Ooops!... I Did It Again
16 Questões a resolver
Notas iniciais
POV — Scorpius Malfoy
Infelizmente tive que esperar a McGonagall terminar de apresentar o novo aluno, o tal Chad Louis, e então tive que ir até lá para me apresentar e me oferecer para levá-lo até o Salão Comunal da Sonserina.
– Obrigada por me trazer até aqui, cara — ele disse quando o deixei em frente ao Salão Comunal da Sonserina — E por se oferecer por me mostrar o colégio amanhã.
– Claro — digo forçando um sorriso, queria ir atrás de Rose e não ficar aqui conversando com ele e não é como se eu tivesse me oferecido, mas okay — Com quem você vai dividir o dormitório?
– Ah, claro — ele diz e puxa um papelzinho do bolso do casaco — Ahn... Freddie Lawrence.
– Okay, o Fred é um cara bem legal, você só tem que subir a escadaria da esquerda e seguir pelo corredor lendo as placas das portas, se o seu nome não estiver lá o de Freddie vai estar — digo e ele assente.
– Você não vai subir agora? — pergunto e eu nego com a cabeça.
– Tenho que encontrar uma pessoa antes.
– Uma garota, não é? — ele pergunta com um sorriso malicioso e eu forço outro sorriso, algo naquele cara o fazia parecer um idiota.
– Preciso resolver uma coisa sobre um trabalho de Poções com o professor, na verdade — digo e ele dá de ombros, eu não estava mentindo, tecnicamente.
– Okay, até amanhã — diz e entra no Salão Comunal.
Quase dou graças a Deus quando ele sai dali e me viro praticamente correndo para escadaria para chegar ao Salão Comunal de Rosie.
– Pão de Ló — digo a senha e entro lá — ROSE?
Subo as escadas que dão para o seu dormitório e entro, mas ela não estava lá e nem no banheiro.
– Ótimo — digo e vou até a biblioteca, mas essa já estava fechada. Jardins, Torre de Astronomia, nada. Volto para o Salão Comunal da Sonserina derrotado, depois de quase meia hora procurando em todos os lugares que poderia pensar em procurar.
– Ah, ai está você — diz Alvo quando entro no dormitório.
– Hey — digo e arranco a camisa me jogando na cama com a calça jeans mesmo.
– Isso é nojento, você deveria tomar um banho.
– Eu tomei antes do jantar — digo dando de ombros.
– Que seja, Dominique me mandou um bilhete dizendo que Rose foi dormir lá hoje, no caso de você procurar por ela — diz e eu lhe lanço um olhar mortal.
– Você poderia ter me contado isso a meia hora atrás — digo ele dá de ombros.
– Ai não teria graça — ele ri e eu nego com a cabeça.
– Ela estava estranha quando saiu do Salão Principal, disse que queria conversar comigo e ai saiu correndo, do nada. E o pior é que eu não faço a menor ideia do que está acontecendo ou como ajudá-la — ele me encara por alguns segundos e depois desvia o olhar para o teto — Espera, espera, espera! Você sabe de alguma coisa, não sabe?
– Talvez eu saiba, mas não tenho certeza cara — ele diz e eu me sento na cama o encarando.
– Continua Alvo — digo e ele passa a mão pelo cabelo de forma nervosa.
– Eu nem tenho certeza okay? Não soube da história toda na época, só sabia fragmentos da história, não sabia quem era ou em que colégio estudava ou...
– Do que diabos você está falando? — pergunto me irritando e ele faz uma careta.
– Cara, acho melhor você perguntar para Rose amanhã, ta legal? — diz e se joga na cama — Eu não sei se devo contar e nem como, é pessoal da Rose e você deve perguntar a ela. E a grandes chances de eu estar imaginando coisas, não faria sentido vocês estarem quase juntos e... Não faz sentido. Boa noite, Scorp.
– O que?! — pergunto mas ele não se vira mais para mim — Qual é, cara.
– Boa noite — ele diz novamente e eu volto a me deitar irritado.
*****
Acordo mais cedo do que costumo acordar para ir a Hogsmeade, porque infelizmente tinha que ir com Rose apresentar a escola ao novato. Poxa, ela não poderia pedir a um professor ou qualquer outro aluno? Troco de roupa e desço com o cuidado para não acordar Alvo e rezando para que Chad não estivesse me esperando no andar de baixo.
Saio quase correndo do Salão Comunal para não dar de cara com ele antes do esperado, eu podia estar até sendo chato, mas alguma coisa naquela cara me irritava. E muito.
Vou para biblioteca, onde tínhamos marcado de nos encontrar e vejo que Rose já estava lá.
– Oi — digo me aproximando e ela levanta os olhos para mim.
– Oi, como vai?
– Bem — digo e me encosto na parede ao lado dela — Como você está? Foi você que sumiu ontem.
– Eu sei, eu tive um enjoo e as meninas insistiram para eu passar a noite lá caso piorasse — ela diz tudo rápido demais e eu ergo uma sobrancelha a encarando — O que?
– Você não consegue me enganar, Rose, pensei que já tivesse percebido isso — digo e ela bufa revirando os olhos.
– Não é nada demais, ta legal?
– Se não é nada demais, não vejo problema algum em você me contar o que está acontecendo — digo dando de ombros — E não é só isso, você também queria me contar outra coisa antes da McGonagall começar o discurso para o novo aluno.
– Ah, isso... — ela sorri como se aquilo fosse divertido — Bom, eu não posso fazer nada a respeito disso, você é um garoto, nos clichês você da o primeiro passo.
– O que você... — ela me puxa pela nuca e me beija.
– Você não tinha me dado um beijo de bom dia — ela diz e eu sorrio.
– Acho que estou te deixando mal acostumada — ela brinca com o meu cabelo e eu me arrepio.
– Eu não me importo de ficar mal acostumada.
– É, eu também não me importo em te deixar mimada — digo a beijando novamente.
– Achei vocês! — diz Chad aparecendo no fim do corredor e vindo até a gente.
– Ótimo, já está aprendendo a se virar pelos corredores — digo e ele assente e então olha para Rose que encara a parede a sua frente.
– Rose Weasley, não é? — ele pergunta e entrelaça os dedos nos meus me puxando.
– Quanto mais rápido começarmos, mais rápido vamos acabar — diz e eu assinto, confuso pela atitude dela — Vamos começar pela Torre de Astronomia e então vamos descendo até os jardins e já pegamos a carruagem.
– Ótimo — diz Chad.
– Estou me referindo ao Scorpius quando digo para pegarmos a carruagem — ela fala e ele olho para o chão por alguns segundos e então ergue a cabeça com o mesmo sorrisinho que me irritou noite passada.
– Vamos andando — digo e solto a mão de Rose apenas para passar o braço ao redor de seus ombros — Está tudo bem? — sussurro em seu ouvido para que só ela possa ouvir.
– Sim, está tudo bem — ela dá de ombros falando no mesmo tom — A gente conversa mais tarde, okay? Na Casa dos Gritos ou no Três Vassouras.
– Okay, você sabe que pode confiar em mim não sabe? — pergunto e ela apenas me lança um sorriso enquanto continuamos andando.
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