Ooops!... I Did It Again
13 I don't will hurt you
Notas iniciais

POV — Scorpius Malfoy
As pernas dela continuam entrelaçadas no meu quadril quando a jogo na cama. Ela arranha as minhas costas e me empurra com força para o lado para inverter as posições.
– Você é linda — digo sem conseguir me conter e ela sorri se sentando em cima da minha barriga e tirando a própria blusa, então volta a me beijar.
Minhas mãos acariciam suas coxas sem hesitar e ela solta um gemido contra minha boca quando alcanço o botão de seu short. Aproveito esse momento para inverter novamente as posições, desvio minha boca da sua e desço pelo seu pescoço.
– Você é uma pessoa horrível – reclama Rose quando lhe dou um chupão perto do seio esquerdo.
– Eu sou, não sou? – ela revira os olhos e me puxa com força pelo cós da calça e entrelaça novamente as pernas no meu quadril e voltando a me beijar. Me pergunto se o tecido da calça seria grosso o suficiente para disfarçar quão animado eu estava com aquilo.
Havia uma parte de mim, que quase chegava a 98% que queria levar aquilo adiante, não importa se ela estivesse bêbada ou não. Mas os 2% que estavam apaixonados, diziam que estávamos indo rápido demais e que ela melhor parar enquanto era tempo.
– Rose — digo e seguro seu rosto entre as minhas mãos para fazê-la me encarar.
– O que? Fiz alguma coisa errada? — ela pergunta confusa e eu sorrio.
– Não, eu só acho que não é assim que devia acontecer — digo e ela fica me encarando sem dizer nada, então apoia o queixo no meu peito e fica em total silêncio — Está tudo bem?
– Nunca nenhum cara tinha me pedido para parar antes — ela diz e eu a encaro esperando que ela fale mais alguma coisa, mas ela não fala então suspiro.
– Rose, eu não pedi para você parar por não te achar gostosa, eu não acho que seja humanamente possível alguém não te achar gostosa — digo e ela ri um pouco.
– Então, por que me fez parar?
– Estamos indo rápido demais, não é assim que as coisas deveriam acontecer — digo e ela levanta os olhos para mim novamente.
– Por quê?
– Eu... só não quero que seja assim — digo e ela faz uma careta.
– Faz parecer que estou tentando tirar sua virgindade, mas eu sei que você não é virgem — diz e então me encara com os olhos arregalados.
– Não sou virgem — digo e ela suspira aliviada.
– Por um segundo pensei que toda aquela sua pose de mulherengo fosse uma farsa.
– Eu preferia que fosse — digo e ela franze as sobrancelhas.
– Por que? Você sempre teve as garotas que quisesse aos seus pés.
– Não é verdade, eu nunca tive você aos meus pés — digo e ela revira os olhos.
– Você nunca me quis aos seus pés — fala e dá de ombros — E mesmo que quisesse, eu estava aqui agora, pronta para transar com você e você não quis.
– Rose...
– Eu sei, estamos indo rápido demais — ela revira os olhos e se levanta vestindo sua blusa e deitando ao meu lado — Não entendo porque estaríamos indo rápido demais.
– Com quantos caras você já transou? — pergunto e ela cora me encarando.
– O que?
– Não precisa responder se não quiser.
– Não é isso, é só que...
– Que? – a incentivo a continuar falando.
– Não acho que você queira saber, não foram tantos caras quanto tantas garotas que você transou, mas...
– Como você pode saber? – pergunto e ela revira os olhos.
– Com quantas você já transou?
– Onze – digo e ela sorri.
– Eu transei com oito, então você transou com mais garotas – diz e eu suspiro.
– Acho que já fizemos muita coisa errada.
– Transar não é errado – ela dá de ombros e eu sorrio – Me beija.
A encaro por alguns segundos, tentando compreender se é aquilo mesmo que ela tinha falado e então suspiro e a puxo pela cintura. Seus lábios se colam nos meus antes que eu possa dizer alguma coisa, eu não a afasto, mas também não intensifico o beijo.
– Você é muito chato – ela reclama e se senta na cama passando a mão nos cabelos – Sabe, a maioria dos caras que eu conheço iria gostar de transar comigo! E você está ai, com essa história de “estamos indo rápido demais”.
– Rose...
– Não estamos indo rápidos demais! Nós não namoramos, não ficamos, só estaríamos fazendo sexo depois de dançarmos e bebermos a noite inteira! O que tem de errado nisso? Eu só queria me divertir essa noite, e pensei que você também quisesse.
– Tem tudo de errado nisso! O quão certo soa sair de uma festa bêbados e transar para no dia seguinte agir como se nada tivesse acontecido?
– Você já fez isso onze vezes! – ela levanta e passa a mão no rosto – Meu Deus, como essa situação está ridícula, eu estou praticamente implorando para transar com você, quando lá embaixo tem uma dúzia de meninos fantasiando mil maneiras diferentes de tirar minha roupa. Eu não preciso disso.
– Rose! Qual é... – digo quando ela tenta abrir a porta, esquecendo que estava trancada.
– Onde está a chave? – ela pergunta e eu suspiro, ela encontra a chave no chão perto da porta e se vira para abri-la.
Levanto de um salto e vou até ela, batendo a porta antes de ela sair e a prensando contra a porta.
– Eu não quero mais ficar aqui. Talvez você também devesse descer até a festa e pegar uma garota que seja boa o bastante para você.
– O que? Você é mais do que boa o bastante para mim, é só que...
– Só que o que? Que ao contrário dessas meninas eu não vou ficar chorando e me perguntando o que fiz de errado quando você não me quiser mais pela manhã? É isso que você quer, não é? Você gosta de partir corações, e talvez seja duro demais para você saber que não vai partir o meu transando comigo e fingindo que nada aconteceu na manhã seuinte.
– Eu não quero partir seu coração! Droga Rose! Do que você está falando? Como se você fosse muito diferente de mim, não é?
– Você não faz a menor ideia do motivo de eu ser assim, você não me conhece!
– Ótimo, então saia desse casulo que você criou para si própria durante todos esses anos! Porque, se eu não te conheço Rose, quem vai conhecer? – pergunto e ela me encara com os olhos marejados de lágrimas, me afasto ao perceber que devia ter falado demais – Desculpa.
– Eu não... – ela começa e segura a respiração para tentar conter um soluço, então esfrega o rosto com força para afastar as lágrimas – Eu sinto muito.
– Você só falou a verdade – digo e ela encara os próprios pés.
– Você também – ela esfrega novamente o rosto, irritada por estar chorando – Eu banquei a garota má por todos esses anos, como se fosse indiferente a tudo ao meu redor. Tirei as melhores notas, transei com todos que eu queria apenas por transar e... Eu estou destruída, ninguém percebe isso? – ela soluça de novo.
– Vai ficar tudo bem – digo e a puxo a abraçando.
– Eu não quero me machucar de novo.
– Eu não vou te machucar, Rose.
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