Only Girl
11 Capítulo Dez - The Beginning Of The End
Bella POV.
Eu sei que você o ama. E é por isso que você vai se separar dele, porque caso não o faça, ele morre, Bella. Ele e todos da família Cullen. Eu sei que você o ama. E é por isso que você vai se separar dele, porque caso não o faça, ele morre, Bella. Ele e todos da família Cullen. Eu sei que você o ama. E é por isso que você vai se separar dele, porque caso não o faça, ele morre, Bella. Ele e todos da família Cullen.
Não.
Não. Não podia. Eu não podia deixar que nada acontecesse a ele.
Então... só me restava fazer o que ele restava, certo?
Porém, não me via longe de Edward. Eu o amava, eu me sentia parte da família.
E era justamente por amá-lo que eu teria que fazer o que fosse preciso para deixá-lo seguro.
Subi para o nosso quarto e me deitei na cama, fechando os olhos enquanto as lágrimas rolavam por meu rosto. O aperto em meu coração ficava a cada momento mais apertado.
Eu não sei muito bem como não notei a presença de Edward no quarto, mas ele logo estava lá, me puxando para seus braços e afagando meus cabelos.
- O que foi, Bella?
Eu solucei contra seu peito e me afastei um pouco, vendo sua testa franzida e seus olhos verdes brilhando de preocupação.
- Apenas me abrace, Edward – pedi –, por favor.
Ele assentiu, deixando que eu ficasse abraçada a ele o tempo que eu precisasse. Como eu podia olhá-lo e saber que, comigo, ele corria risco? Que ele e sua família inteira, enquanto estivessem perto de mim, poderiam morrer?
Eu até poderia contar a ele, mas não podia deixá-lo passar por isso. Eu tremia só de pensar no que Jacob poderia fazer a ele se descobrisse que...
Respirei fundo, procurando afastar tais pensamentos.
- Pode me dizer o que aconteceu? – Edward perguntou algum tempo depois, comigo ainda em seus braços.
- Eu tive um pesadelo – menti. Agradeci por estar com meu rosto encostado em seu peito. Edward saberia que eu estava mentindo se me olhasse. – Eu tirei um cochilo enquanto você não chegava e sonhei...
- Sonhou?
- Sonhei que eu tinha perdido você. – Não era, de fato, uma mentira. Eu tinha realmente muito medo de perdê-lo.
- Ah, Bella. – Suas mãos, gentis, afagaram minhas costas. – Eu estou aqui, meu bem, e sempre estarei com você. Eu te amo. Pode acreditar nisso?
Assenti.
- Então, não há nada com que se preocupar – sussurrou, inclinando meu rosto para trás. Ele secou minhas lágrimas e me beijou lentamente. – Agora vou tomar um banho e fazer algo para comermos.
- Eu... – Corei imensamente diante do que havia pensado. Mas eu precisava tanto dele... – Eu posso tomar banho com você?
Edward me olhou, sorrindo torto.
- Claro que pode – piscou. – Nem precisava pedir.
Ele se pós de pé, comigo ainda no colo, e me beijou, enquanto caminhava até o banheiro. Minhas mãos, ainda trêmulas, tiraram cada peça de sua roupa com calma, enquanto as mãos de Edward, firmes, faziam a mesma coisa com as minhas.
Eu estava completamente nua, assim como Edward, quando senti a água do chuveiro cair sobre mim. Eu tremi um pouco, pela água começar fria, mas o contato com Edward e o tempo fizeram com que eu me sentisse bem ali.
Os beijos eram calmos, assim como os toques. Entretanto, não conseguíamos controlar os gemidos, cada vez mais altos e pronunciados. Eu estava a ponto de perder a calma, quando Edward me ergueu e me colocou encostada na parede, ainda me beijando. Ele se posicionou entre minhas pernas, e, com um único movimento, penetrou-me.
Eu soltei um gemido por entre o beijo, alto, e isso o fez sorrir contra minha boca. Minhas pernas automaticamente enlaçaram seu quadril, puxando-o mais para mim. Eu gemi e me contorci, deixando que meu corpo se movimentasse junto com o dele.
Os carinhos continuaram a ser trocados, enquanto os movimentos se tornavam a cada vez mais frenéticos e rápidos. Os gemidos de Edward me deixavam louca e eu, com o súbito prazer, apertei suas costas de encontro ao meu peito, gemendo contra seu pescoço.
Edward grunhiu contra meu ouvido, acelerando ainda mais os seus movimentos. Senti o ápice chegar, junto do dele, e relaxei contra seu corpo, minha respiração rápida e ofegante.
- Eu te amo, Bella – sussurrou.
- Eu também, Edward.
Edward POV.
Eu realmente pensei que Bella fosse melhorar depois daquele dia, mas ela se encontrava, às vezes, pensativa e triste, sem, aparentemente, nenhum motivo. Quando eu perguntava, ela sempre desviava de assunto.
E eu somente ficava ali, me sentindo um incapaz. Por que Bella ficava assim? Será que ela não confiava em mim o suficiente para me contar o que estava acontecendo?
Agora mesmo, estávamos na casa de meus pais, e Bella conversava com Rose e Alice. Rose e Alice mantinham um papo animado – provavelmente sobre moda – e Bella parecia fingir estar interessada. Seus olhos estavam sem foco e seu semblante triste.
Será que eu havia feito algo de errado?
Será que ela não estava gostando de nosso casamento?
- Edward? – Pisquei rapidamente e foquei meus olhos em minha mãe, à minha frente, parecendo preocupada. – Há algum problema?
Neguei, não querendo que ela pensasse que eu, realmente, estava fazendo algo de errado. Porque nem eu sabia e entendia...
Minha mãe, porém, seguiu meu olhar, olhando para Bella.
- Por que Bella parece tão distante? – Então eu não havia sido o único a ter reparado?
- Não sei – suspirei, sabendo que não conseguiria mentir para Esme. – Ela está assim há alguns dias...
- Hmmm... Pergunte para ela hoje, diretamente, qual é o problema, e diga como se sente. Tenho certeza de tudo dará certo.
E eu apenas assenti, torcendo para que fosse verdade.
Bella POV.
Nos dias que se seguiram, pensei em várias coisas.
Eu pensei em abandonar Edward, mas era dolorido demais e eu não podia suportar.
Eu pensei em continuar o meu casamento, e, por enquanto, era o que eu ia continuar a fazer. Jacob já havia mentido outras vezes – e muitas – e não havia necessidade de acreditar nele.
Respirei fundo, fechando os olhos e tornando a abri-los. Só assim notei que já estávamos em nossa casa. A tarde havia passado bastante rapidamente, eu mal me lembrava de qual assunto Alice e Rosalie falavam hoje mais cedo... Só fingia escutar e concordava com tudo.
- Bella... – Edward murmurou, logo depois de trancar a porta de casa. – Pode, por favor, me dizer o que está acontecendo? Eu fiz alguma coisa?
Eu pensei em mentir e desviar o assunto – como vinha fazendo nos últimos dias –, mas olhar para ele e ver seus olhos transmitindo tanta dor e preocupação... Respirei fundo.
- Estou preocupada – murmurei. – Com o Green Card.
- Por quê? – Ele se aproximou, pegando minhas mãos e nos levando até o sofá. – Jasper está cuidando de tudo.
- Sabe o que vai acontecer se, no final, acontecer alguma coisa, e o pedido for negado? – indaguei-o. – Eu... Eu vou ter que sair daqui... Teremos que nos separar.
- Bella. – Edward sorriu um pouco. – Princesa, vai dar tudo certo, acredite em mim.
- Desculpe – sussurrei. – Acho que estou de TPM.
Edward riu.
- Bobinha, eu te amo, sabia? – Beijou-me.
- Eu também. – Sabendo que choraria a qualquer momento se continuasse a olhá-lo daquele jeito, enterrei minha cabeça em seu peito e respirei fundo, desejando acreditar naquelas palavras de Edward:
Vai dar tudo certo.
Edward POV.
Bella parecia realmente preocupada com o Green Card, mesmo Jasper lhe dizendo que não precisava se preocupar.
Eu conversei com Jasper e ele me disse que não havia possibilidade de ser recusado, então repeti isso para Bella, esperando que ela se acalmasse.
Ela pareceu se acalmar e nossa vida se seguiu, normalmente. Eu já tinha pedido para Bella parar de trabalhar e procurar alguma faculdade, mas ela realmente queria esperar que o Green Card saísse para definir sua vida. Então, respeitei-a.
Estávamos bem. Logo Bella estaria legalizada e tudo melhoraria. Eu não via a hora de ter filhos com ela.
Imaginá-la com aquele barrigão, imaginá-lo com um filho nosso no colo...
Eu sempre me pegava sorrindo quando imaginava isso.
- Dr. Cullen? – A voz de minha secretária tirou-me de meus devaneios. – O Dr. Brown ligou e como o senhor estava em cirurgia, eu pedi que ligasse depois.
- Ah, sim – sorri. – Vou ligar agora.
Eu não fiquei satisfeito com o telefonema. Descobri que teria que fazer uma conferência, de um final de semana. Eram apenas dois dias, de sexta a domingo, mas Bella não iria poder ir comigo...
Eu ia morrer de saudades dela.
Bella topou ficar com meus pais, o que agradeci. Eu não ia ficar muito bem por imaginá-la em nossa casa sozinha. Viajei na sexta, torcendo para que o domingo chegasse logo.
Eu já estava morrendo de saudades dela.
Bella POV.
Ver Edward entrar em um avião fez com que eu me sentisse com o coração apertado de saudades. Dois dias longe dele...
Esme e Carlisle, provavelmente acostumados com essas viagens, me levaram para casa, tentando me distrair ao máximo. Eu dei uma desculpa de dor de cabeça e fui para o quarto de hóspedes o mais cedo que pude.
Estou sentindo sua falta. B.
Eu coloquei meu celular ao meu lado logo após mandar essa mensagem para Edward e suspirei, me encaminhando até o banheiro, onde tomei um banho longo e demorado. Olhei o relógio e sorri. Edward já deveria ter chegado.
O barulho do celular tocando tirou-me de meus devaneios e eu corri para pegá-lo.
Era Edward.
Eu também, princesa. Se estiver acordada, me ligue. Quero ouvir sua voz. E.
Eu liguei quase que imediatamente, sentindo meu coração disparar em meu peito.
- Oi – sussurrei, assim que escutei sua voz.
- Ei, princesa. – Edward sussurrou também. Com um sorriso bobo no rosto deitei-me na cama e fechei os olhos. – Estou com saudades.
- Eu também.
- Espero que esses dois dias passem rápido. Não consigo dormir sem você perto de mim.
- Ai, Edward. – Encolhi-me contra a cama, entendo exatamente o que ele queria dizer com aquilo. A cama parecia tão enorme... – Eu entendo.
- Você está bem? Comeu? Está agasalhada?
Eu ri.
- Sim, papai – brinquei. – Estou ótima. Não comi, porque havia acabado de comer quando saímos para o aeroporto. Estou agasalhada e deitada.
- Estou apenas cuidando de você, princesa. – A saudade que eu sentia, estando longe dele há apenas algumas horas, me fez ter certeza de que eu não conseguiria colocar um fim naquele casamento.
- Eu te amo – murmurei.
- Eu também. Você não imagina o quanto.
- Esses dois dias vão passar rápido, não vão? – perguntei, como uma menina assustada.
- Sim. E, se tudo dar certo, prometo sair daqui no domingo cedo, assim estarei aí antes do almoço.
- Tudo bem. Vou deixá-lo descansar agora. Eu te amo.
- Eu te amo também – suspirou. – Se cuida, ok? Qualquer coisa, me ligue.
Assim que desliguei, senti um vazio.
Se eu me sentia assim com uma viagem de Edward, imagina como me sentiria se tivesse que me separar dele?
Eu morreria. Isso era um fato.
Era como se ele fosse uma parte de mim – uma grande parte.
Ouvi meu celular tocando mais uma vez. Peguei-o.
Era uma mensagem.
Imagina se o avião caísse, com seu marido dentro? Seria triste, não seria, Bella? Pois, acredite em mim, se você não fizer o que eu pedir, ele vai morrer. E te garanto que não será o único. Em breve veremos o quão você ama a família Cullen, querida.
Eu me encolhi contra a cama, antes de jogar o celular longe.
Até quando eu teria que ser infeliz, Deus?
Até quando?
_
No domingo, Edward chegou cedo. E é claro que eu o abracei e me grudei nele, como se não o visse há meses ao invés de dias – dois dias, que mais pareceram anos.
Nós almoçamos com os pais dele, mas logo fomos para nossa casa, onde ficamos o mais abraçado que pudemos, como se nossas vidas dependessem disso.
E de certa forma, dependia.
_
Onze meses.
O tempo, realmente, passara depressa, e eu estava casada com Edward há onze meses e alguns dias.
E eu não conseguia pensar no que Jasper havia me dito na noite anterior, quando veio aqui com Alice.
- Se tudo der certo, acredito que seu Green Card vá sair dentro de um mês, no máximo, Bella.
O que aconteceria quando, de fato, meu Green Card saísse?
Saindo mais cedo da lanchonete, eu decidi caminhar até em casa, sem me preocupar com nada. Passei em alguma loja e comprei um presente para Edward, simples, porém significativo. O aniversário do nosso casamento estava chegando e eu queria muito dar um presente para ele.
Sorrindo, fui andando em direção a nossa rua, quando uma mão forte se fechou em meu pulso e me puxou. Eu segurei a respiração quando vi Jacob ali, vestido elegantemente em um terno de corte fino.
- Só vim avisá-la que estou ciente de todos os seus passos. – Seu tom de voz nunca fora tão frio. – E que sei que seu Green Card está quase saindo. Quando sair, tornarei a entrar em contato com você.
E tão rápido como veio, ele se foi. E eu só fiquei ali, tremendo feito uma boba, porque nunca havia sentido tão medo em toda a minha vida.
_
Um mês mais tarde, Edward e eu comemorávamos nosso primeiro ano de casados. Ele me deu diversos presentes, ignorando completamente meus protestos. Eu lhe dei o portarretrato e fiquei feliz quando o vi com lágrimas nos olhos. Era uma foto nossa, de um passeio, que Alice havia tirado certa vez. Nenhum de nós sabia que estávamos sendo fotografados, o que tornou o ato ainda mais sincero.
Nós viajamos para uma pousada perto dali e passamos o fim de semana juntos.
E, na segunda, a grande notícia chegou.
A que ansiei e temi por tanto tempo.
- Bella? – Foi o que eu ouvi assim que atendi ao telefone. – Aqui é Jasper. Só liguei para avisar que conseguimos, Bella. Você é realmente uma cidadã aqui. Conseguimos o seu Green Card.
E eu somente senti o mundo desaparecer e fechei os olhos.
Notas finais
No próximo capítulo:
- Você tem uma semana, Isabella, para se despedir de todo mundo.
- Não quero... Não posso.
- Então eles irão morrer.
-x-
Só isso u.u
Povo, expliquei na Innocence, agora explico aqui. Tenho prova essa semana toda e um casamento, em outra cidade, no fim de semana. O próximo capítulo vai demorar um pouco, tenham paciência, sim?
Enfim, é isso.
Beijos e queijos,
Deh C.
/ Frii
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