— Ei, não pode prender o Steve. – Danno tentou impedir a prisão do melhor amigo. – Ele não matou ninguém.

— Danno, liga para a Anna! – Steve gritou enquanto foi colocado na viatura. – Liga para a Anna.

— Eu vou ligar. – Danno se sentou no próprio carro e olhou para Tani e Junior. – Eu preciso dos dois na casa de Steve e Anna ajudando com as crianças.

— Sim, senhor. – Tani pegou as chaves e dirigiu até a casa de Steve com Anna e seus dois filhos de dois e um ano respectivamente.

Enquanto isso, na viatura, o detetive Frisco olhava para Steve com desprezo.

— Você mal pode esperar o que vai te acontecer, Steve. – Ele sorriu maligno e voltou a olhar para frente.

Anna invadiu a delegacia de polícia para onde Steve fora levado depois de ser preso por supostamente ter matado um policial a sangue frio.

Claro que todos sabiam que era impossível que o líder estimado tivesse feito tal coisa, mal como sempre alguém parecia estar à frente de um plano contra o líder da Five 0.

— Onde está o chefe dessa delegacia. – Anna tinha sangue no olhar. – CADE A PORRA DO CHEFE DESSE LUGAR?

Todos olharam para a mulher que parecia estar pronta para pular sobre uma mesa.

— Senhora McGarrett? – O chefe Keola se aproximou devagar. – Desculpe a demora, sou Bem Keola. Eu prendi seu marido por assassinar um de nossos oficias.

— Tem certeza que ele matou alguém? – Anna o olhava quase com uma vontade de matar. – Steve McGarrett, o homem que tem medo de matar aranhas matando um policial bom?

— Bem, colocando assim, eu não tenho tanta certeza. – Keola deu uma risadinha, mas fechou o olhar assim que viu a expressão da mulher. – Desculpe, mas eu não posso permitir que o veja ainda.

— Não pode permitir? Ele é o meu marido. Temos filhos juntos. – Anna passou um cartão para Keola. – Além do mais, pedi um favor a minha amiga advogada e ela logo estará aqui para retirar ele dessa prisão.

— Está certo. – Keola mostrou um banco para Anna, que se sentou a contragosto. – Eu já volto.

Danno olhou para o amigo na sala de interrogatório. Era quase uma repetição de quando ele fora acusado pela morte da governadora, mas diferente daquele tempo, Wo Fat estava morto.

— Detetive Willians, a esposa do comandante está aqui. – Keola disse e viu o parceiro de Steve se mover sem tirar os olhos do amigo. – Ela chamou uma advogada.

— Anna pode realmente vir até aqui? – Danno tinha um certo tratamento especial com os investigadores da delegacia. – Por favor.

— Claro. – Keola conduziu Anna para dentro do corredor e viu Danno a abraçar.

— Danno, por que ele está preso? – Anna precisou se concentrar em descobrir os motivos primeiro.

— Disseram que ele matou um policial. – Danno deu a ela um copo de água. – Mas todos sabemos que o oficial na verdade era um homem a mando de alguém que anda perseguindo Steve há meses.

— Isso não parece algo bom. – Anna olhou para o marido. – Deveria me preocupar com Jenny e Leroy?

— Não precisa. – Danno fez ela se sentar. – Tani E Júnior estão com eles na casa deles. E tem uma guarda da Swat com eles.

Finalmente depois do que pareciam horas, mas foram apenas vinte minutos, a advogada entrou no distrito vestindo um vestido listrado e saltos altos com sua pasta cor de rosa.

— Dra Any Willians. Está é minha assistente Elisa. – Any se apresentou. – Estamos aqui para retirar Steve McGarrett da cadeia.

— De novo. – Elisa acrescentou com um sorriso. – Eu vou ser breve com o senhor delegado. Steve é completamente inocente desse crime e tem outra. O alegado oficial na verdade era um homem da Yakuza.

— De novo não. – Keola olhou com frustração. – Eu sinto muito por prender o comandante Steve.

— Deveria se sentir envergonhado oficial Keola. – Any estalou os dedos para ele. – Steve McGarrett não poderia fazer mal a...

— Aranhas. – Keola revirou os olhos. – Eu sei. Recebi um puxão de orelha da esposa dele. Mulher guardiã essa.

— Sabe o que se diz de uma mulher guardiã, não é, oficial? – Elisa perguntou.

— Sim, mulher guardiã é uma mulher que não mede seus esforços para ajudar o homem que ama. – Keola sorriu. – Vamos, vou liberar o comandante.

Steve beijou a esposa e abraçou Danno. Ele finalmente podia ir embora e todo mal-entendido foi superado.

— Senhorita Any e senhorita Elisa. – Steve apertou as mãos das duas. – Obrigado por me tirarem da cadeia.

— Que isso, é meu trabalho. – Any sorriu. – Elisa vai concorrer ao cargo de promotora em Los Angeles e só estou mostrando a ela como ser uma boa advogada.

— Acredito que a gente ainda vai se ver muito por esses tribunais. – Elisa apertou a mão e saiu com a professora. – Vamos tomar uma raspadinha?

— Talvez depois que você me falar sobre sua paixão por aquele agente em Los Angeles. – Any sorriu e as duas deixaram a delegacia.

Steve abraçou Anna, que deixou as lágrimas finalmente caírem. Ela sentia que seu homem estava de volta, apesar dela ser suficiente para enfrentar os detetives.

— Estou feliz em te ver, minha guardiã. – Steve a beijou. – Obrigado por conseguir uma advogada para mim com tanta rapidez.

— Bem, eu não poderia deixar meu homem dormir em uma cela, podia? – Anna não o soltou. – Eu só quero ficar no seu abraço mais um tempo.

— Bem, que tal eu levar vocês para casa e vocês podem se abraçar no quarto? – Danno deu um de seus sorrisos fofos. – Wal deve estar com o rolo de massa me esperando.

— Se ela bater em você, eu vou ficar mal. – Anna o provocou. – Porque Steve aqui vai receber umas palmadas quando chegar em casa.

— Anna!! – Steve ficou vermelho por ter uma particularidade exposta. – Eu sinto muito.

— O que? Que você leva umas palmadas da sua esposa? – Danno deu de ombros. – Eu também levo algumas da minha as vezes.

— E eu achando que essa conversa não podia ficar mais estranha. – Steve deu um meio sorriso enquanto saia com a esposa e o amigo. – Da próxima vez que eu entrar aqui, eu não quero estar usando algemas. Sinceramente, as que eu dei a Anna no último...

— Steve McGarrett eu vou espancar seu lombo aqui mesmo se você disser mais uma palavra. – Anna foi quem ficou vermelha agora. – Nem pense em fazer piada disso, Daniel.

Danno ficou quieto. Ser chamado pelo nome significava que era hora de mudar de assunto.

— Boa noite, pombinhos. – Danno os deixou em casa e saiu para ir para a dele.

— Amor, você acha que pode me perdoar? – Steve olhou para Anna, que o abraçou com carinho. – Vai ficar tudo bem, ok?

— Espero nunca mais te ver tão triste quanto naquela sala. – Anna ouviu a filha mais velha correr para eles com o irmão ao lado dela. – Temos uma família e dois filhos que precisam do pai delas.

— Eu nunca mais vou ser preso. – Steve a beijou e beijou os filhos. – Agora, quem quer ver Mickey Mouse e dormir?

— EUUUU!! – Os quatro literalmente gritaram enquanto Tani e Junior iam embora de fininho.

Aquele restinho de noite foi para a família. Eles até mesmo dormiram juntos e bem grudadinhos na mesma cama.

Mas apesar da felicidade de Steve, alguém ao longe, observava com raiva a felicidade dos quatro.

Ela tomou uma taça de vinho branco e rasgou a foto da família McGarrett. Ela iria entrar na vida de Steve para ficar e seria logo.