— Por favorzinho, Dave. – Luke estava quase implorando. – Eu quero fazer uma surpresa para Pen.

— Mas por que Paris? – Rossi colocou o arquivo na mesa. – O que você tem contra um pedido nacional?

— Porque Penelope sempre quis ir para Paris e eu tenho outros planos para ela. – Luke sorriu. – E depois, não foi você quem disse que queria que eu impressionasse ela quando fosse dar um passo maior?

— Apenas não tente ser preso por lá. – Rossi deu um olhar para Luke. – Algo mais?

— Sim, eu preciso de uma recomendação de hotel. – Luke olhou para ele. – Você sabe, a gente vai curtir.

— Eu aprendi há algum tempo não fazer perguntas. – Rossi pegou um dos muitos cartões de hotel e deu a Luke. – Ele é perto da torre Eiffel. Sei que é para lá que você vai levar Penelope.

— Certo, valeu. – Luke saiu todo feliz com a ajuda de Dave. – Pen, está pronta?

— Eu só preciso terminar algumas anotações. – Ela sorriu quando ele se aproximou e começou a massagear os ombros dela. – Hmm, isso é bom.

— Eu tenho uma coisa. – Luke sorriu para ela. – Você ainda tem uma mala no seu carro?

— Sim, sempre. – Penelope percebeu que Luke estava tramando algo. – Por que?

— Porque eu e você vamos jantar. – Luke a ajudou a desligar os computadores. – Dave já nos emprestou o jato, ele está bem abastecido e claro, tem bastante coisa lá.

— Perfeito. – Penelope deixou a agencia e os dois foram diretamente para a pista de pouso. – Que jato grande.

— Sim, Dave é realmente rico. – Luke sorriu. – Boa noite.

— Boa noite e sejam muito bem-vindos a bordo. – Uma das comissárias os recepcionou. – O senhor Rossi nos avisou da sua iminente chegada e vamos partir em alguns minutos.

Luke ajudou Pen com as malas e sorriu, roubando um beijo dela enquanto ela subia.

— Eu não tenho certeza se estamos indo mesmo para New Orleans. – Penelope olhou para Luke. – Algo que você queira me contar?

— Não ainda. – Luke a fez se deitar. – Durma um pouco, querida. Eu prometo te acordar quando chegarmos.

Penelope sabia que Luke estava planejando algo desde o momento em que entraram no avião. Ele mentiu dizendo que eles estavam indo jantar em New Orleans, quando na verdade eles estavam sobre o oceano.

Depois de quase uma noite de viagem, Luke ajudou Penelope a descer do jato. Ele a deixou no carro e colocou uma venda nela.

— É uma surpresa, querida. – Ele propositalmente deixou os vidros fechados enquanto passavam pelas ruas de Paris. – Não precisa se preocupar com nada.

— Além da falta de visão? – Penelope podia sentir o sorriso. – Não que eu deteste surpresas, mas eu preciso saber se estou vestida adequadamente.

— Você está linda, querida. – Luke beijou a mão dela. – Como sempre.

Luke olhou para a pequena azul com um laço sobre ela. Ele havia colocado no bolso, mas com a falta de visão de Penelope, ele podia deixar a caixinha sobre o painel do carro.

Dentro dela havia um belo anel de ouro e um diamante quadrado de quase 10 quilates. Ele pode ter pedido para Rossi o ajudar a comprar e o italiano ter pago por ele, mas ele saia que era o que Penelope adorava.

Luke parou perto da torre Eiffel. Ele havia pedido ajuda a Emily para fazer a reserva. Ele sabia que a chefe era adepta de surpresas, mas a parte em que ele pediria Penelope em casamento era um segredo para todos, menos ele e Dave.

— Com cuidado querida. – Luke afastou a cadeira e ajudou Pen a se sentar. – Acho que já pode retirar a venda.

Ela retirou a venda e percebeu que ele a tinha levado até Paris. Foram as sete horas e quarenta minutos mais loucos de sua vida.

— Você ficou doido, senhor Alvez? – Penelope fingiu estar zangada. – Mas eu adorei estarmos aqui bem na hora do jantar. Na hora do jantar deles.

— Bem, você deveria tentar matar Rossi, querida. – Luke a beijou. – Você aceita um pouco de fondue?

— Je veux ton bouche, beuau mec. – Penelope o provocou com seu francês perfeito.

— Agora traduz, meu anjo. – Luke a beijou, como se soubesse o que ela havia dito.

— Eu disse eu quero sua boca, seu lindo homem. – Penelope sorriu e recebeu outro beijo. – Como será que essa frase ficaria em espanhol?

— Quiero tu boca, hermosa mujer. — Luke sorriu quando ela colocou outro pedaço de queijo envolvido em uma calda de chocolate. – Delicia.

Depois de comerem e beberem o suficiente, Luke decidiu subir na torre. Penelope foi na frente e ficou encantada com a vista da torre. Luke mexeu no bolso com a caixinha do anel e decidiu que era hora de fazer a pergunta.

Haviam muitas pessoas, mas apenas Penelope precisaria ouvir. Envolvendo um braço nela, ele pegou a mão dela e a fez olhar para ele.

— Há um tempo, a ideia de passar a vida toda com alguém era totalmente fora de questão. – Luke a viu olhar para ele. – Então eu conheci você e minha vida mudou. Agora eu quero mais. Eu preciso de mais.

Luke não se importou com as pessoas, uma vez que muitas delas não falavam a língua deles.

— Casa comigo, Penelope? – Luke abriu a pequena caixinha e mostrou o anel.

— Aceito. – Penelope sorriu quando ele pegou o anel delicado e o colocou no dedo dela. – Luke, deve ter custado caro.

— Eu não me importo com o quão caro ele pode ter sido. – Luke a beijou. – Agora, acha que a gente pode ficar em um hotel e fazer mil loucuras esse final de semana todo e na segunda voltar?

— Só se a gente não precisar de roupas. – Penelope sorriu. – E na segunda, eu vou com meu anel, só querendo ver quais pessoas sabem que eu fiquei noiva do homem mais lindo.

— Hmm, eu vou adorar esse fim de semana Au Naturel. – Luke a beijou com carinho. – Essa garota vai ser minha morte.

Na segunda feira de manhã, Luke e Penelope começaram o caminho de volta. Já era quase noite quando eles finalmente desembarcaram em Washington e por isso as novidades só seriam anunciadas na terça feira.

— Bom dia a todos. – Penelope estendeu a mão direita propositalmente. – Temos um caso.

— Espere, o que é isso no seu dedo? – JJ correu para a amiga, quase arrancando a mão dela. – Isso é o que eu estou pensando?

— É JJ. – Emily sorriu para a pedra. – É um diamante perfeito em um anel de noivado mais perfeito ainda.

— Você e Luke ficaram noivos! – JJ abraçou a amiga. – Oh meu Deus, vocês tinham ido a Paris no fim de semana.

— Penelope, é lindo mesmo. – Tara segurou a mão da amiga. – Eu realmente adorei. Bela escolha, Luke.

— Bem, como eu e a moça aqui estamos noivos... – Luke beijou a noiva. – As bebidas são por minha conta.

Todos sorriram pela boa ação de Luke. Rossi olhou para o jovem casal feliz e sentiu que seu dever era ficar em silencio. Ele não iria fazer uma piada qualquer.

Todos foram ao bar quando o expediente acabou e não houve nenhum caso.