Oneshots Criminal minds Parte 4
127 A Filha Do Agente Rossi
— Barbara, eu sei que estou sendo um idiota, mas o que quer que eu faça? – David Rossi olhou para a filha dormindo em seu sofá. – É meu trabalho e você sabe disso desde que nós dois nos casamos.
— Penelope é sua filha também. – Barbara apontou para a garotinha. – E se você não pode deixar seu maldito trabalho para ficar com ela, eu é que não vou te pressionar.
— Barbara! – Dave tentou não gritar enquanto a mulher subia as escadas.
Ele sabia que esse era o final de mais um casamento, mas ele não queria perder Penelope também. Se sentando na frente dela antes de sair, Dave beijou a testa da garotinha e prometeu voltar para casa após uma conversa com seu chefe do FBI. Ele estava disposto a sacrificar seu trabalho para ficar com a família.
Vendo Dave sair, Barbara pegou algumas roupas dela e todas de sua filha, as colocou em uma mala e depois tomou cuidado ao pegar a menina de dois anos adormecida. Ela escreveu um bilhete e foi embora para sempre.
Quando Dave voltou, depois da reunião que ele havia marcado, ele percorreu a mansão e tentou achar a filha e a esposa, mas tudo o que conseguiu foi um bilhete lhe dizendo que ela o havia deixado e levado a filha deles.
Ele se sentou no quarto que havia sido da filha, com o urso de pelúcia em mão e suspirou, chateado e com o coração partido. Mas foi só quando os papeis do divórcio finalmente chegaram que a ficha caiu.
Ele resolveu se mudar. Vendendo a mansão, ele encaixotou os bichos de pelúcia da filha e os guardou em um deposito até achar a próxima casa. Ele logo se mudou para a reserva de Little Creek. Ele precisava de um tempo e ele se aposentou do FBI.
Até a ligação de Erin Strauss chegar.
Gideon havia se demitido e ela o queria para o cargo dele. Talvez ele pudesse usar os recursos do FBI e encontrar Penelope, mas num primeiro momento, ele procurou uma casa mais perto. Por algum contratempo do destino, a casa escolhida foi a mesma que ele morou com Barbara e Penelope.
— Estou feliz por estar de volta a essa casa. – David falou com Hotch. – O FBI sempre foi um lugar maravilhoso para mim.
— Eu entendo. – Hotch sorriu para o amigo. – E como vai a busca?
— Eu a localizei alguns anos atrás, mas depois perdi novamente o rastro dela. – Rossi suspirou. – Só queria que ela estivesse comigo agora.
— Sabe, temos uma boa analista técnica agora. – Hotch deu de ombros. – Ela também se chama Penelope. Ela é muito boa no que faz.
— Talvez eu fale com ela. – Rossi sentiu uma conexão, mas decidiu manter para si mesmo.
Se passou um dia desde que Dave voltou para a BAU. Ele iria conhecer os agentes. Ele sabia algumas coisas sobre todos, menos sobre a analista Penelope. Algo estava bloqueado seu acesso e ele só poderia esperar para um encontro.
Depois da rodada de apresentações, Rossi foi colocado em seu primeiro caso. Era uma mulher cujo corpo havia sido encontrada morta depois de alguns panfletos serem distribuídos.
A polícia não havia levado a sério e ela apareceu morta depois de um tempo desaparecida.
JJ estava no meio da explicação quando uma porta abriu e uma mulher loira, com uma mecha cor de rosa apareceu e cobriu o rosto dela com o arquivo. Dave imediatamente se virou para a jovem e apesar de tentar ser gentil, nenhuma palavra saiu da boca dele quando ele viu quem era.
— Desculpem. – Rossi precisava seguir aquela garota e a viu entrar na sala da analista técnica. – Com licença?
Penelope se virou para a voz que havia despertado memórias que ela apenas achava que eram coisas confusas.
— Penelope? – David entrou e tocou o rosto da jovem. – Oh meu Deus! É mesmo você.
— Desculpe, a gente se conhece? – Era claro para Dave que Barbara havia apagado qualquer traço.
— Penny, sou eu. Seu pai. – Dave fez um gesto de rodopio e viu os olhos de Penelope se encherem de lágrimas. – Eu nunca me esqueci de você.
— Desculpe, é só que eu não pensei que você ainda estivesse vivo. – Penelope sorriu. – Eu senti tanto a sua falta, pai.
Rossi deu dois passos e a abraçou, dando um beijo na testa.
— Tem tanta coisa que eu queria te contar. – Penelope viu Derek. – Chocolate Thunder, vem aqui.
Derek sorriu para Penelope e a viu abraçada a Rossi.
— Algo de errado, Baby Girl? – Derek logo deu seu sorriso familiar e a beijou nos lábios. – Agente Rossi.
— Derek, pode acreditar que Rossi é meu pai? – Penelope parecia uma criança no dia de natal. – E que eu não lembrei até agora?
— Sua mãe não lhe disse que seu pai de verdade estava morto? – Derek parecia pronto para defender Penelope. – Então como Rossi pode ser ele?
— Acho que deveríamos conversar. – Rossi olhou para a filha nos braços de Derek. – Vocês dois são namorados?
— Eu sei, é um pouco chocante. – Penelope deu risadas. – Mas eu e Derek tivemos um coração a coração depois de alguns eventos em Chicago e resolvemos ser mais do que amigos.
— Eu acho bom tratar Penelope bem. – Rossi deu um conselho de pai para Derek. – Eu posso ter voltado agora a trabalhar, mas eu sou um agente há anos.
— Nem tentaria machucar minha Baby Girl. – Derek sorriu. – Ou eu nem iria até o bar da esquina sem uma patrulha me parando e me prendendo.
— Eu mexeria na sua pontuação de crédito. – Penelope falou. – Escute, depois desse caso, vamos conversar. Minha casa ou a sua?
— Eu não tenho casa, Penelope. – Rossi sorriu. – Eu tenho mansão.
— Certo, na sua mansão, senhor. – Pen mostrou a língua e sorriu. – Mas sério. Vamos conversar. Preciso entender a história.
— Obrigado por ser tão perfeita. – Dave saiu assobiando e viu Hotch olhando para ele. – O que?
— Conseguiu encontrar o que precisava? – Hotch deu um olhar para ele.
— Sim. – Dave viu Derek sair do escritório de Penelope. – Acho que eu precisava voltar para cá para encontrar a minha filha.
— Ela foi recrutada por hackear uma farmacêutica. – Hotch entregou um arquivo para ele. – Mas ela só fez eles perderem alguns milhares de dólares. Criou uma filha maravilhosa.
— Não entendo. – Dave olhou para Hotch na SUV. – Você sabia que era minha filha e não me contou. Por quê?
— Era para você descobrir sozinho, Dave. – Hotch foi sincero. – É mais certo. Penelope tem sido perfeita para o time. Derek e ela acham que são discretos, mas sabemos que eles se amam. Até Strauss disse que ela trancaria os dois dentro de um armário se eles não ficassem juntos.
— Strauss? – Rossi deu uma risada. – Acho que deveria mandar flores.
— Dave, como seu amigo, eu sugiro não se meter com Erin. – Hotch foi franco. – Se quiser, tente se encontrar com a mãe de Derek.
Rossi olhou para o amigo e percebeu que ele não falava muito sobre Haley e dava conselhos amorosos. Se ele não estivesse dando tantos sinais que seu casamento não ia bem, ele juraria que Hotch tomou um porre.
Mas ele seguiria o conselho.
Assim que voltaram, ele e Penelope tiveram a conversa, que teve muito choro por parte de Dave e acertaram todos os pontos de interrogação.
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