Notas iniciais
Mee here again!

POV — Scorpius Malfoy

Terminei de transferir minhas coisas para o novo dormitório mais tarde do que esperava, tive que fazer tudo sozinho, já que Alvo havia sumido por ai e eu não tinha mais ninguém para pedir ajuda.

Voltei para a sala de McGonagall, mas as meninas não estavam mais lá, o que significava que Rose e James já deveriam ter deixado a sala com o sr e a sra Weasley. Agora teria que procurar por Rose, já que havia prometido para ela que a esperaria ali embaixo e nessa altura ela estaria fula da vida comigo.

Vou para o Salão Principal, mas nem entro ao perceber que ela não estava por ali, as meninas estavam e James também. Avisto o inútil do Alvo e ele acena para mim enquanto corre na minha direção.

– Hey cara, por que o seu armário está vazio? — ele pergunta e eu arqueio a sobrancelha.

– Por que estava olhando no meu armário?

– Procurando camisinhas — ele dá de ombros e eu seguro o riso — O que é tão engraçado?

– Por que você iria querer camisinhas?

– Para não engravidar ninguém — ele diz dando de ombros.

– Recapitulando a pergunta, desde quando você transa? — pergunto e ele revira os olhos.

– Não enche cara, enfim, seu armário vazio? — ele pergunta e eu sorrio.

– Vou para o meu próprio Salão Comunal, McGonagall me avisou hoje. Na verdade é metade meu, já que vou dividi-lo com Rose — digo e ele fecha a cara.

– Agora vocês me abandonam de vez — ele reclama e é minha vez de girar os olhos.

– Não seja infantil Al, está agindo como uma garota.

– Tudo bem, mas eu ainda preciso daquelas camisinhas — ele diz e eu assinto.

– Arrumo para você mais tarde. Agora tenho que encontrar a ruiva — digo e saio dali.

A procuro pelos corredores por um bom tempo e não a encontro, então volto para o Salão Comunal, talvez ela tenha ido para lá.

– Rose? — a chamo quando entro, mas não escuto uma resposta, subo as escadas para os quartos e bato em sua porta. Alguns minutos depois escuto seus passos e ela abre a porta.

– Oi — ela diz coçando os olhos, provavelmente já estava dormindo e eu a acordei.

– Desculpa ter te acordado — digo e ela dá de ombros e me acompanha até o andar de baixo.

– Onde você se meteu? Pensei que fosse me esperar — diz e eu assinto.

– Eu sei, me desculpe.

– As meninas disseram que Minerva queria conversar com você, está tudo bem? — pergunta e eu assinto.

– Sim, ela só queria me contar que agora sou monitor-chefe — digo e ela sorri.

– Isso é ótimo, parabéns! — diz me abraçando.

– Ainda nem cheguei na melhor parte — digo e ela arqueia as sobrancelhas.

– Okay, estou ouvindo.

– Como monitor-chefe, eu tenho direito ao meu próprio Salão Comunal — digo e ela dá de ombros- Na verdade, eu tenho que dividi-lo com o monitor ou monitora-chefe de outra casa.

– Está me dizendo que... — ela sorri e eu assinto.

– Terá que me aguentar por muito mais tempo agora — digo e ela me abraça novamente.

– Vai ser um prazer.

– Como foi com os seus pais? — pergunto e ela suspira.

– Difícil, eles não me fizeram perguntas, mas todos choramos muito e eu descobri que James vinha se atormentando a dois anos e colocando a culpa do que aconteceu sobre si, por isso me deixou afastá-lo.

– Não faz sentido — digo com uma careta.

– É, eu sei. Mas James e eu sempre fomos assim, sempre protegemos um ao outro, as vezes até mais do que aos nossos irmãos. E então depois daquilo... eu não sei, talvez ele ache que devesse ter adivinhado tudo e me impedido de ficar com Chad — ela diz e passa a mão no cabelo de forma nervosa.

– Como seus pais estão?

– Eles queriam que eu voltasse para casa com eles, ficasse até o Natal e só depois voltasse — ela dá de ombros — Acho que eles também estão se culpando, eu acho que também estaria se fosse eles, quero dizer, sei que a culpa não é deles e que eles não tinham como adivinhar, mas seu eu descobrisse que isso aconteceu com a minha filha a dois anos e eu não fazia ideia, iria colocar a culpa toda em mim mesma. No final das contas, os machuquei, não dá forma como pensei que fosse machucar, mas machuquei — ela respira fundo e revira os olhos — Eu continuo fazendo isso, machucando as pessoas. Partindo o coração dos garotos, fazendo os meus pais se sentirem culpados, fazendo Jay se sentindo culpado. Qual o problema comigo?

– Não tem nenhum problema com você, Rosie. Você aguentou muita coisa sozinha, por dois anos, carregou tudo nos ombros, já estava na hora de você dividir esse peso com outras pessoas — digo e ela sorri fraquinho.

– Eu só queria faze tudo certo, sabe? Pelo menos uma vez na minha vida.

– Escuta, — digo e me aproximo dela segurando seu rosto entre as mãos — o que aconteceu naquela noite, não foi culpa sua. Entendeu? Não há nada de errado em nada que você fez até agora, absolutamente nada.

– Você realmente acha isso?

– Eu tenho certeza.

– Sobre o que disse mais cedo — ela diz e abaixa os olhos.

– O que?

– Quando estava saindo da sala de McGonagall, sobre o que sentia por mim — ela diz e eu entendo a que ponto ela queria chegar — É verdade?

– Sobre eu te amar? — ela cora e assente — Acho que não tem algo mais verdadeiro do que isso na minha vida — ela levanta os olhos para mim e sorri, retribuo o sorriso.

– Por que você acha isso? Que me ama.

– Eu apenas sei — digo e ela puxa a gola da minha camisa me beijando. Não solto o seu rosto e suas mãos sobem para o meu cabelo. Solto um gemido involuntário quando ela arranha minha nuca — Você sempre sabe o que fazer para me deixar assim.

– É um dom — ela sorri e tira a minha blusa voltando a me beijar.

– Rosie, você tem certeza? — pergunto e ela me encara.

– Acho que já esperamos demais, você não? — pergunta e eu sorrio voltando a beijá-la, ela passa uma perna de cada lado do meu corpo e eu me levanto ainda com ela em meu colo.

– Quer conhecer o meu novo quarto?

– Eu adoraria — volto a colar nossos lábios e subo as escadas até o meu quarto, fecho a porta atrás de nós e a deixo cair sobre a cama.

Meu corpo vai de encontro ao dela e passo as mãos pela lateral de seu corpo, arrancando sua blusa instantes depois. Ela me puxa pela nuca com força e volto a beijá-la enquanto minhas mãos descem para suas coxas e voltam a enrolá-las na minha cintura. Desço os beijos para o seu pescoço e para seus seios até a barriga, Rose enrola as mãos no meu cabelo e pressiona ainda mais minha cabeça contra sua pele. Abro o seu sutiã e a vejo corar, porém ela ri no instante seguinte.

– Nunca te imaginei corando por isso — digo rindo e ela revira os olhos.

– Eu nunca me importava com os caras que transava, então por que me importaria com o que eles iria pensar do meu corpo? — ela dá de ombros.

– E se importa comigo, é? — a provoco e ela suspira — Se te faz se sentir melhor, você é a garota mais perfeita com que já transei.

– Acho que isso é bom, levando em conta quantas garotas você já transou — ela dá de ombros e me puxa novamente de encontro a ela me beijando, suas mãos descem até minha calça e brincam com o zíper por um tempo antes de abri-lo e abaixar minha calça. Faço o mesmo com seu short, mas sem cerimônias.

– Tenho que pegar a camisinha — digo contra seu pescoço, mas ela me segura contra ela.

– Está tudo bem, eu tomo poção para isso — ela diz e eu a encaro.

– Você sempre esta preparada? — pergunto e ela sorri.

– Absolutamente.

Terminei de tirar nossas roupas e me encaixei entre suas coxas, prendi meu olhar ao dela, precisava saber o que ela estava sentindo e então a penetrei. Rose gemeu alto demais enquanto me agarrava pelos ombros, me movimentei dentro dela com mais força agora.

Só existia nós dois ali no momento, e por mais que eu quisesse que fosse para sempre, sabia que uma hora ou outra teria que contar a verdade a Rose, antes que ela descobrisse de outra forma.