Only Girl
1 Prólogo
Notas iniciais
Ela sabia que não tinha muito tempo e queria correr para longe dali o mais rápido que pudesse. Entretanto, sabia, também, que precisava ser silenciosa, e, por isso, assim que teve certeza que todos estavam dormindo, Isabella Swan pegou as malas que havia arrumado mais cedo e dirigiu-se para fora do quarto.
O corredor era comprido e, como ela imaginava, estava escuro. O mais cuidadosamente que pôde ela caminhou em direção as escadas e desceu-as, tomando todo o cuidado do mundo. Tudo iria fracassar se ela caísse. Seria o fim, porque não teria outra oportunidade para fugir.
Bella sabia que ninguém esperava que ela fosse fugir. Tudo estava acertado para o dia seguinte e ela teve que armar esse plano rapidamente. Não queria se submeter àquilo; não queria viver naquele lugar para sempre.
Respirou aliviada quando seus pés alcançaram o primeiro andar. Deu um passo, hesitante, em direção à porta, mas congelou ao escutar um barulho.
- Droga – sussurrou.
Rapidamente, Bella pegou as duas malas e se dirigiu ao armário que ficava sob a escada, escondendo-se ali rapidamente. O armário era pequeno e escuro, mas Bella não se importou, concentrando-se no barulho do lado de fora.
- Então, tudo certo? – Ela congelou ainda mais ao escutar aquela voz. O motivo que a levava a fugir.
- Absolutamente certo, senhor – respondeu um dos seguranças.
- Ótimo. Pode se retirar, Hank. Não se esqueça do que combinamos para amanhã. Finalmente... Pensei que esse dia não fosse chegar nunca.
Eles conversaram mais algumas coisas, mas Bella não pôde ouvir. Alguns minutos depois, ela ouviu os barulhos de passos na escada, e esperou por mais alguns momentos.
Silêncio.
Devagar, ela saiu do armário, indo até a porta. Digitou a senha para destravar a porta – a senha que ela demorara tanto para descobrir – e respirou aliviada quando se encontrou do lado de fora da casa.
Antes que um segurança fosse fazer a vigília ali, Bella correu até o portão, destrancando-o e saiu rua afora.
Era tarde, as ruas estavam desertas, e, enquanto andava em direção ao local que marcara com os outros ela se permitiu pensar em tudo o que tinha acontecido.
Fugir do país talvez fosse uma decisão errada, principalmente porque ela não tinha dinheiro e o direito de ir legalmente para Chicago. Porém, era a única chance que ela tinha; a única chance para tentar ser feliz.
Sentiria falta de sua cidade, embora, nos últimos tempos, não tivesse tido motivos para ser feliz ali. Lembrar-se-ia para sempre dos pais, do sorriso dos dois. E lembraria-se do amigo dos dois também, que cuidara dela por tanto tempo.
Entretanto, agora era a hora de partir.
Mais tarde, enquanto tudo era planejado, Bella suspirou.
Ela sabia, de alguma maneira, que teria muita coisa para enfrentar dali para frente.
Fale com o autor