Notas iniciais
Viiiiiiiu, nn demorei hahaha A fic nn vai acabar quarta geeente! Uhuul mas deve acabar até domingo que vem ou um pouquinho mais : Reta final, em breve Rose vai ter uma conversa com nossa nem um pouco amada Letícia

POV — Scorpius Malfoy

Acho que não teria visto aquele vídeo nem se quisesse muito, apenas o som me deu ânsia de vômito e uma vontade incontrolável de mandar Chad Louis para o inferno, literalmente. Então nem queiram imaginar o que faria vendo o vídeo de verdade. Acho que nunca iria conseguir esquecer o grito de Rose.

A ruiva estava encolhida ao meu lado, ela não chorava, eu estaria aos prantos se fosse ela, mas ela continuava quieta, como se aquilo tivesse acontecido com outra pessoa e ela estivesse ali só para dar apoio. Ela ainda era a garota aparentemente forte afinal, acho que no fim das contas, ela realmente era forte. Poderia ser sensível, mas todos eram um pouco, porém era muito mais forte do que qualquer um naquela sala.

McGonagall já tinha nos avisado que os pais de Rose estariam ali em meia hora aproximadamente, e ela não falou mais nada, continuou parada, porém estava bem mais distante agora, se é que era possível.

– Rose, seus pais chegaram, estão vindo para cá — diz McGonagall, ela se agarra a minha camisa e eu a abraço — Acho melhor você deixar ela sozinha com eles, acho que só o sr Potter deveria ficar.

– Certo — diz James e se aproxima de mim e de Rose deixando as meninas saírem.

– Scorp — ela choraminga quando me levanto, ainda sem me largar.

– Vai ficar tudo bem, eu vou estar lá embaixo te esperando, tudo bem? — digo acariciando seu rosto.

– Eu não estou pronta, eu não sou tão forte quanto eu pensava Scorp — ela choraminga.

– Você é a pessoa mais forte que eu conheço, okay? — digo e ela respira fundo e desvia o olhar, sabia que ela não acreditava em mim — Rosie, olhe para mim — peço e ela levanta os olhos a contra gosto — Eu amo você, não amaria uma garota fraca e eu amo você.

– Você o que? — ela pergunta com os olhos arregalados.

– Sr Malfoy — diz McGonagall e eu percebo que os pais dela tinham acabado de entrar.

– Eu te amo, Rosie, vou estar lá embaixo — digo beijando sua testa — Vai dar tudo bem.

Passo pelos pais dela e desço as escadas, o olhar dela continua em mim, suplicando para que eu não saísse de seu lado. Encaro James e ele a abraça, sorrio em agradecimento e saio dali.

Me junto as meninas em frente a Gárgula, ninguém diz nada por um bom tempo, McGonagall desce uns dez minutos depois.

– Sr Malfoy, posso falar com o sr um instante? — pegunta e eu assinto.

– Claro — a sigo pelo corredor até uma sala de aula vazia, já que sua sala estava sendo usada pelos pais de Rose e sabia que ela preferia que eles tivessem uma conversa daquelas em sua sala para evitar que pessoas ouvissem.

– Bom, como o sr mesmo já sabe, é o mais indicado para ser monitor-chefe da Sonserina — ela diz e eu assinto — Porém suas notas em Poções estavam muito baixas para assumir essa cargo.

– Sim — concordo e ela continua a falar.

– Mas com a ajuda da srta Weasley suas notas em Poções estão na média exigida pelo colégio, o que te da total direito de assumir o cargo de monitor chefe, se assim desejar.

– Seria um honra, professora — digo e ela sorri.

– E eu também acho que Rose vai precisar mais de você nesse momento, então seria melhor se passasse mais tempo em seu Salão Comunal — diz e eu franzo as sobrancelhas sem entender — Pode se mudar hoje mesmo?

– Está brincando? — pergunto arregalando os olhos — Vou me mudar para o meu próprio Salão Comunal?

– Bom, o sr irá dividi-lo com a srta Weasley — ela diz e eu sorrio.

– Será um prazer, obrigado — digo e ela assente.

– Pode começar a arrumar suas coisas agora mesmo, acho que eles irão demorar um pouco lá em cima, enquanto isso irei tratar do sr Louis — ela diz com um pouco de desprezo a última parte e eu sinto meu sangue ferver apenas pela menção do nome, ela me entrega a chave do meu quarto novo e eu assinto e viro as costas — Sr Malfoy, só mais uma coisa — volto a minha atenção para ela — Foi o sr que deixou o rosto do sr Louis naquele estado?

– Sim — digo e faço uma careta pronto para uma detenção.

– Bom trabalho — ela sorri e eu acabo rindo — Mas devo mencionar que isso foi totalmente errado e que não deve se repetir.

– Obrigado, diretora — digo e corro até o Salão Comunal da Sonserina para arrumar minhas coisas.

POV — Rose Weasley

Vejo Scorpius se afastar e entro em pânico, James me abraça e eu o aperto pela blusa quando Scorpius some dali.

Não encaro meus pais, não consigo encará-los.

– Bom, eu já os informei sobre o acontecido — diz McGonagall, ninguém diz nada — E posso assegurar que a pessoa em questão será punida imediatamente, eu mesmo irei me assegurar disso.

– Obrigado McGonagall — diz meu pai.

– E novamente, eu sinto muito pelo que aconteceu — levanto os olhos apenas para ver seu olhar penalizado, odiava aquilo mais do que tudo na minha vida — Irei deixá-los a sós. Fiquem a vontade.

Escuto os passos dela se afastarem e acho que escuto meu coração, de tão rápido que ele batia, James acaricia minhas costas para me tranquilizar, mas não adianta de nada.

– Rosie — escuto a voz da minha mãe e percebo que ela estava chorando, não aguento mais manter os olhos no chão e a encaro, ela ergue os braços para mim e corro até lá a abraçando — Ah Merlin, eu sinto tanto, meu bebê. Eu sinto muito que você tenha passado por tudo isso sozinha.

– Mamãe — choramingo e ela me aperta com força.

– Não precisa dizer nada, querida, estamos aqui — ela sussurra no meu ouvido.

– Pai — me viro para ele que estava prestes a chorar.

– Minha garotinha — ele se junta a nós e eu mal consigo respirar com tantos braços em volta de mim, mas não queria mais sair dali, era um dos únicos lugarem em que eu me sentia confortável depois de tudo o que aconteceu.

– Venha cá, Jay — diz minha mãe abrindo um dos braços para ele se juntar a nós — Obrigada por ter cuidado dela por nós.

– Eu não cuidei tão bem assim, se não aquilo não teria acontecido — ele diz e eu o encaro, e só então percebo o que estava bem a minha frente.

James se sentiu culpado durante todo esse tempo, por isso me deixou afastá-lo.

– Jay — digo e ele nega com a cabeça e cobre o rosto com as mãos — Jay, não... — me solto de meus pais e o abraço com força, seus joelhos cedem e ele cai ajoelhado no chão e o vejo chorar como nunca havia chorado na minha frente e provavelmente na de ninguém, e permito que minhas lágrimas se misturem com as dele e a dos meus pais que se juntam a nós depois de alguns minutos.

Notas finais
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