Only Girl

5 Capítulo Quatro - Grooms


Edward POV.


Incrível. Mágico. Poderoso. Novo. Único.

Eu nunca seria capaz de encontrar palavras que fossem capazes de explicar como eu andava me sentindo naqueles dias – dias não, meses. O coração acelerado, as pernas bambas, o sorriso idiota no rosto só de pensar na pessoa. Mas, acima de tudo, a vontade de protegê-la, de cuidar dela, de amá-la, independente de qualquer coisa.

Apaixonado.

Tudo se resumia a isso.

Em todos os lugares que eu ia, eu me lembrava de Bella; seu sorriso, seu olhar, sua risada, sua simples presença. Eu me encontrava preocupado com ela, ligando sempre que dava e aparecendo para visitá-la mais do que normal.

Estava pouco me importando se ela fosse me achar maluco.

Ao longo desses três meses, eu não tive coragem de confessar meus sentimentos por Bella, optando por ser somente seu amigo.

Só que tudo começou a desmoronar.

A polícia havia descoberto várias pessoas que vieram para cá ilegalmente, na mesma viagem que Bella, e estava atrás de outros. Eles paravam em todos os lugares, exigindo documentos e tudo o mais.

E Bella estava assustada – e eu também –, por isso queria ir para outro país, outro lugar.

Só que eu não podia permitir isso, porque era um egoísta.

Queria que Bella ficasse aqui. Queria que ela ficasse bem.

E eu queria muito que ela pudesse se sentir bem aqui, nessa cidade. A cidade que ela tanto ama.

Por isso, passei os dias pensando.

E não havia outra solução.

Eu tinha que pedi-la em casamento.

Eu iria propor que ficássemos casados enquanto Bella não conseguisse o Green Card. Casaríamos somente no civil, não por mim, mas por ela. Eu realmente não me importava de me casar com Bella na igreja também.

Então, eu liguei para ela e disse que tinha algo para propor.

Arrumei-me e segui até a casa de Bella, com o coração na mão. Tudo seria tão mais fácil se eu soubesse que ela me amava de volta.

Ela abriu a porta e estava lá, linda. Poderia estar vestida de modo simples, mas não deixava de estar sempre daquele jeito que eu amava nela. Simples, porém bonita.

- Bella – comecei. – Eu sei que provavelmente você vai me achar louco, mas eu tenho algo a lhe dizer. Eu quero que você se case comigo.

Eu a observei abrir e fechar os olhos, assim como a boca, e me encarar.

Provavelmente, ela achava que eu era doido.

- O... o quê? – murmurou, depois de um tempo. Então, ela riu. – Edward, não brinca com isso.

- E quem disse que eu estou brincando, Bella? – perguntei. – Pode parecer loucura, mas não é. Eu só quero ajudar você.

- E se um dia você encontrar alguém que você ama e quiser se casar com ela? – indagou-me.

Eu já encontrei, meu bem, e esse alguém é você.

- Nós nos casaremos só no civil, Bella. – Eu tentei esconder o quão queria que casássemos na igreja também. – E eu realmente não me importo com isso. Eu quero que você fique aqui, você sabe disso.

- Isso... Isso é grande – sussurrou. – Eu não quero estragar sua vida nem nada do tipo.

- Bella... – Eu queria tanto dizer que a amava! Se ao menos ela desse algum sinal... Por menor que fosse. – Olhe, será por no máximo, dois anos.

- Eu não sei... Isso é realmente muito. Eu não posso estragar sua vida desse jeito.

Tinha como amá-la ainda mais?

Se eu tinha alguma dúvida, ela foi quebrada naquele momento, porque não podia existir uma pessoa mais altruísta que Bella.

- Bella – ri –, eu vou ter que te arrastar para casar comigo, é?

- Edward... – corou.

- Nós continuaremos amigos. – Gentilmente acariciei seu rosto. – Vamos dormir em quartos separados. Só estou fazendo isso porque quero que você tenha a chance de ser feliz, meu bem.

Eu vi seus olhos se enchendo de lágrimas e ela me abraçou forte.

- Você é tão bom – riu. – Eu não mereço isso, Edward.

- Merece. – Acariciei.

E se você deixar, eu prometo que vou te provar que você merece isso e muito mais.

Bella POV.

Assim que Edward saiu – depois de eu dizer a ele que eu precisava pensar –, eu permiti que as lágrimas caíssem. Eu tinha sido sincera quando lhe disse que não merecia Edward. Eu não o merecia.

Como eu podia estragar a vida dele assim? Como eu podia permitir que alguém fosse tão egoísta? Eu não podia, não.

Só que... era a minha única chance. Ele e meu passado poderiam me deixar em paz por dois anos, não podiam?

Mas... e se não? E se algo acontecesse, por minha culpa.

Eram tantas dúvidas.

Eu não dormi bem naquela noite, agradecendo por não trabalhar no dia seguinte. Levantei-me cedo e limpei meu pequeno espaço; ele não era grande nem muito bem conservado, mas eu fazia questão de deixá-lo arrumado.

Depois tomei um banho e vesti-me para ficar em casa. Eu saía o mínimo que podia. Estava distraída, vendo televisão, quando a campainha tocou.

Assustada, ergui e fui até a porta. Ao olhar o olho mágico, respirei aliviada, embora tivesse ficado intrigada.

O que aquela mulher, que estava com Edward uma vez na lanchonete, estava fazendo ali na minha casa?

- Oi... – murmurei ao abrir a porta. – Posso ajudá-la com alguma coisa?

- Oi – sorriu. Eu percebi que ela era muito bonita e se vestia bem. – Eu sou Alice Cullen, você deve ser Bella Swan.

- Alice! – Edward falava tanto dela. – Edward fala muito de você. Quer entrar?

Eu dei espaço a ela e ela entrou, sem fazer nenhuma careta ou comentário sobre o meu lugar. Senti-me mal por estar vestida de modo tão simples perto de uma mulher tão bonita como ela.

- Pode se sentar.

Eu não fazia a mínima ideia do que ela fazia ali, mas esperei pacientemente para que ela falasse.

- Eu sei que você deve estar se perguntando o motivo de eu estar aqui – começou –, mas é que eu realmente estava curiosa sobre você! Edward fala tanto da amizade de vocês que, lá em casa, estão todos doidos para conhecê-la. Então, segui Edward um dia, arrumei um tempinho livre e vim aqui, fazer amizade com você.

Alice era uma pessoa muito agradável e me fazia rir muito. Eu me via perdida em sua conversa – histórias da infância dela e de seus irmãos, seu namorado, sua cunhada – e sempre me interessa em saber mais sobre a família Cullen e Hale – pessoas tão especiais para Edward.

Nós conversamos durante horas, até Alice me convidar para ir ao shopping com ela. Eu recusei educadamente, dizendo-lhe que não podia – por motivos óbvios para mim e desconhecidos por ela – e que deixava para o outro dia. Então, ela disse que tinha marcado com sua cunhada, Rosalie Hale, e que infelizmente tinha que ir.

Ela prometeu que aparecia mais vezes e pediu que eu fosse até a casa delas também. Prometi que um dia eu iria. E realmente eu espera que um dia eu pudesse ir.

A noite começou entediante e eu estava prestes a ir dormir – embora não fossem nem oito da noite – quando a campainha tocou.

E era Edward.

- Oi – sorri, já abrindo espaço para que ele entrasse. Ele sorriu e me deu um beijo na bochecha que roubou meu fôlego por alguns segundos. – Sua irmã esteve aqui hoje.

- Eu sei – revirou os olhos. Ele estava lindo, vestindo jeans e uma camisa preta listrada que modelava seu corpo. – E estou aqui, justamente, porque ela me intimou a levar você para jantar.

- Edward... – Ele sabia que eu queria, mas não podia me arriscar saindo assim.

- Meu bem – riu. Eu amava quando ele me chamava assim, mesmo não tendo esse direito –, são meus pais. Nós vamos até a casa deles e só. Ninguém vai te achar, eu prometo que protejo você.

Eu queria resistir, mas olhando aqueles olhos e aquele biquinho. Somente sorri.

- Ok. Vou só me arrumar.

Ele se sentou e eu corri até o meu quarto, separando uma das poucas roupas boas que eu tinha. Tomei um banho rápido e me vesti, acrescentando o colar de coração que meus pais me deram e o relógio que ganhei em meu aniversário de dezesseis anos. Eram poucas lembranças dos meus pais, caras e que me ajudariam muito, mas tinham um valor sentimental tão grande que eu simplesmente não podia vendê-las.

Como não tinha maquiagem, apenas penteei meus cabelos e me olhei no espelho.

Eu estava pronta.

Não me vestia daquele jeito tinha muito tempo e acabei me lembrando de meus pais. Sorrindo, segui para a sala.

- Pronto.

Edward se virou e eu vi que ele me analisou de cima a baixo, antes de me encarar de novo.

- Você está linda – sorriu. – Nunca tinha te visto com essa roupa.

- Eu tenho algumas coisas dessas guardadas – murmurei. – São presentes de meus pais e fica difícil me desfazer, então...

- Claro – assentiu. – Vamos?

Eu assenti vagamente, passando por ele e abrindo a porta.

Chegamos a rua e Edward abriu a porta do carona para mim, sempre sorrindo. Eu simplesmente me pegava sorrindo de volta, porque parecia impossível resistir a isso.

O caminho até a casa de seus pais foi feito em silêncio – mas não era um silêncio desconfortável. Às vezes nos olhávamos e sorríamos, e isso parecia bastar – como se um olhar pudesse dizer tudo.

Eu fiquei impressionada com a beleza da casa dos pais dele. Edward tocou a campainha e quem abriu foi Alice.

Ela havia trocado a roupa – embora eu não achasse necessidade – e tinha um sorriso enorme no rosto. Ela puxou Edward para um abraço e depois fez o mesmo comigo.

- Você está linda, Bella! – cantarolou. – Vem, vem conhecer meus pais!

Ela me puxou para a casa ignorando Edward completamente. Eu podia ouvir seu riso baixo e adorei isso – ele estava se divertindo.

Alice me apresentou aos pais de Edward, a Rosalie, a Jasper e Emmett. Eu me diverti horrores, sem me preocupar com nada.

Edward parecia feliz por eu estar me divertindo também. Ele sempre estava me olhando, sempre rindo e sorrindo para mim. Eu me via encantada com seu sorriso e sentia meu coração acelerar.

Deus!

O que estava acontecendo comigo?

Depois do jantar nós seguimos até a sala e fomos assistir a um filme. Eu realmente não me lembro um nome, mas era de suspense, então eu passei boa parte me lembrando de como era assistir filmes de terror com meus pais.

Eu sabia que eles sempre estariam em minha mente, e que às vezes seria mais difícil me lembrar deles. Sem eles tive que agüentar muita coisa e amadurecer muito cedo. Em um dia, eu tinha o carinho dos pais, e no outro, eu parecia completamente sozinha.

Tudo o que eu fazia era pensando neles, pensando se eles estavam ou não orgulhosos de mim.

E então me pegava imaginando o que eles fariam se soubessem que tudo aconteceria de uma maneira que eles não tinham planejado.

Será que um dia, os fantasmas do passado finalmente me deixariam em paz?

Tremi, mas não foi pelo filme. Tremi porque, mesmo que inconsciente, eu sabia que o passado sempre retornava.

- Bella?

Olhei para o lado e vi Edward sorrindo gentilmente para mim.

- Sim?

- O filme acabou – riu.

Eu ri também e me levantei. Despedi-me de todos, agradecendo-lhes pelo jantar, e Edward e eu saímos.

Ele me levou até a minha casa, sempre sorrindo, um sorriso torto tão lindo que eu me via perdida ali.

- Obrigada pela noite – disse-lhe quando ele estacionou em frente à minha casa. – Eu adorei.

- Fico feliz que tenha gostado – riu. – Nos vamos um dia desses, Bella.

- Tchau, Edward.

Eu me aproximei, dei um beijo na sua bochecha, virei-me e saí.

A noite tinha realmente sido maravilhosa, mas era hora de voltar a realidade.

Edward POV.

Bella tinha sido tão incrível naquela noite!

Eu tinha a absoluta certeza de que meus pais tinham se apaixonado por ela – quem não se apaixonaria, afinal?

Por mim eu a veria todos os dias, mas tinha que trabalhar, então não sabia quando eu veria Bella novamente.

_

Fazia dois dias que eu não a via e já estava morrendo de saudades.

Não queria pensar no que aconteceria, caso Bella decidisse que não iria se casar comigo e iria para outro lugar.

Eu já estava tão dependente dela...

Olhei o relógio mais uma vez. Ainda faltava meia hora para o meu plantão acabar. Depois eu iria até a lanchonete, simplesmente porque precisava vê-la, saber se ela estava bem.

Caminhei pelo corredor do hospital, indo até a minha sala e analisando algumas fichas. Não se tinha muito o que fazer restando meia hora de plantão.

Meu celular tocou exatamente quando estava concentrado na segunda ficha, então, sem olhar para o visor, eu atendi.

- Alô?

- Edward! – Era Bella! – Edward!

Ela estava... chorando?

- Bella? Por favor, se acalme, e me diga o que aconteceu.

Será que ela estava ferida, machucada, ou... Será que ela havia sido presa?

- Eu quase fui pega – murmurou. – Eu sinto muito... por te atrapalhar no trabalho, mas...

- Onde você está? – indaguei, cortando-a.

- Escondida... Em um beco perto da lanchonete. Os policiais estão conversando com Paul, e eu... eu não podia ficar lá. Eu tenho tanto medo, Edward. Paul me deu seu celular e... eu tive que ligar para você.

- Oh, meu bem. Fique aí, está bem? Eu estou chegando.

Eu rapidamente peguei meu casaco e minha pasta e saí, agradecendo por meu plantão ter terminado.

_

Não foi difícil achar Bella; ela estava encolhida ao lado de uma lata de lixo, enquanto lágrimas escorriam de seus olhos. Suas roupas estavam sujas e molhadas – havia chovido há pouco –, e ela estava tremendo.

Sem dizer nada, puxei-a para meus braços e acariciei seus cabelos, deixando que ela se acalmasse.

- Eu... – gaguejou. – Eu tive tanto medo.

- Shhh, meu bem, eu estou aqui agora. – Beijei sua testa e me levantei, com ela em meu colo. – Vou cuidar de você, ok?

Ela assentiu levemente e nada disse.

Levei Bella para minha casa. Eu não queria que ela ficasse sozinha naquela noite – não só naquela, mas eu dependia de uma resposta dela para me sentir como um bobo apaixonado.

Estacionei meu carro na garagem e quando fui tirar Bella do carro, ela estava com os olhos fechados, quase dormindo.

- Edward? – murmurou, enquanto eu andava com ela no colo.

- Sim, meu bem?

- Eu aceito me casar com você.

Notas finais
N/A: Oi, amores. Eu sei que demorei para postar, mas é que realmente a inspiração não vinha, e, como eu não queria escrever nada forçado, fui escrevendo aos poucos... :/. Enfim, o capítulo está aqui agora, *risos*. Bella aceitou! HAHA. E agora? Não conto nada u.u. Vão ter que comentar e acompanhar para saber, ok? Só para vocês ficarem felizes, algo do passado da Bella – ou alguém – aparecerá daqui uns três ou quatro capítulos, acredito eu. Pode ser mais, assim como pode ser menos. É isso, por hoje, babies. Espero que tenham gostado. Beijos, beijos e até o próximo :* Deh C. / Frii N/B: Mesmo sabendo que tem muito chão pela frente nessa fic, espero que tudo dê certo para eles. Comentem!