Ooops!... I Did It Again
12 The Party
Notas iniciais

POV — Scorpius Malfoy
Segui Alvo para o vestiário e tomei banho, tentando entender o que tinha acontecido com o Scorpius mulherengo e que odiava a Weasley de algumas semanas atrás. Quase dois meses e até eu estava apaixonado, juro que nunca mais falo que não entendo o motivo dos caras se apaixonarem, por mais que os motivos tenham sido diferentes, afinal nenhum deles — a não ser, o Al talvez — a conheciam de verdade.
Saí do box e fui até meu armário para pegar a roupa que eu tinha pego para ir para festa, uma calça jeans e uma camisa azul. Geralmente, eu só ficava animado para esses tipos de festas, porque:
1 — os professores não supervisionavam, o que significa bebida a vontade.
2 — as garotas realmente se animam
3 — uma sempre acabava na minha cama
Mas agora tudo o que eu pensava era: Rose vai estar lá. O que me fazia parecer o maior gay do planeta Terra, mas que seja.
– Já está pronto? — pergunta Alvo saindo de trás de um dos armários já vestido e eu assinto.
– Sim e você?
– Também — ele disse e eu olho ao redor para garantir que não tem mais ninguém ali.
– Alvo eu... não quero mais levar isso a diante — digo e ele franze as sobrancelhas confusos. É um lerdo mesmo, reviro os olhos — A aposta. Você estava certo, não há como se aproximar dela sem se apaixonar.
– Ah isso — ele disse e dá de ombros — Tudo bem, eu nunca levei essa aposta a sério mesmo.
– Ótimo, mas tente não contar isso para ninguém, okay? — digo e ele revira os olhos.
– Relaxa, cara. Mas sinto em te informar que aquela garota que você pegou a algumas semanas deve saber, ela escutou aquela nossa conversa.
– Ela não sabia de quem estávamos falando, só pegou o final da conversa — digo e ele suspira.
– Vamos orar para que sim.
******
Já fazia meia hora que estava na festa e até agora Rose não tinha aparecido, e Domi e Lílian também não estavam por perto.
– Acho que ela não vem cara.
– Por mim tudo bem, Rose não vir significa Lílian não vir e eu poder aproveitar minha noite sem ficar me mordendo de ciúme ao pensar em minha irmã beijando os caras por ai.
– Você não devia ser super protetor assim — digo rindo e ele dá de ombros.
– Você não devia estar apaixonado pela minha prima, e olha onde estamos.
O ignorei e ele voltou a conversar com a garota da Lufa-lufa.
– Scorpius! — escutei a voz dela e me virei tão rápido que quase desloquei o pescoço.
– Oi — digo sorrindo e quase tenho um infarto cardíaco quando ela joga os braços ao redor do meu pescoço para me abraçar, mas ela nem parece ter percebido o que estava fazendo quando se afasta.
– Onde está Al? — pergunta olhando ao redor — As meninas me largaram sozinha assim que entraram aqui.
– O Al também me largou aqui — digo sorrindo.
– Que ótimos amigos nós temos.
– É... você, hum... quer uma bebida? — pergunto e ela dá de ombros e passa por mim indo até o bar, a observo por alguns instantes antes de segui-la, ela está com um salto preto e um short jeans, não parecia ter gastado mais do que meia hora para se arrumar, mas estava perfeita.
– Duas doses de tequila — peço e paro ao lado dela — Você bebe tequila, certo?
– Sim, tudo bem — diz dando de ombros.
– Só não quero que você acabe passando mal de bêbada — digo e ela arqueia as sobrancelhas.
– Quantas você acha que aguento?
– Hey, não precisa provar nada pra mim, okay? — pergunto e ela sorri.
– Certo, se eu virar 5 eu ganho — ela fala e eu dou de ombros.
– Beleza — ela estende a mão para mim e eu a aperto e então a vejo virar a primeira dose, viro a minha também.
– E ai, o que você estava fazendo antes de eu chegar?
– Te esperando — respondo e ela arqueia um sobrancelha, percebo o quão estúpido isso soava e tento me concertar — Eu e Al estávamos, ele saiu dali um pouco antes de você chegar.
– Okay... — ela dá de ombros e pede para o garçom trazer mais duas.
– Por que você demorou com as meninas? — pergunto e ela vira a outra dose antes de me responder.
– Dominique gosta bastante de se embonecar, falei para ela que era só uma festa com uma bando de gente soada e não nosso baile de formatura, ai ela ficou irritada e trocou de roupa de novo.
– Nossa.
– É — ela ri dando de ombros e passa o dedo indicador pela borda do copo.
– Você quer dançar? — pergunto olhando para a pista improvisada.
– Daqui a pouco, primeiro vou ganhar essa aposta.
– Não apostamos nada — digo e ela parece pensar por algum momento.
– Bom, então vamos apostar agora. Se eu ganhar, e só para deixa claro eu vou, você... — ela pensa novamente e bufa irritada por não ter nada em mente — Já sei, você não leva ninguém para cama essa noite.
– E se eu ganhar?
– Ai você pode levar quem quiser — ela diz como se fosse óbvio e eu sorrio.
– Ai você dança comigo.
– Mas eu já disse que iria dançar com você — ela diz e vira a terceira com uma careta.
– É verdade — eu viro a segunda dose e ela ri.
– Parece que eu vou mesmo ganhar essa aposta, você ainda está na segunda.
– Você vai acabar bêbada — digo e ela revira os olhos.
– Não seja tão chato. Você é Scorpius Malfoy, desde quando se importa com garotas bêbadas dançando com você? — ela pede mais uma e eu a acompanho.
– Você não é qualquer garota — digo e ela me encara com os olhos curiosos enquanto vira a quarta dose.
– Isso quase pareceu fofo, Scorp — diz e passa o dedo no canto dos lábios para limpar o vestígio de tequila — Por um segundo pareceu que você estava apaixonado por mim.
Engasgo com a minha dose e ela solta uma gargalhada.
– Parece que alguém ficou nervoso.
– Esse alguém não sou eu — digo e ela faz um biquinho como se eu a tivesse magoada, reviro os olhos sorrindo e estendo a mão para pegar a minha quarta dose, mas ela a pega antes — Tem certeza que vai virar?
– Veja e aprenda — diz e se levanta um pouco cambaleante.
Observo Rose virar outro copo e sorrio.
– Tudo bem, você ganhou.
– É, eu ganhei! — ela diz um pouco alterada, mas não estava exatamente bêbada.
Dominique passa por nós e puxa Rose para cima de uma mesa de centro junto com ela.
– Eu vou dançar! — ela me avisa como se eu não estivesse vendo e eu me afasto do bar me aproximando da mesa que elas subiram.
Rose sorri e começa a rebolar junto com a prima no ritmo da música. Não consigo nem olhar para Domi, meus olhos não se desviavam de Rose por nenhum segundo e começo a pensar sobre o que os garotos ao redor estavam achando da ruiva, mal consigo conter o ciúme.
– Para de babar, Scorpius — grita Alvo por cima da música e eu desvio os olhos de Rose por um segundo para encará-lo, reviro os olhos mas sorrio.
– Fica na sua, Potter — ele ri e se afasta, volto a olhar para Rose que me encara com um sorriso divertido, provavelmente tinha escutado o que Al falou.
Ela volta a rebolar, mas dessa vez olhando para mim, seguro a respiração e olho ao redor nervoso.
– Gosta do que vê? — ela pergunta se aproximando e eu coro. Eu corei!
– Mais do que você imagina — digo antes de me conter e ela pisca algumas vezes tentando entender o que eu tinha falado, então dá de ombros e volta para Dominique.
Elas viram de costa uma para outra e começam a rebolar.
– Arrasa Rose! — grita um garoto do outro lado da mesa e eu reviro os olhos para ele, Rose percebe de novo e parece estar gostando de saber do efeito que está causando em mim, pois sorri e se vira de frente para a prima a puxando para rebolarem uma contra a outra.
– Merlin... — diz uma menino do quinto ano atrás de mim, pela sua expressão era sua primeira festa e eu quase sinto vontade de rir.
Volto a olhar para elas e vejo Rose sussurrar alguma coisa no ouvido de Dominique que olha para algum lugar que não consigo ver e sorri descendo da mesinha e some de vista.
– Poxa! — grita o mesmo menino de antes e sinto vontade de gritar algo como "Deixa de ser virgem!" de volta.
Rose me encara e faz sinal para que eu me aproxime. E é o que faço parando em frente a mesinha, ela coloca os braços ao redor do meu pescoço e sorri.
– Eu disse que iria dançar com você — ela diz e eu seguro sua cintura a descendo da mesinha e a colocando no chão, ela me encara alguns segundos e me pergunto se ela está mesmo bêbada, ela se vira de costas para mim e me puxa até a pista de dança — Você sabe dançar?
– Acho que você vai descobrir agora — digo e ela da um sorriso maroto.
A puxo pela cintura e ela volta a rebolar, a acompanho sem problema e ela parece surpresa com isso.
– Você sabe — diz sorrindo e eu pisco para ela que agarra a minha camisa me puxando mais para perto.
Seguro sua cintura com força e acompanhamos o ritmo da música, os cabelos ruivos já estavam grudando nas costas dela, mas ela não parecia dar a mínima para isso.
Outra música começa, mas não a solto e ela também não parecia querer me soltar, o que inflou bastante meu ego. Sua mão para de apertar minha camisa e desce lentamente até o cós da minha calça. Seguro minha respiração por alguns segundos e então ela me solta e se vira de costas para mim, levo alguns segundos para entender que ela não iria sair dali, e mais alguns para ter coragem o suficiente para puxá-la pelo quadril, ela joga a cabeça para trás rindo e volta a rebolar, dessa vez com mais força.
– Você está me matando — digo num sussurro e ela sorri segurando minha mão que estava em seu quadril para me impulsionar ainda mais.
– O que você acha que eu quero? — ela apoia a cabeça no meu ombro e morde o lóbulo da minha orelha, solto um gemido e a puxo com mais força contra mim enquanto rebolamos.
– Vão para um quarto! — grita Lílian passando pela gente e Rose ri se virando de frente para mim de novo.
– Vamos sair daqui — ela diz e eu a encaro.
– Você está bêbada — digo e ela revira os olhos.
– Não estou bêbada, Scorpius, sei exatamente o que quero — diz e eu suspiro jogando a cabeça para trás. É claro que eu queria sair dali! Mas havia grandes chances de ela estar bêbada e blefando — Okay.
– O que? — vejo ela puxando um garoto próximo pela camisa e rebolando até o chão, o garoto parecia tão surpreso que nem se moveu — Que se foda — digo e a puxo pela cintura a levando até as escadas que davam para o dormitório.
Pego a chave do dormitório que dividia com Alvo no bolso, tive o cuidado de trancá-lo para ninguém acabar ali, e agora agradeço por isso.
Puxo Rose para dentro e a coloco contra a porta a trancando em seguida.
– Você tem certeza disso? — pergunto e ela puxa minha nuca com violência e cola os lábios nos meus. O beijo não estava calmo, longe disso, parecíamos estar pegando fogo. Seguro sua coxa com força e a ergo para ficarmos do mesmo tamanho, suas pernas se enrolam na minha cintura e afastamos nossos lábios apenas para ela arrancar minha camisa.
A desencosto da cama ainda com suas pernas enroladas em minha cintura e a jogo na cama voltando a beijá-la.
CONTINUA ♥
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