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11 Parte 11 - She Falls Asleep
A claridade do dia incomodou os olhos de Harry. Ele se sentou na cama, sentindo o corpo doer. Olhou em volta e teve certeza que seus cérebro lhe pregava uma peça; porque aquele não era seu quarto. Ele colocou as duas mãos na cabeça e pressionou as têmporas. Aquilo era tão errado quanto parecia ser. E ele não estava se importando.
"Eu sou a pior pessoa que existe", Harry disse para si mesmo. Jogou-se na cama novamente, ao lado de Summer. Ela despertou parcialmente com o movimento dele na cama, e virou-se para o lado, enfiando o nariz em seu peito nu.
— Bom dia. — Ela falou, o som abafado pelo contato com a pele dele. Os braços de Harry a envolveram em um abraço, e ela aconchegou-se mais perto de seu corpo. — Devo considerar essa a melhor manhã que já tive.
— Aproveite eu estar tão à toa. — Ele riu, beijando seus cabelos. Summer ergueu o olhar, ela queria vê-lo. Queria entrar dentro dele, porque ela sentia muita falta daquela proximidade. Algo que ela nunca teve, exatamente, mas sabia que precisava. — Você está com fome? Acabamos não comendo nada ontem.
— Temos comida chinesa para o café — Ela deu uma risada. — Mas eu prefiro comer outra coisa, agora.
Summer ergueu a face e beijou Harry nos lábios. Havia algo mais naquele beijo, não era um simples 'bom dia'; ela queria dizer algo com ele. Algo que Harry entendeu bem, quando acomodou-se no colchão e permitiu que ela subisse por cima dele, encaixando-se subitamente em si. Ele sentiu um calafrio, assustado com a facilidade com a qual seu corpo respondeu ao estímulo, e a facilidade com a qual ela, em frações de segundos, já o tinha dentro dela. Abafou um gemido, segurando-a pelos quadris e mantendo-a imóvel por alguns instantes. Seu corpo precisava processar aquilo, logo pela manhã.
Mas ela não estava interessada em esperar. Os movimentos nada sincronizados e bastante lentos friccionavam quadril com quadril. Summer não conseguia deixar a boca de Harry. Ele desistiu de lutar e moveu-se por sobre ela, invertendo as posições, investindo contra ela com violência. Todo o controle que ele demonstrou na noite anterior tinha se perdido nos sentidos adormecidos daquela manhã gelada, e ele só parou quando plenamente aliviado. Summer travou as duas pernas ao seu redor, a estranha e quente sensação dentro de si. Seu coração batia fora de ritmo. Harry apoiou a testa sobre seu peito, descansando por um longo minuto.
— Isso foi errado. — Ele disse, puxando-a para seus braços novamente. — Muito errado.
— Sim, eu sei. Desculpe-me.
— Está tudo bem. Vamos atacar aquela comida, então? Eu acho que preciso recuperar minhas energias.
Ano de 2009. Yate, Inglaterra.
A neve caía suave do lado de fora. De férias, coisa que ela não fazia há muito tempo, Summer estava em casa. Miles passaria por uma intervenção, e todos foram convocados para a convenção familiar. Ela foi, a contra gosto, mas foi. Era sua família no final das contas, e ela não tinha nada melhor para fazer. Estava em um daqueles momentos de ápice profissional, mesmo com apenas 25 anos de idade; ela não tinha mais para onde crescer aonde estava. Ou buscava novas perspectivas ou enfrentaria a estagnação.
Era um lindo entardecer, com uma pequena tempestade de neve que tinha deixado toda a cidade coberta de branco. Desde a Ação de Graças ela não via Harry; falavam-se pela internet apenas, como sempre foi. Naquela noite, ela sairia com Felicia para assistir a um filme no desatualizado cinema de Yate, mas ela só queria alguns momentos de diversão ao lado dos amigos. Ela precisava desses momentos, porque tudo que ela tinha em Londres era o cão.
Conectada, com o laptop por sobre as pernas, Summer procurou o nickname que a fazia sorrir. Não havia nenhum hawk online, mas aquilo não deveria surpreendê-la. Harry estava gravando, então não havia motivos para estar online naquela hora. Ouvindo música e sonhando com o final de 2007, quando ela compartilhou os momentos mais próximos com ele, Summer assustou-se quando a janela do seu Yahoo! Messenger piscou, indicando alguém querendo adicioná-la.
poison: Quem bate?
DLP: Não me reconhece? Isso me deixa muito triste. Preste atenção no meu apelido. :)
Summer encarou a tela do computador por alguns instantes. Suas sobrancelhas se ergueram com a constatação.
poison: Poynter!!
DLP: Sim sim sim.
poison: Não sabia que você tinha essas coisas... achei que só Harry era conectado.
DLP: Harry é o menos conectado. Tom vive online, e eu às vezes. Só adiciono pessoas especiais. Espero que não se importe de ser adicionada.
poison: Nem um pouco. E então, como foi de fim de ano?
DLP: Bem, mas poderia ter sido melhor. Eu estive muito sozinho.
poison: Sei, sozinho! Até parece que Dougie Poynter tem tempo para ficar sozinho.
DLP: Pois é, mas é sempre solitário quando a pessoa que queremos não está conosco, mas com outra pessoa.
Ela franziu os lábios. Aquela frase do chat a atingiu diretamente. E ela não podia dizer que falar com Dougie não a fazia sentir alguma coisa diferente do que vinha sentindo antes, pensando apenas em Harry. Ele, naturalmente no chat, parecia demais com aquele que ela dizia amar. Curiosamente.
poison: Eu sinto muito por isso.
Ela disse, depois de algum tempo.
DLP: Pensei que você tinha me dispensado.
DLP: Desculpe, Summer, eu não deveria ficar falando essas coisas.
poison: Não, está tudo bem... mesmo presumindo que você quis dizer o que disse.
DLP: Isso ficou confuso. :)
DLP: Você viu Harry esses dias?
poison: Você o vê mais que eu.
poison: Só o vi no feriado de Ação de Graças.
poison: Mas pare de se torturar com isso... seja lá o que pensamos que estamos fazendo, não vai dar certo.
DLP: O que não vai dar?
DLP: Você pode...
Dougie parou de digitar. Ele não teve coragem de continuar a frase, mandou-a assim para Summer, esperando que ela não entendesse e não perguntasse. Mais uma pausa separou os dois.
DLP: Desculpe-me, Summer. Parece que ando pedindo desculpas demais esses dias.
poison: Você vai se desculpar por ter me beijado, também?
DLP: Claro que não.
DLP: Nem cogito essa hipótese.
DLP: Mesmo sabendo que isso me torna um mau caráter.
Não o tornava. Era ele que tinha direitos sobre Summer. Mas ela não sabia, então ele continuaria a mentira. Ela deveria pensar que, no final das contas, era ele que se apaixonava pela namorada do amigo. Mas ele não queria cogitar a hipótese de Harry apaixonar-se por ela. Porque ele pretendia ter Summer para si, e não queria tomá-la dele.
poison: Eu acho que nós precisamos conversar, Dougie.
Uma pausa. Quando mulheres falavam que queriam conversar, era porque o assunto era sério.
DLP: Fale.
poison: Pessoalmente.
DLP: Marque dia e hora.
poison: Quem é difícil de agenda é você. :o)
DLP: Seu bonequinho sempre tem nariz. Bem, essa semana está difícil. Alguns dias difíceis na verdade. Eu posso te ligar quando estiver em Londres?
poison: Onde você está?
DLP: Bélgica. Cheguei antes dos rapazes, eles vêm amanhã.
poison: Eu estou de férias, mas não acho que vá voar para a Bélgica só para ter uma conversa séria com você.
poison: Isso pode esperar, eu acho.
poison: Talvez seja bom um tempo.
DLP: Um tempo de mim?
poison: Um tempo para mim.
DLP: Você quer que eu não te ligue, então?
poison: Não, Dougie... pode me ligar. Eu...
Ela também parou a frase na metade. Summer não sabia como dizer aquilo sem dizer demais. E ela não podia dizer demais, porque ela não sabia, ainda.
DLP: Eu posso me afastar um pouco, se você quiser.
poison: Eu não quero. Eu nem sei por que estou falando isso.
poison: Estou sozinha, e um pouco deprimida.
DLP: Eu posso pegar um avião de volta agora.
poison: Falo sério.
DLP: Eu também.
poison: Você não vai sair de onde está para passar a noite comigo, Dougie.
poison: Ok, isso soou errado.
DLP: Eu sairia de onde estou para passar a noite com você, seja lá como você entenda isso.
poison: Você pode passar a noite comigo, sem sair do lugar. Quer?
DLP: Diga-me como.
Summer enviou um convite para ele, um convite para uma conversa com vídeo. Ele aceitou, meio sem saber como funcionava, e a imagem da mulher surgiu em sua tela. Ela estava com um pijama de flanela e os cabelos presos. Ele usava moletom.
— Agora podemos nos ver. E conversar.
— Pensei que você queria um tempo. — Ele se ajeitou na cadeira.
— Mas eu não quero ficar sozinha hoje.
— Tudo bem, eu não preciso dormir, mesmo.
Ela sorriu. De alguma forma, era exatamente aquilo que ela queria, Dougie ao seu lado. A realização daquela informação foi bastante significativa.
Ano de 2009. Bruxelas, Bélgica.
Já estava ficando cansativo. Mas era como funcionavam as gravações. Mais de um mês no estúdio na Bélgica e eles já tinham quase finalizado tudo. Ainda tinham que finalizar a produção em Londres, mas a parte mais difícil parecia finalmente terminada.
Summer teve o tempo que precisou. Ela não falou com Harry durante aquele período, mas ela não conseguiu livrar-se de Dougie. Ele ligou, ele apareceu no chat, ele se fez presente. E, por algum motivo que ela ainda não tinha descoberto, foi como se Harry estivesse ali o tempo todo. Tinha alguma coisa errada, mas ela ainda não sabia o que.
— Poynter, o que há de errado? — Danny Jones encontrou o amigo sentado por sobre a mesa de sinuca, que ficava no lobby do estúdio, onde estavam hospedados. — Está chocando o telefone.
— Eu preciso falar com Summer. — Ele confessou. — Mas não tenho coragem. Ela quer conversar comigo, e tenho medo do que vem por aí.
— Virou covarde agora?
— É que ela... — Dougie olhou em volta, e certificou-se que Harry não estava ali. — Ela pode querer terminar comigo.
— Não tem como ela terminar com você, Poynter. Vocês nunca estiveram juntos. Ela só pode terminar com Harry, que é supostamente o namorado dela.
— Eles andam próximos, Danny. Eu sei que ela conversa com ele pela internet, eu sei que eles... — Dougie abaixou mais o tom de voz — ficaram juntos no feriado de Ação de Graças.
— Você sabe demais. Assim você sofre, esquece isso. Você acha que ela prefere o Harry? Se ela souber a verdade, ela não vai preferi-lo, Poynter. Pense nisso.
Danny afastou-se. Dougie continuou olhando para o telefone, até ter coragem de pressionar a discagem rápida. Ele tinha que marcar aquele encontro, e tinha que ser para logo. A tortura de não saber era mesmo pior do que a de ser rejeitado.
Ano de 2009. Londres, Inglaterra.
Summer olhou no papel o endereço de Dougie, trezentas vezes. Ou mais. Ela esfregava a pequena nota nas mãos suadas, e sentia-se muito mais ansiosa do que deveria. Ela teve tempo para pensar, e não sabia o que fazer, ainda. Mas ela estava um tanto desesperada com tudo aquilo. Precisava provar para si uma teoria que ela mesma inventara, e que só fazia sentido para si. A teoria que envolvia quem ela amava, e com quem ela queria ficar.
O táxi a deixou exatamente em frente ao loft que o jovem integrante do Mcfly tinha alugado, para morar sozinho. Tremendo e ansiosa, ela se identificou na portaria e foi conduzida até um hall com elevadores. Já no décimo andar, de frente para a porta dele, pressionou a campainha e esperou que ele visse atendê-la.
A figura que surgiu em seu campo de visão foi um pouco chocante. Dougie estava vestindo jeans, camiseta branca e meias. Seu cabelo muito loiro estava desfeito, mas ainda bem arrumado. Ele tinha gotículas de suor pelo corpo, que indicavam um dia duro. Não estava quente, a primavera estava chegando ainda, e não fazia calor suficiente para que ele suasse daquela forma.
— Boa noite. — Ele saiu da frente da porta e indicou que ela deveria entrar. Summer olhou em volta brevemente, ela estava nervosa e não sabia como faria o que queria fazer.
— Você estava gravando?
— Ensaiando. Teremos uma apresentação ao vivo em breve, e precisamos estar com as músicas novas na ponta da língua. Você quer um chá, um refrigerante?
Ele indicou que ela deveria sentar-se, mas ela não queria. Não dava para conversar com ele animadamente e depois despejar o que ela pretendia.
— Dougie, não. — Ela deu dois passos em sua direção. Ficaram frente a frente, um olhando nos olhos do outro. — Eu não vou dar conta disso se não fizer isso agora.
— Fazer o que?
— Eu preciso dizer como me sinto. Eu preciso que você saiba, que você tente me entender. Eu amo Harry. Eu o amei desde o primeiro dia que conversamos, e eu o amei até agora. Mas eu não consigo ser dele, plenamente dele. Tem uma parte minha que não se entrega a ele, uma parte que parece não pertencer a ele. Que sempre que estou com ele se esconde, e eu não sei o que fazer para mudar isso. Essa parte eu descobri que só consigo entregar a você. Eu só consigo ser completa, eu mesma, com você. Eu não sei lidar com isso, porque não faz sentido algum. Eu não posso sentir nada disso por você, porque isso significaria que... isso significaria que...
Ele não permitiu que ela falasse mais nada. Dougie caminhou na direção de Summer e colocou o dedo indicador em seus lábios, calando-a. Ela arregalou os olhos, encarando-o com ansiedade. Seu coração disparou, com o simples toque de suas mãos, então livres, em seus ombros. Ele puxou-a para perto, correu os dedos por seus cabelos, fez com que ela relaxasse enquanto olhava diretamente para ela, sem mover os olhos uma vez sequer. As duas mãos se posicionaram na nuca de Summer, os dedos longos prendendo-a com firmeza, e ele a beijou.
Ela sentiu seu corpo entrar em ebulição, porque aquele não era um beijo de brincadeira, como aquele que ela ganhou no Coliseu. Não era divertido, era tenso. Havia uma tensão que não pareceu diminuir depois que os lábios se uniram, menos ainda depois que os corpos se aproximaram. Ela deixou que sua língua entrasse na brincadeira, segurando Dougie pelos quadris com precisão cirúrgica. Ela teve certeza que seus corpos se encaixavam. Ele deixou sua face, passando as mãos pela extensão de seu corpo. Seus dedos lentamente entraram pela blusa de tecido fino que cobria a parte superior de Summer, delineando o formato de suas costas. Ele tinha o toque macio...
— Diga... diga para mim que estou completamente louca. — Ela disse, respiração ofegante, cabeça apoiada em seu peito. As mãos seguravam então os jeans, involuntariamente puxando-os para baixo, brigando silenciosamente com a força do zíper que os mantinham no lugar. Dougie segurava seus cabelos, sem ter certeza se acreditava que ela estava ali mesmo, ou se era sonho. Se aquilo estava acontecendo de verdade, enquanto ele pensava que ela terminaria com ele o que nem mesmo havia começado.
— Eu não sei o que você quer ouvir, Summer. — Ele quase não conseguia falar. — Eu... eu estou apaixonado por você. Se você quer que eu diga que está louca, eu vou dizer só para te fazer feliz.
Ela lhe dirigiu o olhar novamente. Olhos mareados, encontrou um semblante sereno que lhe observava. Seus olhos eram azuis demais para que ela capturasse sua essência.
— Dougie...
Summer pensou em continuar, mas não. Ela não queria falar com ele, ela queria... ela precisava estar com ele. Não havia mesmo teoria alguma a ser provada. Ela alcançou seus lábios novamente, mais uma vez sem suavidade. O sabor amargo que ele sentia deu lugar a um gosto azedo, mas extremamente excitante. Dougie teve certeza que aquilo não acabaria ali quando ela desistiu da luta insana contra os jeans e decidiu brigar com a sua camiseta. Ele a segurava firme pela cintura, dedos fincados em sua pele, enquanto ela enrolava os dedos na malha, sem deixar seus lábios um segundo sequer. Ele ainda não respirava, menos ainda quando sentiu os dedos de Summer lhe percorrendo a pele, já livre de qualquer camada de tecido que pudesse lhe proteger. Dougie já havia perdido o controle da situação há muito tempo.
Ela então tateava toda a extensão de seu abdômen, pontas dos dedos pressionando os músculos, como se pudesse deixar-lhe digitais. Conseguiu extrair um gemido abafado quando os dedos alcançaram o incômodo botão que lhe prendia os jeans nos quadris. Ele segurava sua cintura com tanta força que a pele se espremia por entre os dedos firmes. Dougie a beijava, e não sabia como conseguia concentrar-se ao sentir que Summer o deixava livre de barreiras que impediam seu corpo de expandir-se. Foi inevitável puxá-la para si com força, deixando bater carne com carne, pressionando seu corpo contra o dela, desejando forçar uma passagem ainda cedo demais.
O telefone de Dougie insistia em tocar. Ele sabia que eram os amigos que estavam atrás dele, até preocupados com como ele estava. Mas era tudo que ele menos queria, naquele instante. Tinha Summer em suas mãos... tinha Summer entre seus lábios... foi uma tortura livrar uma das mãos para retirar o telefone do gancho, estrategicamente. Ela parou o olhar em sua respiração, que fazia subir e descer o diafragma, como se aquela atividade lhe fornecesse um prazer imenso. Levou a mão até seu zíper, mas Dougie segurou seus dedos instintivamente.
— Aqui não. — Ele disse, com uma força sobrenatural. Summer o observou, os olhos nos olhos, e Dougie voltou a beijá-la. Capturou seus lábios mais uma vez, porém não deixou seus dedos repousando em sua cintura. Segurou-a com força e a fez elevar-se, enquanto ela enlaçava seus quadris com as duas pernas. Ainda desconhecendo como podia ter tanta força em um momento daqueles, Dougie conduziu Summer até seu quarto. Não havia luzes, só a penumbra que era formada pela claridade exterior que buscava espaço por entre as cortinas claras.
Dougie deitou Summer na cama, alcançando com os lábios sua região abdominal. Ele desejava mais do que beijá-la... mas beijá-la seria um ótimo exercício. Em um misto de desespero e concentração, ele descobriu lentamente, centímetro por centímetro, a pele morena de Summer, beijando-a a cada segundo. Ela precisou controlar a respiração... enquanto Dougie parecia intentado a provocar uma reação explosiva.
Summer acabou por empurrá-lo para cima, fazendo-o levantar. Ela também se levantou, porque queria mais contato com seu corpo. Terminou a tarefa de retirar-lhe os jeans, que ela começou desde o momento em que decidiu beijá-lo. Levou os dedos ao zíper, com bastante dificuldade. Suas mãos tremiam. Dougie segurava sua face novamente, e beijava seus lábios bem devagar... ele realmente a provocava. Summer conseguiu completar sua tarefa, levando as mãos para dentro da boxer que já não exercia função alguma. Dougie precisou conter novamente um gemido, ao sentir o toque pelo qual ele esperou tanto tempo. Ele não sabia quanto tempo aguentaria aquilo, mas ele poderia resistir. Precisava fazer valer a pena cada instante com ela, pois podia ser o primeiro momento e o último.
Dougie fez com que Summer se deitasse novamente, e retirou-lhe os jeans com certa habilidade. O tempo que ela demorou somente em uma batalha perdida com o zíper poderia deixá-la envergonhada ante a destreza com a qual ele livrou-a da peça inconveniente de roupa. Sua respiração ficava mais e mais acelerada, enquanto ele beijava suas partes íntimas à medida que as descobria. Summer segurou-lhe pelos cabelos com força, sem saber se desejava que ele prosseguisse com a tortura ou se acabasse logo com aquilo.
Seja de quem fosse a capacidade de tortura, a provocação era mútua. Summer já havia se esquecido há tempos sobre o que era o assunto com Dougie. Se ela um dia teve alguma dúvida se sentia algo por ele, seus questionamentos caíram por terra quando seus lábios tocaram os dele pela segunda vez. Naquele instante, bastante tempo depois, ela já havia perdido a noção de certo e errado. Ela tentou escapar dele, sem escapar de verdade, apenas fugindo para o canto superior da cama. Dougie umedeceu os lábios, e olhou para ela com um sorriso que derreteria qualquer gelo. Summer sentiu seu corpo mole, sua cabeça zonza, uma febre estranha que lhe dominava todos os sentidos. Dougie sentou-se na cama, pegou algo em sua mesa de canto, terminou de retirar os jeans e engatinhou por sobre a cama, até alcançá-la.
— Eu só preciso que você saiba... — Ele tentou dizer, ofegante. Ela selou seus lábios com os dedos, fazendo um ‘sssshhhhh’ por entre os dentes. Ele segurou seus dedos e beijou-os, colocando sua mão em seu pescoço. Olhou novamente em seus olhos, que pareciam arder em fogo. — Eu preciso que você saiba que eu te amo.
No mesmo instante em que ele confessou o que estava trancado dentro de seu peito por tanto tempo, ele levou as mãos aos seus quadris e, em um movimento lento, o mais lento que ele pode ser, deixou-se introduzir por entre Summer, fazendo com que seus lábios tivessem contato com os dela. Ela arqueou o corpo para trás, espremendo-se de contra os travesseiros macios, não muito certa se sentia dor ou prazer; não muito certa de nada.
Naquele instante, Summer já havia perdido as referências do mundo exterior. O dilema Harry x Dougie não a afetava mais, e ela só confirmou a certeza que não se entregaria daquela forma a Harry. Sua respiração paralisada pelo movimento do abdômen de Dougie, que insistia em subir e descer bem devagar, fora de ritmo com sua respiração acelerada. Ele se movia devagar sobre ela, quase parando. Era a tortura maior que ela poderia esperar. Segurava-o pelas costas, delineando todo o contorno de seu corpo, fazendo com que cada músculo se desenhasse sob seus dedos. E ele beijava seus lábios, beijava seu colo, beijava seus seios, tão devagar que Summer chegou a desejar que aquilo acabasse logo.
De todos os desejos que ele atenderia, aquele não seria um deles. Dougie não se apressaria, e no ideal de aproveitar ao máximo a mulher que amava finalmente rendida a si, ele levou tempo demais para dar a ela o que ela queria desde o início. Ela precisou pedir, precisou implorar. Mas mesmo depois, ela não conseguia deixar que ele saísse de dentro dela. Não conseguia deixá-lo mover-se, porque ela também não queria perder nenhum toque de seu corpo sobre o dela. Quando seu corpo voltou a normal, quando ela finalmente conseguiu respirar, levando um pouco de ar a seus pulmões ressecados, ela estava cansada. Queria dormir, mas queria dormir ali, nos braços de Dougie.
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