Era um belo dia de verão na Virgínia, mas uma muito grávida Emily Hotchner não pensava assim. Ela estava de quase oito meses de gravidez e estava prestes a dar à luz.

Mas no momento, ela queria esfriar qualquer parte do corpo.

— Bom dia, querida. – Hotch a ajudou a descer. – Você parece grávida.

— Como todos os dias. – Emily se sentiu uma bola de calor. – Estou parecendo uma grande bola de fogo, Hotch.

— Sim, a casa está no máximo. – Hotch tentou aumentar o frio. – Querida, tem certeza que quer um parto natural? Com esse calor horrível...

— Você acha que eu deveria fazer uma cesárea? – Emily perguntou.

— Pelo menos você não passaria muito calor. – Hotch deu a ela gelo. – Você precisa de um pouco de paz e eu só quero ajudar.

— Marque a cesárea. – Emily tentou se ajustar na cadeira, mas de repente parecia que ela tinha uma grande agulha dentro dela. – Oh, merda.

— O que...? – Hotch olhou para o chão e para a esposa tendo contrações. – Acho que é hora de levar você no hospital.

Hotch pegou a bolsa cor de rosa e ajudou Emily a se levantar.

Ele a colocou no banco de trás, sabendo que ela teria mais espaço para caso fosse necessário parar e fazer um parto ali mesmo.

Durante o caminho, Hotch se certificou de ligar para seus amigos, que estariam indo para o hospital.

Ele precisava se preparar para receber a filha. Ele e Emily haviam decidido entre alguns nomes durante toda a gravidez.

— Como está indo? – Hotch perguntou.

— É como se eu tentasse tirar o rei momo de dentro de um fusca. – Emily gemeu e se sentou diferente no banco. – Oh, merda.

— Querida, estamos há dez minutos do hospital. – Hotch resolveu ligar as sirenes do utilitário e assim tentar ir mais rapidamente. – Vamos, por favor.

Eles finalmente chegaram ao hospital e duas mulheres saíram correndo da maternidade com uma cadeira de rodas para Emily. Ela sorriu quando sentiu que era hora de dar à luz a pequena Helena.

Hotch trancou o veículo e seguiu a esposa para a sala de parto.

Os amigos já estavam chegando e Hotch sabia que quando saísse de novo, todos estariam por lá.

Penelope e Derek foram os primeiros a chegar. Penelope havia parado em uma loja e comprado um urso de pelúcia para a filha de Emily e Hotch.

Rossi chegou com uma cesta incluindo uma pequena garrafa de vinho para os pais e uma chupeta de boca.

Reid trouxe toda a sua coleção antiga de livros infantis e JJ trouxe um sapatinho.

— Emily Hotchner, meu nome é Isabel e sou sua médica. – Ela se ajoelhou na frente de Emily. – Desde quando você vem sentindo contrações?

— Desde ontem. – Emily gemeu quando outra contração a atingiu. – Oh, Deus.

— E qual o intervalo delas? – A médica pegou seu relógio e não deu nem 1 minuto. – Certo, acho que sabe o que fazer.

— Emily, eu estou aqui. – Hotch pegou a mão dela. – Aperte se sentir dor.

Emily sentiu a vontade de gemer e apertou a mão de Hotch com força no momento em que a contração a atingiu.

— AHHHHHHHHHH! – Emily desabou na cama gritando quando ela começou a empurrar.

A médica se agachou diante dela e começou a tentar ver se alguma coisa saia.

No segundo que a cabecinha do bebê começou a aparecer, Emily gritou com mais forma e apertou a mão de Hotch ainda mais. Parecia que tudo o que ela poderia fazer era gritar.

— Mais uma vez, senhora Hotchner. – A médica deu um sorriso. – Mais uma.

— AHHHHHHHHHHHHHHH! – Emily literalmente gritou.

— AHHHHHHHHHHH! – Hotch gritou, sentindo sua mão sendo literalmente esmagada.

Logo o quarto ficou silencioso e um choro de bebê pôde ser ouvido. Emily sentiu as lágrimas rolando por seu rosto e ela viu Hotch, mesmo com a mão dolorida também emocionado.

Jack, que estava do lado de fora com Penelope, sorriu para a tia e depois voltou sua atenção para o jogo que jogava.

— Parabéns, ela é linda. – A médica enrolou a bebê no cobertor e a deu para Hotch. – Ela é perfeita.

— Olha, Emily. – Hotch sentia uma leve dor nos dedos e entregou a filha para a esposa. – Ela é toda nossa.

— É. – Emily traçou o rosto da filha suavemente com os dedos. – Temos sorte em ter uma linda bebê.

— Vocês me desculpem, mas preciso levar sua filha para exames. – A enfermeira sabia que precisava de um nome para a etiqueta. – Qual o nome dela?

— Helena. – Emily viu Hotch assentir. – O nome dela é Helena.

— Helena. – A enfermeira escreveu e prendeu a etiqueta no pé dela.

— Você precisa descansar. – Hotch beijou a testa da esposa. – Eu te vejo em algumas horas.

— Não suma. – Emily sorriu.

— Eu só preciso fazer uma consulta. – Hotch sorriu e saiu, deixando-a descansar.

Hotch entrou na sala de espera, vendo todos ansiosos pela novidade. Talvez ele devesse brincar.

— É uma menina! – Todos se levantaram para abraçar Hotch. – Helena é simplesmente a mais linda bebê.

— Assim como eu fui. – Jack sorriu. – Posso ver minha maninha agora?

— Penelope, leve ele para o berçário. – Hotch sorriu. – Eu preciso de uma consulta.

Hotch deixou a sala e todos sorriram para o chefe. Rossi deu um sorriso entendendo o que ele precisava. Aparentemente ele precisava de um gesso também.

Todos sorriram quando chegaram ao berçário onde a garotinha dormia perfeita em seu macacão cor de rosa.

— Lembra desse macacão, Derek? – Penelope apontou. – Que eu disse a você que tinha comprado para nossa futura filha?

— Eu nem me importo que você tenha dado, querida. – Derek a beijou na bochecha. – Ela vai ser uma garotinha de sorte. Com os pais e o irmão...

— Tio Derek. – Jack colocou a mão sobre o vidro. – Ela é minha irmã?

— Sim, Jack. – Derek respondeu, levantando Jack. – Ela é sua irmã. O nome dela é Helena.

— Ela é pequena, tio. – Jack falou e todos sorriram.

Hotch apareceu com a mão engessada e todos sorriram para ele. Ele teria que usar aquela tala por quatro semanas antes de retirar, embora não houvesse uma restrição para cura.

— Então, o grande Aaron Hotchner precisou de gesso. – Rossi brincou.

— Eu não estou reclamando. – Hotch sorriu. – Afinal, eu subestimei o tamanho de uma contração feminina.

Todos sorriram quando a enfermeira indicou que levaria Helena para Emily.

A equipe seguiu junto para o quarto e entregou um seu presente para a mais nova integrante da família. Emily estava radiante por ter finalmente permissão para segurar a filha nos braços por mais de um minuto.

Como todos do time eram padrinhos da garota, JJ e Rossi assinaram representando. Todos lá seriam padrinhos da garotinha.

Nem era preciso dizer que logo os dois tiveram mais filhos.