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6 Parte 06 - Falling In Love
Harry voltou do quarto ajeitando o roupão. Summer estava sentada no sofá, em um misto de nervosismo e satisfação, deliciada com o aroma cítrico do ambiente, com as cores, com as luzes. A visão do homem, que considerava ser o mais lindo do mundo, aproximando-se semivestido a deixou atordoada. Respirou fundo para conseguir concentrar-se novamente. Eles se viram uma vez, por pouco tempo, e na companhia de outra pessoa. Era a primeira vez que ficavam completamente sozinhos; isolados por uma porta e várias paredes. Ela não sabia o que fazer e menos ainda como fazer com a presença de Harry. Ele era tímido, disse várias vezes. Mas no computador eram tão naturais; sempre era fácil conversarem e tudo indicava que eles tinham muita afinidade. Mas nem toda a certeza que Summer tinha da paixão que sentia por Harry poderia fazê-la ter certeza que seria fácil estarem juntos.
— Bem... você me pegou desprevenido. Tenho gravação em poucos minutos... – Harry tentou puxar conversa.
— Não se preocupe comigo. Eu tenho o que fazer, vou procurar algumas casas, para selecionar quais me interessam.
— Ah, sim, adianta mesmo. – Ele estava meio perdido.
Summer levantou-se e chegou bem perto de Harry. Ele sentiu um arrepio, afinal era homem. E qualquer homem ficaria nervoso com a presença perturbadora de Summer. Ela tinha um olhar maroto. Se ele era tímido, ela não seria.
— Estar perto de você é muito esquisito, sabia? – Ela disse. Colocou os dedos nos cabelos de Harry e o olhou nos olhos. – Eu vivo imaginando esse momento e quando ele acontece finalmente, eu percebo que nunca vou estar preparada para você. Para o que você me faz sentir. Quando vou ouvir a música?
Harry não sabia do que ela falava.
— Que música?
— A que você fez para mim, não se faça de desentendido.
— Ah... bem, eu vou apresentá-la a você em uma ocasião especial. – Ele continuava sem saber que música era aquela.
— Sim, claro. Ocasião especial.
Summer se aproximou do homem, fazendo com que as batidas de seu coração acelerassem. Depois, colou seu corpo no de Harry e o beijou, bem lentamente. Os lábios se tocaram, as línguas se misturaram. Ele ficou aturdido por um segundo, mas logo retribuiu o beijo, sem conseguir resistir. Harry não era assim tímido, e tinha um ótimo jeito com as garotas. Era aquilo que se podia chamar de um homem de sorte com mulheres, porém era um cara tranquilo. Não podia se comparar a Danny, que podia ter todas as garotas que quisesse, e tinha de verdade. Envolveu Summer em seus braços e acabou por beijá-la intensamente. Ela beijava bem, ele pensou. Logo ele pensou que estava fazendo algo horrível. Aquela era a mulher por quem Dougie estava apaixonado. Ela era sua garota, e ele disse que aquilo daria errado! Mas alguém à porta os interrompeu.
Dougie percebeu alguma coisa na forma como Harry o recebeu, mas achou que estava ficando neurótico.
— Ei, Judd... Tom acabou de me ligar, temos que ir. – Dougie cumpriu com sua parte no fingimento, piscando para o amigo.
— Ah, que pena... bem entre e faça companhia para Summer enquanto me arrumo.
Harry entrou na brincadeira. Apesar de ter gostado do beijo, ele sabia que ela era apaixonada por Dougie Poynter, e não por ele. Era uma grande diferença. E ele era apaixonado por ela. Estava errado!
Dougie encontrou Summer na janela, a observar o dia londrino. Ela usava um vestido azul que evidenciava suas formas e contrastava com sua pele morena. Tomou fôlego e recostou-se ao seu lado.
— Então, está gostando de Londres?
— Ainda não tive tempo de conhecer nada... vim direto para cá. – Summer falou sem tirar os olhos da paisagem.
— Harry disse que você vinha, mas pensei que fosse semana que vem.
— Eu me antecipei. Acha que ele ficou chateado?
— Certamente que não. – Dougie a olhou por alguns instantes. Summer sentiu-se estranha com a presença dele, e não sabia por que. – Ele está muito feliz, pode acreditar.
— Ele fala de mim?
— Sempre. O tempo todo. Chega até a ser chato.
— Hum... e você sabe que música é essa que ele compôs?
— Sei. Silence is a Scary Sound. É uma música louca, mas ele pensava em você quando compôs.
— Nossa... eu não sei se mereço isso tudo.
Dougie travou a língua e mordeu os lábios para não falar nada que o entregasse. Ele tinha que saber as coisas de forma que parecesse que Harry lhe contou. Não podia expressar sentimentos para com Summer, eles não passavam horas conversando. Era o que ela achava; que ele não era a pessoa com quem ele conversava.
— Sabe uma coisa engraçada? – Summer continuava a olhar a paisagem.
— Não, mas sei que você vai me contar.
— Vou! Você falando agora... parece muito com a voz de Harry no telefone. E a voz natural dele não se parece tanto assim; estranho, né?
— Ah, telefone faz sempre isso! – Dougie inventou qualquer coisa. – Minha mãe falando ao telefone parece um homem de duzentos quilos!
Summer caiu na risada, enquanto Harry chegava para sair com Dougie. Os dois se despediram sem deixar parecer que haviam se beijado; Summer entendeu que Harry não queria expor imediatamente o que rolava entre eles.
Summer gastou todo o dia procurando casas. Ela estava em Londres e nem sabia mesmo se ficaria, mas foi até uma banca de jornal e comprou todos aqueles que continham classificados. Por sorte, alguns ofereciam casas em toda a Inglaterra, foi o que o jornaleiro lhe disse. E ela preferia casa ao invés de apartamento, pois morou em casa sua vida inteira. E tinha Angus. Ela jamais deixaria o Labrador; levaria seu companheiro onde quer que fosse. Mas, se o apartamento fosse grande, se tivesse varanda; ela estava aberta a opções. E não tinha nada mesmo para fazer, pois Harry passaria o dia todo ensaiando.
Adormeceu por volta de uma hora da tarde, sem nem almoçar. Estava preguiçosa e não acostumada a ficar tanto tempo à toa. Foi quando ouviu as batidas na porta do seu quarto e decidiu ver quem era. Seu coração palpitava, porque ela imaginava que pudesse ser... Harry. Abriu a porta agitada, mas encontrou a figura sorridente de Dougie, parado.
— Dougie... – Ela estava desapontada. Ele notou. O sorriso lhe murchou nos lábios, involuntariamente.
— Boa tarde... atrapalho?
— Não, entre. – Ela saiu da frente da porta, ele entrou. Mão nos bolsos, estava então constrangido. – Diga, aconteceu algo?
— Eu... – ele não sabia o que dizer, mesmo tendo ensaiado aquilo por horas. – Harry me pediu para entreter você.
— Não estava ensaiando?
— Gravando. Mas eu me senti mal, estou meio enjoado. E como ele vai demorar, pediu que eu te desse alguma atenção.
A desculpa era péssima, e Dougie sabia. Mas ele precisava tanto ficar perto de Summer, e o máximo possível. Eles passaram anos se falando sem sequer se verem, e estavam juntos sem poderem estar. Dougie não podia tocá-la, ou cumprir nenhuma das promessas que lhe fez. Summer, no entanto, não pareceu se incomodar com a qualidade precária da justificativa dele. Ela apenas pensou que era um gesto lindo de Harry, pensar nela.
— O que pretende fazer para me entreter? – Ela mordeu os lábios.
— Tem algo que queira?
— Não sei. – Summer ficou na dúvida sobre onde ir, o que fazer. Ela queria compartilhar momentos com o homem que amava, afinal. Não com Dougie, uma vez que ela achava que ele não era o homem dos seus sonhos.
— Está bem, faço uma surpresa.
Sem medo de que Summer pudesse suspeitar de algo, Dougie pediu que ela se vestisse e a levou para um passeio que ele sabia que Summer adoraria. Sim, ele sabia... e não deveria saber. Mas não resistiu. Havia uma mostra de propaganda e publicidade no centro de Londres, em um Shopping Center dos mais famosos da cidade.
Summer ficou meio assustada com aquilo. Ao entrar no evento, ao lado de um sorridente Dougie, que andava sem seguranças apesar da fama enorme que ele tinha, ela sentiu-se como em um lugar de sonho. Ela adorava mostras, e ainda mais de propaganda.
— Nossa... estou perplexa. – Ela disse, olhando para ele.
— Com o que? – Dougie tentou ser evasivo.
— Como adivinhou que gosto de propaganda?
— Eu sei que você é publicitária. – Dougie sorriu, tímido. – Não precisou de muitos esforços para saber que você gostaria de vir até aqui.
Os dois passearam por toda a mostra, com Dougie falando sem parar. Passaram por diversos stands e ele tentou apresentá-la a tudo e todos. Não que ele conhecesse alguém ali, mas era uma cara famosa. As portas se abriam naturalmente. Summer estava muito espantada com ele. Aquele homem parecia saber tanta coisa que ela gostava, era como se... ela tentou livrar-se de pensamentos estranhos. É que ele devia ter um gosto parecido com o seu, só isso.
Dougie parou em frente ao stand da Amazon, mais sorridente ainda.
— Veja, seu novo cliente.
— Como? – Summer ficou mesmo confusa.
— Er... a Amazon... seu novo cliente. Não vem trabalhar com eles, agora?
Summer arregalou os olhos. O que era somente esquisito passava a ser assustador.
— Sim... como sabe? Nem contei a ninguém.
— Contou a Harry. – Dougie imaginou que pudesse ter feito besteira. – Ele é fofoqueiro.
— Sei... bem, a Amazon nos contratou mesmo. Será bom conhecê-los.
Depois de horas andando pela mostra, e depois de muito papo, Summer estava fora de si. Dougie era uma pessoa maravilhosa e muito espirituosa. Era um garoto, mas nem parecia tão jovem quando conversava com ela. Ela agiu como se o conhecesse há anos; como se ele fosse o amigo que ela não tinha. Pensou muito em Harry e em seu beijo, mas Dougie praticamente preencheu todas as suas necessidades. Até a levou para comer comida chinesa, o que ela adorava.
Voltaram para o hotel e o Mcfly ainda não tinha voltado para lá. Dougie havia descaradamente desaparecido das gravações e pensou que elas não durariam muito sem ele, mas nada do grupo. Ele deixou Summer em seu quarto e foi até o seu, ligar para Harry. Queria saber do amigo, o que tinha acontecido com eles.
— Harry. – Dougie disse, ao ouvir a voz baixa de Harry. Havia barulho demais no fundo. – Onde você está?
— Ah... que lugar é esse, Tom? – Harry perguntou. Tom respondeu algo que Dougie não conseguiu ouvir. – Sei lá, saímos para resolver algumas pendências... o pessoal está em um pub. Cadê você, não vem?
— Estou com Summer, esqueceu-se? – Dougie retirou os sapatos e pensou em tomar um banho. – Posso levá-la aí?
— Você quem decide, Poynter... mas pense que, trazendo ela aqui, ela vai querer ficar comigo. Estamos em uma festa, bebendo... acha que isso vai dar certo?
Dougie teve um sentimento ruim. Enquanto falava com Harry, terminou de tirar as roupas e abriu o chuveiro. Estava cansado e precisava de um banho morno para relaxar.
— Não...
— Então sugiro que invente uma desculpa para ela e fique quietinho aí.
Harry desligou o telefone. O ruído insuportável saiu dos ouvidos de Dougie, que entrou debaixo do chuveiro. Deixou a água percorrer-lhe o corpo, lentamente... seus músculos estavam doloridos. Sentiu que nunca fizera tanta força na vida; seu organismo inteiro lutou uma batalha quase perdida para evitar o contato com Summer. Ele não podia tocá-la, ele não podia expressar para ela o que sentia. Suas mãos se moveram na direção de segurá-la durante toda a tarde; seus lábios desejaram beijá-la a ponto de ele sentir-lhe o gosto involuntariamente. Era uma tortura vista somente na Inquisição.
Enquanto Dougie divagava a respeito de forças sobrenaturais e de como faria para revelar a Summer toda a verdade, batida na porta foram ouvidas. Ele pensou que estava ouvindo coisas, mas elas se repetiram. Ele desligou o chuveiro e, ainda pingando água, caminhou até a porta, enrolado na toalha.
— Summer? – Ele abriu a porta surpreso.
— Ei... acho que atrapalhei seu banho. – Ela sorriu tímida ao ver a figura seminua de Dougie em sua frente.
— Não, quero dizer, eu já estava terminando. Entre.
— Você sabe do Harry? – Ela perguntou, meio, desanimada.
— Ele... ele me ligou. Teve um problema familiar, deve chegar tarde.
Summer demonstrou certo desalento. Dougie comprimiu os lábios e foi até o banheiro, terminar de se enxugar. Seu coração estava batendo meio descompassado, enquanto seus músculos voltaram a doer. Ele queria chances de mostrar a Summer quem ele era, sem revelar-lhe a mentira. Queria que ela se interessasse por ele, mesmo sem saber que ele mentira ser Harry Judd. Mas ele não sabia como suportar a presença de Summer. Ela por perto estava mais doloroso do que a distância da tela do monitor.
Respirando sem ritmo, Dougie retornou à saleta do quarto. Eles estavam em quartos separados, daquela vez. Ele teve vontade de ir para casa, mas aceitou ficar na concentração. Era sempre assim, em gravações.
— Está com fome? – Ele disse a Summer, que observava o quarto. Estava vestindo somente seus jeans, sem camisa e secando os cabelos. A mulher levantou os olhos e o observou por alguns instantes, baixando o olhar imediatamente. Ele era bastante lindo, chegava a ser assustador. Sim, Summer poderia ficar assustada... ou deveria. Ele parecia uma criança.
— Não...
— Não? – Dougie sorriu. – Nós comemos há tanto tempo atrás que você precisa estar com fome. Vamos comer algo... Harry não volta mais hoje, e nem os rapazes.
Summer pensou. Ela não estava ali para fazer turismo por Londres, ela queria um lugar para morar e ver Harry. Sair com Dougie para passear em shoppings e depois para jantar... ele era ótima companhia, mas não era aquela sua intenção principal. Seu estômago reclamou, porque pensar na comida foi inevitável. Ela estava com fome. Ele, sem perceber diretamente a indecisão de Summer, deixou-a na saleta e voltou vestindo uma camisa azul, gola polo, tentando organizá-la para que ela não ficasse subindo e mostrando sua linha do quadril. Ofereceu a mão para que Summer se levantasse, sempre sorrindo.
Foi então que Summer teve um pensamento tolo e preocupante. Ela havia ficado apenas algumas horas com Dougie, mas sentia que o conhecia para sempre. Por que ela sentia aquilo? O que a fazia acreditar que aquele garoto era alguém tão próximo dela? Que sentimento esquisito corria em suas veias quando ela olhava nos olhos azuis daquele menino e não via o homem por quem estava apaixonada, mas que. se fechasse os olhos. não teria dúvidas de que era ele?
— Vamos? – Dougie insistiu. Summer viu-se perdida e momentaneamente esqueceu-se da sua dúvida e das suas ponderações. Levantou-se e o seguiu, como se fosse impossível de não fazê-lo.
Era madrugada, mas Summer não dormia. Ela já tinha feito de tudo, até tentado contar carneirinhos, mas nada parecia funcionar. Insônias lhe eram habituais, mas ela ainda não entendia o motivo daquela. A noite com o jovem e espirituoso Dougie tinha sido ótima. Não era o que ela esperava, mas era bom. Sentou-se na cama e considerou que o problema era aquele, não ter tido ainda o que ela esperava. Ela precisava daquilo, ela sabia, e ela tinha que dar um jeito de conseguir. Seu coração disparou quando ela vestiu o roupão do hotel, calçou seus chinelos, e saiu do quarto, perdendo-se no vazio silencioso do corredor do décimo quinto andar. Ela faria aquilo, mesmo com todos os sinais indicando para não fazer.
Respirando devagar, tentando manter a calma, ela bateu à porta do quarto de Harry. Às três da manhã ele já devia estar no hotel, e provavelmente sozinho. Ela nunca imaginou que ele tivesse outra garota, porque ela era a garota de Harry. Sua face iluminou-se em um sorriso quando ele abriu a porta, a cara amassada, vestindo apenas shorts.
— Summer? O que você quer?
Ela não respondeu. Já estava cansada de falar com ele, ele já sabia tudo sobre ela e ela já sabia tudo sobre ele. Depois de um minuto inteiro olhando para os traços em sua face, Summer deu dois passos em direção a ele e atirou seus lábios contra os dele, liberando toda a ansiedade que ela sentia desde que chegou. Ele assustou-se, dando um passo para trás, quase afastando-se dela. Havia um gosto de álcool em seus lábios, um gosto não identificado por ela, mas que o tornou ainda mais atraente. Foi inútil resistir, depois do susto inicial Harry sucumbiu e em instantes estavam se beijando.
A porta fechou atrás deles, que acabaram terminando no sofá. Summer por cima de Harry, que estava jogado por sobre almofadas e roupas. O quarto estava meio bagunçado, e ela imaginou que nem tempo para arrumá-lo ele tinha. Mas aquilo não era importante. Summer tinha Harry em seus lábios, e estava adorando. Ele a beijava com intensidade, e ela não quis prestar atenção se havia paixão ou tensão sexual naquele beijo, porque aquilo também não era importante. O sabor alcoólico da sua língua era o que ela precisava. Aquele toque – era exatamente aquilo que ela queria desde que chegou a Londres.
Suas mãos desataram o laço do roupão e ela mesma o fez deslizar por seu corpo, deixando-o cair ao chão. Harry arregalou os olhos, notando que ela vestia uma camisola preta de seda, somente.
— Céus. – Ele disse, querendo afastar-se. Ele havia dito a Dougie que aquilo daria errado; ele disse tantas vezes! Muito errado, eram as palavras certas. Absurdamente errado. Mas ele estava ébrio demais para assumir o controle de seus atos, e a forma como Summer se posicionava sobre ele o deixava apenas muito excitado.
— Algo errado? – Ela afastou seus lábios dos dele, por milímetros. Logo eles estavam delineando a linha de seu queixo, seu pescoço, enquanto as mãos espalmadas tocavam seu peito firme. Harry não respondeu com palavras, ele apenas sinalizou que nada parecia tão lógico. Havia algo errado, mas ele não fez nada para impedir. Suas duas mãos entraram por dentro da camisola de Summer, puxando o tecido para cima com alguma violência. Ela gemeu, e ele soube que ela gostou. O beijo ficou mais intenso, mais agressivo, totalmente imprevisível.
Ele subitamente levantou-se, erguendo Summer nos braços e levando-a para o quarto. Jogou-a na cama também bagunçada, e moveu-se por sobre ela, posicionando-se estrategicamente entre suas pernas. Mas ela virou-se rapidamente, invertendo as posições, e passou a beijá-lo por toda a extensão de seu pescoço, colo, peito. Harry também gemeu, e aquilo parecia tão fantástico quanto deveria ser. Como se ele estivesse sonhando, quase tendo um pesadelo. Ele não podia fazer aquilo, mas já estava fazendo. Summer fez deslizar seus shorts para baixo, sem parar de beijá-lo, e Harry agarrou os lençóis com força quando ela envolveu-o com seus lábios quentes.
Não dava para recuar, mais. Era impossível, para ele, fazê-la parar, porque ele não queria. Summer era um pouco inábil no sexo oral, e aquilo fez com que fosse ainda melhor. Ele relaxou e deixou que ela aproveitasse o momento, porque ele estava completamente rendido. Antes, porém, que ele cometesse o erro de relaxar demais a ponto de não controlar o orgasmo, Harry segurou-a com as duas mãos e a puxou para cima, fazendo-a encaixar em seus lábios novamente. Os dedos enrolaram-se no elástico da lingerie que ela estava usando, e desceram bem devagar até despi-la por completo. A camisola não foi um problema.
— Tão linda. – Ele disse, antes de descartá-la completamente. Harry falava com os lábios colados na pele de Summer; pele morena e lisa, como ele ainda não tinha visto. Ele moveu-se bruscamente na cama, colocando-se por cima dela mais uma vez. Esticou o braço para alcançar a gaveta do criado mudo e, tateando no escuro, buscou um pacotinho plástico de preservativo que deveria estar em sua carteira.
— Deixe que eu faço isso. – Summer tomou o pacote de sua mão, empurrando-o para cima. Harry ergueu seu corpo, olhando para ela com curiosidade. Sentiu um formigamento quando ela o tocou, e enquanto ela desenrolava o preservativo bem devagar, tentando não machucá-lo com um movimento impreciso. Ele a encarou por alguns breves segundos, antes de dobrar-se por sobre ela, beijar seus lábios com violência, e introduzir-se de forma bruta dentro dela.
Summer estava tensa, e seu corpo contraído fez com que ela sentisse dor. Mas ela queria tanto aquilo que, mais uma vez, não importava. Tudo que ela precisava era Harry dentro de si, seus movimentos cadenciados, a sensação absurda de prazer que ele lhe proporcionava, seus músculos se contraindo em espasmos, a respiração acelerada e os corações batendo no mesmo ritmo. Daquela forma, até atingir o ápice. Até seu corpo relaxar completamente, e ela adormecer silenciosa nos braços daquele que amava.
“Eu estou muito ferrado.” Harry sussurrou, falando para si próprio, enquanto acomodava Summer em seus braços, preparando-se para a noite.
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