Only Girl
17 Capítulo Dezesseis - All Right
Notas iniciais
Bella POV.
- Não tenho palavras para te agradecer, Angela. – Eu disse, enquanto me deitava na cama que agora pertencia a mim. Angela sorriu, enquanto conectava os aparelhos.
- Você não tem que agradecer, Bella – riu suavemente. – Eu tenho uma coisa para confessar...
Eu fiquei apreensiva, vendo Angela torcer as mãos nervosamente.
- O que aconteceu? – sussurrei.
Será que Jacob descobrira onde eu estava? Será que alguma coisa havia acontecido com a família Cullen?
- Calma, Bella – tranqüilizou-me. – Todo mundo está bem.
Suspirei de alívio.
- É que eu... Eu meio que estou conseguindo tudo isso com ajuda de Edward.
Sentei-me imediatamente, sentindo meu coração bater contra meu peito. Por um lado, fiquei um pouco aliviada; sentia-me menos culpada por estar escondendo a gravidez de Edward. Afinal, ele era o pai, iria perder todos os momentos. Porém, por outro, senti-me apreensiva e nervosa; ele sabia da gravidez e nem parecia estar ligando.
- Não, ele não sabe que o filho é dele, nem que é você que está aqui. – Confusa, encarei Angela. – Eu contei porque ele podia me fornecer tudo, dar uma olhada nos exames. Menti que era alguém não legalizado e ele concordou em ajudar. Não me perguntou nome nem nada. Por um lado é bom, não é? Ele vai acompanhar a gravidez do filho, mesmo sem saber.
Lágrimas caíram de meus olhos antes que eu me desse conta. Senti Angela sentar na cama e me abraçar, e eu aceitei, de bom grado.
Até quando minha vida seria assim? Sentindo medo, me escondendo, perdendo as pessoas que eu amava...
- Não posso perder esse bebê, Angela – sussurrei. – Durante toda a minha vida, as pessoas que eu amei, todas elas, eu perdi. Eu perdi meus pais, perdi meu segundo pai, meus amigos... Eu perdi Edward, a família Cullen. Esse bebê... Ele é tudo que me resta.
- Bella... – Angela disse de maneira firme, fazendo com que eu olhasse para ela. – Você não vai perder esse bebê, eu te prometo isso. Tudo vai ficar bem.
- O que eu vou fazer quando esse bebê nascer, Angela? Eu nunca vou ter condições de dar um futuro para ele, nunca vou poder apresentá-lo ao pai, sem correr risco... Para todos nós.
- Bella... Ben disse que tudo vai ficar bem. Ele está cuidando de tudo. Jacob logo vai estar atrás das grades e tudo vai se resolver. Ok?
Eu assenti.
- Ótimo – sorriu. – Agora, curiosa para ver seu filho pela primeira vez?
Sorrindo, eu concordei.
Ver o meu bebê pela primeira vez era algo que não tinha preço. Angela não era obstetra, mas ela entendia mais ou menos.
E ouvir o coração...
- Para mim tudo parece bem. – Disse, enquanto eu limpava a minha barriga. Ela tinha acabado de imprimir para levar para Edward no dia seguinte. – Eu vou levar para o Edward dar uma olhada amanhã.
- Obrigada, Angela. – Abracei-a. – Saber que Edward está acompanhando a gravidez de longe é algo que me deixa muito tranqüila. Eu nunca vou poder te agradecer completamente por tudo o que você tem feito por mim.
- Não há de quê, Bella – sorriu. – E você não tem que agradecer. Só tem que ficar bem, se manter calma, e se alimentar direito.
Eu sorri, assentindo.
Eu ficaria bem.
Por mim, por Edward, pelo nosso filho.
Edward POV.
Rosalie foi mandada para o hospital onde eu e meu pai trabalhávamos, então ficamos por ali mesmo, apenas esperando que ela chegasse. Conversamos, ambos confusos. Rose ainda não havia completados os nove meses, então tínhamos medo de que algo de ruim tivesse acontecido.
Emmett chegou, junto de Rose e Alice, ambos os três nervosos.
- Aconteceu alguma coisa? – sussurrei a Alice.
- Não, por quê?
- Nada.
Foram só horas mais tarde, quando todos nós já estávamos completamente exaustos que descobrimos o porquê de tudo ter acontecido daquela forma. Mamãe já está completamente nervosa, assim como todos no corredor.
- São gêmeos! – Emmett saiu da sala, um sorriso enorme no rosto, gritando.
- Gêmeos? – Minha mãe sussurrou, confusa. Eu a entendia; todos nós estávamos esperando por apenas um bebê. Eu não havia visto as ultra-sonografias, nem sabia se meu pai tinha, mas... gêmeos?
- Sim! O médico disse deve ter cometido um erro, não sei – sorriu. – Mas são gêmeos! Dois garotos.
Passada a confusão todos nós sorrimos. Rosalie estava bem e os bebês também. Ficariam alguns dias, para prevenir, na UTI neonatal, mas eles estavam bem.
E quando nós fomos vê-los, vimos como eram lindos. Rose e Emmett ainda não haviam escolhido o nome dos dois, apesar de já ter alguns em mente.
Fomos, então, para a casa.
E assim que cheguei em casa, disparei até o quarto que eu dividira com Bella, deixando as lágrimas – mais uma vez – escorrerem por meu rosto. Eu nunca seria pai... Porque, simplesmente, não conseguia me imaginar com outra mulher que não fosse Bella.
E ela estava apaixonada por outro. Nunca mais voltaria.
O que eu tinha feito? O que eu tinha feito para sofrer tanto?
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Acordar no outro dia foi difícil. Havia ficado até tarde no hospital, custado a dormir. Então, a caminho do trabalho, parei na lanchonete onde Bella trabalhara, para comprar um café.
Eu não falava com a Carmen e Paul desde que eles ficaram sabendo que Bella partira, que tinha encontrado o seu amor antigo. Eles pareceram confusos, mas como eu havia pedido, não tocaram no assunto.
- Bom dia – sorri um pouco, assim que vi Carmen por trás do balcão.
- Olá, Edward. – Seus olhos eram gentis enquanto me analisavam, provavelmente vendo minhas olheiras e o estado deplorável que eu me encontrava. Não me importei; viver se tornara difícil agora que Bella não estava comigo mais. – Tudo bom?
- Indo – sorri. – Rose deu à luz, Carmen. São gêmeos.
- Oh, que ótimo! – riu. – Depois vou lá dar uma olhadinha neles... São dois meninos?
- Sim, são – suspirei. – Então, pode me arrumar um café bem forte para levar? Não quero me atrasar para o trabalho.
- Claro.
- Como Paul está? – indaguei Carmen, enquanto ela preparava meu café.
- Está bem – sorriu. – Ele deve estar chegando já.
- Mande um abraço.
Não demorou muito para que eu estivesse indo para o hospital, tomando café. A manhã foi longa e eu só pude dar uma paradinha na hora do almoço, aproveitando para ir visitar meus sobrinhos. Depois segui até o quarto de Rosalie; Emmett estava lá com ela.
- Bom dia – cumprimentei-os. – Como está se sentindo, Rose?
- Cansada – suspirou. – Mas feliz. Estou louca para ir embora e levar meus bebês.
Eu ri.
- Só depois de amanhã, querida – disse-lhe. – Foi uma cirurgia um pouco complicada, então queremos ter certeza de a família toda está bem.
Eles sorriram.
- Vocês já escolheram os nomes? – indaguei-os.
- Sim. – Emmett sentou-se mais ereto, em seu rosto um sorriso cheio de orgulho. – Oliver e Ryan serão os nomes de nossos garotos.
- Bonitos nomes... – Comecei a falar, porém batidas à porta me interromperam. A cabeça de Angela surgiu.
- Bom dia – murmurou. – Posso falar com o senhor, Dr. Cullen?
Eu assenti, me levantando.
- Qualquer coisa, é só chamarem. – Dei um beijo na testa de Rose e um tapa no ombro de Emmett. – Parabéns, papais.
Eu saí do quarto, fechando a porta logo atrás de mim.
- Algum problema? – sussurrei.
- Não. – Ela sorriu. – Eu fiz a ultra-sonografia. Gostaria que você desse uma olhada.
- Claro – sorri. – Vamos até a minha sala.
Consultei o relógio, aliviado por saber que tinha ainda meia hora de almoço.
Angela se sentou diante da minha mesa, enquanto eu me sentava também. Ela mexeu em sua pasta, tirando de lá um envelope grande.
- Aqui está. – Estendeu-o. – Eu não vi nada de errado, mas quis trazer.
Eu examinei a ultra por alguns segundos, pegando-me sorrindo.
- Uma gravidez de dois meses – sorri. – Está tudo bem com o bebê, Angela.
- Obrigada – suspirou. – A B...
- Como? – perguntei, confuso.
- A pessoa que estamos ajudando, está muito preocupada – murmurou. Eu fingi que não tinha percebido, mas ela havia quase falado o nome da pessoa. – Acho que ela vai ficar mais tranqüila por saber que tudo está bem.
- Claro. Faça com que ela se alimente e tome as vitaminas.
- Estou fazendo.
- E o pai do bebê, Angela? – indaguei-a. – Ele não quer assumir?
- Ele não sabe – deu de ombros. – E acho que, no momento, é melhor que ele realmente não saiba.
- Por quê? – Eu não entendia, mas me encontrava extremamente curioso. – O pai tem o direito de saber.
- Eu sei, mas é bem complicado. Vamos deixar que tudo aos poucos se resolver. Essa pessoa já sofreu muito e quero que ela tenha uma gravidez saudável e tranqüila.
- Claro – assenti. – Qualquer coisa, você me avisa, ok?
- Obrigada, Edward.
Angela saiu, antes que eu entregasse a ultra para ela. Eu me peguei imaginando que ali era o meu bebê com Bella e simplesmente não consegui mais tirar os olhos.
Bella POV.
Naquele dia Angela trouxe notícias. E eram notícias boas. Rose tinha dado à luz. E eram gêmeos.
Nós jantamos, conversamos sobre a gravidez, e ela me contou sobre a conversa com Edward. Ben apareceu um pouco mais tarde e pediu para conversar comigo.
- As coisas não vão muito bem – confessou. – Jacob ainda continua te procurando, mais nervoso do que antes. Todos os homens dele estão te procurando. Não só aqui, mas no México e em outros países também. E ele está de olho na família Cullen e naquelas pessoas que te ajudaram ao longo do caminho.
Eu suspirei.
- Você não conseguiu provas contra ele? – sussurrei.
- Estou tentando, Bella – sorriu de forma triste. – E eu te prometo que vou conseguir. Vai ser difícil, mas vou.
- Obrigada, Ben.
Dormir naquela noite, depois da notícia que recebi, foi difícil, mas eu consegui, em alguma hora da noite.
Eu não sabia como meu futuro seria, não me sentia extremamente bem, porque tudo estava calmo demais, bem demais, e eu tinha medo – e muito – do que poderia acontecer. Por mais que tivessem se passado anos, eu ainda sentia a dor de perder meus pais, da maneira que eu perdi. Eu os tinha em um momento, e, um segundo depois, pouco tempo após meu pai ter me ligado para avisar que eles estavam prontos para decolar, eu os tinha perdido.
E me tornado só.
De repente, eu não tinha mais a quem recorrer quando tivesse medo; quando tivesse um pesadelo, eu não tinha mais a cama dos meus pais para correr. Quando tirasse uma boa nota, eu não tinha a quem contar, e não tinha ninguém para sentir orgulho de mim. Eu não tinha minha mãe mais para conversar sobre problemas de garotas, não tinha o ciúme de meu pai, caso um dia eu aparecesse com um garoto em casa.
Eu nunca poderia apresentá-los a um namorado, nunca poderia contar a eles que fui aceita na universidade e que iria dar continuidade ao plano da família – abrir uma filial em Chicago. Ir a casamentos era algo que perdera para mim a graça. Porque iria doer ver a noiva adentrando a igreja de braços dados com o pai – simplesmente, porque eu nunca teria a oportunidade de fazer aquilo com o meu – e depois dançar com ele na festa de seu casamento. Eu não os teria para me abraçar nem me confortar mais.
E eles nunca conheceriam os seus netos.
A vida tinha sido injusta comigo; diversas vezes.
E eu também não tinha superado a falta que Edward fazia em minha vida.
O medo que seus olhos sorriam e brilhavam cada vez que nos víamos. O calor que seus braços sempre transmitiam quando me abraçavam, e a segurança que eu sentia quando estava ali, deitada com ele, abraçada com ele. Eu sabia que ele sempre seria o homem da minha vida, que eu sempre o amaria, e que eu sempre iria sentir falta dele.
Mas, mais uma vez, a vida tinha sido injusta comigo.
Meu futuro era algo tão incerto, que eu temia pelo meu filho. Eu não sabia se estaria segura para sempre, por mais que Angela e Ben insistissem nisso, era algo que simplesmente não podia controlar. Eu só podia rezar, torcer... para que tudo desse certo e ficassem bem.
Viver por mim, por Edward, por meu filho.
Era simplesmente tudo o que tinha que fazer.
À medida que os dias foram se passando, eu fui me acostumando com o vazio da casa. Ben e Angela ficavam fora o dia inteiro, então eu simplesmente ficava ali. Perdida em pensamentos, lendo, assistindo a TV. Limpava a casa, mesmo contra a vontade dos donos da casa, fazia a comida...
E os meus dias favoritos eram os que eu via meu bebê, que desenvolvia bem no meu ventre. Na metade do terceiro mês de gravidez, minha gravidez começara a despontar, o que era incrível. Examinar-me no espelho era algo que se tornara constante, e eu podia, simplesmente, passar horas fazendo isso.
E saber que Edward estava acompanhando, de alguma forma, a gravidez, me deixava melhor. Bem melhor. Eu esperava que, quando tudo ficasse bem, eu pudesse esclarecer tudo a ele, conta a história da minha vida, deixá-lo a par de todos os detalhes.
Minha vida, talvez, nunca fosse voltar ao normal, mas a esperança era a última que morria, e eu simplesmente teria a minha.
Enquanto eu vivesse.
Talvez, também, Edward encontrasse um outro alguém e eu nunca poderia culpá-lo por isso, mesmo que fosse dor – e muito – em mim. Porque ele merecia ser feliz, merecia ter uma família, merecia um amor.
Mas como nada era certo e como ‘e se’ e ‘talvez’ nunca construiriam a vida de alguém, eu simplesmente tinha que continuar seguindo em frente.
E tudo ficaria bem.
Pelo menos, eu esperava.
Notas finais
Por hoje, é só.
Beijões grandões.
Deh C.
/ Frii (L)
PS: Quanto aos leitores de Innocence, fiquem calmos, ok? Eu estou apenas trabalhando no bônus. Já escrevi metade, então acho que se tudo correr calmo, semana que vem eu posto.
N/B: PUTA MERDA. Só digo isso. Quando sofrimento meu Deus D: SOS O Edward é 1fofo néw Ai ai... espero que tudo dê certo.
ps: NÃO matem a Deh por causa do atraso, foi culpa minha e da minha vida complicada, então não pude betar!
Friida
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