Nada parecia certo quando Penelope acordou. Ela não conseguiu descobrir o motivo de as coisas parecem frias. Ela tinha esses pressentimentos de vez em quando.

Saindo pela porta da frente, ela se deparou com um envelope no chão. Ela alcançou, rasgou a parte de cima e puxou fotos. A maioria delas era dela beijando Luke, Luke comprando comida para eles e até mesmo os dois no hotel depois do caso que alguém os seguiu.

Ela sentiu aquela sensação ruim e saiu em direção ao ponto de táxi mais próximo. Penelope não queria dirigir seu carro.

Ela, que sempre esmagou suas próprias aranhas agora sentia medo pelo o que estava vindo.

— Querida, você ainda não veio me buscar. – Luke pode ouvir que ela chorava. – Pen? Está tudo bem?

— Luke, acho que ele voltou. – Penelope tentou não ser fraca. – Eu acho que ele está me seguindo de novo.

— Onde você está? – Luke correu para o carro, mas hesitou. – Apenas espere um momento.

Ele assobiou para Roxy descer da SUV e acionou o motor a distância. Ele viu o carro que havia ganhado de presente do governo explodir e ele só se abaixou, protegendo a pequena cachorrinha.

— Luke? – Penelope abriu a porta do táxi e saiu. – Luke?

— Estou aqui, querida. – Luke olhou para Roxy. – Estamos bem. O carro já era, mas eu e Roxy estamos bem. Onde está?

— Eu estou quase perto do FBI. – Penelope sentiu que alguém a vigiava. – Luke, eu tenho que desligar.

— Ligue para Emily, ok? – Luke a ouviu suspirar. – Sei que disse que conseguiríamos fazer isso sozinhos, mas lembre-se daquele dia.

Penelope sabia que era o certo. Ela, no entanto, se certificou de entrar em uma loja próxima e se sentar em uma das mesas.

— Emily. – Penelope disse assim que a chefe ligou. – Estou com problemas.

Emily ouviu tudo o que Penelope disse e mandou Rossi e Spencer para a loja onde Penelope estava. JJ, Matt e Lewis foram para a casa de Luke.

Chegando na BAU, Penelope viu Emily vindo em sua direção. A chefe largou o celular e abraçou a amiga. Alguém estava ameaçando um casal que eram quase irmãos para Emily.

— Eu prometo que tudo vai ficar bem. – Emily sentiu o medo em Penelope. – Eu te prometo.

— Ele disse que viria atrás de mim. – Penelope passou o envelope. – Eu não aguento mais ficar com medo.

Penelope se levantou e dando dois passos, se sentou na cadeira de Luke. Ela colocou seus óculos de gatinho, seu fone de ouvido e ligou o computador, colocando a senha que Luke lhe dera.

Ela acessou as câmeras do prédio dela e da casa de Luke, conseguiu isolar a cara do stalker e a rodou no sistema. Se ele era quem ela imaginava, Penelope não o deixaria se afastar disso tudo com um único tapa.

Luke chegou na BAU e correu para consolar Pen, mas ao invés de encontrar sua mulher chorando, ele a viu em sua pose de Deusa tecnológica.

— Ela chegou aqui chorando, mas de repente, ela se transformou. – Reid falou para Luke. – Ela disse que você a motiva, Luke.

— Eu acho que motivamos um ao outro. – Luke sorriu quando ouviu a impressora. – E parece que dá certo.

— Emily, Rossi e JJ vocês se lembram de Kevin? – Penelope virou a cadeira para os amigos e para Luke. – Tara, Matt e Luke, ele era meu namorado depois do negócio do tiro. Em resumo, nós terminamos depois que ele tentou me pedir em casamento.

— Sim, Derek queria comer as tripas dele. – JJ sorriu. – Acho que deveríamos ter deixado.

— Eu não queria ver Derek preso. – Penelope disse. – A questão é que depois que eu e Luke finalmente nós declaramos, eu o vi aqui no FBI. Ele foi mandado para algum lugar da Rússia e por motivos que não interessam, se tornou um traidor.

— Sam e Jack Garrett montaram uma equipe de vigilância depois que a IRT foi desativada. – Matt falou. – Ele não me disse que era Lynch.

— Bem, Kevin apareceu nos corredores do FBI. Estava mais velho, mais magro e com raiva. – Penelope continuou. – Ele disse que tinha se redimido e que queria voltar a conversar comigo. Eu o mandei pastar e ele disse que eu deveria ter cuidado com Luke.

— No caso em que fomos perseguidos há um mês, vimos Kevin no retrovisor. – Luke pegou a mão de Pen. – Nós o despistamos, mas começamos a receber fotos de cada movimento nosso.

— O caso é que eu cansei de me sentir uma vítima. – Penelope apertou um botão e um plano muito elaborado apareceu. – Noites sem dormir não são só para fazer brincadeiras.

Todos concordaram com ela e admiraram o plano. Ela nunca ficaria exposta e sozinha com Kevin, mas ela queria ter a certeza que o interrogaria.

Luke olhou para Penelope que havia recebido o poder de Emily para comandar aquele caso. Ela parecia ser a rainha que sempre era. E ele achava isso extremamente sensual.

Penelope olhou pelas câmeras durante a operação. Ninguém do time a deixou ir como isca. Afinal de contas, Kevin queria ela e Luke. E eles não poderiam deixar eles expostos a Kevin.

— Escute, talvez você queira fazer uma sessão de fotos. – A garota loira que foi usada com isca perguntou. – Eu sei que você tem cara de modelo.

— Eu tenho? – Kevin se aproximou da garota e puxou o cabelo dela. – Cadê aquela vadia?

— Aqui, Kevin. – Penelope havia escapado e corrido até Kevin. – Eu tenho um presente para você.

No segundo que ele se virou, ela disparou uma arma de choque. Os dois ferroes cravaram em Kevin e a corrente elétrica o atravessou o fazendo cair no chão.

— Não tínhamos combinado que você ficaria a salvo na van? – Emily pegou e algemou Kevin.

— Desculpe, eu fiquei um pouco irritada. – Penelope sorriu. – Mas hei, eu posso realmente pensar em fazer isso mais vezes.

— Estou feliz que esteja bem. – Emily sorriu e foi até a garota isca. – Está tudo bem?

— Nada que um cheque federal não cure. – Hellen sorriu para Penelope. – Eu realmente sou grata a você.

— Imagina. – Pen sorriu e viu Kevin ser colocado na van. – Então, chefe. Posso interrogar ele?

— É todo seu, Penelope. – Emily apenas se sentou na sala.

Ela iria ficar ali só para prevenir Kevin de ser um brutamontes.

— Olá Kevin. – Penelope entrou e se sentou. – Confortável?

— Estou sendo tratado como um criminoso. – Kevin mostrou os punhos nas algemas. – Então eu não estou bem.

— Que pena. – Penelope fez questão de cruzar as pernas. – Você sabe, eu estava olhando seus arquivos da Rússia e descobri uma pequena inconsistência. Faltam arquivos importantes sobre roubos, contrabandos e até assassinatos. E alguns desses casos, pessoas más foram soltos.

— E o que quer dizer isso tudo? – Kevin tentativa não deixar Penelope chegar até ele.

— Quero dizer que você está preso por perseguição a uma agente federal, Stalking, tentativa de assassinato, traição, espionagem e o que eu mais encontrar. – Penelope viu Emily sorrir. – E Kevin, eu nunca iria te aceitar de volta. Porque você está no passado.

Luke a recebeu do lado de fora e a beijou nos lábios. Todos a abraçaram e Penelope sorriu para Kevin quando ele foi levado pelos delegados federais.

— Penelope, você foi maravilhosa. – Emily tinha um pequeno presente nas mãos. – Isso veio direto do diretor.

Penelope abriu e não pode deixar de sorrir.

— Agente especial supervisora Penelope Grace Garcia. – Penelope sorriu. – Quem sabe daqui a um tempo não vamos ter que trocar para Alvez?

— As bebidas são por nossa conta. – Rossi sorriu.

— Eu quero conversar sobre vestidos de damas de honra. – JJ e Tara a flanquearam.

— Porque queremos estar deslumbrantes quando o big Brother ali subir ao altar. – Tara brincou.

— Acho que é uma indireta. – Rossi brincou.

— Talvez, mas eu estou pronto. – Luke sorriu quando alcançou Penelope no elevador. – Agora que isso tudo acabou, podemos falar sobre o que aconteceu...

Penelope beijou Luke para impedir aquela boca de falar coisas que não eram necessárias.

Todos foram para o O’keefs em busca de bebidas, risadas e diversão.