Only Girl
12 Capítulo Onze - The End
Notas iniciais
Jasper POV.
- Bella? – Eu mal esperei que a pessoa respondesse, mesmo tendo certeza de que era Bella e continuei a falar: – Aqui é Jasper. Só liguei para avisar que conseguimos, Bella. Você é realmente uma cidadã aqui. Conseguimos o seu Green Card.
E não escutei absolutamente nada. Somente um baque e silêncio.
- Alô? – murmurei. – Alô?
Esperei por alguns instantes, mas não parecia que estava adiantando. Desliguei, então, e, imediatamente, liguei para Edward.
- Edward – sussurrei, sem dar a chance de ele me cumprimentar. – A Bella está em casa?
- Olá para você também, Jasper – riu. – Está sim, por quê?
- Ela está sozinha, não está?
- Está. Por quê? O que está acontecendo, Jasper?
- Eu liguei para sua casa – suspirei –, para avisar para a Bella que conseguimos o Green Card dela...
- Oh! Ela vai ficar feliz! Estávamos esperando por isso há tanto tempo...
- Preste atenção, Edward – cortei-o. – Eu liguei e avisei. Mas não ouvi nada...
- Como assim?
Eu expliquei a ele a situação, embora não tivesse entendido-a completamente.
- Estou indo para lá agora. Obrigado por ligar, Jasper.
E ele desligou, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa.
Edward POV.
Eu dirigi para casa rapidamente, enquanto tentava falar com Bella. O celular dela chamava até cair e o telefone de casa só dava ocupado. Preocupado, como nunca, cheguei rapidamente, e mal estacionei o carro.
Bella era mais importante.
Abri a porta de casa às pressas e vi o motivo de ela não ter dito nada a Jasper; Bella estava desmaiada, deitada no chão.
Corri até a ela e me abaixei. Abriguei-a em meu colo e já ia me levantar, quando ela abriu os olhos. Suspirei, aliviado.
- Você me assustou. – Senti minha voz tremer. – O que aconteceu?
- Edward? – sussurrou. – Eu...
Coloquei-a deitada no sofá e examinei-a com meus olhos. Estava mais pálida, mas a cor começava a voltar a seu rosto.
- Jasper disse que ligou e que ninguém disse nada.
Compreensão passou pelos olhos de Bella.
- Eu acho que essa notícia foi um choque para mim – murmurou. – Eu nem consegui falar nada.
- Vou te levar para o hospital – sussurrei. – Vem.
- Não – pediu. – Estou bem, só cansada. Eu prometo que se me sentir mal de novo, nós iremos, ok? Agora, tudo o que eu quero, é ficar em casa.
Comprimi os lábios, sabendo que não iria conseguir convencê-la.
Bella era teimosa demais.
Bella POV.
Eu havia conseguido o Green Card, algo que ansiei por tanto tempo. Até a volta de Jacob.
Ele fez com que eu temesse algo que desejei desde que me mudei para cá. Tornar-me uma cidadã legal, poder fazer faculdade, poder ter uma vida, livre de esconderijos. Livre de tudo.
E agora? O que aconteceria?
Eu tinha tanto medo que, nos dias que se seguiram, não consegui me alimentar direito. Eu fingia comer porque sabia que Edward ficaria preocupado. E aproveitava o máximo de tempo com ele, sem pensar em absolutamente nada; sabia que não me restava muito tempo. Jacob provavelmente estava em uma de suas importantes viagens, mas logo voltaria.
E ele viria atrás de mim.
Eu tinha certeza absoluta disso.
Todos fizeram uma festa, para comemorar meu Green Card. E é claro que eu tive que fingir que estava feliz com isso, mesmo não estando. Só me doía pensar que, em breve, eu não faria mais parte daquele ambiente, daquela família. Não tinha certeza do que Jacob faria comigo depois que o divórcio saísse e nos casássemos, mas sabia que boa coisa não era.
E olhar para Edward naquele dia, naquela festa, só me fazia querer chorar. Ele estava feliz, feliz demais, sempre me abraçando, fazendo planos...
Eu o destruiria, eu acabaria com a vida dele.
- Eu te amo tanto – sussurrou, quando chegamos em casa naquela noite. – Agora, enfim, poderemos nos casar na Igreja, ter uma lua de mel de verdade e ter muitos filhos, princesa. Eu te prometo te fazer mais feliz a cada dia que passar.
E eu não disse nada, apenas o beijei.
Porque nada do que dissesse naquele momento seria forte o suficiente para acalmar meu coração.
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- Está pronta, Bella? – Edward me gritou do andar debaixo.
- Quase – gritei de volta.
Olhei-me no espelho e suspirei. Não queria sair naquela noite. Mas Rosalie e Emmett tinham um comunicado a fazer, então...
Desci as escadas com cuidado; eu realmente não queria cair e ter que parar em um hospital. Minha falta de equilíbrio somente piorava conforme os dias passavam, já que eu não andava me alimentando muito bem.
Jacob estava sumido.
E isso não significava boa coisa.
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Rosalie e Emmett seriam pais.
Pais.
E saber que eu nunca seria mãe, que eu nunca carregaria um filho de Edward, me causava tanta dor, que eu precisei dar uma desculpa um tempo depois de uma dor de cabeça forte, para convencer Edward a ir embora.
Ele insistiu para que eu deitasse assim que chegamos e me levou um comprimido na cama. Eu fingi estar animada com a notícia de que Edward seria tio e isso deixou Edward feliz.
- Logo seremos nós – sorriu. – Você podia marcar uma consulta com a ginecologista para parar de tomar os anticoncepcionais.
Eu assenti, sentindo um nó em minha garganta.
Edward iria sofrer tanto quando eu partisse.
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Conforme o mês se passava, eu ficava um pouquinho mais feliz.
Talvez Jacob tivesse conseguido o que queria sem precisar de mim, e agora, fosse me deixar ser feliz em paz.
Mas me enganei.
Porque em uma quarta, comigo na lanchonete, senti meu celular vibrar.
E meu mundo desabou quando li aquela mensagem.
Não me esqueci de você, querida. Em breve, irei te buscar em sua casa. Esteja pronto. Ah, e parabéns. Eu sabia que você iria conseguir o Green Card rapidamente.
E, mais uma vez, tudo ficou escuro.
Edward POV.
- Sr. Cullen! – Andando pelos corredores, escutei a voz de minha secretária e parei, voltando-me para a sua face preocupada.
- O que foi? – indaguei-a calmamente.
- Ligaram do local de trabalho de sua mulher – disse. – Parece que ela desmaiou e estão trazendo-a para cá. Pediram para que o senhor esperasse na recepção.
- Estou indo.
Não demorou muito e eu logo estava parado em frente ao hospital, diante do carro de Paul e Carmen. Fui direito para o banco detrás, onde o corpo de minha mulher repousava, sua face mais pálida do que nunca.
- Obrigado. – Agradeci a Carmen e a Paul. – Vou levá-la para dentro agora.
- A menina não anda comendo direito. – Carmen me informou, seus olhos preocupados voltados para Bella. – Ela anda tão magra...
Senti um aperto enorme no peito e me xinguei mentalmente. Eu sabia que Bella andava me enganando em relação a comida, mas pensei que ela já tivesse voltado a se alimentar corretamente!
- Obrigado, Carmen. Se quiserem, podem voltar para a lanchonete. Vou internar a Bella e colocá-la no soro. Ela só sai daqui depois que estiver recuperada.
- Claro – sorriu. – Mantenha-nos informados.
Eu permaneci durante toda a noite com Bella no hospital. Ela acordou durante algumas vezes, reclamando e querendo ir para casa. Mas eu já tinha errado uma vez e não erraria novamente.
Iria cuidar de minha mulher.
E descobrir, definitivamente, o que a andava atormentando tanto.
O que a levaria a parar de se alimentar?
Bella POV.
Quando acordei, no dia seguinte, Edward cochilava no sofá que havia no quarto. Eu me movi delicadamente, fazendo uma careta quando senti a agulha. Respirei fundo, certa de que ganharia mil broncas e chamei meu marido.
- Edward!
Ele abriu os olhos, primeiro lentamente, e depois piscou, bocejando.
- Bom dia – sorri.
- Bom dia, princesa. – Levantou-se e caminhou em minha direção a mim. – Precisamos conversar.
Eu gemi.
- Edward...
- Eu estou muito decepcionado com você, Sra. Cullen – cortou-me. – Por que parar de se alimentar, Bella? Você e eu estamos tão bem. Pensei que estivesse feliz.
- Estou. – Minha voz estava começando a ficar embargada e lágrimas começaram a se formar em meus olhos. – É que tudo está indo tão bem, Edward, e isso não acontece comigo há muito tempo... Tenho certeza que, a qualquer momento, vou descobrir que estou sozinha novamente.
- Ah, Bella...
Senti os braços de Edward me rodeando e me puxando para si.
E eu o abracei, sabendo que, em breve, eu não poderia abraçá-lo assim mais.
_
Eu saí do hospital naquele mesmo dia e voltei a me alimentar normalmente. Mesmo se eu não quisesse, eu tinha que comer. Edward ficaria ainda mais atencioso do que de costume.
- Vou lá comprar o pão. – Avisei a ele, em uma manhã de sábado.
- Se quiser posso ir – murmurou, sorrindo. Ele estava lendo um jornal, vestindo apenas uma calça de moletom.
- Eu vou – ri. – Já volto, meu bem.
- Tome cuidado, princesa.
Eu dei um selinho nele e saí de casa, feliz por ter uma padaria logo na esquina.
E, na volta, encontrei-o.
Jacob.
Tentei passar rapidamente por ele, fingindo que não o tinha visto, mas ele apenas riu e me segurou, apertando meu braço com tamanha força, que meus olhos foram logo tomados pelas lágrimas; de dor.
- Me solta – pedi.
- Você tem uma semana, Isabella, para se despedir de todo mundo.
Senti as lágrimas rolando livremente pelo meu rosto.
- Não quero... Não posso.
- Então eles irão morrer.
Meu coração se apertou diante dessa palavra e eu respirei profundamente, esquecendo-me da dor do braço por alguns instantes.
- Jacob...
- Em uma semana, quero que você me encontre aqui, Isabella – cortou-me. – Não precisa trazer suas roupas, querida. E se não vier... Não vai ser você que vai sofrer, isso eu te garanto.
Jacob, então, me soltou e se afastou, entrando em um carro onde, certamente, seus seguranças de confiança aguardavam. Eu vi o carro se afastar e, com as lágrimas ainda escorrendo, corri para casa o mais depressa possível.
Abri a porta, ainda soluçando, e logo Edward estava perto de mim, puxando-me para seus braços. Ele parecia assustado, mas esperou que eu me acalmasse para falar.
- O que aconteceu? – perguntou; sua voz transparecia preocupação.
- Fui quase assaltada – menti. Edward arregalou seus olhos. Ele me segurou com um pouco mais de força e eu gemi, de dor, quando seus dedos se encostaram no hematoma que Jacob havia feito.
Edward afastou a manga da blusa de frio que eu usava e xingou alguns palavrões quando viu o roxo que estava ali.
- Me fala quem foi, Bella – grunhiu. – Eu vou...
- Não – sussurrei. – Nem me lembro quem é. Eu corri e...
- Ah, meu bem.
Edward me puxou para seus braços, sussurrando palavras que não consegui prestar atenção.
Eu tinha uma semana.
Uma semana para me despedir de todo mundo.
Para me despedir de Edward.
Seria eu capaz?
_
O meu prazo se acabaria em duas horas e eu estava parada diante de uma carta, sozinha em casa, sem saber exatamente o que fazer.
Essa semana voara e eu fiz de tudo. Visitei Esme, Alice, Rose – com três meses de gestação –, Carlisle, Emmett e Jasper. Eu me diverti com eles, ri. Eu deixei minha marca.
E com Edward...
Foi uma semana intensa.
De declarações, de amor, de olhares, de apenas silêncio.
Eu sabia que era errado, porque daria a ele a impressão errada, mas eu tinha que fazer isso, tinha que levar um pouco de Edward comigo.
Respirei fundo e, sabendo que não tinha mais tempo, escrevi a carta; em meio a lágrimas.
E saí da casa, selando, enfim, o fim.
Havia acabado.
Parece inacreditável, mas acabara.
Notas finais
Eu sei que muitos de vocês estão loucos para saberem o por quê de a Bella não ter contado ao Edward nem a ninguém o que acontecera, mas eu prometo para vocês que logo as coisas vão ser reveladas. Pode demorar um pouco, mas tenham paciência. E sei que muitos estão falando ‘mais uma vez a Bella faz o que o Jacob quer’. Mas não é bem assim, de verdade. Quando vocês descobrirem a história dela...
Tudo sempre se resolve.
SPOILER:
Ninguém me deu explicação alguma e nem falou nada. E eu nem perguntei, também. Tudo o que queria era tirar aquela dor que estava em mim, aumentando a cada vez mais.
-x-
Ela me amava...
Ela não iria embora assim.
-x-
- Você tem que fazer alguma coisa para afastá-lo. Ou eu juro que ele vai morrer.
-X-
Tenso Q.
Enfim, é isso.
Beijos e queijos, até o próximo capítulo.
Deh C.
/ Frii
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