Notas iniciais
Eu aqui.

POV – Scorpius Malfoy

2 semanas depois

– Hey, namorado – diz Rose se jogando ao meu lado no sofá do Salão Comunal.

– Hey – digo sorrindo e puxando os seus pés para cima do meu colo – Onde estava?

– Treino de quadribol, a final é assim que voltarmos do Natal, o que é daqui a quase duas semanas. E nós vamos acabar com vocês.

– Vocês podem sonhar – dou de ombros e ela me taca uma almofada.

– Estou falando muito sério aqui, Malfoy. A Grifinória vai acabar com a Sonserina esse ano, e sabe por quê?

– Por que você está no time? – pergunto e ela sorri.

– Está vendo? Até você acha isso.

– Vai sonhando, Weasley – digo e ela revira os olhos – Ei, já falou com os seus pais?

– Eu já disse que é totalmente seguro você ir para minha casa no Natal, Scorp. Vamos para Toca de qualquer jeito, então minha avó está no comando.

– Eu sei, mas... não vai ter mesmo problema?

– Está dando para trás? – pergunta com as sobrancelhas arqueadas.

– Não mesmo, só não quero criar confusão. Você sabe que Malfoys e Weasleys nunca se deram muito bem, então...

– Oh meu Merlin, Scorpius Malfoy está nervoso? – ela zomba e eu faço uma careta – Eles vão te adorar, não seja bobo. E de qualquer forma, meus pais já te conheceram quando... você sabe.

– É – digo e a encaro com atenção, sabia que aquilo estava sendo um assunto delicado para ela, Chad estava preso no Ministério, aguardando a sentença sobre Askaban, já que como era um local bruxo não poderia ser denunciado a policia trouxa e toda a família de Rose sabia agora, a alguns dias atrás seu irmão veio chorando até ela e até Alvo estava diferente, e por mais que tivessem prometido, provavelmente seria um clima estranho na casa dela e foi por isso que concordei em ir, para ajudá-la com tudo isso – Tem certeza que não quer passar o Natal em Hogwarts?

– Quando você comer a comida da minha avó vai entender o motivo de eu querer tanto ir para casa nos Natais – ela diz rindo.

– Okay, acho que vou ter a oportunidade agora – digo sorrindo e ela assente.

– Você irá.

*****

POV – Rose Wealey

Fomos dormir mais cedo, já que amanhã teríamos que acordar super cedo para pegar o trem, Scorpius dormiu no meu quarto essa noite e NÃO, não fizemos nada, estávamos realmente cansados e também precisávamos mesmo dormir cedo, ele queria causar uma boa impressão na minha família e blábláblá, eu acharia fofo, porém eu não o tipo de garota que acha tudo fofo então, azar o dele, mas ele se acostuma.

Acordei antes dele e fui tomar banho, pelo menos a água estava quente, coloco uma saia pregueada vermelha e uma blusa de mangas comprida azul marinha e saio do banheiro para acordá-lo.

– Scorpius levanta, está na hora – chamo o sacudindo.

– Não, não está – ele resmunga e eu reviro os olhos.

– Okay então – dou de ombros e reúno toda minha força para empurrá-lo no chão.

– Rose! – ele faz uma careta ficando de pé.

– Está na hora – digo lhe dando um selinho e o empurrando para fora do meu quarto para se arrumar.

Termino de juntar as minhas coisas, eu geralmente organizo tudo um dia antes, porém tinha largado algumas roupas e livros aqui e ali, e iria precisar deles em casa, ou pelo menos acho que iria, mas levava tudo para não correr o risco.

Desembaracei meu cabelo e o deixei solto, ele estava ainda maior do que no início do ano, agora já alcançava o final das minhas costas.

– Scorpius! – choraminguei indo para porta do seu quarto.

– Oi! Eu estou me trocando – avisou e eu entrei no quarto assim mesmo.

– Você já está de cueca e bermuda, para de drama – digo revirando os olhos.

– Quero causar uma boa impressão para sua família – ele diz procurando uma camisa.

– Então não troque de roupa na minha frente quando estivermos lá, ninguém vai saber o que você fez aqui – digo e ele ri negando com a cabeça.

– Você é impossível – ele diz e eu sorrio angelicalmente tombando a cabeça para o lado.

– Eu me esforço para ser.

– Onde estão suas coisas? – pergunta e eu me aproximo o abraçando pelo pescoço.

– Então... estão no meu quarto, e estão pesadas demais para eu carregar – digo tentando fazer a melhor cara de cachorrinho que caiu do caminhão de mudança possível, ele joga a cabeça para trás e suspira.

– Você é uma aproveitadora – ele diz e eu lhe dou um beijo estalado na bochecha.

– De nada! Vou descer e encontrar as meninas, okay?

– Mande Alvo ou James virem me ajudar pelo menos – ele diz e eu assinto.

– Mandarei James, vocês precisam se gostar um pouco mais – digo e ele revira os olhos assentindo – Até o Salão Principal.

– Até.

Saio do Salão Comunal dos Monitores e vou à procura das garotas, elas com certeza já tinham deixado a Torre da Grifinória, então vou para o Salão Principal.

– Hey Rosie – diz Lílian e eu a abraço pelo pescoço – Parece que alguém está de bom humor.

– É – assinto e encaro James com um sorriso fofo.

– O que? – ele pergunta com uma careta.

– Deixei Scorpius sozinho no Salão Comunal com as minhas coisas e as dele, e prometi que mandaria alguém para ajudar – digo e ele revira os olhos – Please, Jay! Vocês quase não conversam, vai lá!

– Levanta sua bunda gorda e vai logo, James Potter – manda Dominique e ele faz uma careta se levantando para sair dali.

– Alcaçuz! – grito e ele assente, sabendo que era a minha senha.

– E ai, Rosita? Animada para apresentar seu boy a família? – pergunta Domi com um sorriso maldoso e eu dou de ombros.

– Eu não sei, acho que ele está realmente nervoso com esse lance de ir para Toca no Natal, sabe? – digo e Lílian me encara por alguns segundos antes de fazer uma careta.

– Céus, como eu odeio gente apaixonada – diz e eu a empurro.

– Ignora ela, ela nasceu para ser ignorada, continua – pede Domi e eu sorrio.

– Hoje ele estava procurando uma camisa que o deixasse mais apresentável e tudo mais, ontem a noite ele nem quis transar para dormirmos cedo para estarmos dispostos hoje pela manhã.

– UOU – diz Domi com os olhos arregalados.

– Eu sei, é Scorpius Malfoy, desde quando ele recusa uma transa? – elas riem da minha cara e eu acabo rindo com elas.

– Acho que ele realmente gosta de você – Domi sorri e eu retribuo.

– Acho que sim, eu estou com medo ainda, sabe? Mas eu confio nele plenamente, acho que isso também me assusta.

– Você supera – diz Lílian e eu reviro os olhos para minha prima, mas acabo rindo – Falando nele...

Me viro para onde ela estava olhando e vejo Scorpius e James entrando no Salão Principal, sem as minhas coisas ou as dele devo ressaltar.

– Com licença, senhores, mas aonde especificamente estariam minhas roupas? – pergunto e James ri.

– Estão no trem, senhorita – ele diz e finge fazer uma reverência exagerada.

– Obrigada, meu servo – digo e ele bagunça meu cabelo rindo.

– E ai Scorpius, nervoso para conhecer nossa família? Ela é bem grande sabia? E difícil de se impressionar – diz Lílian e ele engole em seco.

– Calada Luna! – digo e ela levanta os braços em rendição.

– Só estou preparando o menino psicologicamente, já que não vou poder fazer nada quanto a dor física – diz com uma careta.

– Okay, hora de irmos – digo me levantando e puxando Scorpius para longe dali.

– Agora eu estou com medo.

– Ela está brincando – digo e ele assente.

– Certo.

– É sério, relaxe, okay? – digo sorrindo e ele sorri de volta suspirando.

– E se eles não gostarem de mim?

– O importante é que eu gosto – digo e ele faz cara de desentendido.

– Quer dizer que você gosta de mim? – ele brinca e eu sorrio.

– Oh não, você descobriu meu segredo!

– Fico feliz em ter descoberto.

– Eu também.