Ooops!... I Did It Again
18 Rose Weasley: O Enigma
Notas iniciais

POV — Rose Weasley
Vou até o balcão e peço duas porções médias de fritas, fico sentado ali esperando até que elas estejam prontas. Sinto o olhar de Scorpius dobre mim, mas tento não olhar de volta, pois sabia que ele queria respostas para o meu comportamento dos últimos dias, e também sei que ele merecia.
Escuto a porta do Três Vassouras se abrir com um estrondo e me viro, apenas para dar de cara com Chad, ele dá um sorriso malicioso e eu olho para frente tão rápido que estalo o pescoço. Fecho minhas mãos respirando fundo e escuto ele se afastar com uma risada irritante. A mesma risada que me levou ao fundo do poço a alguns anos atrás.
Olho de rabo de olho para Scorpius, mas ele não me encarava mais, encarava o lugar em que Chad provavelmente estava. Sua expressão foi mudando de confusa, para então clareza e então, raiva.
– Ah não — digo num sussurro quando o vejo levantar com tudo da mesa, derrubando sua cerveja amanteigada no processo e indo a passos largos para o outro lado do bar. Me levanto de um salto e paro olhando para onde ele estava.
– Hey Scorpi... — começa Chad, mas antes que ele pudesse terminar o que estava dizendo Scorpius o puxa pela camisa o fazendo ficar de pé e lhe dá um soco no rosto com tanta força que ele cai para trás, com uma expressão atordoada.
– Scorpius! — grito e me aproximo, assim como várias pessoas.
– Seu merdinha — diz Chad e se levanta o socando também, mas Scorpius por mais que parecesse mais fraco, era bem mais forte que Chad. Ele o empurra com força e quando Chad volta para lhe dar mais um soco Scorpius o segura pelo ombro com uma mão e dá socos na boca do estômago de Chad com a outra até esse cair gemendo no chão.
– Por que você não levanta, hein? — pergunta Scorpius exaltado — Não é disso que você gosta?! Humilhação?!
Ele sabia.
– Levanta dai, seu resto de aborto! Por que não enfrenta alguém do seu tamanho?! — ele grita e os garçons do Três Vassouras se aproximam prontos para colocá-lo para fora.
– Scorpius! — grito e ele se vira para mim, como se só então se lembrasse que eu estava ali, me viro para os garçons irritados — Eu resolvo isso, desculpe pela bagunça.
– É bom que sim — resmunga um deles. ]
Vou até Scorpius e o puxo pela mão para fora dali o mais rápido possível, não paro de andar até que estamos na Casa de Gritos. E então solto sua mão e me abraço com força.
Ele não diz nada. Eu não digo nada. O silêncio iria me enlouquecer a qualquer momento.
Mordo os lábios e levanto os olhos para ele, estava de costas para mim com as mãos apoiadas na parede a sua frente. Vou até lá o mais devagar possível e toco suas costas e então o abraço com força. Sua postura relaxa e ele segura minha mão entre as dele e lentamente se vira para mim.
– Eu sinto muito — digo num sussurro e ele me puxa para si me abraçando.
– Sou eu que sinto muito, Rose, não queria que você tivesse me visto perdendo a cabeça daquela forma — ele diz no mesmo tom que o meu.
– Você sabe — digo depois de um tempo e ele se afasta um pouco me encarando — Não sabe?
– Eu só juntei as peças — ele dá de ombros e eu respiro fundo.
– Me desculpa por não ter contado antes, Scorp — digo e ele nega com a cabeça.
– Está tudo bem, okay? Você pode me contar agora — ele diz e eu ergo os olhos para ele — Se você estiver pronta.
– Tudo bem, eu... — suspiro e entrelaço nossos dedos o puxando para se sentar comigo no sofá velho que estava ali.
– Rose, se você não estiver pronta para me contar o que houve, eu vou entender. Quero que você saiba disso — diz e eu o encaro.
– Você acha que pode estar apaixonado por mim? — pergunto e ele arregala os olhos e cora, fico em silêncio aguardando que ele me responda.
– Eu tenho certeza de que estou apaixonado por você — ele fala e eu sorrio e lhe dou um beijo.
– Então eu estou pronta para te contar o que aconteceu.
Flashback onn***
Férias de verão — 2013
Tinha convencido Lílian e Dominique ir até o shopping comigo, para comprarmos roupas para o show que iria ter num barzinho trouxa essa noite. Lílian aceitou na mesma hora, mas foi preciso um pouco mais de persuasão com Dominique. É óbvio que nossos pais não sabiam que iríamos, só a tia Gina sabia, e ela iria fingir que passamos a noite toda lá. Mas só deixou a Lílian ir com a condição de que James fosse junto, já que Alvo estava passando a semana na casa do melhor amigo — um Sonserino irritante de quem não estou disposta a falar. E era por isso que Dominique não queria ir, porque James iria, e quando eles não estavam se pegando estavam brigando.
Mas nada que chantagem emocional não resolva, então ela foi conosco e se animou assim que eu comprei um vestido preto, tomara que caia e justo que ia até o meio da coxa. Passamos a tarde fazendo compras e quando já eram quase 17:00 voltamos para casa dos Potter para nos arrumar. Nem preciso ressaltar que levamos quase duas horas para ficar prontas, certo? E que James levou menos de meia hora e já estava lindo. Era um baita injustiça da natureza, eu sei.
Pegamos um táxi e fomos para o bar, ele era trouxa, mas a banda que fomos ver era bruxa. Sabíamos disso pois quando vimos o folheto a alguns dias atrás, um dos integrantes da banda estava com uma blusa azul celeste do time de quadribol Tornados de Tutshill, para deixar claro eu odiava esse time, mas Lílian achou o garoto bonito — e eles eram uns gatos mesmo! — então acabou que todos nós fomos.
Chegamos lá bem na hora em que eles estavam no palco, tocando uma versão de We Will Rock You que a fazia parecer ainda mais violenta, gostei deles, eram bons no que faziam.
– Vamos até lá! — diz Dominique segurando minha mão e a de Lills com força.
– O que?! — pergunta James irritado, estava com um mal humor daqueles por causa de todo aquele fogo da Dominique para os carinhas da banda, e isso é porque não gostava dela.
– Não enche, Potter — ela revira os olhos
– Precisamos conversar! — ele diz irritado e eu e Lílian trocamos um olhar de quem sabia que aquilo iria demorar.
– Não quero conversar com você! — ela diz de volta e graças a Merlin solta nossas mãos, eu e Lílian saímos dali de fininho e vamos até o bar, tínhamos levado identidades falsas para esse momento então mesmo que o barman tenha nos olhado em dúvida algumas vezes, depois de alguns sorrisos e palavras, liberou a bebida para gente.
Já tínhamos ido a shows suficientes para saber que os integrantes sempre vinham para o bar depois de se apresentar, e é óbvio que não foi diferente dessa vez.
Estava virando o terceiro copo de tequila quando alguém aparece ao meu lado e segura o meu braço para eu não cair para trás ao me virar para procurar por Lílian.
– Cuidado ai, ruiva.
– Valeu — digo e me endireito na cadeira, então arregalo os olhos — Você é um dos caras da banda, não é?
– Sim, o guitarrista — ele sorri amostrando as covinhas e eu retribuo, seu cabelo preto estava soado de forma a realçar os olhos verdes — Sou Chad Louis.
– Rose Weasley — digo estendendo a mão e ele a aperta com os olhos semicerrados, como se tentasse entender alguma coisa — Ah, sim. Rony e Hermione...
– Devia ter reconhecido o cabelo — ele diz e eu sorrio.
– Provavelmente deveria.
– Então, você estuda em Hogwarts? — ele pergunta e eu assinto.
– Sim, eu amo aquele colégio — digo e ele faz sinal para que o barman traga duas bebidas — Onde você estuda?
– Durmstrang — ele diz e eu assinto.
– Meu irmão queria ir para lá quando era mais novo, mas desistiu quando soube dos treinamentos.
– É, eles são... um pouco difíceis as vezes — ele diz com uma careta, dou uma risada e ele me acompanha.
– Quando você vai voltar para escola? — pergunto brincando com meu copo.
– No final do mês — ele diz e eu assinto.
– Está gostando de Londres?
– É uma cidade incrível, melhor do que eu imaginei. Hogwarts deve ser incrível — ele diz e eu assinto, amava quando elogiavam Hogwarts, era o lugar mais perfeito do mundo para mim.
– Rose, precisamos ir, meu pai vai chegar em casa daqui a pou... Quem é você? — pergunta James irritado para Chad.
– Chad Louis — ele diz e estende a mão, meu primo não aperta.
– James! — digo irritada e ele faz uma careta.
– Vou chamar o táxi — ele sai dali e eu escondo o rosto entre as mãos.
– Me desculpe por isso — digo e ele dá de ombros.
– Está tudo bem, era o seu namorado?
– O que?! — quase dou um grito e então começo a rir — James? Não, é o meu primo, ele é meio super protetor.
– Percebi — ele sorri e eu retribuo — Você está livre Rose?
– S-sim — sigo torcendo para minhas bochechas não corarem. Céus ele estava mesmo me chamando para sair? Eu estava em pânico, talvez tivesse beijado dois garotos na minha vida, era completamente inexperiente em qualquer assunto.
– O que acha de sair comigo na sexta? — pergunta e eu sorrio.
– Eu adoraria.
*****
Saímos na sexta feira, ele foi me buscar em casa e meu pai não estava — OBRIGADA MERLIN! -, então não houve mais momentos constrangedores. Não nos beijamos quando ele me deixou em casa, e aquilo me deixou um pouco decepcionada, mas ele tinha me chamado para sair de novo no domingo. Ele tinha outro show em um barzinho trouxa e eu iria com ele, foi incrível dançamos até ficarmos soados e já era bem tarde quando ele me deixou em casa, dessa vez ele segurou meu rosto entre as mãos e me encarou esperando permissão, quando fechei os olhos ele me beijou, e eu pensei que tivesse ido às estrelas.
Nos víamos quase todos os dias agora e eu não tinha dúvidas, estava apaixonada por ele.
Ele me convidou para ir ver o ensaio da banda na casa em que estava ficando com os seus amigos e os pais de algum deles, acho que o do baterista, não sei.
Entrei o mais silenciosamente possível para não atrapalhar o ensaio, parei perto da porta quando escutei as vozes rindo.
– Óbvio que eu não ligo! Era esse o trato desde o começo! — diz Chad e os outros riem junto com ele.
– Você nos deu um baita susto, cara!
– Querem apostar que dou um jeito até irmos embora.
– Pare de se gabar!
– Eu consigo, vocês vão ver só! — ele diz rindo e eu franzo as sobrancelhas confusa, sem saber do que estavam falando — Rose, você está ai?
– Ah, oi — digo e saio de trás da porta, os outros garotos trocam olhares nervosos, mas Chad continua sorrindo e abre os braços para mim, vou até ele e o abraço — Do que estavam falando?
– Eles acham que não consigo convencer meus pais a voltar nas próximas férias — diz e eu o encaro, tinha certeza que meus olhos estavam brilhando.
– Você vai voltar?
– Achou que iria se livrar de mim assim? — pergunta e eu sorrio lhe dando um selinho.
Só então me toco de que ele iria embora naquele fim de semana, daqui a três dias, e tento não mostrar o quão decepcionada eu estava por ele estar indo embora.
******
Abro os olhos sonolenta quando escuto uma coruja batendo contra a minha janela, já devia ser quase 00:00. Levanto e me arrasto até a coruja para pegar a carta.
"Estou aqui embaixo com o carro, sei que já nos despedimos, mas gostaria de me ver mas uma vez antes de eu ir? Conheço um lugar ótimo em que poderíamos ir.
Chad."
Meu coração acelera e eu me inclino para janela para olhar lá para baixo, ele acena para mim e eu levo as mãos ao rosto.
– Você é maluco! — digo quase em desespero.
– Vamos lá! — ele chama, mas sem gritar. Suspiro e faço sinal para que ele espere um pouco, então me visto correndo e faço uma careta ao ver como eu estava no espelho, mas teria que ser isso mesmo.
Desço pela janela, quase morrendo do coração, e ele me segura quando chego lá embaixo.
– Vamos logo! — digo com medo que meus pais apareçam e corremos até o carro dos pais de Patrick, o cara da bateria — Para onde nós vamos?
– Você vai ver — ele sorri e eu retribuo. O resto da viagem é em silêncio e franzo as sobrancelhas confusa quando chegamos ao Caldeirão Furado.
– Aqui? — pergunto confusa e ele sorri dando de ombros e sai do carro, o sigo o mais rápido possível para não ficar ali fora sozinha.
– Um quarto, por favor — ele pede depositando o dinheiro no balcão e o garoto que estava no balcão nos encara, não deveria ter mais do que 18 anos, provavelmente acabara de sair de Hogwarts.
– Vocês são menores de idade — ele diz e Chad revira os olhos e coloca mais dinheiro ali.
– É bom que ninguém saiba que estão aqui — ele diz e enfia o dinheiro extra nas vestes apressadamente.
– Valeu — diz Chad e me puxa pela mão escada acima.
– Pensei que ele não fosse nos deixar passar — digo sorrindo quando entramos no quarto.
– Eu também.
– Então... — digo para quebrar o silêncio e ele sorri.
– Vem aqui — ele estende os braços para mim e eu sorrio indo até ele, ele segura meu rosto e me beija. Não como os outros beijos, mas forte e quente. Nos separamos por falta de ar e ele sorri para mim novamente, um sorrisinho malicioso que quase me assusta, mas então ele volta a me beijar e andar para trás ao mesmo tempo, batemos contra cama e caímos, ele por cima. Nos afastamos rindo e ele segura minha cintura com força me forçando a subir ainda mais no colchão, então segura minhas mãos ao lado do meu corpo e as acaricia enquanto desce os beijos para o meu pescoço, solto um gemido com aquilo, nunca tinha sido beijada daquela forma.
– Você é linda — ele sussurra no meu ouvido mordendo o lóbulo da minha orelha, outro gemido. Ele sorri e segura a barra da minha blusa a levantando e beijando toda a minha barriga, quase não percebo quando ele joga a blusa longe.
– Não acha que estamos indo muito rápido? — pergunto e ele cola os lábios nos meus para me calar, ele abre o fecho do meu sutiã enquanto isso e desliza as mãos para dentro da minha calça — Chad...
– Shh! Você vai gostar — ele diz e eu mordo os lábios com força, não queria fazer aquilo, mas não queria parecer covarde. Ele arranca a própria blusa e a calça e volto a me beijar. Eu estava apenas de calcinha nessa altura, e ele desce novamente os beijos depositando chupões pelo meu pescoço, meus seios, minha barriga...
– Chad, por favor, estamos indo rápido demais — digo novamente, quase chorando e ele me encara e se afasta.
– Pensei que gostasse de mim, Rose — ele diz num sussurro e eu arregalo os olhos.
– Eu gosto, é só que...
– Então prova que gosta — ele diz e eu engulo em seco.
– Como? — pergunto mesmo sabendo qual era a resposta.
Ele não responde, mas abaixa pegando um pacote prateada no bolso da calça e tira a própria cueca colocando a camisinha. Então volta para cima de mim e segura novamente meus braços, mas não da forma carinhosa que segurou antes e volta a me beijar do pescoço até a barriga, mordiscando e puxando quando passava pelo seio. E tão rápido quanto possível, arranca minha calcinha e tampa a minha boca antes de me penetrar, solto um grito involuntário de dor, sentindo as lágrimas queimarem meus olhos, mas ele não para continua e continua pelo o que parece uma eternidade.
Então se levanta, se veste e joga as minhas roupas para mim, me visto sem encará-lo, minha visão embaçada pelas lágrimas.
– Você pode me levar em casa? — pergunto num sussurro.
– Só um segundo — ele sai do quarto e então volta, seus amigos estavam atrás dele chorando de rir.
– Mandou a ver, Weasley — diz Lerry, um dos vocalistas.
– O que? — pergunto me abraçando e Chad sorri, o mesmo sorriso malicioso de minutos atrás.
– Quer ver uma coisa? — ele pergunta se aproximando e me entregando um celular. O encaro confusa e dou play no vídeo, soltando o celular na cama alguns segundos depois.
– Oh Merlin — digo com os olhos arregalados e o encaro — Como...
– Eles deixaram tudo preparado antes de chegarmos — diz dando de ombros.
– Você... por que... eles não viram, não é? — perguntou em choque.
– Ah, vimos — diz Patrick sorrindo.
– O celular estava aqui, se estava filmando, eles não... — digo chorando e Chad passa a mão no meu rosto.
– Ah, eu não expliquei essa parte certo? Vamos lá, internet é proibida em Durmstrang, então os alunos fizeram u site para se comunicar quando não estiverem na escola, entendeu?
– Mas...
– Ah! Não entendeu — ele diz e sorri — Tem um aplicativo que permite que gravemos e que passe nesse site ao mesmo tempo. Então digamos que... eles viram tudo enquanto estava acontecendo. Assim como todos os outros alunos da escola.
– Eu não acredito que fez isso! Eu odeio você! — grito e levanto da cama batendo em cada parte do corpo que eu conseguia, ele me afastou com força pelos ombros e me deu um tapa forte no rosto fazendo com que eu caísse na cama.
– Até mais, vadia — diz um dos garotos, mas não vejo quem é, só fico ali encolhida e chorando enquanto os escuto se afastar rindo pelo corredor.
Flashback off***
******
Scorpius não diz nada, só me encara.
– James foi me buscar de táxi, e eu o fiz prometer que não contaria a ninguém, ele foi atrás deles, mas já tinham ido embora, então ele hackeou o site e tirou o vídeo, mas não tem como saber se alguém já salvou ou... sei lá. Acho que James ainda não sabe que Chad está em Hogwarts, porque se não já teria acontecido algo um pouco pior que no Três Vassouras. Só ele sabia disso, por um bom tempo, e eu me afastei um pouco porque fiquei com vergonha, Dominique e Lílian acabaram descobrindo depois de um tempo, mas ninguém mas sabe. Alvo desconfia que algo ruim aconteceu, assim como Hugo, mas não sabem de nada.
Termino de contar e ele continua em silêncio, me encarando.
– Rose, eu nunca faria algo assim com você, por favor, confie em mim — diz e eu o encaro por algum tempo, até não aguentar mais e começar a chorar. Scorpius me puxa para perto e me abraça enquanto eu choro como não havia chorado naqueles dois anos e meio, choro pela humilhação, por ter sido iludida e pelo o que me tornei por causa do que aconteceu comigo naquele quarto sujo do Caldeirão Furado, pela perda da minha inocência e por ter sido tão quebrada que por longos dois anos, não confiei em ninguém, não deixei ninguém ver quem eu era, fiz de mim uma versão melhor e mais mortífera, o tipo que os meninos teriam medo de usar e no meio do processo, tinha me perdido completamente, até encontrá-lo. Scorpius.
Devo levar cerca de meia hora para me acalmar, a blusa de Scorpius estava encharcada e em alguns pontos sujas de rímel e lápis de olho.
– Desculpa — digo e levanto os olhos para seu rosto, engolindo em seco ao ver como ele estava — Oh meus Deus, Scorpius! — volto a abraçá-lo.
– É você quem precisa ser consolada agora — ele diz me abraçando de volta e eu enterro o rosto na dobra de seu pescoço.
– Você está chorando, nunca pensei que fosse te ver chorando.
– Te digo o mesmo — ele diz num sussurro.
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