegui.

–Pronto, ela já chegou, vamos, entra logo no carro. -Minha mãe disse me apressando, entrei no carro de John e me sentei ao lado de Noah. Olhei para o lado e percebi que espremidos alí também estavam Brandon e Rosie. Minha mãe se sentou na frente ao lado do banco do motorista e John deu a partida.

–Como você está ? -Noah me perguntou enquanto me abraçava no carro com a desculpa de fazer aquilo para das espaço para Rosie e Brandon.

–Tudo bem Noah, eu estou bem mesmo. -Disse rindo de leve mas ele não fez o mesmo, somente apoiou sua cabeça no meu ombro, fechando os olhos. E assim seguimos até o local que eu tinha visitado no dia anterior.

Saímos do carro todos juntos, John nos mandou esperar um pouco e foi estacionar mais longe, para deixar o carro mais seguro, alí a rua estava deserta, parecia se que ninguém queria sair de casa, o que era estranho pois o dia estava lindo, o sol brilhava mesmo sem esquentar muito e o vento forte pousava por cima de nós.

Fui com Noah até a entrada e seguimos diretamente até a recepção, onde a mulher do dia anterior sorriu e mexeu em uns papéis.

–Estou marcada para as duas. -Disse a ela que assentiu, Noah apertou minha mão de leve pensando que eu não iria perceber, ele estava nervoso, pensei. Mais do que eu estou até.

–Por dois minutos a senhorita não se atrasou, irei avisar que a paciente chegou. -Após dizer isto, ela se virou e foi em direção ao corredor grande, e minha família chegou.

–Gente, eu não sei se vocês vão poder entrar, mas obrigada por virem.. -Disse para eles que já se acomodavam nas cadeiras e poltronas, menos Noah, qua não saia do meu lado por nenhum segundo.

–Alexia. -Ouvi o psicólogo chamar, então John se levantou e foi até ele que pareceu surpreso. -John ! -Disse o mesmo indo abraçar meu primo que agora estava sorridente, olhei para Noah na esperança que ele soubesse de algo, mas isso não aconteceu.

–Billy, eu sabia que você trabalhava aqui, mas eu não sabia que era você que iria ajudar minha prima. -Naquele momento todos na sala começaram a rir.

–Bem, como pode ver, eu que construí o consultório, e como meus outros psicólogos que trabalham aqui e fazem o mesmo que eu estão num período de férias, sobrou pra quem? Ela é sua prima? Nossa eu sabia que tinha algo nela familiar ! -Vi John falar mais umas coisas, até que o psicólogo se virou e sorriu para mim. -Tudo ok? Você está pronta?

–Sim, tudo perfeito. -Disse e então soltei a mão de Noah, aquilo pareceu estranho, senti uma pontada de tristeza no mesmo segundo e então me virei para trás para ver ele e o resto da minha família me observando sorrindo, menos Noah. -Será que alguém pode ficar comigo lá dentro? -Perguntei antes de entrar na sala e o médico riu.

–Pode chamar o seu namorado. -Sorri para ele e me virei indo em direção à Noah, que sorria para mim enquanto abria os braços.

–Você desistiu? -Perguntou ele quando peguei em sua mão.

–Vem, eu quero que você fique comigo. -Respondi e ele assentiu, tentando parecer animado como à segundos atrás. Seguimos até a sala e então me sentei na cadeira reclinável, Noah estava do meu lado passando a mão no meu rosto constantemente, me fazendo corar. -Vai ficar tudo bem. -Disse quase num sussurro para ele que sorriu.

–Eu te amo Le. -Noah sussurrou para mim enquanto soltava minha mão.

–Eu também te amo Noah. -Disse enquanto ele ficava parado ao meu lado e o psicólogo se aproximava.

–Bem Alexia, como dito, vai ser bem fácil, e rápido também, então, olhe para esse pendulo, não pare de olhar ok, quando eu mexer ele, siga com os olhos, sem mexer o corpo, se sentir sono, durma, só faça isso. -Assenti olhando o objeto em movimento, aquilo cansava meu olhos, eu sentia uma vontade imensa de fecha-los, e o fiz.

☽ ☾● ◯

Abri os olhos calmamente, tinha algo de errado comigo. Ah deus eu tinha acordado de um coma há quase seis meses. Olhei para os lados sem reconhecer o local, mas então avistei a figura do meu primo, que sorria para mim. Rosie ao seu lado fazia uma dança esquisita e tentei não rir, minha mãe estava ao seu lado tentando a fazer parar com aquilo, Brandon fez um oi com a mão e eu mexi a cabeça como se aceitasse, mas faltava alguém alí, a pessoa que eu procurava.

Olhei para trás e vi o corpo de Noah , ele estava sentado numa cadeira e após perceber que eu havia acordado, se levantou e foi até mim e em seguida me abracou, aquele abraço era o que eu mais precisava. Ah Noah eu senti saudades.

–Oi, Le, como você está? Você se lembra de algo. Por favor fala comigo.... -Noah dizia baixinho somente para nós enquanto me abraçava.

–Oi primo, eu to bem, tá tudo bem, pode me soltar agora ! Eu também estava com saudades. -Noah me soltou e ví uma lágrima rolar pelos seus olhos cor de mel. -O que houve? -Vi Noah se virar enquanto colocava a mão na boca, eu sabia que quando ele fazia aquilo era para não gritar. Eu não entendia o que estava acontecendo. -Mamãe, o que houve? -Perguntei para ela que não entendia também.

–John, o que fizeram, o que você fez com ela.. -Noah dizia para o homem vestido de branco no canto da sala. -De novo não, por favor eu não aguento... -Noah disse saindo da sala.

–Rosie, Rosie o que aconteceu com ele, Rosie …. -Chamei ela que veio até mim e me ajudou a levantar da cadeira. Senti uma dor imensa, eu só queria meu primo ao meu lado e agora, ele tinha fugido de mim...

Notas finais
Oi amores me perdoem por estar pequeno, é que não há como explicar mais essa situação acontecida, ate o próximo capitulo e não me matem kk