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4 Parte 04 - Lies
Ano de 2006. Yate, Inglaterra.
Os dias passavam galopantes. Summer não conseguia tempo para todas as atividades que exercia: estava cada vez mais engajada no trabalho e estudando. Depois que o chefe se rendeu a seu talento, todas as grandes contas lhe eram passadas. Era ainda muito jovem para se ver assoberbada de trabalho, mas não estava infeliz. Gostava de trabalhar, ficar longe de casa o máximo de tempo possível. Principalmente porque os pais estavam, a cada dia, mais neuróticos.
E os estudos, ela decidiu retomá-los. Não tinha possibilidades de crescimento se não estudasse. Ela precisava crescer, tanto profissionalmente, quanto pessoalmente. Os dias em frente à internet tinham que acabar. Summer sabia disso, mas relutava. Deixaria parte de si no computador, e deixaria Dougie no computador. Talvez fosse a hora de um passo ainda maior.
Além dos infinitos e-mails que trocavam, ainda conversavam pelo telefone. Quase sempre, era Dougie quem ligava, pois Summer nunca sabia onde ele estaria, ou quando estaria disponível. Ela via seu amado na televisão sempre que podia, pois passava horas buscando programas com o Mcfly, imaginando que ele fosse Harry, o baterista do grupo. O Mcfly passou a ser um vício para ela, mas não pelo grupo em si. Particularmente por causa de Dougie. E o tempo passava cada vez mais rapidamente, sem que Summer se desse conta da vida. Estava em seu quarto, como sempre, entre as almofadas e ao seu som favorito, suas mp3.
“… Hello! Is it me you’re looking for?
I can see in your eyes, I can see in your smile
You’re all I’ve ever wanted, and my arms are open wide…”
O telefone tocou pontualmente no horário que Dougie prometera ligar.
— Boa noite. – Ele disse, desanimado.
— Boa noite... o que houve? Está cansado? – Summer percebeu.
— Um pouco... estou exausto. Tivemos um dia de cão.
— Então, vá dormir.
— Não posso fazer isso sem antes falar com você.
Summer sentiu sua pele queimar, como de costume. Falar com Dougie significava emanar todo o calor que seu corpo poderia guardar.
— Harry... eu estive pensando.
— Cuidado para não se acostumar.
— Bobo! Não tem graça! – Summer protestou. – Estou falando sério, eu acho que temos que tomar uma decisão. Por mais esquisito que isso pareça, temos que tomar uma decisão.
— Como assim? – Dougie engoliu seco.
— Temos que nos encontrar.
— Mas... pensei que...
— Eu também pensei, e repensei, um monte de vezes. E sempre chego à mesma conclusão: não tem como ficar pior. Preciso de você; preciso ver você, tocar você. Não aguento mais olhar para uma foto na revista, ou assistir você falando na televisão. Ninguém precisa ficar sabendo, nós podemos fazer isso em segredo. Uma vez, eu só queria ver você pessoalmente uma vez.
Dougie ficou mudo por alguns instantes. Era uma decisão séria, significava revelar seu segredo para Summer. Ela poderia odiá-lo por ter mentido, poderia não achá-lo atraente. Ela poderia odiá-lo, e aquele era o problema. Mas o que ele podia fazer? Aquilo era quase um ultimato.
— Eu pensei em ver um show. – Ela continuou, no silêncio dele. – Eu já estive quase comprando ingressos para ver você. Mas eu desisti, porque seria estranho demais misturar-me com suas fãs, já que não me sinto nesse direito. Mas eu quero ver você, Harry.
— Tudo bem, Summer. Vamos nos encontrar. Mas você sabe como é minha agenda. Não tenho tempo para ninguém, nem para mim mesmo. Não será fácil um horário para nós.
— Não quero disputar você com sua carreira, Harry. Quando você estiver de folga, se isso existir para você, nos encontramos.
— Vamos nos ver no Ano Novo. Eu estarei em Londres, poderei pensar em viajar.
A conversa acabou bem antes do que Summer gostaria, mas não havia mais muita coisa para se falar. Ela queria vê-lo. Ele queria vê-la, mas não sabia como se sairia com a mentira que contava já há um ano. Teria que encarar a verdade, Dougie só não sabia como fazer.
Ano de 2006. Londres, Inglaterra.
— Dougie Poynter! Finalmente te encontrei!!! – Danny aproximou-se do amigo, pulando por sobre ele. Mas Dougie não lhe deu muita atenção; estava sentado no seu quarto, no escuro, sozinho, pensativo.
— Não queria ser encontrado. – Ele resmungou.
— Você anda muito esquisito, sabia? – Danny reclamou. – Não estamos mais reconhecendo você, eu estou preocupado. Acho que vou ter que te levar ao médico, menino.
— Estou bem, Danny. Foi o Tom que mandou você vir para cá encher meu saco?
— Tom não tem nada a ver com isso. Nós estamos todos lá em baixo e você aqui, trancado no quarto? Nunca vi isso!
Dougie olhava para o teto, pensativo. O seu prazo estava acabando, e ele não conseguia achar uma saída. A situação com Summer não estava nada melhor, pelo contrário. Ela se mostrava cada dia mais espetacular, e ele tinha que retribuir. Estava na hora de abrir o jogo com alguém.
— Danny, se eu te contar uma coisa, você promete segredo absoluto?
O amigo jogou-se na cama, ao lado de Dougie, para ouvir sua confissão. Assentiu com a cabeça a promessa de que nada o faria revelar o íntimo segredo que Dougie pretendia compartilhar, mesmo ele sabendo que era uma grande mentira e que Harry e Tom saberiam de tudo no instante seguinte.
— Eu estou apaixonado. E, o pior, estou com medo.
Dany coçou a cabeça, confuso
— Apaixonado? Por mim? Mas isso nem é segredo!? E está com medo de que, acha que vão impedir nosso amor?
— Cala a boa, Danny! – Dougie deu uma risada. – Eu estou falando sério! Eu estou apaixonado, por essa garota. Não nos conhecemos. Quero dizer... nos conhecemos há mais de um ano, pela internet. Mas ela quer me conhecer pessoalmente, disse que não aguenta mais ficar só na conversa. E eu... bem, eu menti para ela.
— Mentiu como?
— Disse que eu era Harry.
— Mas por que fez isso? Você ficou doido? – Danny caiu na risada. – Você não podia fingir que era homem, não?
Dougie deu uma travesseirada em Danny, mas ele também estava rindo. Ao menos alguém o fazia rir e parar de pensar em coisas ruins.
— Pela primeira vez, tive medo de ser rejeitado. Se eu fingisse ser Harry, seria ele que ela rejeitaria. E agora, prometi me encontrar com ela e não sei o que faço.
Danny não conseguia parar de rir, mesmo sabendo que o assunto era sério. Dougie nunca era sério o suficiente, mas aquela conversa parecia verdadeira.
— Peça para Harry encontrar-se com ela. – Ele acabou sugerindo. – Depois, conte-lhe a verdade. – Era a ideia sem lógica.
— Ficou doido? Como posso pedir isso?
— Oras, Harry é uma bicha, mas ele deve saber enrolar a garota. Enquanto isso, você pensa em como convencê-la que, ao invés de um baterista com um cabelo daqueles, você é um anjinho loirinho e de olhinhos azuizinhos. – Danny apertou as bochechas do amigo. – Você só tem duas opções, ou você resolve isso contando a ela ou continua mentindo... Agora vamos, porque estou com fome!
Danny pulou da cama, enquanto terminava de bagunçar o cabelo de Dougie, que pensou por mais alguns instantes na ideia tentadora. Talvez não fosse tão difícil assim convencer Harry a mentir, afinal! Dougie resolveu ir jantar, maquinando ideias mirabolantes para fazer Harry entender que deveria ajudá-lo.
Na manhã seguinte, ninguém viu Dougie acordar. Na verdade, ele praticamente não dormiu, pensava o tempo todo no que fazer a respeito de Summer. Ele queria vê-la, sim, queria estar com ela mais do que tudo, mais do que já quisera estar com qualquer garota, antes. Mas ele tinha mentido, e não sabia voltar atrás. Preferia fazer com que Harry a conhecesse, e depois pensaria em como contar a Summer que ele não era ele.
Invadiu o quarto de Harry às sete da manhã, preocupado em não acordar mais ninguém. O amigo dormia estirado por sobre a cama, totalmente coberto. Já fazia frio novamente. Ele jogou-se por cima de Harry, fazendo barulho e assustando o rapaz.
— Você endoidou? – Harry protestou em tom de voz baixo, virando-se por cima de Dougie e imobilizando o amigo. – Quase quebrou minhas costelas!
— Não faça tanto drama! – Dougie não sabia o que dizer. – Eu preciso falar com você.
— Você quer sexo matinal? Não podia esperar eu acordar, não? E que romantismo é esse, eu esperava ao menos um beijo de língua.
A forma como Harry falava aquilo era tão séria, mas ele sabia que era uma das brincadeiras de sempre. Porém ele não estava tão a fim assim de brincar, não naquele instante. Mas não dava para livrar-se da pegada do amigo. Era melhor confessar tudo estando espremido por entre Harry e o seu edredom.
— Eu preciso que você me faça um favor. É um pedido estranho.
— Sexo oral, então? – Harry riu. Dougie ficou sério, e ele achou melhor deixá-lo falar. – Tudo bem, sem brincadeiras. O que é?
— Eu conheci uma garota. E estou apaixonado.
— Você me trai e vem me contar isso na minha cama? Muito bom para você. E?
— E que, você lembra daquela garota que Tom disse ser sua namorada? Quando estávamos em Frankfurt? Pois é ela.
— Não entendi.
— Eu a conheci na internet, mas menti. Disse que eu era você e... bem, eu enviei sua foto para ela. E agora, depois desse tempo todo, ela acha que eu sou você, e é a maior confusão.
Harry franziu a sobrancelha, observando o nervosismo de Dougie.
— Você disse que era eu? – Harry disse, depois de algum tempo.
— Sim...
— E por que fez isso? Ficou doido? Ela acha que está conversando comigo?
— Sim... – Dougie sentia-se envergonhado.
— Poynter, você é mesmo uma besta. Eu sou infinitamente mais lindo e sensual do que você, você não pode usar meu corpo para conseguir o que quer!
— Judd, eu sei que sou. Mas preciso de sua ajuda, agora.
— O que quer que eu faça? Não dá para ensinar você a ser eu.
— Encontre-se com ela.
— Está mesmo pirado, só pode! Você acaba de dizer que está apaixonado por ela, e quer que eu me encontre com ela? Eu nem sei quem é essa garota!
— Mas preciso encontrá-la... ela quer me conhecer. Ela nem sabia que eu era famoso, por favor, Harry! Eu tenho uma foto dela aqui.
Dougie tirou de dentro de sua carteira a foto impressa de Summer. Estava meio velha, a impressão não era das melhores, mas ela ainda era linda. Dougie olhou para a imagem no papel, suspirando, e entregou a fotografia para Harry, que ficou agradavelmente surpreso com a garota. Ela era de uma beleza diferente, quase como se fosse uma pintura. Harry decididamente gostou do que viu; Dougie não costumava gostar de garotas, e aquela valia à pena.
— É com ela que tenho que me encontrar? Ela está apaixonada também?
— Não sei dizer... acho que sim. Por quê?
— Por que preciso saber se ela está apaixonada por você... ou por mim. Apesar da resposta ser óbvia.
Dougie rodou de um lado para o outro, pensativo. Foi a primeira vez que pensou na possibilidade de Summer não estar interessado em hawk, e sim na pessoa da fotografia enviada. Ele não era fútil, não estava acostumado a se interessar por mulheres apenas belas, sempre se importando com o conteúdo. Ele não imaginou que Summer pudesse ser daquele jeito... e gostar dele pela beleza somente.
— Ela está apaixonada por mim. – Disse, decidido.
— Espero que tenha razão, porque você está arriscando muito aqui, amiguinho. Eu topo, você sabe que faço tudo por você. O que tenho que fazer? Você vai ter que me treinar bem, ou pode ser que eu faça alguma besteira e ela perceba que eu não sou você. Aliás, eu te avisei que isso vai dar errado?
— Sim, está avisando.
— Que bom, porque isso vai dar errado! Tão errado que eu tenho até medo de pensar no tamanho do “eu avisei” que vou ter que pintar no outdoor.
— Eu vou te treinar. Vou te mostrar todos os chats, e te contar todos os detalhes importantes. Vou marcar o encontro com ela, então.
Ano de 2007. Yate, Inglaterra
O Ano Novo era sempre a época mais torturante para Summer. Ela tinha que fingir alegria para uma família de mentira, e tentar acreditar que eles eram perfeitos, por ao menos uma noite. A casa se enchia de cores, luzes e aromas que normalmente não a frequentavam. A imensa árvore que era montada todo ano, religiosamente, no salão, desde o Natal, parecia sempre tristonha. Os enfeites pediam por socorro, por serem obrigados a suportar aquele falso clima ainda natalino. Toda a festa era para receber os parentes, da Holanda e dos Estados Unidos, que apareciam de todos os lados, infestando a casa de pessoas e palavras.
Ela simplesmente detestava aquilo tudo. Tanta demagogia e hipocrisia não poderiam estar reunidas no mesmo ambiente que ela. Era uma pessoa simples, de gostos simples, que se agradava com pouco. Mas aquele fim de ano era especialmente promissor para ela. Afinal, conheceria Dougie pela primeira vez. Que para ela, era Harry. O fato era que conheceria aquele por quem ela acreditava estar apaixonada, pela primeira vez. Summer nunca se apaixonara verdadeiramente, e recusava-se a chamar de amor algo que não fosse. Por isso as amigas zombavam das suas noites perdidas na internet. Mesmo após ter conhecido Dougie, Alice não entendia muito bem a obsessão de Summer por aquele homem que mal conhecia. Era mais jovem que ela, provavelmente estava mentindo a respeito da sua identidade, poderia ter enviado uma foto falsa. Mas Summer não estava preocupada se Dougie mentia. Ela sentia que ele era sincero.
Estava aborrecida, no meio do enorme salão de festas, enquanto as pessoas perambulavam de um lado para o outro com taças de champagne e salgadinhos. Lá estava ela, sentada em um puff vermelho, vestindo vermelho, segurando nas mãos um presente com laço vermelho. Sentiu-se a pior das mortais por detestar uma festa, por ser tão azeda e amarga em um momento como aquele. Segurou o celular entre os dedos, apertou ficticiamente os números do celular de Dougie por diversas vezes. Vez ou outra alguém a percebia na multidão, mas Summer queria não ser vista.
O aparelho vibrou em suas mãos, mas ela demorou alguns instantes para perceber. O visor luminoso piscava em letras grandes o nome Harry. Summer sentiu seu coração disparar, apesar de saber que eles se veriam apenas em três dias. Dougie lhe pedira mais um tempo, ele estava nervoso e ocupado. Até no Ano Novo, pensou Summer, desanimada. Pensou bastante se atendia ou não o telefone, mas decidiu dar-lhe uma chance. Era Ano Novo, afinal.
— Oi, Harry. – Ela disse, não tão animada assim. Pescou outra taça de prosecco das mãos de um garçom.
— Feliz Ano Novo, Summer. – Ele parecia feliz. Sua voz parecia irradiar brilho, como se aquilo fosse possível. Na verdade, sua voz estava diferente, mas ela achou que fosse o álcool em seu sangue.
— Pensei que estaria ocupado. – Ela alfinetou. – Não achei que ligaria.
— Não faça drama... ou não te conto uma surpresa.
— Qual?
— Por que você não olha pela janela da sala?
Summer empertigou-se no puff, e quase deixou o celular cair. Levantou-se em um pulo, e correu até a janela. Aproximou-se tanto que quase babou sobre o vidro. Não percebeu nada.
— Não tem nada na janela, Harry. – Desapontou-se.
— Tem certeza? Olhe novamente.
Summer fez uma careta e colou novamente o nariz no vidro. Foi um momento digno das cenas mais cômicas do cinema, pois ao mesmo tempo em que ela encostou-se na janela, Harry Judd surgiu em sua frente, segurando o celular e sorrindo. Summer caiu para trás, após soltar um grito assustado. Algumas pessoas perceberam o que acontecia, e se aproximaram. A prima Louise, o tio Ewan. Mas Summer mentiu que havia tropeçado; que precisava de ar e despencou-se para a varanda. Harry continuava lá, esperando que ela aparecesse.
— Você.... eu... eu... não acredito que... – Summer perdeu-se nas palavras.
— Desculpe vir sem avisar, mas quis fazer uma surpresa.
Harry fazia um favor para o amigo, mas achava divertido representar. Ele teria que fingir que era ele mesmo, apenas que sabia o que não sabia. E a ideia de aparecer na noite de Ano Novo fora de Dougie, que andava desesperado para saber como Summer reagiria ao encontro. Claro, ele estava dentro do carro, esperando por Harry. Estacionou onde pudesse ver tudo, toda reação dos dois. Pretendia ser apresentado, se fosse possível, ainda naquela noite.
— E que surpresa... eu... não sei o que dizer.
Os olhos de Summer cintilavam. Ele era ele mesmo, sem mentiras, como previa Alice.
— Vamos dar uma volta? – Harry era natural, porque ele estava se divertindo com aquilo.
— Claro eu... – Summer pensou em avisar da sua partida, mas desistiu. – nada, vamos.
Harry lhe ofereceu o braço e os dois caminharam até a Mercedes onde estava Dougie. O rapaz tinha os olhos brilhantes, observando Summer aproximar-se como se fosse um sonho, um pesadelo irreal, alguma coisa que jamais fosse se transformar em realidade. Ela parecia demasiadamente intocável. E Harry segurava sua mão, tocava sua pele, conversava com ela. Dougie sentiu um ardor lhe percorrer o corpo, teve vontade de pular no meio dos dois e bater em Harry. Mas ele tinha pedido ao amigo que o ajudasse; Harry não estava fazendo nada mais do que aquilo que Dougie queria.
Entraram no carro, Summer no banco traseiro e Harry no volante. Summer percebeu a presença de outra pessoa no carro, mas esperou que alguém falasse alguma coisa. Afinal, ela já estava vivendo um sonho, mesmo!
— Summer, quero que você conheça Dougie... ele é meu amigo do grupo, veio comigo porque eu estava ansioso.
Harry era um artista. Ele sabia que Dougie era tímido, e que certamente não escondia isso dela.
— Olá, Dougie.
— Oi... Summer.
As palavras não deveriam sair naturalmente da boca de Dougie, e ele tinha que se controlar para não demonstrar nervosismo. Summer ficou um tanto desapontada porque Harry a levara para sair em companhia de um amigo, ela pensou que teriam um encontro romântico. Depois achou que estava exagerando, eles ainda não se conheciam, por mais que se conhecessem. Usaram a noite para contar histórias que já haviam contado. Para não parecer intrometido, Dougie afastou-se o máximo que pode, tentou deixar Harry e Summer à vontade. Seu coração não tinha ritmo, ele a via de longe. Ela parecia real, ele poderia tocá-la, mas não poderia tê-la. Ela não lhe pertencia, não pertencia a ninguém. Mas ele teve o desejo natural de pegá-la em seus braços e confortá-la. Mas, naquele momento, ela queria que Harry fizesse aquilo, e não ele.
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