Only Girl

4 Capítulo Três - Proposal


Edward POV.


No dia seguinte, eu planejara ir até a lanchonete, perguntar a Bella o que tinha acontecido – mesmo não tendo esse direito.

Por que, afinal, como alguém milionário vem para um país ilegalmente? E por que, para começo de conversa, Bella sairia de seu país, onde viveu a vida toda, para vir se arriscar aqui?

E como ela pretendia conseguir o bendito Green Card?

Tentei me concentrar no trabalho, mas parecia extremamente impossível enquanto eu me mantinha curioso sobre um monte de coisas.

Quando, enfim, o expediente acabou eu segui até meu carro, disposto a ir até a lanchonete.

Então, meu celular tocou.

Era Alice.

- Oi, Aliie – sorri, embora ela não pudesse ver.

- Edward! – cantarolou. – Estou na casa da mamãe, ela mandou que eu te ligasse e obrigasse você a vir para cá.

Eu sentia falta de meus pais, fazia uns dias que eu não os via, mas eu estava extremamente curioso.

Muito.

- Tudo bem – suspirei. Amanhã eu poderia ir conversar com a Bella, certo? – Diga para ela que eu acabei de sair do hospital e estou indo para aí.

- Ok!

Eu segui até a casa de meus pais, dirigindo tranquilamente – o que não era o meu normal. Eu amava correr – e quando cheguei estacionei, desejando na verdade, estar com Bella.

Será que ela estava bem? Será que ela tinha se machucado? Será que a polícia havia a descoberto?

Ai, meu Deus.

Eu parecia um maníaco obsessivo.

Abracei meus pais gentilmente assim que entrei na casa deles. Alice foi logo me arrastando para a sala, reclamando que eu tinha que sair e dar uma cunhada para ela, porque eu já tinha vinte e sete anos e precisava casar e tudo mais.

Eu ri com isso, sem saber por que fui logo pensar em Bella quando ela mencionou cunhada. Eu me xinguei mentalmente por isso, porque eu realmente estava parecendo como um maníaco.

Bella seria somente uma amiga e nada mais. Eu não tinha tempo para me envolver emocionalmente com ninguém.

Então, pensando em Bella – como se fosse novidade, já que, ultimamente, eu só estava conseguindo pensar nela –, e em toda sua situação – milionária, Green Card e tudo o mais – lembrei-me que Jasper era advogado. Ele poderia me ajudar a pensar no que fazer, certo?

Procurei me concentrar no jantar, enquanto não tinha como conversar com Jasper a sós. Por fim, no fim do jantar, encontrei uma desculpa perfeita. Rose ligou para Alice para conversar sobre uma viagem que os dois casais iriam fazer, então Alice saiu da casa dos meus pais, falando com Jasper que ela voltaria logo para que eles pudessem ir embora. Minha mãe chamou meu pai para ajudá-la a arrumar a cozinha – como eles faziam toda a noite – e eu pedi a Jasper que me acompanhasse até o escritório.

- Jasper – comecei –, o que você sabe sobre Green Card?

Pelos próximos minutos ele me explicou tudo. Como se fazia para conseguir um, as opções, e o que poderia acontecer a alguém que fosse pego.

Só que eu não podia imaginar isso acontecendo com Bella, embora também não soubesse como eu iria poder ajudá-la, já que eu não podia chegar e pedi-la, do nada, em casamento.

Seria no mínimo hilário. Eu podia ver Bella correndo para longe de mim, chamando-me de louco.

Ri um pouco, tentando imaginar Bella correndo. Com certeza não era uma boa ideia, porque ela iria cair.

Eu podia apostar nisso.

- Você já ouviu falar sobre a família Swan? – perguntei, quando ele acabou de me explicar sobre o Green Card.

- Claro! – riu. – A família de Charlie Swan sempre vinha a essa cidade. Tanto que o acidente deles foi depois de uma viagem para cá. – Isso talvez explicasse porque Bella falava um inglês tão perfeito. – Charlie planejava abrir uma filial de sua empresa aqui e mudar com a sua família para cá. Mas então o acidente aconteceu...

- Você soube o que aconteceu com a filha deles?

- Só que ela foi morar com amigos da família – deu de ombros.

- E a empresa? Eles venderam?

- Parece que os acionistas estão cuidando. Não entendo isso, porque Isabella foi treinada, desde que começou a entender e disse que seguiria a carreira do seu pai, para assumir a posição, cuidando da filial que eles abririam aqui.

- Como sabe de tudo isso? – perguntei. Depois de tudo o que ele me explicara, eu tinha ficado ainda mais confuso, se é que era realmente possível.

- Quem não sabe? – riu. – Todos que trabalham com advocacia ou algo ligado a uma empresa sabem, Edward.

Eu agradeci a Jasper e tornei a segui até a sala.

Confuso e perdido em meus próprios pensamentos, despedi-me de meus pais e segui para a minha casa. Não passei na lanchonete; era tarde e eu não sabia o que iria fazer quando visse Bella. Porque eu não tinha direito nenhum de saber sobre sua vida.

Fui direto para o banho quando cheguei. Enquanto tomava banho e me deitava, tentando dormir, eu não pude deixar de pensar em tudo o que tinha descoberto e o porquê de tudo isso ter acontecido.

Bella POV.

Quatro dias se passaram e eu estava trabalhando sempre atenta a porta, esperando que a qualquer momento, Edward fosse aparecer e assim conversaríamos de novo.

E aí eu me xingava mentalmente, porque era óbvio que ele tinha mais o que fazer, do que perder seu tempo com alguém como eu.

No primeiro dia, eu achei normal. Afinal, ele era médico, devia trabalhar muito.

Só que no segundo eu já me encontrava um pouco ansiosa, esperando qualquer sinal de que Edward não havia cuidado de mim apenas considerando-me apenas ‘mais uma paciente’.

No terceiro dia eu tinha me conformado e achado que era isso mesmo. Segui com minha vida normalmente, mentindo para mim mesma que eu só estava assim – sentindo falta dele – porque, além de Carmen e Paul, ele era o único que sabia que eu estava aqui ilegalmente.

É claro que nenhum deles sabia que eu tinha grande parte de uma empresa milionária no México. Tampouco sabiam que eu não podia pegar dinheiro nenhum dessa empresa, enquanto...

Balancei a cabeça, e voltei a me concentrar no trabalho. Eu simplesmente não podia deixar que eu pensasse nisso.

No quarto dia eu já estava me obrigando a me esquecer de Edward. Provavelmente ele tinha namorada... Senti meu coração apertar ao pensar nisso e me xinguei mentalmente. Eu não tinha nada a ver com isso, nada a ver com a vida dele.

Então, por que me importar tanto?

Por que sentir falta dele?

Eu não podia me envolver tanto assim.

Então, em uma sexta, ele apareceu.

Só que ele não estava sozinho.

Havia mais quatro pessoas com ele, todas conversando abertamente e rindo. Eu estava no corredor, eles não podiam me ver, mas eu podia vê-los. Carmem os atendeu enquanto eu ia correndo até a cozinha para ver se Grazzy, nossa cozinheira, precisava de alguma ajuda.

- Bella. – O rosto de Carmem apareceu na janela que separava a cozinha do resto do local. – Eu vou ter que ir resolver um assunto no escritório, já que Paul não está aqui hoje, então depois que o pedido da mesa cinco estiver pronto, você leva, ok?

- Claro – sorri.

Só que, como eu sou muito sortuda, a mesa cinco era a mesa de Edward. Eu me aproximei lentamente, equilibrando tudo em uma bandeja, e olhando para meus pés. Não podia correr o risco de cair ali.

- Boa noite – murmurei, evitando olhar para Edward.

- Boa noite. – Todos responderam enquanto eu colocava as coisas na mesa.

- Boa noite, Bella.

Eu corei ao ver que Edward estava me cumprimentando e sorri timidamente para ele.

- Se precisarem de algo, é só me chamar.

E saí apressadamente, indo até outras mesas e continuando meu trabalho. Não demorou muito para que a mesa de Edward pedisse a conta e eu fui lá, receber o pagamento.

Eles saíram logo e eu sorri um pouco triste, sem saber quando que veria Edward de novo.

Então, notei que junto com a gorjeta, havia um papel.

Percebi que a letra fina e caprichada era de Edward, e sorri.

Me ligue, se precisar de alguma coisa. Qualquer coisa.

E havia o número do telefone dele ali.

Sorrindo feito uma boba, guardei o telefone no bolso e continuei o meu trabalho.

_

Naquela noite fechamos tarde e eu saí encolhida pela noite. Estava escuro, passava da meia noite, e eu estava morrendo de sono.

Ainda bem que no dia seguinte eu só trabalhava na parte da tarde. Com certeza tiraria a parte da manhã para descansar.

Estava andando calmamente pelas ruas quando senti algo puxando minha carteira. Eu não andava com bolsa, apenas com minha carteira no bolso. Antes que eu pudesse me dar conta do que estava acontecendo algo me cortou no braço e alguém jogou a carteira para mim, deixando-me ali, sangrando, sem dinheiro, e quase desmaiando.

Meu Deus!

Eu tinha acabado de ser... assaltada.

Olhei a minha volta, procurando por algo que pudesse me ajudar, mas tudo o que vi foi um telefone público. Respirando pela boca e sentindo a tontura tomar cada vez mais conta de mim, caminhei até a ele, desejando ter uma moeda em algum lugar do bolso.

Edward POV.

Eu estava acabando de sair de um plantão exaustivo de oito horas. Dirigindo pelas ruas quase vazias, bocejei, desejando poder chegar logo em casa e dormir. Ainda bem que amanhã eu trabalhava a noite, e, depois, ganhava dois dias de folga.

Estava quase chegando em casa quando meu celular tocou.

Estranhei ao ver que era de um telefone público e atendi, meio desconfiado.

- Alô? – murmurei.

- Edward? Aqui é a Bella.

- Bella? Algum problema?

Eu podia perceber que sua respiração estava um pouco ofegante e imediatamente fiquei alerta. Será que ela estava fugindo da polícia?

- Eu... fui assaltada. Eu estou perto da lanchonete, há uns dez minutos, virando a esquerda. Meu braço...

- Você foi ferida? – perguntei.

- Meu braço está sangrando um pouco – admitiu. – Eu sinto muito por te incomodar, mas eu não sei como fazer um curativo e, obviamente, não posso ir a um hospital.

- Estou chegando aí.

Eu dirigi rapidamente, torcendo para que Bella estivesse bem, e desejando para que o ladrão aparecesse na minha frente para que eu pudesse socá-lo.

Como ele podia querer ferir alguém como Bella? Como?

Alguém tão delicado, tão indefeso...

Adentrei uma rua um pouco mais escura e suspirei ao ver uma pessoa sentada perto de um telefone público. Bella. Estacionei ali e abri a porta do carona para ela, pedindo que ela entrasse rapidamente.

Ela estava tremendo de frio, o casaco amarrado no braço.

- Vou ter que te levar para um lugar – sussurrei, pedindo que ela pressionasse o casaco com mais força no corte –, não poço fazer um curativo aqui no meio da rua.

- Siga em diante – disse-me, mordendo os lábios tão forte que achei que eles fossem sangrar a qualquer momento. – E depois vire a direita. É a rua da minha casa.

Eu fiz o que ela pediu, mantendo-me atento a Bella.

- O que aconteceu? – murmurei, para distraí-la.

- Eu estava saindo do trabalho e andando, quando senti algo pegando minha carteira, me cortando, pegando o dinheiro e jogando a carteira de volta. Eu nem reagi e levei um corte.

Assim que chegamos a casa de Bella, eu cuidei de seus machucado, tentando ser o mais delicado possível. Ela estava bastante exausta e adormeceu logo depois de sair do banho. Eu a coloquei deitada em sua cama e a cobri, beijando sua testa de leve depois.

- Tenha bons sonhos, meu bem.

Eu saí dali, com um sorriso nos lábios, certo de que faria qualquer coisa para que Bella ficasse bem.

Inclusive pedi-la em casamento.

Três meses depois.

Bella POV.

Incrível como Edward e eu nos aproximamos nesses três meses. Ele se tornou um amigo, apesar de eu nunca ter contado muita coisa para ele.

Disse, apenas quando ele admitiu que havia pesquisado sobre meu nome, que eu não queria viver do dinheiro do meu pai, porque doía demais.

Menti, dizendo-lhe que tudo o que eu queria era um recomeço.

Só que as coisas começaram a ficar mais complicadas, e eu temia. Porque parecia que eu teria de partir, tentar outro país.

Edward vivia implorando para que eu esperasse mais um pouco, mas a polícia estava atrás de todos os ilegais e eu sabia que não podia ser pega.

Eu não podia correr esse risco.

Não mesmo.

E então Edward me disse que tinha uma coisa a me propor. Eu achei estranho, mas aceitei que ele fosse até meu apartamento. Nós não saíamos muito, por causa, justamente, da polícia. Eu não conhecia muito da família dele, mas já sabia quem era quem.

Eu tomei banho e vesti jeans e camiseta, sentando em meu sofá, enquanto Edward não chegava.

Assim que a campainha tocou, corri até a porta e Edward estava lá, lindo, como sempre. Ele entrou, pediu que eu me sentasse e disse para eu deixá-lo falar tudo antes de interrompê-lo.

- Bella – começou –, eu sei que provavelmente você vai me achar louco, mas eu tenho algo a lhe dizer. Eu quero que você se case comigo.

Notas finais
n/a: Ei, babies. Ok. Não achem que esse pedido foi cedo mais. No próximo capítulo vou fazer um POV do Edward e acho que vocês vão entender porque ele fez a proposta assim, apesar de eu achar que muita gente vai acertar.
Enfim, desculpem a demora. Mesmo. Mas a inspiração deu uma passeada esses dias e custou a aparecer D:.
Espero que tenham gostado do capítulo, babies.
Espero o review de vocês.
Beijos, beijos
Deh C.
/ Frii n/b: Mas é uma mal amada mesmo essa Déborah! Acaba o capítulo bem aí, que vadia u.u Comentem para ver se ela ganha um coração novo e para com isso! Humpf! Beijos. Frida ;D