Notas iniciais
Geeeente, sei q demorei quase uma semana para atualizar, eu seei! Me desculpa okay? É q eu fui para casa do meu ex-padrasto no feriado e lá não tinha internet, então complicou para eu postar, pq quando eu conseguia wi-fi era só em alguma loja ou restaurante, então, mil desculpas! Vou tentar deixar um capitulo programado para essa semana, ou dois, não garanto nada! Semana que vem começam as minhas provas, então já sabem, nada de capítulo a não ser q eu consiga deixar programado antes! Beijinhooos, não me abandonem, please! Amo vocês.

POV — Scorpius Malfoy

Achei que aquele passeio pela escola nunca iria acabar, Rose nem sequer abria a boca, mesmo que não tenha soltado minha mão. Chad não parava de fazer perguntas, e para falar a verdade eu até ficava feliz em responder pois significava que eu estava sendo útil em alguma coisa, já que estava claro que não era o que estava acontecendo em relação a Rose.

Sei que ela me disse que estava tudo bem e que me contaria tudo quando chegássemos ao Três Vassouras ou a Casa dos Gritos, mas qualquer um podia ver em sua expressão que ela não estava nem um pouco afim de falar sobre isso, e olha que Rose nunca deixava que seus pensamentos ficassem claros em sua expressão.

Finalmente acabamos de apresentar a escola ao Chad, ou eu acabei de apresentar, e ainda nos restava 10 minutos antes de ter que ir para as carruagens, então voltamos par ao Salão Principal para o café da manhã.

– Foi muito legal da parte de você acordarem mais cedo para me mostrarem a escola — ele disse quando paramos em frente ao Salão — Obrigado. Espero que possamos ser amigos.

– Não há de que — digo dando de ombros e ele sorri se afastando para mesa da Sonserina.

– Até que enfim — diz Rose e eu me viro para ela, ela parecia estar soltando a respiração toda de uma vez, como quando você tenta ficar o máximo de tempo possível em baixo d'água e então volta para superfície, era exatamente assim que Rose estava no momento.

– Quer me contar o que aconteceu? — pergunto e ela olha para mim forçando um sorriso.

– Não vai nem me deixar tomar meu café da manhã? — pergunta tombando a cabeça para o lado, aponto para mesa da Grifinória e ela sorri indo para lá e me puxando pela mão para que eu fosse também.

– Não sei se isso é uma boa ideia — digo num sussurro quando me sento ao seu lado e ela me encara confusa, as sobrancelhas franzidas.

– O que? Comer aqui com a gente? — pergunta e eu assinto, ela revira os olhos — Não tem mal nenhum, Scorp, eu vivo comendo na mesa de vocês. E outra, o Alvo também está aqui e não está nem ligando.

Olho para Alvo por cima do ombro, ele parecia estar em casa, mas também, nos primeiros anos dele em Hogwarts quando ainda não éramos melhores amigos, ele vivia naquela mesa, as pessoas nem ligavam mais. Agora, se eu já tivesse sentado ali duas vezes era muito e as pessoas me encaravam como se eu fosse um ET, algumas só estavam curiosas por eu estar ali e cochichavam, provavelmente sobre eu e Rose talvez estarmos em um relacionamento sério e o quão engraçado isso soava, outras me encaravam como se quisessem me matar a qualquer instante. Volto o olhar para Rose e forço um sorriso para tranquilizá-la, ela revira os olhos olhando mal humorada para as pessoas que me encaravam.

– Tudo bem se quiser sair daqui, meus colegas da Grifinória não são tão educados quando eu pensei que fossem — ela diz a última parte um pouco mais alto que o necessário e várias pessoas desviam o olhar, a maioria corada.

– Você é terrível.

– Eu me esforço — ela dá de ombros e me dá um beijo na bochecha.

– Hey, casal 20! — diz Domi abraçando Rose pela cintura — Tire suas mãos da minha esposa, Malfoy.

– Me desculpa — digo erguendo as mãos como se me rendesse, elas riem divertidas e Domi solta Rose a empurrando de volta para mim.

– O que os pombinhos andam fazendo? — pergunta e damos de ombro.

– Nada demais — diz Rose e ela arqueia as sobrancelhas — Nada demais mesmo, Dominique.

– Se você diz — ela sorri maliciosamente e eu desvio o olhar para não corar quando entendo o que ela estava querendo dizer — E como foi essa manhã? — volto a encará-las, e percebo a diferença não só na voz da loira como na expressão de ambas.

– Apresentamos o colégio para o novato, fim da história — diz Rose bebericando o suco e Dominique passa a mão pelo cabelo suspirando de forma cansada.

– Rosie...

– Que horas são? Vamos perder a carruagem — ela disse se virando para mim e eu assinto.

– Está na hora de irmos mesmo — digo e ela se levanta começando a caminhar para fora do Salão.

– Você não vem?

– Só um segundo — digo e fingo que vou comer mais alguma coisa, ela se vira novamente voltando a caminhar para fora do Salão — Você pode me encontrar no Três Vassouras? Ou a Lílian? Estou preocupado com a Rose.

– Podemos, mas... não acho que possamos te ajudar muito nisso, ela tem que falar em seu próprio tempo. Mas estaremos lá as 15:00.

– Certo — digo e me levanto apressado indo atrás de Rose para as carruagens.

*****

Quando deu 13:30, Lílian apareceu no Três Vassouras dizendo que precisava de Rose urgente.

– Você não pode pedir a Dominique? — ela pergunta e Lílian faz uma careta.

– Por favor, Rosie! Eu estou te implorando! — ela choraminga e Rose se vira para mim.

– Está tudo bem, eu te espero — digo e ela assente com a cabeça.

– Eu volto logo — fala e me dá um selinho, Lílian a puxa para o banheiro e ergue seus dez dedos, entendo que ela só iria conseguir segurar Rose por dez minutos, ou eu acho que é isso que ela quis dizer. Dominique entra como um furacão no Três Vassouras e se senta a minha frente.

– Seja rápido — ela diz e eu assinto.

– Por que Rose está estranha desde ontem no Salão Principal, você sabe? — pergunto e ela revira os olhos.

– Claro que eu sei.

– Vai me contar? — pergunto e ela nega com a cabeça.

– Não, mas vou te ajudar a descobrir. O que mais você quer saber?

– Certo, ahn... na festa de vitória da Sonserina, Rose me disse que não queria ser machucado novamente. Quando ela foi machucada e em que sentido? — pergunto e ela faz uma careta.

– Dois anos, ela foi humilhada e teve o coração partido.

– Por quem? — pergunto fechando a mão em um punho — Eu conheço?

– Bom, digamos que agora conhece — ela diz dando de ombros e eu franzo as sobrancelhas.

– Céus, como você é lerdo, Scorpius! — ela leva as mãos ao rosto — Olha, tente achar alguma relação entre a forma como ela agiu ontem com as informações que eu te dei e você terá tudo o que precisa saber até Rose estar pronta para contar o resto. Por favor, não diga que estive aqui!

– Eu não vou, Domi! Obrigado — ela sorri pronta para se levantar e então se vira novamente para mim.

– Scorpius, nada do que você possa imaginar é tão ruim quanto a verdade. Por favor, eu te imploro, não a machuque. Você é a primeira pessoa que ela confia em um bom tempo e se você a machucar... eu nem sei o que vai acontecer. Me prometa, que não vai machucá-la ou deixá-la.

– Eu prometo. Faço o Voto Perpétuo se você quiser — digo e ela sorri.

– Obrigada — diz e sai dali tão rápido quanto entrou.

Alguns minutos depois Rose e Lílian saem do banheiro, Lílian na frente olhando tudo ao redor antes de liberar a passagem para Rose que parecia um pouco irritada.

– Não acredito que Lílian me fez sair daqui por causa de um garoto — diz ela e eu sorrio, ela sorri — Eu já volto, vou pedir uma porção de fritas. Você quer?

– Sim, obrigado — ela assente e sai dali indo até o balcão.

Fica a encarando e tentando montar um quebra-cabeças na minha cabeça com as informações que Dominique tinha disponibilizado. Rose fugiu ontem a noite sem mais nem menos e de alguma forma essa fuga repentina tinha relação com alguém tê-la humilhado e partido seu coração a dois anos atrás, mas qual relação é essa?

E é então que o vejo, Chad entra no Três Vassouras e dá um sorriso maliciosos quando seus olhos encontram os de Rose, ela volta a olhar para o balcão tão rápido que eu quase não teria notado essa troca de olhares se não tivesse prestando atenção, e então com uma risadinha de escárnio ele vai se sentar no fundo do bar.

É como se uma lâmpada tivesse se acendido na minha cabeça. Rose saio correndo quando Chad entrou no Salão Principal, quando Minerva anunciou que ele era o novo aluno da Sonserina. E quanto a relação entre as duas coisas.

Chad era o cara que tinha a humilhado e magoado.

E eu não via a hora de partir sua cara.

Notas finais
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